• V v oac da EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DA OCUPAÇÃO - DA REVOLUÇÃO L jj NACIONAL ^
  • OLF. \ Yd / I 4\k \ Wh II A\ V /% v . '*1 MINISTÉRIO DAS COLÓNIAS ^ jgjjijíjj.-j REPÚBLICA PORTUGUESA (-^atáloacr Áa EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DA OC UPACÃO 7 VOLUME AGÊNCIA GERAL DAS COLÓNIAS 1 9 3 7
  • LEGISLAÇÃO DECRETO-LEI N.° 27.269 IDiário do Govêrno, 1." série, n.° 276, de 24 de Novembro de 1936) Considerando que o esfôrço português para a ocupação dos nossos domínios ultramarinos constitue uma epopeia que é de toda a oportunidade mostrar no seu conjunto ao nosso POVO; Considerando que por arquivos e bibliotecas nacionais e estrangeiras existem disseminados valiosíssimos documentos que o grande público não conhece e que interessam a inves- tigação erudita dos nossos trabalhos na descoberta e colo- nização ; Considerando ainda que representa digno complemento de uma exposição com êles organizada a exposição do- cumental da influência que teve no domínio da arte o movi- mento das descobertas e conquistas portuguesas; Usando da faculdade conferida pela 2/ parte do n.° 2." do artigo 109.° da Constituição, o Govêrno decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte: Artigo 1.® Realizar-se-á em Lisboa na primavera de 1937 uma demonstração documental de carácter iconográfico, mi- litar e bibliográfico, denominado Exposição Histórica da Ocupação. V
  • Art. 2.° Essa demonstração terá o fim de mostrar os tra- balhos e acção dos portugueses para assimilação dos indíge- nas e para a defesa do ultramar português, durante o século xix até às campanhas da Grande Guerra. § único. A Exposição poderá abranger uma série de de- monstrações do esforço português anterior ao século xix. Art. 3.° Durante a Exposição Histórica da Ocupação realizar-se-á o 1.° Congresso da História da Expansão Por- tuguesa no Mundo e uma demonstração no domínio da arte do esforço português, que se denominará a Arte e a Expansão Portuguesa Além-Mar. Art. 4.° A Exposição e Congresso terão comissões de honra, orientadora e executiva, cujos membros serão da livre escolha do Ministro das Colónias. Art. 5.° O Ministro das Colónias poderá mandar vir um funcionário das colónias para fazer parte da comissão orienta- dora. Art. 6.° O Ministro das Colónias fixará, por portaria, com dispensa de quaisquer outras formalidades legais, a gratifi- cação a abonar a cada um dos membros da comissão executiva e ao chefe da secretaria. A gratificação atribuída aos membros da comissão executiva e ao chefe da secretaria será acumu- lável com quaisquer outras remunerações que porventura per- cebam. Art. 7.° O presidente da comissão executiva fica autori- zado a admitir livremente, sem dependência de quaisquer for- malidades, o pessoal que fôr preciso à execução dos serviços, a fixar os respectivos abonos especiais, e bem assim a realizar nas mesmas condições tôdas as compras de material que forem necessárias. Art. 8.° A secretaria geral da Exposição compor-se-á: 1.° Do secretário geral; 2.° De um chefe de secretaria; 3.° Do pessoal da Agência Geral das Colónias que o Ministro designar; 4.° De três auxiliares; 5.° De três dactilógrafas. § 1.° Os serviços prestados pelo pessoal da Agência a que se refere o n.° 3.® dêste artigo poderão ser especialmente VI
  • remunerados, como mensalmente fôr proposto pela Agência Geral das Colónias e aprovado pelo Ministro. § 2.° O pessoal da secretaria geral da Exposição é de nomeação do Ministro das Colónias. Art. 9.° Os restantes serviços e os regulamentos das iniciativas a que se refere o presente decreto serão aprovados pelo Ministro das Colónias em diploma especial. Art. 10.° Constituem receitas destinadas às realizações determinadas no presente decreto: a) As verbas que forem inscritas no orçamento da Agência Geral das Colónias, a que se refere o artigo 12* do presente decreto; b) O produto das entradas na Exposição Histórica da Ocupação e na demonstração A Arte e a Expansão Portuguesa Além-Mar; c) Quaisquer receitas provenientes da realização das iniciativas a que se refere o presente decreto. Art. 11.° A despesa a fazer no corrente ano económico com as realizações de que trata o presente decreto será satis- feita pela dotação a inscrever para êsse fim no orçamento da Agência Geral das Colónias do mesmo ano económico, a qual constituirá o artigo 13.°-A, capítulo 3.°, do referido orçamento, descrita pela seguinte forma : Artigo 13.°-A. Despesas com as iniciativas a que se refere o decreto-lei n.° 27:269. § único. A dotação a inscrever no orçamento da Agência Geral das Colónias, nos termos do que neste artigo se dispõe, será constituída e poderá ir sendo sucessivamente reforçada, mediante portarias do Ministério das Colónias, com a anulação de quaisquer saldos verificados nas demais dotações do indi- cado orçamento da mesma Agência Geral. Art. 12.° No orçamento da Agência Geral das Colónias para o ano de 1937 serão inscritas, sob as mesmas rubricas, as verbas que o Ministro, por proposta do agente geral das colónias, julgar necessárias. Art. 13.° As Casas da Metrópole em Luanda e Lourenço Marques contribuirão para as iniciativas a que se refere o pre- sente decreto com um subsídio inscrito no seu orçamento. V»
  • Art. 14.° A Comissão executiva, como organismo autónomo, apresentará contas da sua gerência ao Tribunal de Contas pela forma legal. Art. 15.° Deverão prestar auxílio e concurso à Agência Geral das Colónias, para a realização dos certames de que trata o presente decreto, os governos coloniais, as autoridades colo- niais, as repartições e organismos do Estado e particulares cuja colaboração fôr julgada necessária. Art. 16.° É permitida a importação temporária de artigos coloniais e estrangeiros dirigidos à Agência Geral das Coló- nias, ao Arquivo Histórico Colonial ou ao Museu de Arte An- tiga, destinados a qualquer das iniciativas a que se refere o presente decreto. Art. 17.° Durante a Exposição o Ministro das Colónias poderá promover a vinda à metrópole de alunos dos liceus coloniais, nascidos nas colónias, em termos a fixar mediante portaria. Art. 18.° Os casos omissos e quaisquer dificuldades que surjam na execução do presente decreto com força de lei serão resolvidos por despacho do Ministro das Colónias. Publique-se e cumpra-se como nêle se contém. Paços do Govêrno da República, 24 de Novembro de 1936. — António Óscar de Fragoso Carmona —Antón/o de Oliveira Salazar — Mário Pais de Sousa — Manuel Rodrigues lúnior — Manuel Ortins de Bettencourt — Joaquim José de Andrade e Silva Abranches — Francisco José Vieira Machado — António Faria Carneiro Pacheco — Pedro Teotónio Pereira — Rafael da Silva Neves Duque. DECRETO N.° 27.346 (Diário do Govêrno, 1.' série, n.° 296, de 18 de Dezembro de 1936) Considerando que se torna necessário dar cumprimento ao que dispõe o artigo 4.° do decreto-lei n.# 27:269, de 24 de Novembro de 1936; VIII
  • Considerando que é indispensável fixar desde já as atribuições das comissões orientadora e executiva a que se refere o aludido decreto; Usando da faculdade conferida pelo n.° 3.® do artigo 109.® da Constituição, o Govêrno decreta e eu promulgo o seguinte: Art. 1.® A Exposição Histórica da Ocupação, a que se refere o decreto-lei n.® 27:269, inaugura-se oficialmente no dia 19 de Junho de 1937, no Palácio das Exposições no Parque Eduardo VII. Art. 2.® A acção portuguesa a relembrar nessa Exposição compreenderá o esfôrço militar, do explorador, do missionário e dos demais agentes da expansão portuguesa no ultramar. Art. 3.® À comissão orientadora a que se refere o artigo 4.® do decreto n.® 27:269 incumbe: a) Pronunciar-se sôbre o plano geral da Exposição e do 1.® Congresso, feito pela comissão executiva; b) Dar o seu parecer sôbre todos os assuntos que sejam submetidos à sua apreciação. § único. O funcionário a que se refere o artigo 5.® do decreto-lei n.® 27:269 servirá de secretário e terá direito ao abono da ajuda de custo diária de 80$ e passagem por conta da colónia a que pertencer, além de todos os venci- mentos que perceberia no efectivo desempenho do seu cargo. Art. 4.® A Exposição Histórica da Ocupação e o 1.® Con- gresso da História da Expansão Portuguesa no Mundo tem uma comissão executiva, composta pelo agente geral das colónias, que servirá de presidente, do secretário geral do 1.® Congresso da História da Expansão Portuguesa no Mundo, que será o director do Arquivo Histórico Colonial, e do se- cretário geral da Exposição, que servirá de secretário. Art. 5.® Compete à comissão executiva: 1.® Resolver acêrca dos planos que serão sujeitos à apro- vação do Ministro; 2.® Resolver acêrca dos orçamentos dos planos de que trata o número anterior; 3.® Estabelecer as condições dos contratos de obras e adjudicações; IX
  • 4." Examinar as contas apresentadas e pedir acêrca delas todos os esclarecimentos necessários; 5.° Zelar por todos os trabalhos e serviços, para que sejam feitos com a maior economia; ó.° Fiscalizar todos os serviços e providenciar quanto ao bom andamento dos trabalhos, remediando quaisquer das faltas que ocorrerem; 7.° De uma maneira geral, orientar a execução dos tra- balhos da Exposição e do 1.° Congresso e estabelecer os re- gulamentos internos. Art. 6.° A comissão executiva reunirá sempre que fôr ne- cessário, mediante convocação do seu presidente. § único. Qualquer vogal pode pedir ao presidente a con- vocação da comissão, indicando o assunto a tratar. Art. 7.° A comissão executiva poderá, com concordância do Ministro, agregar a si, como auxiliares sem voto, as indi- vidualidades que julgue necessárias, propondo as condições em que essas pessoas devem dar a sua colaboração. Art. 8.° Ao agente geral das colónias, como presidente da comissão executiva, competirá especialmente: 1.® Dar execução aos n.®' I.8, 2.", 3.®, 5.®, 6.® e 7.® do artigo 5.°; 2.® Superintender e fiscalizar os serviços de contabilidade, pagadoria e secretaria da Exposição; 3.® Ser o intermediário entre a comissão executiva e o Ministro; 4.® Propor ao Ministro, para seu despacho, o regulamento geral da Exposição e Congresso; 5." Fazer uso das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 7.® do decreto-lei n.® 27:269, de 24 de Novembro de 1936; 6.® Propor ao Ministro a deslocação do pessoal necessário e as condições em que deve ser feita; 7." Determinar a deslocação dos funcionários que entender para o local onde fôr instalada a Secretaria do 1.® Congresso da História da Expansão Portuguesa no Mundo, funcionando êsse serviço como uma secção da Secretaria Geral. Art. 9." À Secretaria Geral da Exposição compete coorde- nar o serviço das iniciativas a que se refere o decreto-lei X
  • n. 27:269, de 24 de Novembro de 1936, e dar expediente a todos os assuntos. Art. 10. Anexos à Secretaria Geral haverá os serviços de contabilidade e pagadoria geral da Exposição. Art. 11. Os serviços de contabilidade geral ficam a cargo de um funcionário superior da Repartição de Contabilidade das Colonics, que perceberá a gratificação especial que lhe for arbitrada pelo presidente da comissão executiva, nos termos do n.° 5.° do artigo 8.° , § único. O presidente da comissão executiva elabo- rará, para aprovação do Ministro, um projecto de orça- mento, indicando a receita e a despesa previstas sob várias rubricas. Art. 12." A pagadoria geral das iniciativas a que se refere o presente decreto será instalada na Agência Geral das Coló- nias, e competir-lhe-á fazer, em face dos respectivos do- cumentos originários, o pagamento de tôdas as despesas da Exposição Histórica da Ocupação e do 1.° Congresso da História da Expansão Portuguesa no Mundo, nas condições estabelecidas no §§ 2.° e 3.° do artigo 19.° § único. O funcionário da Agência Geral das Colónias que fôr encarregado dos serviços da pagadoria receberá a gratificação que fôr fixada pelo presidente da comissão executiva, nos termos do n.° 5." do artigo 8.° dêste decreto. Art. 13.° A execução e direcção da demonstração «A Arte e a Expansão Portuguesa Além-Mar» competem ao director dos Museus Nacionais de Arte Antiga. Art. 14." O director dos Museus Nacionais de Arte Antiga resentará na Agência Geral das Colónias, para aprovação ao Ministro das Colónias, o plano e orçamento das despesas a efectuar com «A Arte e a Expansão Portuguesa Além-Mar». Art. 15." O director dos Museus Nacionais de Arte Antiga poderá, mediante despacho ministerial, levantar as quantias que julgar necessárias, até à totalidade da verba destinada à demonstração ação das secretarias da Exposição Histórica da Ocupação kA j Congresso da História da Expansão Portuguesa no Mundo nas dependências do Ministério ou de serviços dêle dependentes que o Ministro julgue mais apropriadas. X\
  • Art. 17.° A comissão executiva poderá promover durante a Exposição festas e cerimónias, depois do seu plano aprovado pelo Ministro. Art. 18.° O presidente da comissão executiva promovera a edição das publicações habituais das exposições e de outras, cujo plano apresentará ao Ministro. Art. 19.° Com as verbas que forem inscritas para estas iniciativas será aberta, no Banco Nacional Ultramarino, uma conta de depósito à ordem da comissão executiva do Exposição. § 1.® À Repartição de Contabilidade das Colónias com- petirá o expediente necessário às modificações a fazer no orçamento da Agência Geral das Colónias, pela forma indi- cada no decreto n.° 27:269, de 24 de Novembro de 1936. § 2.® Os levantamentos de dinheiro da conta a que se refere êste artigo efectuar-se-ão com a assinatura de dois membros da comissão executiva. Art. 20." Qualquer saldo que se verifique no orçamento da conta geral de receita e despesa da Exposição constituirá receita própria da Agência Geral das Colónias, e como tal será entregue e escriturada na respectiva conta. Art. 21.® A prestação de serviços nos termos previstos neste decreto e no n.® 27:269 não constitue impedimento à nomeação para quaisquer lugares permanentes dos serviços públicos. Publique-se e cumpra-se como nêle se contém. Para ser publicado nos < Boletins Oficiais* de todas as colónias. Paços do Govêrno da República, 18 de Dezembro de 1936. — António Óscar de Fragoso Carmona — António de Oliveira Salazar — Francisco José Vieira Machado. XII
  • (Comissão Je Ç^fc onra S. Ex.° o Senhor Presidente da República S. Ex.° o Senhor Presidente do Conselho, Ministro da Guerra e dos Negócios Estrangeiros S. Ex.° o Ministro da Marinha S. Ex.a o Ministro da Educação Nacional S. Eminência o Senhor Cardial Patriarca S. Ex.a Rev.° o Senhor Arcebispo de Ossirinco Presidente da Academia das Ciências Reitor da Universidade de Lisboa Reitor da Universidade do Pôrto Reitor da Universidade de Coimbra Reitor da Universidade Técnica Director da Biblioteca Nacional Director da Torre do Tombo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa Presidente da Junta Nacional de Educação Presidente da Sociedade de Geografia Director da Biblioteca da Ajuda
  • omissão ^dnentaclora da á~>xf>osiçao Çfttslórtca da ®cuf>ação 1° (Songresso da ÇJúslória da <&xf)ansão áPorluguesa no Oriundo Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho General José Justino Teixeira Botelho Professor Dr. David Lopes Padre Serafim Leite Professor Gastão Sousa Dias IPortorio publicada no Diário do Govêrno, II Série n. 306, do 30 do Dezembro de 1936). (^omissão ^DxecuUva PRESIDENTE Júlio Caiola Agente Geral das Colónias VOGAIS Dr. Manuel Murias Director do Arquivo Histórico Colonial Capitão Dimas Lopes de Aguiar Secretário Geral da Exposição Histórica da Ocupação IDecreto n.* 27346, art. 4.*i portaria publicado no Didno do Govêrno, II Série, n.° 306, de 30 de Dezembro de 1936). ADJUNTOS Amadeu Cunha Luiz Filipe da Silva Ramos (Luiz de Montalvôrl Dr. Luiz da Câmara Menezes Alves IDecrelo n.* 27.346, art. 7.*). CHEFE DA SECRETARIA João Contreiras ,Porta??Jns®rt°„no Dió,'° do Govêrno, II série n. 306, de 30 de Dezembro de 1936).
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  • ^22222722277727777777^, U IS ai o presente catálogo desempenhar uma dupla função ser, desde agora, guia explicativo de quem visite a ex- posição e ser, de futuro, o orientador, em relação ao período da história pátria que ela abrange, de quantos, para nutrir o seu orgulho nacionalista de mais alguma coisa que de palavras vãs, pretendam saber o que fize- mos no ultramar no período de oitocentos. É certo que a Exposição dedica algumas salas à actividade portuguesa no Mundo anterior ao século x/x e êste catálogo consequentemente aponta, descreve e explica a documentação aí exibida. Mas se realmente a Exposição refere a acção por- tuguesa em séculos anteriores, não é menos certo que o faz com o exclusivo intuito de bem mostrar que a glo- riosa actividade nacional nos últimos cem anos não é esporádica — porque constitue a lógica sequência da vocação irresistível da Grei. O século x/x não é um milagre na história colonial da Nação — é antes a continuação do milagre de um XVII
  • pequeno povo cuja potência expansiva, adestrada na conquista, palmo a palmo, do território metropolitano, se dilatou para além dos mares, na criação de impérios e na civilização de povos. Foi para bem o demonstrar que se fizeram as salas
  • noImente regula a nossa presente acção colonial e o estadista que a concebeu e preside à sua aplicação. A sala do «Acto Colonial» visa dest arte a mostrar que a Nação continua no Ultramar a exercer a sua actividade, sob princípios que se integram na sua tradi- ção humanitária e civilizadora. Ergue-se ali a estátua de Salazar. Não se quis somente prestar a homenagem de- vida ao homem que tornou possíveis todas as realizações do Estado Novo; igualmente por ela se afirma que, sob a direcção de tal chefe e ao impulso dos princípios con- signados naquele diploma, resumidos nas paredes da sala e profundamente vincados na nossa vontade — so- mos bem capazes de dar continuidade ao nosso glorioso passado. A sala do «Acto Colonial» deverá ser a primeira de uma exposição que se realize em 1947, para mostrar a nacionais e estrangeiros o que o Estado Novo levou a efeito nas suas colónias. O que no ultramar se está executando, com en- tusiasmo ardente e com serena prudência, sem preci- pitações de improvisadas tentativas e sem lentidões de sonolentos vagares, pode ser legítimo título de orgulho nacional — porque mostra que os heroísmos e os sacrifí- cios que a Exposição patenteia, longe de inúteis, condi- cionaram, para maior bem de Portugal e da Humanida- de, a nossa presente acção. E propositadamente não distingo a acção colonial da metropolitana, porque hoje a actividade do país constitue um bloco indivisível, donde as características diferenciadoras da nossa colonização e o segrêdo do seu cunho entranhadamente nacionalista — uma das ra- zões do seu inegável sucesso. O Estado Novo não reivindica para si o epíteto de novo apenas pela orgânica nova com que ordena XIX
  • as actividades materiais do presente, mas também pela nova valorização espiritual dos opulentíssimos legados do passado. O Estado Novo alarga e aprofunda o conceito da Pátria, avivando a consciência da sua grandeza e da sua unidade, através do tempo e através do espaço. Dado que não era possível realizar um certame que abrangesse todo o secular transcurso da nossa acção colonial, nenhuma época seria tão elucidativa como aquela que imediatamente precede a nossa e de que directamente herdamos impulsos e problemas — e tam- bém uma grande lição. Foi o século xix, sem dúvida, aquêle em que, depois da época áurea de quinhentos, a inteligência portuguesa fulgiu nos seus representantes de maior brilho. Viveram então, em Portugal, historiadores da gran- deza de Herculano, que Sanchez Mogel considera o maior da Península; Gama Barros, de minuciosíssima e cauta investigação; Martins Sarmento, o reconstituidor da nossa pre-história' A filologia teve em Adolfo Coelho e Leite de Vas- concelos, felizmente ainda vivo, mestres de renome mundial. A oratória, arte então em pleno favor, elevou-se a culminâncias /amais superadas, no verbo de milagrosa espontaneidade de José Estêvão, na compostura acadé- mica de Garrett, na eloquência florida de Alpoim e Ale- xandre Braga, na ironia, aguda como lâmina florentina, de João Arroio, na opulência verbal, de tão clássico recorte, de António Cândido ou ainda, quanto à tribuna sagrada, nos rasgos magníficos dos cónegos Alves Ma- teus e Alves Mendes, do arcebispo de Évora, D. Augusto XX
  • Eduardo Nunes, todos da linhagem gloriosa do Padre António Vieira. E não menos floresceram, na literatura de imagina- ção, alguns dos mais altos génios portugueses de todos os tempos. Ê a época que assiste às premières de Gar- rett, que ouve com comovido encanto o fresco fluir do lirismo de João de Deus, que medita os sonetos de An- tero, que se surpreende perante a emoção e a técnica do tSó> de António Nobre e do «Livro de Cesário Verde» e estremece sob a vibração dos alexandrinos de Guerra Junqueiro e Gomes Leal; isto ao mesmo tempo que se revê nas personagens dos romances de Eça, de tão subtil penetração, de Camilo, o máximo domi- nador da língua, assiste, com renovado prazer, às zar- gunchadas da crítica de Ramalho e de Fialho, e ri ante a graça do lápis mordaz de Bordalo Pinheiro. No jornalismo, esgrimiam polemistas como Rodri- gues Sampaio, Mariano de Carvalho, António Enes e Navarro, talvez o maior de todos. E como se isto não bastasse ainda, as artes plás- ticas teem cultores como Vieira Portuense, Silva Pôrto, Sousa Pinto, Soares dos Reis e Columbano. Foi o século xix, sem contestação possível, uma época de renascimento intelectual, em cujo esplendor se funde o brilho excepcional de todas estas estrêlas de primeira grandeza. E, contudo, não teria havido época em que a Pátria mais fosse deprimida na sua grandeza moral e material: guerra civil, intervenção estrangeira, ultimato, bancar- rota, que sei eu! Portugal perdera a noção da sua grandeza, a consciência do seu própio valor, o respeito internacional — e aceitou resignadamente confínar-se ao papel de pequena nação. Se então alguém quisesse incutir no nosso povo a XXI
  • consciência da grandeza imperial da Pátria, ou imprimir à educação da mocidade um sentido imperial — não faltariam humoristas, cheios de talento, a cobrir de riso ideias tão contrárias à pequenez tacanha das con- cepções da época, nem barrigudos conselheiros a profe- tizar temerosamente mil perigos derivados de semelhantes quimeras. Mas resultaria esta depressiva consciência de nós próprios, da inferioridade pessoal dos governantes ? Evidentemente que não. Fontes, Braamcamp, Hintze, José Luciano, João Franco, para só falar de alguns, eram, incontestàvelmente individualidades cheias de mé- ritos pessoais. Nada faltava nem ao seu talento, nem ao seu carácter, nem mesmo ao seu sentimento patriótico, para fazer dêles verdadeiros condutores que dignamente pre- sidissem aos destinos de uma grande Pátria. Contudo, a sua acção de homens de Estado foi muitas vezes perniciosa e sempre totalmente desprovida de grandeza. Porquê? Porque foram êles as primeiras vítimas da sua pró- pria ideologia. O meio espiritual, que se lhes tecia em forno, defor- mava-lhes a visão das realidades, ao mesmo tempo que lhes diminuía a confiança nos destinos da Pátria. Essa deformação levava ao amesquinhamento das coisas verdadeiramente grandes e à inflação do que na realidade era mesquinho. Os homens mais influentes e representativos dissol- viam tôdas as suas capacidades num cepticismo siste- mático e negativista. Os monárquicos não acreditavam na monarquia e não se detinham ante os ataques mais injustos e até mais ofensivos às pessoas reais; uma parte do clero vivia XXII
  • de costas viradas à igreja, a ponto de um bispo político estabelecer como norma de vida religiosa a fórmula, que chegou a ter consagração, de a religião dever ser como o sal na comida - quantum satis. Por muito inteligentes e cultos que fossem os gover- nantes, faltava-lhes a fé indispensável para dinamizar energias — e sem fé na missão da Patria não se con- duzem povos. Tinham, em face das forças espirituais da tradição, da capacidade criadora da Raça, as ideias diminutivas divulgadas por um Oliveira Martins e, em contraposição, viviam no feiticismo de fórmulas convencionais, a que emprestavam foros de verdades eternas: liberdade indi- vidual, igualdade, sufrágio universal, soberania popular, parlamentarismo... Nomen numen... Daqui derivava, para a esfera de acção, uma re- núncia a empreendimentos que restituíssem a Pátria à sua verdadeira grandeza e dignidade e efectivassem tôdas as suas possibilidades económicas e espirituais, porque todo o estímulo lhes era pouco para emprega- rem energias e talentos nas brigas suscitadas, quando não pelos inferisses pessoais, ao men os pelos mitos colectivos. A teatralidade dos duelos parlamentares, a alga- rada dos arraiais políticos absorviam em pura inutili- dade as energias do escol político do País. O empenho, de mais ruidosa glória, de derrubar o govêrno, sobrepunha-se ao propósito, tantas vezes de sacrifícios ignorados, de elevar a Nação. A doença, porém, não atacava tôda a grande Nação portuguesa, senão que os seus orgãos metro- politanos. É que estes se deixaram contagiar por ideias e pro- cessos que não eram nossos. XXIII
  • Lá longe, porém, nas nossas províncias ultramarinas, inacessíveis à corrupção de ideias estrangeiras, encon- travam aquêles que em Portugal se sentiam inadaptados um meio estimulante que lhes tornava possível dar conti- nuidade a um Portugal idêntico a si mesmo e fiel ao seu passado. E os que dirigiram os destinos do nosso ultramar, os que lá se bateram e com sua bravura talharam um Impé- rio para a Pátria aplicaram princípios diametralmente opostos aos que vigoravam na Metrópole. Unidade de comando, princípio de autoridade, dis- ciplina, ausência de assembleias deliberativas, respeito pelas mais puras tradições nacionais... E por isso conseguiram fazer obra imperecível. Se um Enes ou um Mousinho,para só falar nos maio- res, submetesse à crítica e aprovação parlamentares seus projectos e planos, natural era que ou não fossem adoptados ou não pudessem ter execução... O que de grande Fizemos em África no século XIX deveu-se, sem dúvida, à têmpera excepcional dos homens — mas também ao valor dos princípios e métodos por ê/es aplicados Na Europa, Portugal parlamentarista, li bera lista, em contradição com as suas seculares tradições, é um país de mesquinha vida pública. Em África, Portugal apli- cando os seus métodos políticos tradicionais — chefes autoritários, decididos, isentos de peias políticas na exe- cução da sua vontade; dirigidos conscientemente obe- dientes às ordens dos chefes, habituados à acção que não á sabatina parlamentar, atentos ao prestígio que não ao escândalo; e uns e outros unidos no mesmo ideal de bem servir, e na mesma fé nos resultados da sua acção — realiza as maravilhas de esforço civilizador que esta Exposição patenteia. E se com uma Metrópole pobre, corroída de ideias XXIV
  • dissolventes, degladiando-se em intestinas rixas sem gran- deza nem finalidade patriótica, internacionalmente des- valorizada, com governantes metropolitanos descrentes da capacidade da Nação por imbuídos de um cepti- cismo entorpecedor, Portugal fêz em África os prodígios que estão revelados neste certame, justo é confiar nas suas possibilidades de hoje. Curado do cepticismo e salvo das desordens e da penúria, unido, consciente das suas virtudes e dos seus deveres, possui uma situação financeira desafogada e uma ordem social inalterável, tem um chefe obedecido com fé e um sistema político que lhe permite mandar e assim realizar, numa total convergência de esforços, a nossa missão histórica. Para fazer uma grande obra ultramarina só falta- ria vontade — e essa, Deus seja louvado! não nos faz míngua. Queremos! FRANCISCO JOSÉ VIEIRA MACHADO XXV
  • £ v—-ra ainda um esboço no papel e já a Exposição Histó- rica da Ocupação recebia do Senhor Ministro das Colónias, alento criador, tão forte, que apenas quatro meses bastaram para que, na data designada desde o início dos trabalhos, pudessem dar-lhe a honra de transpor o seu limiar os Senhores General António Oscar de Fragoso Carmona, venerando e tão presti- gioso Chefe do Estado, Doutor António de Oliveira Salazar, Presidente do Conselho e os membros do Govêrno. Durante êsse período em que pouco a pouco se ia corporisando o sonho que idealizou a Exposição, nem um só dia o Sr. Dr. Francisco José Vieira Machado deixou de orientar superiormente os trabalhos, de estar em contacto comigo, insuflando com o seu infe- rêsse, novos entusiasmos. Apesar-do absorvente afan dos negócios da sua pasta, êle, Ministro do Império, encontrava ainda, por maravilha, tempo para essa assistência e para visio- nar a execução de certos pormenores artísticos acon- selhados pela sua alta cultura. XXVII
  • Por tudo isto a história certa nunca poderá exi- mir-se a reconhecer que a Exposição resultou do es- pírito decidido do Sr. Ministro das Colónias, reunindo à sua volta um grupo de pessoas dedicadas as quais não cuidaram da saúde nem olharam ao tempo nor- mal de trabalho, excedendo muito êste e perdendo parte daquela. Só nestes cargos, diz-me a minha experiência, é que foi e será possível empreendimento semelhante. Não é faltar à verdade dizer que a Exposição Histórica da Ocupação foi fulgurante em todos os aspectos por que se considere: documental, como lição e como arte e — que isso se deveu, em grande parte, ao Ministro, que foi, já o disse algures, um dos mais activos membros da Comissão Executiva. Não sou, por princípio, louvaminheiro. Procuro acima de tudo honrar o nome de meu Pai e seguir o exemplo de absoluta lealdade àqueles com quem serviu e de amor pela verdade que inspi- rou todos os seus actos. Por isso não me limito, como possivelmente outros fariam com receio que os apodassem de lisongeiros, a agradecer apenas a confiança do Ministro. Procedendo dêste modo cumpro o meu dever, tanto mais que posso, sem imodéstia, ter a consciên- cia de que essa confiança é merecida e de que pro- curo sempre bem servir. * Propositadamente se espaçou a saída dêste catálogo. Primeiro para que à obra se prestassem todos os cuidados que eram o nosso objectivo. XXVIII
  • Depois para se tornar uma projecção no tempo, e convencido estou de que êle é, pode afirmar-se, a imagem da própria Exposição. Não terá o carácter efémero de muitos e creio ue será difícil superar o seu valor bibliográfico e ocumental. E que poucas vezes haverá oportunidade de se reunirem tantas e tantas raridades, como as que vão referidas no Catálogo, tornando assim uma fonte de preciosas informações para os estudiosos. Acrescendo a isto o cuidado gráfico da publi- cação, não de estranhar para quem conheça já outras do departamento que o edita e que, sem falsa modéstia, não nos envergonham em qualquer parte, o Catálogo da Exposição Histórica da Ocupação ficará bem na biblioteca do mais exi- gente erudito. Eu sei que alguns investigadores estrangeiros aguardam o aparecimento desta obra e por seguro tenho que ela lhes dará a exacta medida do valor da documentação histórica exibida na Exposição, que foi empreendimento, pelo seu carácter, creio, de verda- deira novidade no mundo. Para nós, portugueses, e em particular para quantos percorreram as salas do Palácio do Parque Eduardo VII, será quási a própria Exposição rediviva, com as suas evocações, os seus tesouros iconográ- ficos e bibliográficos e as obras de arte que a ilumi- naram. Por isso o Catálogo enriquece a colecção das obras de cultura histórica da Agência Geral das Colónias. A exaltante lição sôbre o esforço por um Portu- gal Maior, no século xix, volta a repetir-se nestas páginas. XXIX
  • Do que constou a Exposição, diz, prefaciando, a bem dizer, êste volume, o Sr. Ministro das Colónias. * A Exposição... O Museu Histórico Colonial... Dir-se-ia ser um consequência da outra. Isto representará, pois, um problema, cujas pers- pectivas considero, esperançado. Tenho confiança absoluta no Ministro que gere os Negócios do Império, no seu amor ao trabalho, no seu nacionalismo, no seu interêsse pelos mais altos pensamentos coloniais que me fazem lembrar, permita- -se-me a enternecida e admiradora recordação — os do Sr. Dr. Armindo Monteiro, antigo Ministro das Colónias, que deu à política da cultura no domínio colonial um tão notável impulso, política que prosse- gue com honra para o Estado Novo e que é um dos aspectos mais brilhantes do renascimento nacional. Os últimos são sempre os primeiros. Sejam as últimas palavras dêste meu desata- viado trabalho, de reconhecido e comovido agrade- cimento para o Chefe que, sacrificando a viaa até para bem servir a Nação, nos garante a ordem, a disciplina, a paz, o progresso, que deram a possibili- dade de realizar a Exposição Histórica da Ocupação. JÚLIO CAYOLLA XXX
  • Átrio. — Infante D. Henrique, escultura de Francisco Franco
  • Átrio. — Afonso de Albuquerque, escultura de Diogo de Macedo
  • ///7W^?T?777?7y777y VESTÍBULO À entrada do Parque Eduardo VII, um pórtico ostenta o emblema da Exposição: a Cruz da Ordem de Cristo e a Rosa dos Ventos dos nossos navegadores. No lago do Parque, uma grande fonte luminosa, realização do engenheiro Carlos San- tos, cruza no ar os seus jactos de água. Em frente do Palácio das Exposições encontra-se um Clobo, com a indicação de Portugal e das Colónias Portuguesas no vasto Mundo, tendo na base os símbolos da Marinha, da Cuerra, da Fé e do Trabalho, e erguem-se dois galhardetes, um com as cores nacionais e outro com as côres do Império, ladea- dos por duas fontes luminosas, junto dos degraus, um de cada lado, estão colocados dois morteiros de 25 cm. de calibre, com O™.75 de comprimento, de fabrico francês, cedidos pelo Museu Militar, e por nós tomados aos holandeses, em Angola, durante as lutas do século XVII. No átrio, ao centro, o busto de Sua Excelência o Presi- dente da República, General Óscar Fragoso Carmona, símbolo i
  • do Estado Novo e da Nação (escultura de Maximiliano Alves) ; em frente, de um lado e do outro da porta da Sala Nobre, as estátuas do Infante D. Henrique, por Francisco Franco, e de Afonso de Albuquerque, por Diogo de Macedo; à direita e à esquerda de quem entra no átrio, as bandeiras dos Descobri- mentos e Conquistas, do Comércio e Dilatação da Fé (reali- zadas por João Ricardo da Silva), sendo do lado direito, à di- reita da pilastra, de cima para baixo; 1) — a bandeira da Ordem de Cristo, que andou em tôdas as descobertas e conquistas portuguesas; 2)— a bandeira de São Jorge, adoptada desde D. João I e que entrou nas conquistas do Norte de África; 3) — a bandeira usada desde D. João I até D. João II ;à esquerda da pilastra, pela mesma ordem: 1) — a bandeira das Quinas, de D. João II e D. Manuel; 2) —a bandeira da Esfera, insígnia da acção de D. Manuel, especialmente usada pelos navios man- dados à descoberta e pelos que navegavam para as Conquistas, desde o tempo daquêle rei; 3) — a bandeira dos navios do co- mércio da índia desde D. Manuel; do lado esquerdo, à esquerda da pilastra, de cima para baixo: 1)—a bandeira gironada de verde e ouro com a divisa de D. João III, usada nas armadas no tempo dêsse rei;2) — a bandeira real de D. João III e D. Se- bastião; 3) — a bandeira dos navios da armada do comércio e frotas do Estado do Brasil, no tempo de D. João IV; à direita da pilastra, pela mesma ordem: 1) — o estandarte real, que arvoravam o capitão-general da Armada da Coroa e o capitão- -general dos galeões da índia, tendo no reverso as armas reais do tempo de D. João IV; 2) — a bandeira do comércio das Mis- sões, chamada «pavilhão para converter a América», usada pela armada e frota da Companhia de Pernambuco (o frade que nela se vê representa Santo António); 3) —a bandeira dos galeões da índia, do tempo de D. João IV. 2
  • 777777777777777777777', SALA DOS BRASÕES OI el-Rei D. Manuel, o Venturoso, o primeiro portu- guês que profundamente se dedicou ao estudo da heráldica, mandando colher elementos em todo o Portugal e enviando pessoas cultas em missão de investigação ao estrangeiro, para se poder orientar nos estudos que dese- java fazer. Quis organizar um livro onde fossem iluminados todos os brasões de família já conhecidos e todos os outros que, em face das circunstâncias, fossem de novo ordenados, para premiar os altos serviços dos grandes Portugueses dessa época. A mais antiga tentativa ainda existente de um registo matriz de brasões è o conhecido e monumental «Livro do Armeiro Mor)), que se conserva no Arquivo Nacional da Tôrre do Tombo. Quem dirigiu a organização dêste livro foi el-Rei D. Ma- nuel I. O iluminador esteve doente no Hospital de Todos os Santos e à medida que iluminava cada folha, ia esta até Almeirim, ou onde o Rei se encontrava, para dar a sua opinião sôbre o que, a pouco e pouco, se ia fazendo. 3
  • Colhidos melhores elementos e aperfeiçoados os conhe- cimentos de D. Manuel I sôbre a arte e a ciência heráldica, foi o «Livro do Armeiro Mor» considerado imperfeito por faltas e erros que se lhe encontraram, resolvendo o Rei man- dar fazer outro livro, mas já com todos os aperfeiçoamentos provenientes dos últimos estudos. Foi António Godinho encarregado das iluminuras feitas sob a direcção do próprio Rei, que chamou a si todo o estudo e ordenação das armas destinadas a premiar os grandes feitos. Existe ésse monumento no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e foi ai, fonte absolutamente segura e a todos os títulos respeitável, que fomos buscar a maioria dos elementos necessários para a representação das armas que simbolizam os nomes dos grandes heróis dos descobrimentos, conquistas e ocupações dos Portugueses do passado, que tanto concor- reram para o desenvolvimento da civilização mundial. Foi, portanto, a obra da autoria do Rei D. Manuel I e da execução de António Godinho que nos deu os principais ele- mentos para a ornamentação heráldica da Exposição. Não havendo possibilidade de, nesta pequena notícia, fazer referência desenvolvida a cada uma das armas que estão representadas na sala de entrada da Exposição, sempre direi que, além das armas de D. João I, que se mantiveram desde êste Rei até D. João II, e das armas dos filhos do primeiro dêstes Reis, D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique, D. João e D. Fernando, figuram na mesma sala cinquenta brasões alu- sivos à maioria dos maiores vultos da História de Portugal. • * * Como homenagem ao grande épico Luiz de Camões, o Cantor dos grandes feitos dos Portugueses, figuram também as armas que lhe são atribuídas e que, evidentemente, foram inventadas e assumidas pelo próprio, como seu emblema. k
  • Estas armas, que a fantasia dos artistas tem sucessiva- mente alterado, aparecem-nos inicialmente com a cabeça e pescoço de um pássaro, sainte de entre dois penhascos. O pás- saro, que naturalmente é um Camão, transformou-se, na fantasia artística dos desconhecedores de heráldica, numa serpe alada. Não nos aparecem as armas atribuídas a Luiz de Ca- mões em qualquer registo de brasões português, nem nos registos de brasões da Galiza, donde muitos pretendem que a família de Camões tenha emigrado, nem mesmo da Flan- dres, donde eu julgo que veio essa Família. São, portanto, umas armas que o grande épico deve ter assumido. A F F O N S O DORNELLAS
  • Ao fundo da sala ostenta-se a figura comemorativa da che- gada dos portugueses à índia, reproduzida por Arlindo Vicente, da «Carta Marina Navigatoria» de Waldseemuler (llacomilus), do ano de 1516. Nela se lê: «Cristianissimi Emanuelis Regis Portugalie victoria». Na base do painel figura a miniatura duma caravela dos Descobrimentos, realização artística de Francisco Duarte. Ladeando a figura central, do lado esquerdo, os escudos de D. João I e de seus filhos D. Pedro e D. Henrique, e do lado direito, os escudos de D. Duarte e de seus irmãos D. João e D. Fernando. Nas paredes laterais figuram dois baixos-relevos de Betten- court de Albuquerque, alusivos, o da esquerda, às navegações e, o da direita, às conquistas dos portugueses. Nas duas paredes laterais e na da entrada, figuram os seguintes escudos grandes: Albuquerque — Côrte Real Almeida — Coutinho Cabral — Cama Zarco — Magalhãis Diogo Cão — Meneses Castro — Bartolomeu Dias Correia de Sá — Pacheco — Perestrelo — Camões — Velho e os seguintes escudos pequenos: — Abreu — João da Nova — Albergaria — Melo — Ataíde — Mascarenhas — Andrade — Mendonça — Azambuja — Mota 6
  • — Negreiros — Dornelas — Pereira — Ribeiro — Saldanha — Sampaio — Santarém — Serrano — Silva Silveira Seromenho Sousa Távora Veiga Vieira. Sob o escudo de Camões os versos dos «Lusíadas»: Não vos hão-de faltar, gente famosa, Honra, valor e fama gloriosa. (Canto X — 74) Na sala são homenageados individualmente os seguintes vultos dos descobrimentos e conquistas: — Afonso de Albuquerque — André Furtado de Mendonça — André Vidal de Negreiros — António Gonçalves — António Galvão — António Moniz Barreto — António de Saldanha — Bartolomeu Dias — D. Constantino de Bragança — Barreto — Bragança ■— Cunha — Afonso Coelho — Escovar — Galvão *— Gonçalves — Sobrinho — João Afonso 7
  • D. Cristóvão da Cama Diogo de Azambuja Diogo Cão Diogo Dias Diogo Comes Diogo de Meneses Diogo Lopes de Sequeira D. Duarte de Meneses Duarte Pacheco Pereira Fernando Peres de Andrade Fernão Comes da Mina Fernão de Magalhãis D. Francisco de Almeida Francisco Barreto Francisco Serrão Francisco Rodrigues de Távora Gaspar Corte Real. Gil Eanes Gonçalo Velho Heitor da Silveira D. João de Castro João Fernandes Lavrador João Gonçalves Zarco D. Lourenço de Almeida D. Luiz de Ataíde Nuno da Cunha Paulo Dias de Novais Pedro Álvares Cabral D. Pedro de Meneses Tristão da Cunha Vasco da Gama.
  • Sala dos BiíazÕES. — Alegoria da chegada dos portugueses à índia, reprodu- zida da «Carta Marina Navigatoria» de Waldseemiiler (Ilacomilus). Adaptação de Arlindo Vicente. Na base do painel figura a miniatura duma caravela das descobertas, realização artística de Francisco Duarte
  • Z22222ZZ2222ZZZ2Z2ZZZ1 SALA DE MARROCOS /I expansão ultramarina portuguesa começou por Mar- -*■ roços: criar aí um império foi pensamento constante dos reis portugueses dos séculos XV e XVI. O Infante D. Henrique, depois D. Henrique, o Navega- dor, foi o propugnador da politica de expansão naquele pais. Eis os fastos portugueses de Marrocos. 1415 — D. João I, com seus filhos D. Duarte, D. Henrique e D. Pedro, toma Ceuta. 1437 — D. Duarte manda os seus irmãos D. Henrique e D. Fernando tomar Tânger. O exército português é vencido. D. Fernando fica como penhor até à resti- tuição de Ceuta aos Mouros. Levado para Fêz, o In- fante morre no cativeiro em 1443, mas Ceuta con- tinua em poder dos Portugueses. 1438 — D. Afonso V toma Alcácer-Ceguer. 1471 — D. Afonso V toma Arzila e ocupa Tânger, que os habitantes evacuaram, receosos da sorte de Arzila. 9
  • Por estes feitos, D. Afonso V foi chamado o ((Afri- cano». 1489 — D. João II manda fazer fortaleza na Graciosa, acima de Larache, no rio, mas a tentativa foi mal sucedida. 1505 — João Lopes de Sequeira funda a fortaleza de Santa- -Cruz do Cabo de Guer, hoje Agadir, e D. Manuel compra-lha em 15/5. 1506 — Diogo de Azambuja, por ordem de D. Manuel, funda o Castelo-Real, hoje Mogador. 1508 — Diogo de Azambuja funda o castelo de Aguz, perto da foz do rio Tencifte. 1908 — Diogo de Azambuja apossa-se de Safim. Nuno Fer- nandes de Ataíde pratica ai grandes feitos e, ajudado de Bentafufa, alcaide do campo de Safim, cria uma larga zona de protectorado. Em 1515 vão ambos ba- talhar às portas da cidade de Marrocos, a mais de 150 quilómetros de Safim. 1513 — O Duque de Bragança, D. Jaime, por mandado de D. Manuel, toma Azamor. 1514 — Fundação de Mazagão pelos Portugueses. 1515 — D. Manuel manda fazer fortaleza na Mamora, na foz do rio Cebú. A tentativa foi mal sucedida. 1541 — Perda de Santa-Cruz, tomada pelos Mouros. 1542 — Despejo de Safim e Azamor. /55o — Despejo de Arzila eAlcácer-Ceguer. 1578 — Batalha de Alcácer-Quibir: morte de D. Sebastião e derrota do seu exército. 1640 — Perda de Ceuta, cujo governador não reconheceu D. João IV. 1661 — Perda de Tânger, dada em dote a D. Catarina, rainha de Inglaterra. 1769— Despejo de Mazagão. DAVID LOPES 10
  • À entrada da sala, ao fundo e a meio da parede da direita, três baixos-relevos de Barata Feio representam o Infante D. Henrique, o Navegador; D. Fernando, o Infante Santo; e El-Rei D. Sebastião, que tem à esquerda o brasão de D. Afonso V e à direita o de D. Manuel. A meio do lado esquerdo da sala, está o mapa dos «Fastos Portugueses de Marrocos», pintado por Roberto Araújo. Cas- telos e círculos vermelhos assinalam neste mapa as praças que pertenceram a Portugal. Do mesmo lado, exposta em vitrinas, vê-se a documentação bibliográfica e fotográfica, referente a Ceuta, Alcácer-Ceguer, Tânger e Arzila. No lado fronteiro, a que respeita às praças de Safim, Azamor e Mazagão. Diaposi- tivos completam esta documentação fotográfica. Pinturas de- corativas, de Roberto Araújo, evocam cada uma das praças durante o domínio português. Na parede da direita, junto do baixo-relêvo que repre- senta D. Sebastião, foram expostos, depois da Exposição ter sido inaugurada, manuscritos, fotografias das muralhas por- tuguesas de Ceuta e de Arzila e o plano da fortaleza de Arzila, cedidos e oferecidos por Sua Alteza Imperial o Califa de Tetuão. I. CEUTA (1415-1640) LIVROS N.# 1 —Crónica da tomada de Ceuta, por El-Rei D. João I, composta por Gomes Eannes de Zurara. Lisboa, Academia das Sciências de Lisboa, s/d. (1915). (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 2 — Chronica do Conde Dom Pedro de Menezes, es- crita por Comes Eannes de Zurara. Inéditos da His- toria Portugueza. Tomo II. N.° V. Lisboa. Aca- demia Real das Sciências de Lisboa, MDCCXCII. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) 11
  • N.° 3 — Historia de la Ciudad de Ceuta: sus sucessos mili- tares, y políticos; memorias de sus santos y prela- dos, y elogios de sus capitanes generales, escrita em 1648 por D. Jeronimo de Mascarenhas. Lisboa, Academia das Ciências de Lisboa, s/d. (1918). (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 4 — Livro da Guerra de Ceuta, escrito por Mestre Mateus de Pisano em 1460. Lisboa, Academia das Sciências de Lisboa, s/d. (1915). (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 5 — Os portugueses em Marrocos, por David Lopes. (Separata da História de Portugal, dirigida pelo Prof. Damião Peres. Vol. Ill, págs. 385-524 e vol. IV, págs. 78-129). Barcelos, Portucalense Edi- tora, 1932. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) N.° 6 — Apuntes para la Historia de Ceuta, por Manuel Criado e Manuel L. Ortega. Madrid-Ceuta, Edi- torial Hércules, 1925. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) FOTOGRAFIAS N.° 1 —Retrato do Infante D. Henrique (pormenor do po- líptico de Nuno Gonçalves). N.° 2 — A Virgem do Vale. N.° 3 — O «aléu», bastão de mando dos capitãis da cidade. DIAPOSITIVOS N.° 1 —Ceuta no século XVI. N.° 2 — Túmulo de D. Pedro de Meneses (Igreja da Graça — Santarém). N.° 3 — Escudo da cidade de Ceuta. 12
  • II. ÀLCÁCER-CEGUER (1458-1550) LIVROS N.° 7 — Documentos das Chancelarias Reais anteriores a 1531, relativos a Marrocos, publicados sob a direc- ção de Pedro de Azevedo. Lisboa. Academia das Sciências de Lisboa, s/d. (1915). (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 8 — La domination portugaise au Maroc du XVème au XVIItoe siècle, par le L.' C." Vasco de Carvalho. Lisbonne. Editions S. P. N., 1936. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) N.° 9 — Chronica do Senhor Rey D. Afonso V, escrita por Ruy de Pina. Inéditos da Historia Portugueza. Tomo I, N.° 111. Lisboa. Academia Real das Sciên- cias de Lisboa, MDCCXC. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 10 — Vida do Famoso Heroe Luiz de Loureiro, escrita e offerecida à muito alta e poderosa Rainha Nossa Senhora Dona Maria I, etc., por Lourenço Anas- tácio Mexia Galvão. Lisboa, na oficina de Simão Thadeo Ferreira, MDCCLXXXII (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 11 —Chronica do Conde D. Duarte de Menezes, escrita por Comes Eannes de Zurara. Inéditos da História Portugueza. Tomo III. N.° VI. Lisboa, Academia das Sciências de Lisboa. MDCCXCIII. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) DIAPOSITIVOS N.° 4— Ruínas das muralhas portuguesas. N.° 5 — Túmulo de D. Duarte de Meneses (Igreja de São João de Alporão — Santarém). N.° 6 — Uma porta de Alcácer-Ceguer. 13
  • III. TANGER (1471-1661) LIVROS N.° 12 — Chronica do Senhor Rey D. Duarte, por Ruy de Pina. Inéditos da Historia Portugueza. Tomo I. N.° 11. Lisboa, Academia das Sciencias de Lisboa, MDCCXC. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 13 — Chronica dos feitos, vida e morte do Iffante Sancto Dom Fernando, que morreo em Feez, por João Álvares, revista e reformada pelo padre Frey Hieronymo Ramos. Lisboa, 1577. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 14 — Marrocos e Três Mestres da Ordem de Cristo, memória publicada por ordem da Academia das Sciencias de Lisboa, por Vieira Guimarães. Lisboa, Academia das Sciencias de Lisboa, s/d. (1916). (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 15 — Historia de Tangere que comprehende as noticias da sua primeira conquista até á sua ruina, escrita por D. Fernando de Menezes. Oferecida a El-Rei D. João V Nosso Senhor. Lisboa Ocidental, na ofi- cina Ferreiriana, MDCCXXXII. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 16 — Chronica dos feytos, vida, e morte do Infante Santo D. Fernando, que morreo em Fez, (por João Álvares). Revista e reformada pelo Padre Fr. Jeró- nimo de Barros, etc. Lisboa Ocidental, na oficina de Miguel Rodrigues, MDCCXXX. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 17 — A Vida do Infante Santo, por José de Esaguy. Lisboa, Edições Europa, 1936. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) u
  • N.° 18-19 — Une funèbre tragédie à Fez au XV" siècle, par J. Goulven. Extrait de la «Revue de Géographie Marocaine», Septembre, 1931. (Cedido pelo Prof. Dr, David Lopes) > s n FOTOGRAFIAS N.° 4 — Ocupação da cidade pelos portugueses (Tapeçaria de Pastrana). N.° 5 — O Infante Santo (pormenor do pórtico sul de Santa Maria de Belém — Jerónimos). DIAPOSITIVOS N.° 7 — Torre das muralhas portuguesas. N.° 8 — Tânger no século XVI. N.° 9 — Restos das muralhas portuguesas. IV. ARZILA (1471-1550) LIVROS N.° 20 — Anais de Arzila, crónica inédita do século XVI por Bernardo Rodrigues, publicada por ordem da Academia das Sciências de Lisboa e sob a direcção de David Lopes. Lisboa, Academia das Sciências de Lisboa, s/d. (1915 e 1919). (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) N.° 21—Affonso Africano. Poema heroico da presa d'Ar- zila, e Tanger, dirigido a D. Álvaro de Sousa. Autor Vasco Mausinho de Quebedo, natural de Setúbal. Lisboa, na Officina Patriarcal de Francisco Luis Ameno, MDCCLXXXVI. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 22 — Historia de Arzila durante o domínio português 15
  • (1475-1550 e 1577-1589), por David Lopes. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1924. (Cedida pelo Prof. Dr. David Lopes) N.° 23 — De Ceuta a Alcácer Kibir em 1923, por Affonso de Dornellas, filho adoptivo de Ceuta. Lisboa, Casa Portuguesa, MCMXXIX. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) N.° 24 — Chronica do Principe Dom Joam, Rei que foi destes regnos etc., composta por Damiam de Goes, dirigida aho muito magnânimo, & poderoso Rei Dom Joam Terçeiro do Nome. Coimbra, Imprensa da Universidade, MDCCCCV. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.°24-A—As tapeçarias da tomada de Arzila, por Reinaldo dos Santos. Lisboa. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) FOTOGRAFIAS N.° 6 — O Cêrco (Tapeçaria de Pastrana). N.° 7 — O Assalto (Tapeçaria de Pastrana). DIAPOSITIVOS N.° 10 — Tôrre de Menagem. N.° 11—Muralhas portuguesas (porta sul). N.° 12 — Muralhas portuguesas (lado sul). V. SAFIM (1508-1542) LIVROS N.° 25 — Textos de Aljamia Portuguesa, documentos para a história do domínio português em Safim extraídos dos originais da Tôrre do Tombo por David Lopes. (Quarto centenário do Descobrimento da índia). 16
  • Sala de Marrocos. — D. Fernando, o Infante Santo, baixo-relêvo de Barata Feio
  • Sala de Marrocos. — «Fastos portugueses de Marrocos», mapa de Roberto Araújo
  • contribuições da Sociedade de Geografia de Lis- boa, Imprensa Nacional, 1897. (Cedidos pelo Prof. Dr. David Lopes) N.° 26 — Crónica do Felecissimo Rei D. Manuel, com- posta por Damião de Góis. Nova ed. conforme a primeira, anotada e prefaciada. Dirigida por Joa- quim Martins Teixeira de Carvalho e David Lopes. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1926. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) • I N.° 27 — Les Portugais au Maroc, de 1495 à 1521. Ex- traits de la Chronique du Roi D. Manuel de Por- tugal, par Damião de Góes. Trad, française avec introduction et commentaire par Robert Ricard. Rabat, Editions Felix Monche, 1937. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) N.° 28 — La Cathédrale Portugaise de Safi, par P. de Cenival. Sep. de «Hespéris», archive berbère et Bulletin de 1'institut de Hautes-études marocaines. Année 1929, 1" trimestre. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) — Documentos Arábicos para a historia portugueza, copiados dos originaes da Torre do Tombo com per- missão de Sua Magestade e vertidos em portuguez por ordem da Academia Real das Sciencias, por Fr. João de Sousa. Lisboa, na Officina da Academia Real das Sciencias, MDCCXC. (Cedidos pela Biblioteca Nacional de Lisboa) — Annais de El-Rei Dom João Terceiro, por Fr. Luiz de Sousa, publicados por A. Herculano. Lisboa, Typografia da Sociedade Propagadora de Conheci- mentos Úteis, 1844. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 31—História da Dominação Portuguesa em Çafim N.° 29 N.° 30 17
  • (1506-1542). Dissertação para doutoramento, por Durval R. Pires de Lima. Lisboa, 1930. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) FOTOGRAFIAS N.° 8 — Castelo do Mar, visto do sul. N.° 9 — Castelo do Mar. N.° 10 — A cidadela. N.° 11 — Ruínas de Santa Catarina. N.° 12 — Lintel de uma porta manuelina. N.° 13 — Muralhas da cidadela. N.° 14 — Abóbada da catedral portuguesa. DIAPOSITIVOS N.° 13 — Castelo do Mar. N.° 14 — Castelo do Mar (porta e tôrre). 15 —Vista de Safim. Ao fundo, a cidadela. VI. AZAMOR (1513-1542) LIVROS N.° 32-33 — Les Sources inédites de 1'histoire du Maroc, publiées par Pierre de Cenival. Première série. Dy- nastie sadienne. Archives et Bibliothèques de Por- tugal. Publications de la section historique du Maroc. Paris, L. Paul Ceuthner, 1934. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) N.° 34 — Chronica do muyto alto e muyto poderoso Rey destes reynos de Portugal Dom João o III deste nome, dirigida ha C. R. M. d'EI-Rey D. Filipe o III, composta por Francisco d'Andrada do seu conselho, e seu chronista mor. Coimbra, na Real Officina da Universidade, 1796. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) 18
  • N.° 35 — Azamor. Os precedentes da conquista e a expe- dição do Duque Dom Jaime, por Durval R. Pires de Lima. Lisboa, 1930. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) N.° 36 — Documentos do Corpo Chronologico, relativos a Marrocos (1488-1514), publicados por ordem da Academia das Ciências de Lisboa. Coordenados, re- vistos e prefaciados por António Baião. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1925. (Cedidos pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 37 — Lugares Dalém. Azemôr, Mazagão, Çafim (con- ferências realizadas em Lisboa, Pôrto e Coimbra em Maio-Junho de 1923), por Vergílio Correia. Lisboa, Tipografia do Anuário Comercial, 1923. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) N.° 38 — Da Vida e feitos d'EI-Rei D. Manuel. XII livros dedicados ao Cardeal D. Henrique seu filho, por Jeronymo Osorio, Bispo de Sylves, vertido em por- tuguês pelo Padre Francisco Manuel do Nasci- mento. Lisboa, na Impressão Regia, 1804. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) FOTOGRAFIAS N.° 15 — Um baluarte. N.° 16 — Castelo: Janela manuelina com ornatos de massa (estuque). N.° 17 — Muralhas. DIAPOSITIVOS N.° 16 — Porta das muralhas portuguesas. N.° 17 — Baluarte das muralhas portuguesas. N.° 18 — Baluarte das muralhas portuguesas (do lado do Rio Morbêa). 19
  • VII. MAZAGÃO (1514-1769) LIVROS N.° 39—Historia do cerco de Mazagão, por Agostinho Cavy de Mendonça. Biblioteca dos Clássicos Portu- guezes. Lisboa, 1890. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 40 — Memorias para a historia da Praça de Mazagão, por Luiz Maria do Couto de Albuquerque da Cunha, associado provincial da Academia Real das Sciencias de Lisboa. Revistas pelo socio efectivo Levy Maria Jordão e publicadas pela mesma Academia. Lisboa, Tipografia da Academia, MDCCCCLXIV. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 41-42 — Un document portugais sur la Place de Ma- zagan au début du XVII6 siècle. Traduction fran- çaise avec introduction et commentaires, par Ro- bert Ricard. Publications de la Section historique du Maroc. Paris, L." Paul Geuthner, 1932. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) N." 43 — Les Inscriptions portugaises de Mazagan, par Robert Ricard. Coimbra, Coimbra Editora, 1935. (Cedido pelo Prof. Dr. David Lopes) N.° 44 — La Place de Mazagan, sous la domination por- tugaise (1502-1769), par J. Goulven. Paris, Émile Larose, libraire-editeur, 1917. (Cedido pela Academia das Ciências de Lisboa) N.° 45 — Feliz e glorioso Sucesso da batalha que a guar- niçam de Mazagão teve em quatro de Abril deste anno de 1763 com oito mil mouros, etc. escrito por seu autor Pedro da Silva Correa; e dado ao 20
  • prelo por Alvaro Botelho Correa, Cavaleiro Fidalgo. Lisboa, na Officina de Miguel Rodrigues, 1763. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) DIAPOSITIVOS N.° 19 — Baluarte de São Sebastião. N.° 20 — A cisterna. N.° 21 —Baluarte de Santo António. DOCUMENTAÇÃO REFERENTE A D. SEBASTIÃO E Ã BATALHA DE ALCÁCER QUIBIR N.° 46 — Chronica de El Rei D. Sebastião, por Fr. Bernardo da Cruz publicada por A. Herculano e Dr. A. C. Paiva, na Impressão de Galhardo Cr Irmãos, 1837. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 47 — Jornada y muerte dei Rey Don Sebastian de Por- tugal, sacada de las obras dei Franchi, ciudadano de Génova, y de outros muchos papeies autênticos, por Fray Antonio de San Roman, monge de S. Be- nito, etc. En Valladolid, por los Herderos de Juan Inignez de Leqerica, ano 1603. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) |\| 0 48 A politica de África de El-Rei D. Sebastião, por Manuel Múrias. Lisboa, 1925. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N. 49 —D. Sebastião (1554-1578), por J. M. de Queiroz Velloso. Lisboa, Emprêsa Nacional de Publicidade, 1935. (Cedidos pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 50—A jornada d'Africa, por Jeronimo de Mendonça (copia da edição de 1607). Editada por F. Maria 21
  • Rodrigues. Porto, Imprensa Recreativa do Instituto Escolar de S. Domingos, 1878. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 51—Dell'unione del regno de Portugallo alia Corona di Castiglia. Istoria dei Sig. Jeronimo de Franchi Conestaggio, gentilhuomo genovese. In Génova, appresso Girolamo Bartoli, 1585. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 52 — O «Piedoso» e o «Desejado», por Carlos Malheiro Dias. Lisboa, Tip. Portugal-Brasil, 1925. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 53 — O Desejado (testemunhos históricos). Depoi- mentos de contemporâneos de D. Sebastião sôbre êste mesmo rei e sua jornada de África. Precedidos de uma carta-prefácio a Carlos Malheiro Dias, por António Sérgio. Lisboa, Aillaud & Bertrand, 1924. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) FOTOGRAFIAS N.° 18 — El-Rei D. Sebastião (retrato de Cristóvão de Morais, exposto no Museu de Arte Antiga de Lisboa. DOCUMENTAÇÃO CEDIDA E OFERECIDA POR SUA ALTEZA IMPERIAL O CALIFA DE TETUÃO MANUSCRITOS a) Libro donde se hallan copiadas y traducidas las que estan en ydioma português en Castellano, las orde- nes, zedulas, privilégios, y Cartas de los Senores Reyes de Espana, y Portugal, pertenecientes a esta ciudad de Zeuta: recopiladas de los Libros que 22
  • tiene Su Archivo: todo executado bien y fielmente, por mandado del S.or D.r Joachim de Mendoza y Pacheco Adalid Comandante de la Cavalleria de esta Plaza, y Juez de la R1. Jurisdicion ordiná- ria, etc.. por S. M. (que Dios G.de) En el aho de 1738. b) Compromisso da Companhia e Irmandade de Nossa Sr.* d'Africa sita na praça desta cidade de Septa, reformado no anno de mil seiscentos e quatro annos. FOTOGRAFIAS a) Ceuta I) Vista longitudinal do fosso e muralhas. II) Fortificações portuguesas. Baluarte da Ban- deira. III) Vista do fosso e das muralhas. b) Arzila IV) Vista da tôrre de menagem. V) Lanço de muralhas. VI) Tôrre de menagem. VII) Restos da muralha contíguos à tôrre de me- nagem. VIII) Plano da fortificação de Arzila. 23
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  • Sala dos Monumentos Históricos, Literários e Científicos. — Página do Códice iluminado «Regimento da Declinação do Sol» de Fernão Freire. Pertencente ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo
  • y>y./s////;???77777777-, MONUMENTOS LITERÁRIOS S monumentos, cuja exposição tão criteriosamente se faz, aproximam-nos dum passado de glória, no qual, embora nos não deixemos embalar, nêle entretanto tonifi- camos o espirito, ao sorvê-lo em longos haustos. São monumentos cartográficos, bibliográficos e diplo- máticos. Foram testemunhas e actores dessa grande e secular epo peia; idearam-nos ou compulsaram-nos os grandes vultos de 1500. Vêde por exemplo o carinho com que Pedro Nunes com- põe o Tratado em defensam da carta de marear, Pedro Nu- nes, cujos estudos e trabalhos foram dirigidos no sentido da sua aplicação principalmente à cosmografia e à navegação. Em trinta folhas, que o empremidor Germão Galharde deu à estampa por 1537, êle desfaz as arguições dos pilotos, como já havia desfeito as suas hesitações com o Tratado sobre certas duvidas da navegação. As bibliotecas conservam ciosamente 25
  • os seus exemplares entre os reservados e agora aqui pode o público admirar êsses paleotipos, impressos em caracteres gó- ticos, no encorpado papel de linho quinhentista. Entre os vetustos monumentos da nossa expansão de Além-mar seja-nos permitido destacar a já bem célebre carta de Caminha. Escrita em catorze folhas de formato do nosso papel almaço, sem uma entrelinha, sem uma emenda, apre- senta no verso da última fôlha, além do enderéço A El-Rei Nosso Senhor, a seguinte nota original com que na secretaria de Estado a receberam: Carta de P.° Vaaz de Caminha do descobrimêto da terra nova q fez P.° Alus. Que segredos nos não poderia contar quem traçou auto- màticamente essa nota; que dúvidas nos não poderia desfazer, que mistérios nos não poderia desvendar?! Quatrocentos e trinta e sete anos passaram já sôbre essa preciosa narração que conseguiu vencer as mil e uma contin- gências duma viagem à vela do Brasil a Portugal, que só no século XVII recebeu cota na velha Tôrre do Tombo do Cas- telo de S. Jorge — Gaveta oito, maço dois, número oito — que em 1818 foi transcrita para inteligível caligrafia na Leitura Nova das Gavetas, e tantas, tantas vezes depois disso publi- cada, traduzida, anotada e comentada. Absorvendo a atenção dos maiores sábios da nossa terra e do Brasil, vai ela, como todos os outros monumentos, apre- goar bem alto nesta exposição as grandezas dos nossos maiores. ANTÓNIO BAIÃO 26
  • Ao fundo da sala, dentro de uma vitrina, expõem-se a cópia do montante de Vasco da Cama, execução artística de Tomás de Melo (Tom), e a l.1 edição dos «Lusíadas», de 1572, exemplar cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa. Na mesma vitrina, e noutro plano, figura a estampa 3.*, retrato de Luiz de Camões, o único que dizem existir, e ser tirado do natural. — «Fernando Comes fez em Lisboa», cedido pelo sr. António Pedro de Carvalho Monteiro. N.° 1—Crónica do descobrimento e conquista da Guiné escrita por mandado de El-rei D. Afonso V, sob a direcção scientifica, e segundo instruções do ilus- tre Infante D. Henrique, pelo cronista Comes Eannes de Azurara. Trasladada do manuscrito ori- ginal pelo Visconde da Carreira e precedida de uma introdução e notas pelo Visconde de Santarém. — Paris, 1841. (Cedida pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.° 2 —Crónica do Senhor Rey D. Afonso V, escrita por Ruy de Pina. Da colecção de livros inéditos da His- tória Portuguesa, publicados de ordem da Acade- mia Real das Sciências de Lisboa, por José Correa da Serra. —Vol. III. De páginas 194 a 609. (Cedida pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.° 3 — Lendas da India, por Caspar Correa, publicadas de ordem da classe de sciências moraes, políticas e belas letras da Academia Real das Sciências de Lisboa. Livro I, Tomo I. Lisboa, Tipografia da Aca- demia Real das Sciências, 1858. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) |sj « 4 — Svcesso do segvndo cerco de Diu: estando dõ loham de Mascarenhas, por capitão da Fortaleza, por Je- rónimo Corte Real. Ano de 1546. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) 27
  • N.° 5 — Asia de Joam de Barros. Dos fectos que os portu- gueses fizeram no descobrimento & conquista dos mares E terras do Oriente. Lisboa, 1552. É a 1.' Década. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 6 —O primeiro cerco que os turcos puserão ha forta- leza de Diu nas partes da India, por Francisco de Andrada. Coimbra, 1539. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 7 — Tratado dos descobrimentos antigos, e modernos, feitos até a era de 1550, com os nomes parti- culares das pessoas que o fizeraõ: e em que tem- pos, e as suas alturas, e dos desvairados caminhos por onde a pimenta, e especiaria veyo da India às nossas partes; obra certo muy notável, e copiosa, composta pelo famoso Antonio Galvão. Lisboa Oci- dental, na Oficina Ferreiriana, 1731. (Cedido pelo Arquivo Nacional da Tôrre do Tombo) N.° 8 — Crónica do felicíssimo Rei Dom Emanuel, compos- ta per Damiam de Goes, dividida em quatro partes, das quaes esta he ha primeira. Em Lisboa em casa de Francisco Correa, impressor... 1566. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 9 — Comentários do grande Afonso DAIboquerque, ca- pitão geral que foi das índias Orientais em tempo do muito poderoso Rey D. Manuel o primeiro deste nome. Parte I. Lisboa. Na Regia Officina Typogra- fica, 1774. (Cedido pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.° 10— Hos dez livros da historia do descobrimento e con- quista da India polos portugueses... per Fernão Lo- pes de Castanheda. Coimbra 1552-1561. (Cedtdo pela Biblioteca Nacional de Lisboa) 28
  • N.« n De Rebvs Emmanvelis Regis Lvsitaniae invictissimi virtvte et avspicio gestis Libri dvodecim. Auctore Hieronymo Osorio — Episcopo Sylvensi — Olysip- pone. 1571. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N « 12 — Observações sobre as principais causas da deca- dência dos portugueses na Asia, escritas por Diogo do Couto, em forma de dialogo, com o título de Soldado Pratico, publicadas por ordem da Acade- mia Real das Sciencias, por A. Caetano do Ama- ral. Lisboa, na Off. da Academia Real das Scien- cias. Ano de 1790. (Cedido pelo Arquivo Nacional da Tôrre do Tombo) N.° 13 — Vida de D. João de Castro, 4.° Vice-Rei da India, por Jacinto Freire de Andrade. Lisboa. Na tipo- grafia Rollandiana, 1839. (Cedido pelo Dr. Mário Tavares Chicó) N.° 14 — Epitome de las historias portvgvesas dividido en quatro partes por Manuel de Faria y Sousa ador- nado de los retratos de sus Reyes con sus principa- ls hazanas. En Brusellas por Francisco Foppens, 1677. (Cedido pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.° 15 — Livro primeyro do cerco de Diu, que os turcos po- seram à fortaleza de Diu. Per Lopo de Sousa Cou- tinho: fidalgo da Casa do Inuictissimo Rey Dom loam de Portugal, o terceyro deste nome. Coim- bra, 1556. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 16 — Década 13 da Historia da India composta por An- tonio Bocarro, publicada de ordem da classe de sciencias moraes, politicas e bellas-lettras da Aca- 29
  • demia Real das Sciencias de Lisboa e sob a direcção de Rodrigo José de Lima Felner. Parte I. Lisboa. Typographia da Academia Real das Sciencias. 1876. (Cedido pela Agincia Geral das Colónias) N.° 17 — Documentos remettidos da India ou livro das Mon- ções publicados de ordem da classe de sciencias moraes, politicas e bellas-lettras da Academia Real das Sciencias de Lisboa por Raimundo Antonio de Bulhão Pato. Tomo I — Lisboa, 1880. (Cedidos pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.° 18 — Comentarius de Rebvs in India apvd dium gestis anno salvtis Nostrae. M. D. XLVI. Por Diogo de Teive. Coimbra, 1548. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 19—Relação dos progressos das armas portuguezas no Estado da India no anno de 1714, sendo Vice-Rey, e Capitam General do mesmo Estado, Vasco Fer- nandes Cesar de Menezes. Miscelânea. Lisboa, Ofi- cina Real Deslandesiana. 1715. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 20—Relaçam verdadeira dos trabalhos q ho gouerna- dor dõ Fernãdo d'Souto e certos fidalgos portu- gueses passarom no d'scobrimêto da Prouincia da Frolida. Agora nouamête feita per hu fidalgo Del- uas. Évora. André de Burgos—1577. Exemplar único conhecido. (Cedida pela Biblioteca Erudita da Ajuda) N." 21 — Hystoria dos cercos qve em tempo de Antonio Mo- nis Barreto Governador que foi dos estados da In- dia, os Achens, e laos puserão â fortaleza de Ma- laca, sendo Tristão Vaz da Veiga capitão delia. 30
  • Breuemente composta por Jorge de Lemos. Lisboa, em casa de Manoel de Lyra. Ano de 1585. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) |S|.° 22 — Relaçaõ e descripçaõ de Guiné, na qual se trata das varias naçoens de negros, que a povoão, dos seus costumes, leys, ritos, ceremonias, guerras, armas, trajos, da qualidade dos portos, e do commercio, que nelles se faz, que escreveo o capitão André Gonçalves d'Almada. Lisboa Ocidental, 1733. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa/ N.° 23 — Historia das cousas que o muy esforçado capitão Dom Christouão da Gama fez nos Reynos do Preste loão, com quatrocêtos portugueses que consigo leuou. Impressa por João Barreira. E per elle diri- gido ao muyto magnifico & iIlustre senor Dõ Fran- cisco Portugal. Lisboa, 1564. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 24 — Subsídios para a Historia da India Portuguesa pu- blicados de ordem da classe de sciencias morais, políticas e belas-letras da Academia das Sciencias de Lisboa e sob a direcção de Rodrigo José de Lima Felner, contendo: 1.° o livro de pesos, medidas e moedas, por Antonio Nunes; 2.° o Tombo do Esta- do da India, por Simão Botelho; 3." Lembranças das cousas da India, 1525. Lisboa. Tipografia da Aca- demia Real das Sciencias. 1868. N.° 25 — Esta he hua breve relação da embaixada q o Pa- triarcha dõ loão Bermudez trouxe do Emperador da Ethiopia, chamado vulgarmente Preste loão, ao christianissimo, & zelador da fee de Christo Rey de Portugal dom loão o terceiro deste nome, etc. Em Lisboa en casa de Francisco Correa impressor 31
  • do Cardeal Infante. Ano de 1565. Colecção de opúsculos reimpressos relativos à historia das na- vegações, viagens e conquistas dos portugueses, pu- blicada pela Academia Real das Sciencias. Tomo I. N.° 26 — Colecção de monumentos inéditos para a Historia das Conquistas dos Portugueses em Africa e Ame- rica. Tomo X. 1." Serie. Historia da Asia. Cartas de Afonso de Albuquerque seguidas de documentos que as elucidam, publicadas pela Academia Real das Sciencias de Lisboa e sob a direcção de Ray- mundo Antonio de Bulhão Pato. Tomo I. Lisboa. 1884. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 27 — Historia do Congo. Obra posthuma do Visconde de Paiva Manso. (Documentos). Publicados pela Aca- demia Real das Sciencias. Lisboa. Tipografia da Academia. 1877. N.° 28 — Memorias para a Historia da Capitania do Mara- nhão. Colecção de noticias para a historia e geo- grafia das nações ultramarinas que vivem nos do- mínios portugueses ou lhes são vizinhas, publicada pela Academia Real das Sciencias. Tomo I — N.°* I, II e III. Lisboa. Tipografia da mesma Academia, 1812. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 29 — Catalogo dos governadores do Reino de Angola. Colecção de noticias para a historia e geografia das nações ultramarinas que vivem nos domínios por- tugueses ou lhe são vizinhas, publicada pela Aca- demia Real das Sciencias. Lisboa, Tipografia da mesma Academia, 1825. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) 32
  • «- n»' ^ w . o «j» . _ " -yji Z 5 £• £ « ic^S .§' r:»E|í ouSc^Siuneji^Síc" « « - - o BlilJgsSÈSJiiõg i|- S *- c ^ ^ S S- ií. a*H="w .2 & ®vS£"§"EiJ^ê'=e'?i=a. h- •si'! 2 >*2 2í à s 51," o B o ■£ E % £ |S a s |J f &f £ â § I ^ £■ r "n ^ w c n " S o C 5 Jf fc O •§J s|si §§■<&.§ Ji-t-H**!.- — ® 2 ® £ K'p v; O S j|-«2-? £ ~ o ~ ajzzSz-z—e.zs = v. i t; t £ a „ £ % rs 5,5 E ® "C »tí tr; d ~ £ ta j> *1 E'S"£ £^2 «^5J|£|g = ? s -s Us <= *j «ç; n cv®^*^3 s» u 2 fc* £.o o ^ £ o 5 n o'®cr^ v 2 a,'£ í # o » í 1; f. w •• F-':cc «* 3 „ u F IV CT f»*-* o cr J2 ftiíu w w w- H i£ <•= ^ ^ T> \ t, -r: *.v ^ t ci & W- ri "ft 0 V-» 1 z V i!V> Ca J0« ido rnti] o <» o o o JJUI .3,1 em jiõõi "H WJ N «2 ^MN ^ o M V© |m «O tt. O — O CO « cd */• ** • •M X» <0|ON vSi) >X>M#,C&s-ti\£«-&U Ihfi I O MV O «^jwTi o m|"0 *-lo ml ~F—I V# *?v 12 c UMUi O I J> ca E «.* H X | .. O i u. »Jh«c lot» 1 j c c 5 *5 _§ <à ^ vo ® ON 0 \t- ~C3 ~ 8 ■5 <5 04 c O 1 H Z u o U4 c/5 O 5 tu H c/5 O 5 H c/) O O c < 5 S -a o o -C5 c C^. B Xj c o R '2
  • V s o tito Octamano alcáçou a monarcbia to tmuio,t foj'uf^ou tnteiramcteounpcrioiftomáo.C nerte mesctroucllccó treo rriíifos c iftoma como aumetado: toiinperio,po: ifto rtatuto publico Ibefoy porto nome te 2UK>urto,?to incfino nome tbamarno o nico,? tbiemtiáte tomarão todoo osCmpcra do:co o nome te iHugufto.Ê po;q o tepo piológado r.á pode rao bc cõfevuar o vocábulo,tirarálbe a letraau *: mudarão a outra cm.o.t cbamáno aborto. —.^rííV.:- ^ tO tUCS tC 0Ct CbJO. ^ènc.meo, be o fetuno em a cota b iRoinulobe Sctcbio,? foy cb amado Setcb:o q tanto quer ti jercomoSeteate qrcy# iioti Ccrmamco filhote Cláudio nerõ,o qual fe$ cbamar te feu nome £>zr manicòy? não turou ina» it? q aotépoteE^omici» a no, como te tira logo a túteuo rucob fc?utub:o < ©ornes te Outubro, íí O .V- nice be o oytar.o j cm a conta te iftomulo, reteuefeunonie atec que ©otnniano "iRevnqu, bo qual mandou que fetba* nutfltto feu nome, como fijera Eôcruumco te Se* tcbJO.C po: qiuuto pola aboininauclvidat crude Uflima tirania fua,bo po* uo "irtotruo mandou t a> par lua ymatem te ioda a moeda cjcHe rinba fer- ta, c te todao ao pedras que em oo lufares pubrtcoo crt.,* uaui efeMlpulas,porque telle nam ftcaflc memoria aUtua, or* deitou ainda te tirarao4>eo bonome que elle tmbapoito. Sala dos Monumentos Históricos, Literários e Científicos. — Página com ilustrações a negro do «Reportório dos Tempos» de Valentim Fernandes. Lisboa, 1518. Ministério das Finanças
  • N.» 30 Tratado descriptivo do Brasil em 1587. Obra de Gabriel Soares de Sousa. Rio de Janeiro. Tipografia Universal de Laemmert, 1851. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.» 31 — Tratado dos Rios de Cuama feito por Fr. Antonio da Conceição. O Chronista de Tissuary. Periódico mensal. Director Joaquim Heliodoro da Cunha Ri- vara. Nova Goa. 1866. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.* 32 — Historiale description de L'Ethiopie. contenant vraye relation des terres, & pais du Grand Roy, E Empereur Prete-lan, 1'assiette de ses Royaumes & Prouinces, leurs coutumes, loix, & religion, auec les pourtraits de leurs temples. & autres singurali- ter, ey deuant non cogneues. En Anvers, De l'lm- primerie de Christofle Plantin, à la licorne d or. 1558. (Cedida pela Biblioteca Erudita da Ajuda) N.* 33 — Rerum AEthiopicarum Scriptores occidentales ine- diti a saeculo XVI ad XIX. Curante C. Beccari. S. F. Historia de Ehiopia a Alta ou Abassia Império do Abexim cujo rey vulgarmente he chamado Preste Joam, composta pelo Padre Manoel de Almeida, da Companhia de Jesus, natural de Viseu. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.* 34— Itinerário da Terra Santa feito por F. Pantaleão de Aveiro. Évora, 1512. Na oficina de Francisco Si- mões. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 35 — Relação do novo caminho qve fez por terra, e mar, vindo da India para Portvgal no anno de 1663, o 33
  • padre Manoel Godinho da Companhia de lesvs. Lis- boa, 1665. Na officina de Henrique Valente de Oliueira. (Cedida pela Biblioteca Erudita da Ajuda) N.° 36 — Peregrinaçam de Fernam Mendez Pinto. Lisboa, 1614. Por Pedro Crasbeeck, impressor. (Cedido pelo Arquivo Nacional da Tôrre do Tombo) N.° 37— Itinerário de Antonio Tenreiro. Impresso em Coim- bra em 1565, em casa de João Barreira. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pârlo) N.° 38 — Saudades da Terra. Livro III. Ilha de Santa Maria. Por Caspar Fructuoso. Ponta Delgada, 1922. (Cedido pelo Dr. Manuel Múrias) N.° 39 — Tractado em que se contam muito por estenso as cousas da China, com suas particularidades, e assi do Reyno Dormuz composto por El R. Padre Frey Caspar da Cruz. Lisboa, 1829. Tipografia Rollan- diana. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 40 — Poesias de Pedro de Andrade Caminha, mandadas publicar pela Academia Real das Sciencias de Lis- boa. Na oficina da mesma Academia. Lisboa, 1791. (Cedido pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.° 41 — Obras completas de Gil Vicente. Reimpressões III. Publicações da Biblioteca Nacional. Lisboa, 1928. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 42 — Cartas do P. Antonio Vieyra da Companhia de Je- su. Tomo 1. Lisboa Occidental. Na officina da Con- gregação do Oratorio. 1735. (Cedido pelo Arquivo Nacional da Tõrre do Tombo) N.° 43 — Chronica da Companhia de Jesus do Estado do Bra- 34
  • sil, e do que obraram seus filhos nesta parte do Novo Mundo, pelo Padre Simão de Vasconcellos. Rio de Janeiro. Tipografia de João Ignacio da Silva, 1864. (Cedido pela Diblioleca Nacional de Lisboa) N.° 44 Relação Defensiva dos Filhos da India Oriental, e da Província do Apostolo S. Thome dos Frades Me- nores da Regular observância da mesma India, por o Padre Frei Miguel da Purificação. Em Barcelona, emprenta de Sebastião e loão Matheua. Ano de 1640. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 45 — Oriente conquistado a Jesu Christo pelos padres da Companhia de Jesus da Província de Goa. 1.* parte ordenada pelo P. Francisco de Sousa. Lisboa. Oficina de Valentim da Costa Deslandes. 1719. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N." 46 — Arte de grammatica da Língua mais usada na costa do Brasil, por Joseph de Anchieta, novamente dado à luz por Julio Platzmann, Lipsia, 1874. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 47 Aromatvm, et simplicivm aliquot medicamentorvm apvd vndos nascentivm historia: primum quidem Lusitanica lingua per Diálogos conscripta, D. Gar- cia ab Horto, Proregis Indiae Medico, auctore. An- tuerpiae. Ex officina Christophori Plantini. CIO. 10. LXXIIII. (Cedido pela Biblioteca da Faculdade de Medicina do Pôrto) N.° 48 — Tratado das mais frequentes enfermidades, e dos remedios mais proprios para as curar: Escrita em francês pelo famoso medico Adriano Helvecio, e traduzida para português por Antonio Francisco da 35
  • Costa, cirurgião que foi do Sereníssimo Senhor In- fante D. Francisco, e Familiar do Santo Officio. Lis- boa, 1747. (Cedido peta Biblioteca da Faculdade de Medicina do Pirio) N.° 49— In Dioscoridis anazarbei de medica materia libros. Lugduni, 1558. (Cedido pela Biblioteca da Faculdade de Medicina do Pôrlo) N.° 50 — Coloquios dos Simples e Drogas da India por Garcia da Orta, edição publicada, dirigida e anotada pelo Conde de Ficalho. Lisboa, 1891. (Cedido pelo Dr. Manuel Múrias) N.° 51—Dell'historia de I semplici aromati et altre cose che vengono portate dal I' I ndie Orientali pertinenti all'vso delia Medicina. Di Don Garzia da L'Horto. In Venetia, MDCV. (Cedido pela Biblioteca da Faculdade de Medicina do Pórto) N.° 52 — Tratado de las siete enfermedades por Aleixo de Abreu. Lisboa, Pedro Craesbeck, impressor, 1623. (Cedido pela Biblioteca da Faculdade de Medicina do Pôrto) N.° 53 — Relaçaõ cirúrgica e medica, na qual se trata, e de- clara especialmente hum novo methodo para curar a infecção escorbutica, ou mal de Loanda, e todos os seus productos, etc., composta por Joaõ Cardoso de Miranda. Lisboa. Officina de Manoel Soares, 1741. (Cedida pela Biblioteca da Faculdade de Medicina do Pórto) N.° 54 — Flora cochinchinensis: sistens Plantas in regno co- chinchina Nascentes, por João de Loureiro. Tomo I. Ulyssipone, 1790. (Cedida pela Biblioteca da Faculdade de Medicina do Pôrto) N.° 55 — Quinografia Portuguesa ou colecção de varias me- 36
  • morias sobre vinte e duas especies de quinas, ten- dentes ao seu descobrimento nos vastos domínios do Brasil. Coligida por Fr. José Mariano Velloso. Lisboa. Officina de Joaõ Procopio Correa da Silva. 1799. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.* 56 — Trattado único da constituiçam pestilencial de Per- nambuco composto por Joam Ferreyra da Rosa me- dico formado pela Universidade de Coimbra. Lis- boa. Officina de Miguel Manescal. 1694. (Cedido pela Biblioteca da Faculdade de Medicina do Pôrto) IM.» 57 — Do principio e origem dos índios do Brasil e de seus costumes, adoração e ceremonias. Rio de Ja- neiro, 1881. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 58 — Diálogos geográficos, chronológicos, políticos e na- turais, por Joseph Barboza de Sá. Ms. (Cedido pela Biblioteca Municipal do Pôrto) N.° 59 — Compendio geographico distribuído em tres trata- dos. Composto pelo P. Antonio Carvalho da Costa, mathematico, natural de Lisboa. Lisboa. Officinas de Joaõ Calraõ. 1636. (Cedido pela Biblioteca Erudita da Ajuda) 60 — Alguns documentos do Arquivo Nacional da Tôrre do Tombo, acêrca das navegações e conquistas portuguesas. Lisboa, 1892. (Cedidos pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.° 61 —L'Astronomie nautique au Portugal a I époque des grandes découvertes. Por Joaquim Bensaude. Ber- ne, 1912. (Cedido pela Sociedade de Geografia de Lisboa) 37
  • N.° 62 — Histoire de la Science Nautique Portugaise. Résu- mé. Cenève, 1917. Por Joaquim Bensaude. (Cedido pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.° 63 — Les légendes allemandes sur 1'histoire des décou- vertes maritimes portugaises. (Réponse a M. Her- mann Wagner professeur à L'Université de Gottin- gue. Genève. 1917-1920. Por Joaquim Bensaude. (Cedido pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.° 64 — Histoire de la science nautique des découvertes portugaises par Joaquim Bensaude. (Réimpression de critiques étrangères). Lisboa, Imprensa Nacio- nal, 1921. (Cedido pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.° 65 — Lacunes et surprises de 1'histoire des découvertes maritimes. I" partie, Coimbra. Imprensa da Univer- sidade. 1930. Por Joaquim Bensaude. (Cedido pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.° 66—Livro de Marinharia—Tratado da agulha de ma- rear de João de Lisboa, copiado e coordenado por jacinto Rebelo. Lisboa, 1903. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.* 67 — A Marinharia dos descobrimentos. Por A. Fon- toura da Costa. (Cedido por A. Fontoura da Cosia) N.° 68 — Descripção de todo o marítimo da Terra de Santa Cruz, chamado vulgarmente, o Brasil. Feito por João Teixeira, cosmógrafo de Sua Magestade. 1640. (Códice iluminado). (Cedido pela Casa Palmela) N.° 69 — Atlas de Vaz Dourado. 1568. (Códice iluminado). (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) 38
  • N.« 70 Roteiro — Descrição da taboa da cidade de Goa. De D. João de Castro. (Códice). (Cedido pelo Arquivo Nacional da Tôrre do Tombo) N « 71 —Regimento da declinação do Sol por Fernão Freire. (Códice iluminado). (Cedido pelo Arquivo Nacional da Tôrre do Tombo) N.* 72 Valentim Fernandes. Repertório dos Tempos. Lis- boa, 1518. (Cedido pelo Ministério das Finanças) N.° 73 — Abraham Zacuto. Almanach perpetuum, com câ- nones em espanhol. Traduzido por José Vizinho. Leiria, Abraham de Ortas, 1496. (Cedido pelo Ministério das Finanças) N.* 74 Reportorio dos Tempos, por Valentim, Fernandes, publicado por Joaquim Bensaude. (Cedido pela Sociedade de Geografia de Lisboa) N.* 75 —Os Lusíadas. Lisboa, 1572. Reputada como a 2.• edição dêsse ano. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.# 76 — Abraham Zacuto. Almanach perpetuum, com câ- nones em latim. S. Tabulae Coelestium Motúum. Leiria, 1496. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.* 77— Vie de L'lnfant Dom Henri de Portugal, ouvrage traduit du portugais par M. 1'Abbé de Cournand. Paris. 1781. (Êste exemplar pertenceu a Luiz XVI). (Cedido pelo Ministro da América) 39
  • hi .
  • Sala dos Monumentos Históricos, Literários e Científicos. — Página do códice iluminado «Descripção de todo o marítimo da Terra de Santa Cruz, chamado vulgarmente, o Brasil». Feito por João Teixeira. 1640. Casa Palmela
  • 777777777777777777777-: SALA DO BRASIL A colonização do Brasil, o primeiro facto a assinalar é êste: os portugueses levaram para lá a vida da sua pátria: «Êste Brasil é já outro Portugal», escreve Fernão Car- dim, não tinha passado um século depois do descobrimento. Ao iniciar-se a colonização positiva, aparecem logo, no solo brasileiro, os símbolos concelhios da metrópole, com os seus pelourinhos e regalias. Mas as Câmaras, organizadas à portuguesa, recebem também logo do direito consuetudinário local, preexistente, um sentido realista, onde desponta o apêgo à terra, que transforma pouco a pouco os Portugueses, de sim- ples conquistadores, em moradores e povoadores dum terri- tório que êles procuravam fósse cada vez mais amplo, e, de facto, alargaram num movimento expansionista, caracterizado e formidável. Exagera-se, às vezes, êste papel de povoador, vincando fortemente o aspecto peculiar à transmissão da vida. É uma qualidade, nobre sem dúvida, mas gregária. O sentido pro- fundo desta aptidão é, sobretudo, moral e rácico. O portu- 4Í
  • guês sentiu-se sempre homem em qualquer parte do mundo, reagindo diante do seu semelhante, como de igual para igual. Tirando algum caso esporádico, nunca se deixou vencer pelo preconceito de castas, ainda quando a superioridade da sua civilização utilizava os povos de civilização inferior, em pro- veito próprio, dentro, aliás, dos princípios juridico-morais do tempo. Ainda assim, não o fazia sem protesto doutros, tão Portugueses como éles. Na colonização do Brasil não existiu nunca o processo a que Novicow chama eliminação biológica a liquidação pura e simples do aborígene, para se instalar o colono em seu lugar. Se houve eliminação biológica, foi do próprio colono. l'T em-se acaso ponderado suficientemente o sacrifício humano que significa o saneamento dos pântanos e das matas selvagens do Brasil? &A luta contra o impaludismo, contra as febres, contra uma fauna ignota e hostil, desde o minús- culo pium à cobra, à onça e ao jacaré? Nóbrega com as suas feridas, «pelas muitas águas que passou», e os milhares e milhares de Portugueses que sucum- biram na campanha prévia do saneamento, arroteando os primeiros campos, purificando gradualmente o ambiente, eli- minando os miasmas multi-secular es, prepararam, com o seu sacrifício pessoal, o terreno para os seus sucessores, e dilata- ram tanto a área da civilização que, ao cabo, o Brasil, defi- nindo-se nos seus contornos morais, étnicos e mesmo profi- láticos, veio a ser, como de facto é, um dos países maiores, mais cultos, sociáveis e sàdios da terra. * * * Na Sala do Brasil, que não podia faltar numa Exposição Histórica Portuguesa, reuniram-se alguns documentos funda- mentais da história e formação da América Portuguesa. A descoberta do Brasil, por Pedro Alvares Cabral, em 1500, no reinado de D. Manuel I, está representada pelos ori- k2
  • ginais, existentes na Tôrre do Tombo, da Carta de Pero Vaz de Caminha, testemunha e seu primeiro historiador, e da Carta de Mestre João, físico da Armada; e a organização administrativa do Brasil, pelo Livro de Registos n.° i, do Arquivo Histórico Colonial, onde se lê a primeira consti- tuição política brasileira, qual é o Regimento de Tomé de Sousa, e outros alvarás e provisões, precursores das Cartas Régias que, durante três séculos, garantiram ao Brasil o de- senvolvimento dos seus recursos e da sua vida, dentro de am- plos princípios de justiça e administração geral. E isto num tempo em que a Europa se devorava em querelas doutrinais e civis e a Inglaterra ensaiava os primeiros passos maríti- mos... Em particular, sobre os índios, a legislação pode-se resu- mir neste esquema: primeiro, evangelização; segundo, acesso à civilização material; terceiro, utilização quer pacifica nas aldeias, quer violenta contra os promotores da antropofagia, ou razias, esta última bem cêdo eliminada, por desnecessária. Um verdadeiro monumento legislativo, nos seus diversos as- pectos judiciários, administrativos, sociais e económicos. Desde os Donatários aos Governadores Gerais, desde os Go- vernadores aos Vice-Reis, a legislação colonial portuguesa, se uma vez ou outra aponta inflexões contraditórias, permanece, em geral, num tom de oportuna elevação e brandura. Cumpriam-se estas leis? Nem sempre. Todavia, a culpa não era tanto da Metrópole, como da Colónia. As distâncias davam aos homens do govêrno a ilusão prática da indepen- dência. Tal independência, porém, não chegou nunca à rebeldia, até se dar o caso, único na história do mundo, de se declarar soberano da nascente nação aquele que estava destinado a ser o chefe da Mãi-Pátria. No período propria- mente colonial, não só não houve rebelião dos capitais e go- vernadores, mas nem sequer dissensões intestinas, tirando alguma insignificante manifestação de campanarismo local, comum a todas as nações e a todos os tempos. 43
  • lA que se deverá êste facto? Quando Tomé de Sousa, o primeiro Governador Geral do Brasil assumiu, por ordem de D. João III, a incumbência de centralizar a administração do Brasil, dispersa no sistema de Donatários, chegou também com êle, e por ordem do mesmo rei, a Companhia de Jesus, organização por excelência unificadora. Dêste duplo influxo surgiu o Brasil, uno e imenso. É êste sentido centralista um dos factos característi- cos da colonização portuguesa, o que a distingue essencial- mente da colonização espanhola, estabelecida sob o regime da desconfiança. Castela dava iguais poderes a entidades di- versas, para se espiarem entre si e se neutralizarem mutua- mente. Ponto de convergência, a metrópole mantinha a uni- dade do Poder; mas esta mesma repartição de poderes subal- ternos, iguais, encheu a história da América Espanhola de guerras civis, e, regando-a com o sangue dos seus próprios conquistadores, pulverizou, depois, o território americano em vinte nações reciprocamente enfraquecidas e rivais. # * # A formação da unidade territorial brasileira está patente num tríptico feito expressamente para a Exposição Histórica, pelo distinto artista Saúl de Almeida, sob a nossa direcção. No primeiro mapa aparece o Brasil em 1500: uma cruz pa- drão no litoral de Pôrto Seguro, e a vastidão misteriosa, a ocupar, até à Linha de Demarcação. O segundo mapa, de 1616, ano da fundação de Belém-do-Grão-Pará, mostra a ocupação efectiva da costa, compreendida entre os extremos da mesma Linha, e, ao mesmo tempo, as bôlsas de penetra- ção do interior, com o sentido sumário dessa penetração, em que colaboraram capitãis, missionários e bandeirantes. O terceiro mapa é o Brasil actual, o mesmo de 1822, rias suas linhas essenciais, salvo rectificações posteriores de fron- kk
  • teiras. Vê-se que a famosa Linha de Demarcação ficou de tal modo ultrapassada, que o Brasil constitue, por si só, metade da América do Sul... Outros mapas do Arquivo Histórico Colonial, seleccio- nados com competência pelo seu Director, Dr. Manuel Mú- rias, ilustram esta secção importante da progressão territo- rial portuguesa. Além disto, quatro magníficos baixo-relevos recordam alguns dos principais factores da grandeza do Brasil: o factor espiritual, o económico e o defensivo ou militar. Podiam-se escogitar outros, mas estes são, realmente, primaciais e re- presentativos. Em primeiro lugar, é inegável o papel da Religião tra- dicional Portuguesa como elemento preponderante na sua formação. É um facto não somente da alçada particular da Igreja Católica, mas nacional e decisivo, sob o ponto de vista catequético, educativo, moral e até político. Encarnou-se esta actividade na figura dum Jesuíta, ilustre na história e também como primeiro nome da literatura seiscentista, o P.* António Vieira, que para defender a liberdade dos índios sofreu vexames sem conto, e proferiu contra os invasores ho- landeses, num púlpito da Baia, as mais arrojadas expressões que jàmais saíram de lábios humanos; e, ao mesmo tempo, enquanto assim erigia o mais preclaro monumento da lin- guagem portuguesa, aprendia e falava alguns dos 700 dia- lectos que, entre outros do Brasil, êle próprio assinalou na réde fluvial amazonense. Com Vieira, antes e depois dêle, existem outras figuras gloriosas de missionários, religiosos, e mestres dos colégios, onde aprenderam os que no Brasil colo- nial tiveram algum nome nas ciências, nas artes ou na poli- tica; e também, e simultâneamente, figuras de Padres e Bispos insignes, que organizaram a Igreja e cimentaram a unidade espiritual de que goza hoje o Brasil, um dos ele- mentos indiscutíveis da sua prosperidade. A acção militar é figurada pela batalha de Guararapes 45
  • contra os holandeses, dum painel do Instituto Arqueológico Pernambucano, que Vicente do Rêgo Monteiro ressuscitou e Manuel Lubambo divulgou na sua revista «Fronteiras». Esta vitória é o protótipo de muitas outras contra os cobiçosos da terra brasileira: franceses, ingleses e holandeses. A história militar do Brasil, além dêste baixo-relêvo, ilustra-se com 16 manequins, executados por Tom, e vários figurinos do Ar- quivo Histórico Colonial. Ficaram famosas as milícias em que se reuniam, para a defesa comum, o português do Reino, o português do Brasil, o índio e o negro, numa solidariedade intuitiva, que denuncia já um sentimento nacional, mesmo antes do Brasil ser nação. índios como Tibiriçá, Araribóia e Camarão, negros como Henrique Dias, colaboraram com capitãis ilustres, desde Es- tácio e Mem de Sá a João Fernandes Vieira, Matias de Albu- querque, Salvador Correia e tantos outros, que encheram o Brasil de mil heróicas façanhas. Aos esforços da metrópole uniam-se os da terra; e, todos, adaptando-se às condições me- sológicas e sociais, resistiram, triunfantes, às tentativas exter- nas de desagregação colonial. A acção económica do Brasil teve vários ciclos e está representada por dois: o do pau brasil e o das minas. Podia-se evocar o da cana do açúcar ou agrícola, com todo o esplendor rural dos engenhos, e o ciclo da criação do gado, com as suas estradas através do sertão. Aqueles dois são, porém, suficien- temente expressivos: um, porque indica a origem onomástica do próprio Brasil e mostra o transporte da preciosa madeira, segundo uma gravura do século XVI; o das minas, porque atingiu no século XVIII importância capital e representa o processo da mineração das pedras preciosas, elemento pode- roso, com o ouro, de penetração e povoação dos altiplanos centrais. Passada a febre do ouro e dos diamantes, que ati- rava a gente para os filões do interior, a terra estava ocupada e floresciam as vilas ricas. Êste ouro vinha beneficiar-se em Portugal. Para lá voltava, porém, senão êle, o seu equiva- 46
  • lente. Já desde o século XVI, D. Sebastião, ao dotar os colé- gios dos Jesuítas do Brasil, significou o seu pensamento, afi- nal o da nação portuguesa: era seu desejo que os rendimentos do Brasil se gastassem... para bem do Brasil! Um dia, quando se fizer a história económica da grande nação sul-americana, e se vir o que ela custou a Portugal, talvez se ache bem minguado o tão celebrado quinto de El-Rei... * * • Na ocupação do mundo pelos Portugueses, o Brasil como obra construtiva, merece registo aparte. Opera-se hoje, em Africa, processo idêntico ao da colonização do Brasil. Mas, quanto ao passado, a lição da história é outra. Se Portugal praticou façanhas de imortal renome, desde Ceuta a Malaca, dalgumas dessas glórias só lhe resta a fama. O Brasil repre- senta para Portugal uma glória permanente, no falar opu- lento da mesma língua. Foi glória esta, porém, que Portugal conquistou por processos para os quais não tinha modelos. Criou-os êle próprio, num mixto de ambição, aventura e ge- nerosidade. Vasco Fernandes Coutinho, herói da India e da Africa, ao embarcar para a sua capitania da América, vendeu o que possuía em Portugal e desmanchou a sua casa, como a cortar a esperança de retôrno. Portugal, colonizando o Bra- sil, deu, na verdade, o que tinha. Mas, como todo o sacri- fício é fecundo, dêste nasceu uma das maiores e mais glo- riosas nações da terra. SERAFIM LEITE ♦7
  • 0 grande tríptico em relêvo do mapa do Brasil, de Saúl de Almeida representa: 1 — O Brasil à data do Tratado de Tordesilhas; 2 O Brasil na época da penetração portuguesa, com a criação das capitanias e o recuo do meridiano de Tordesilhas; 3 O Brasil na hora da independência, tal como o dei- xámos e como é hoje sob o ponto de vista da sua extensão territorial. Há ria sala, além dos objectos, livros e cartas expostos nas vitrinas, quatro pequenos baixos-relêvos de Armando Mesquita, representando: 1 — Uma mina de diamantes no século XVIII; 2 — Batalha de Guararapes, entre portugueses e holan- deses, no século XVII, dum painel do Instituto Ar- queológico de Pernambuco; 3 — O Padre António Vieira catequizando os índios; 4 — Alegoria ao comércio do «pau-Brasil», dum baixo- -relêvo da Câmara Municipal de Rouen. Os modelos militares das tropas portuguesas no Brasil são referentes ao século XVIII e XIX e representam: 1 —Tropas do Rio de Janeiro e Pernambuco— 1773-74 (n.° 126); 2—Idem de Minas Gerais e Sacramento—1771-76 (n.° 127); 3—idem de São Paulo, Maranhão e Goyaz—1780- -1807 (n.° 128); 4—Idem da Baía—1806 (n.° 129); A colecção de moedas coloniais brasileiras que figura nesta sala é constituída unicamente por peças de ouro, que vão de D. Pedro II a D. João VI: do comêço das grandes explorações 48
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  • mineiras de que elas provêm —e que atingiram o seu apogeu no reinado de El-Rei D. João V —até D. João VI, o último Rei de Portugal que teve o Brasil como Província de seu reino. Com êste mostruário procurou-se, pois, não uma exibição numismática, mas apenas uma evocação da riqueza aurífera da nossa antiga Província de Santa Cruz. Estão expostos nesta sala: N.° 1 — Figurinos militares de S. Paulo e Baía— 1806. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 2—Figurinos militares de Pernambuco, Minas Cerais, Goyaz, Pará e Paraíba— 1772-1807. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 3 — Figurinos militares de Paraíba, Baía, Pernambuco e Minas Cerais— 1771-1807. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 4— Figurinos militares de S. Paulo e Baía— 1806. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 5 — Prospecto de uma parte da Cidade da Baía, no qual se mostram os edifícios compreendidos na parte superior e inferior da cidade, algumas ruínas e o projecto de um novo paredão. Pelo ajudante de engenheiro, Manuel Rodrigues Teixeira (1786). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) I N.° 6—Planta do território da Capitania da Baía, com- preendido entre o rio de S. Francisco, o Rio Verde Grande e o riacho chamado Gavião, que divide o têrmo da Vila do Fanado da Vila do Rio das Con- tas. Tem indicados os rios, as serras, as estradas e o acampamento do Vice-Rei Conde dos Arcos (1758). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) '(9
  • N.° 7—'Planta corográfica da estrada, que, principiando na serra dos Montes Altos, vem finalizar no pôrto de S. Felix, defronte da vila da Cachoeira, no rio Para- guassu, que vem fazer barra defronte da ilha de Itaparica, na enseada em que o mar se recolhe a fazer o pôrto da cidade da Baía. Observada e deli- neada por Manuel Cardoso de Saldanha, sargento- -mor de infantaria com exercício de engenheiro, lente actual da Academia Militar, e feita por josé António Caldas, académico da Academia Militar desta Cidade da Baía, aos 16 de Setembro de 1758. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 8—Mapas (3) da costa marítima da Capitania do Es- pírito Santo: I - Barra da Capitania do Espírito Santo até à vila da Vitória; II - Barra do rio Guara- parim; III - Barra do rio Benavente e a parte dêste rio até à Vila Nova de Benavente (1790). (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 9— Planta da vila de Alcobaça, na antiga Capitania de Pôrto Seguro (s/data). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 10— Mapa topográfico da campanha do rio Piloens e Rio Claro diamantinos, com tôdas as suas verten- tes, pertencentes à comarca de Vila Boa de Goyaz, mandado tirar por D. Francisco de Assis Masca- renhas, Governador e Capitão General desta Capi- tania, sendo examinados ambos os rios e suas ver- tentes pelo Ouvidor e Corregedor Dr. Manuel Joa- quim de Aguiar Mourão e por José Maria da Silva e Oliveira (Vila Boa, no ano de 1805). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 11 — Carta geográfica do têrmo de Vila Rica, em que 50
  • se mostra que os arraiais das Catas Altas, da No- ruega, Taberaba e Carijós lhe ficam mais perto que os da Vila de S. José a que pertencem, e igual- mente o de S. António do Rio das Pedras, que toca ao do Sabará. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 12—Planta da aldeia de S. Sebastião na Capitania de Minas Cerais (1732). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 13 — Planta da aldeia do Sumidouro, na Capitania de Mi- nas Gerais (1732). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 14—Planta da aldeia de S. Caetano da Capitania de Minas Cerais (1732). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 15 — Demarcação diamantina. Planta dos cursos dos rios Giquitinhonha, Rio Pardo Grande, Rio Pardo Pe- queno e Parauna (Minas Gerais). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 16 — Mapa da Capitania de Minas Gerais— 1793. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôr lo) N.° 17 — Planta e explicação das enseadas de Jaragoa e Pa- jurará (1757). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 18 — Planta do Forte de Nossa Senhora da Conceição, na ilha de Fernando de Noronha — s/ data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.* 19—Planta do Forte de Nossa Senhora da Conceição, na ilha de Fernando de Noronha — s/ data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) 51
  • N." 20— Mapa da Vila da Laguna e barra do Taramandi, na costa do Brasil e América Portuguesa. Abrange a parte da Costa, entre a I lha do Coral e o Rio Grande do Sul, e para o interior, até ao rio Taquari, pelo Padre Diogo Soares, S. J., geógrafo régio no Estado do Brasil — 1738. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 21 —Plano da raia marcada nos Estados do Brasil pelos oficiais da segunda Divisão pertencente ao Partido do Rio Grande de S. Pedro, na expedição do ano de 1750. Copiado do próprio original que se elevou na campanha. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 22—Carta da Costa do Brasil, ao meridiano do Rio de Janeiro. Desde a barra do Ibepetuba até à ponta do Guarupaba, na enseada de Syri, pelo Padre Diogo Soares, S. J., geógrafo régio do Estado do Brasil — s/ data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 23 — Carta da costa do Brasil, ao meridiano do Rio de Janeiro, desde a ponta da Araçatuba até à barra do Guaratuba, pelo Padre Diogo Soares, S. J., geógrafo régio no Estado do Brasil — s/data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 24 — Carta da Costa do Brasil, ao meridiano do Rio de Janeiro. Desde a barra de Bertioga até à ponta de Guaratuba, pelo Padre Diogo Soares, S. J., geógrafo régio no Estado do Brasil — s/data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 25 — Carta da Costa do Brasil, desde a barra de Santos até à do Marambaya, Pelos Padres Diogo Soares e 52
  • Domingos Capacy, S. )., geógrafos régios no Estado do Brasil — s/ data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 26—Carta da Costa do Brasil, ao meridiano do Rio de Janeiro. Desde a barra de Marambaya até Cabo Frio, pelos Padres Diogo Soares e Domingos Ca- pacy, S. J. geógrafos régios no Estado do Brasil — s/ data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 27 — Carta geográfica em que se demonstram as cor- rentes dos rios que saem da Capitania de S. Paulo, sua extensão e curso, e os grandes rios em que en- tram; os sertões e as províncias por onde passam. Compreende a parte da costa do Brasil, desde a ilha do Marambaia até Taramandi — s/data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 28— Barra da Laguna no Mar do Sul. Por Ambrósio Mer- ryn (1737). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 29— Planta do rio de S. Francisco (S. Francisco do Sul), na América Austral e Portuguesa. Compreende a parte da costa desde o rio Sahi, a baía de Japicu e a ilha de S. Francisco, pelo Padre Diogo Soares, S. J., geógrafo régio no Estado do Brasil — s/data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 30— Planta da barra do Rio da Prata (1738). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.r 31 — Planta do Rio Grande de S. Pedro— 1776. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 32— Mapa de uma parte da Ilha de Santa Catarina que se acha fortificada em estado de defesa—1795. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) 53
  • N.® 33 — Prospecto e planta do Salto Grande do Rio Paraná, por João Bento Python. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) N.® 34— Planta particular da Ilha de Santa Catarina, ofere- cida a Luiz Pinto de Sousa Coutinho. Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.® 35 — Planta do Rio de Janeiro. —s/data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 36 — Desenho por idea da barra e pôrto do Rio Crande de S. Pedro. — s/data. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.® 37 — Planta topográfica e prospectos da serra dos Mon- tes Altos, na qual se mostram os lugares examina- dos pelos Comissários encarregados da exploração do salitre. Observada e delineada por Manuel Car- doso de Saldanha, Sargento Maior de Infantaria com exercício de engenheiro, lente da Academia Militar desta Cidade e Comissário dos exames da sobredita serra para averiguação do salitre que nela existe e feita por José António Caldas, académico numerário da Academia Militar da Baía, aos 19 de Setembro de 1758. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 38 — Roteiro cosmográfico que, por ordem do Desembar- gador Tomaz Roby de Barros Barreto, fez Manuel Álvares da Rocha das duas pedreiras de salitre já descobertas, a saber: no rio Sipó, a pedreira cha- mada de Góis, e no rio Paraná, a chamada do Arco (1758). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 54
  • N ° 39 Planta geral da capitania de Goyaz—1753. (Cedida pelo Arqaioo Histórico Colonial) N » 40—Planta geral da capitania de Goyaz— 1753. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N • 41 Mapa da costa do Brasil, da jericoàquara até á ilha de S. João. Oferecido ao III.010 e Ex.mo Senhor D. Diogo de Sousa, Fidalgo da Casa de S. M. e do seu Conselho, Coronel dos seus Exércitos, Governador e Capitão General do Estado do Maranhão, pelo Capitão António Joaquim Simões da Veiga, Aca- démico da Real Academia das Sciencias Matemá- ticas de Marinha (1789). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 42 — Planta da fortaleza da cidade do Pará (1696). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.* 43 —Planta da fortaleza de S. José de Macapá (1772). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N o 44 — Demarcação da terra que produz diamantes (A vila do Príncipe, capital da Comarca do Sêrro do Frio, fundou-se em 1714, no sítio das Lavras Ve- lhas, descoberto por Lucas de Freitas). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 45 — Mapa do caminho novo que vai do Passo de Turi- tama ao de Santo António, na Capitania do Rio Grande de S. Pedro. Feito por Manuel Vieira Leão, discípulo do Coronel José Fernandes Pinto Alpoim (1753). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.* 46 Planta das obras novamente propostas no forte de Vilagalhão, pelo Brigadeiro Engenheiro Jacques Funck (1767). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) 55
  • N.° 47 — Plano da fortaleza de S. João, na barra do Rio de Janeiro (1768). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 48 — Plano do rio do Espírito Santo, compreendida a barra, suas fortalezas e vilas (Rio de Janeiro, 1766). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 49 — Planta do acampamento das duas primeiras Divi- sões Espanhola e Portuguesa da demarcação de limites da América Meridional, junto às margens do Arroyo de Chuy, em Fevereiro de 1784. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 50— Planta da aldeia principal do Majurí— 1728. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 51 — Planta da nova descoberta de São João de Jacuhy. Abrange a parte da costa do Brasil entre a Ilha Grande e o Rio de Una, e para o interior até à con- fluência do rio Sapucahy e do Rio Grande Paraná — s/data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 52 —Derrota que fizeram as fragatas de Guarda Costa, «Tritão» e «Cisne», respectivamente comandadas pelos Capitaes de Mar e Guerra, Francisco Betten- court Persstrelo e Francisco de Paula Leite. Feita pelo Tenente do Mar da Fragata «Tritão», Joaquim José Damazio. Compreende a parte da costa, desde o cabo Finisterra até ao cabo Cantim, a Madeira, Pôrto Santo e os Açores (1785). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 53 — Mapa da freguesia da Manga, bispado da cidade de Mariana — s/ data. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 56
  • N.o 54 Planta da Vila Boa. capital da Capitania Geral de Goyáz, levantada no ano de 1782 por Luiz da Cunha Menezes, Governador e Capitão Geral da mesma Capitania — s/data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 55 — Planta da cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro com suas fortificações (Junho de 1713). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 56 — Planta topográfica da praça da Nova Colónia, com o seu novo desenho, pelo Brigadeiro José da Silva Paes (1736). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 57 — Mapa do continente da Colónia do Sacramento, Rio Grande de S. Pedro, até à Ilha de Santa Catarina, divisória da arraia ajustada pelo tratado de limites celebrado entre as coroas de Portugal e Castela no ano de 1750. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.° 58 — Planta da aldeia do Principal de Majuri (1728). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 59 —Plano da Capital de Vila Bela de Mato Grosso, situada em 14" 55' de latitude meridional e em 318° 35' de longitude, cujo plano se levantou no ano de 1777, por direcção do Governador e Capi- tão General daquela Capitania, Luiz Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) N.° 60 — Plano do Arraial de S. Pedro de El-Rei, Capitania de Mato Grosso— 1781. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.° 61 —Planta do rio Amazonas, desde Quito até à barra do Pará (1637). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) 57
  • N.* 62 — Planta da cidade do Rio de Janeiro—1712. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.' 63 — Planta da costa do Brasil, desde a ponta de Araca- tuba, ilha de Santa Catarina, rio de S. Francisco, Paranaguá, até à barra de Ararapirá — s/data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.* 64— Planta da cidade do Rio de Janeiro, capital dos Es- tados do Brasil, e projecto como pode ser fortifi- cado (1770). Anexo: plano de uma muralha do novo projecto. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.' 65 — Mapa da capitania do Rio de Janeiro— 1779. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) N.' 66— Mapa da Capitania de S. Paulo, em que se mostra tudo o que ela tinha antigamente até ao Rio Pa- raná (1773). (Cedido peto Arquivo Histórico Colonial) N.* 67 — Salto do Itapura no rio Tietê, de 44 palmos de al- tura — 1788-89. (Cedido peto Arquivo Histórico Colonial) N.e 68 — Verdadeira descrição dos campos gerais de Cori- tiba, desde o Campo Largo até Cambajú, com os arraiais que havia em 1728. Pelo Dr. António dos Santos Soares. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 69 — Plano do terreno em que actualmente se fazem as experiências da sementeira do linho, cânhamo, por ordem do lll.n,° e Ex.""' Vice-Rei do Estado. Elevado por ordem do Brigadeiro Governador do Continente, por Alexandre Eloy Portelli, capitão de infantaria com exercício de engenharia— 1784. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) 58
  • N.° 70 Planta de Vila Boa de Goyaz e seu têrmo (1758). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.# 71 Mapas (4) da capitania de Minas Cerais, abran- gendo os territórios banhados pelos rios de S. Fran- cisco, Guarapiranga, dos Corvados, Paraopeba, das Velhas, Gualaxió, Pardo, Pardo Pequeno, Arassuali, Giquitinhonha, Tucambira, Assu—s/data. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 72 Carta da Nova Lorena Diamantina (C. R. X. D. Vilas Boas, des.— 1802). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.« 73 — Demonstração do Rio de Janeiro, feita por João Tei- xeira, cosmógrafo de S. M. (1645). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 74— Planta da barra do Rio de Janeiro (1761). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 75 —Planta da baía da Traição (Acejutibiró), na capi- tania de Paraíba. Feita por Dionísio Ferreira Por- tugal — 1755. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 76— Mapa topográfico do Horto Botânico do Ouro Preto (Minas Gerais), por Manuel Ribeiro Guimarãis (1799). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 77 — Prospecto da cidade de Buenos Aires e ilhas do Grande Rio da Prata, na América Austral — s/data. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 78 — Acampamento dos Castelhanos, defronte da Coló- nia, com o nome de S. Carlos (Rio de Janeiro, 1762). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 59
  • N.° 79— Mapa do sertão entre a barra do rio Jaurú, que de- sagua no Paraguay, até à margem ocidental do rio Guaporé, na paragem em que desemboca o Sararé, com as serras e rios mais conhecidos daquela região, pela qual deve correr a linha divisória entre as Coroas de Portugal e Castela — s/data. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 80 — Planta da ilha de Itaparica, abrangendo as ilhas do Sal, de Burgos e parte da costa (1757). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.® 81—Aguarela representando um grupo de negras la- vando diamantes. Minas Cerais — s/data. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 82—Planta do Forte de Villeganhon na enseada do Rio de Janeiro— 1730. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 83 — Perfis dos morros de S. Diogo, Santa Teresa, Santo António e Pedro Dias, do Rio de Janeiro (1769). (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 84 — Tomada de la Ciudad dei Salvador y Bahia de todolos Santos—1 vol. 4.® — D. Juan de Valên- cia y Guzman. Ms. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.® 86 — Planta da freguesia de Santo António de Orubú de Baixo, do rio de S. Francisco, no Arcebispado da Baía — 1757. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 86 — Tratado da terra do Brasil, no qual se contém a informação das coisas que ha nestas partes, feito por Pero de Magalhãis Candavo. 1 vol. 4.° (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) 60
  • f\|.® 87 — Roteiro da viagem da cidade do Pará e tôda a sua Capitania— 1 vol. foi. Ms. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) ISI.® 88— Papéis sôbre o Tratado de limites do Brasil. 1 vol. foi. Ms. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) N.® 89— História da restauração de Pernambuco—1 vol. foi. Ms. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) N ° 90 — Roteiro geral com largas informações de tôda a Costa a que pertence o Estado do Brasil — Gabriel Soares de Sousa— 1 vol. foi. Ms. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) N.® 91—Cidade de S. Salvador — Baía — demonstração de todos os fortes e das fortalezas que defendem a sua Marinha e o trânsito por terra para a mesma cidade, as quais assinalam tão somente o lugar onde serão edificadas e não a sua figura geométrica. Per- tence ao livro de Domingos Alves B. M. Barreto, «Observações sôbre a fortificação da cidade da Baía». (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.® 92 — Papéis geográficos sôbre o Brasil, coleccionados pela ordem seguinte: 1 — Discurso sôbre o actual estado das minas do Brasil; Ms. 2 — Diário da viagem que, por ordem de Luiz de Albuquerque de M. P. e Cáceres, fêz de Vila Bela para S. Paulo, Francisco José de La Cerda e Almeida, Dr. Astrónomo. Ms. 3 — Cópia de uma informação (não declarando 61
  • de quem) sôbre uma carta do Governador e Capitão General de Mato Grosso. Ms. 4 — Ideia geral oferecida a S. M. pelo Governa- dor e Capitão General de Mato Grosso. Ms. 5 — Cópia da carta que D. João de Pestana es- creveu ao Vice-Rei de Lima, D. Manuel d'Arnat; Ms. 6 — Vários papéis na letra do primeiro Visconde de Balsemão, sôbre limites do Brasil; 7 — Memórias de António Pereira de Barredo; Ms. 8 — Carta original de António Correia Furtado de Mendonça e Luiz Pinto de Sousa Cou- tinho; Ms. 9 — Cópia de uma reflexão sôbre o miserável e decadente estado presente da Capitania de Goyaz; Ms. 10—Informação do Cap. Bento José Lisboa, sô- bre os distritos da Capitania do Espírito Santo; Ms. 11—Cópia de umas providências para se tirar mais ouro e para se evitarem extravios na Capitania; Ms. 12—Cópia de umas observações sôbre a neces- sidade de suprir com as artes e ciências ma- temáticas e físicas as colónias das Minas Gerais; Ms. 13—Cópia de uma opinião sôbre o modo de pre- servar e defender as colónias do Brasil. 1 vol. foi. grande. Ms. (Cedidos pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N° 93 — Relações e papéis geográficos sôbre o Brasil — 1 vol. foi. (Cedidos pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) 62
  • |M ° 94— Naveguaçâm q fez p° lopez de Sousa no descobri- mento da Costa do brasil militando na Capitania de Marti a" de Sousa seu irmão. 1530; Pero Lopes de Sousa. Ms. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.° 95 — Razão do Estado do Brasil no govêrno do norte, somente, assim como o teve D. Diogo de Menezes até ao ano de 1612— 1 vol. foi. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.° 96 — Livro em que se Registão os Regimto' provizoés c.u' de ofícios e merces que eIRey noso s.or faz das pe- soas q. vão Ao brasil, o q.1 se começou ê. almeyry. ao pryTO de Jan.° de 1549. 1548 — Rigimêto q. levou tomé de Souza g.or do Brasil (fIs. 1 a 9). 1548 — Regimêto q. levou ant.° cardoso de baar- ros, / anõ 1548 — Provedor mor (fls. 10 a 15). 1548 — Regimêto dos provedores da faz."* de (el rei noso snr.) =?= (nas terras do brasil, 1548 anõs (fls. 15 v. a 26 v.). 1588 — Copia do Regimento que se deu a Balthe- sar Roiz Sora provedor mor da faz.d* do Brazil (fls. 27 a 30 v.). 1588 — O treslado do Regim" q. levou fr.00 girai Ides q Sua mag.'*' ora mãdou por g.or do estado do brasil — em Março de 88 (fls. 30 v. a 42). 1590 — Provizão sobre o descobrim10 do Rio de são fran.00 e p.* Craviel Soares poder nomear pesoa que lhe soçeda faleçendo (fls. 42 a 42 v.). 1587 — Provizão sobre senão tomaren por cativos 63
  • os gentios do brazil senão en gerra liçita (fls. 45 a 47). 1587 — Outra sobre os gintios que se converteren nao pagaren dizimos por tpo de quinze anos do dia que se converteren (fl. 47 v.). 1587 — Outra p." se daren terras de Cesmaria aos gentios que deseren (fl. 48). 1590 — Outra p." se daren terras a todas as pesoas que foren con mother e filhos (fl. 48 v.). 1590 — A Carta de don franco de Sousa gd.or (fls. 50 a 51). 1591—Outra provizão ao mesmo p.1 ter vinte homes (fls. 51 e 51 v.). 1591 —Outra ag.'" de Souto mayor p.dor das minas (fl. 51 v.). 1591 —Outra ao mesmo (fl. 51 v.). 1592 — Outra a Custodio de fig.d0 p.dor dos defun- tos e Resíduos (fl. 52). 1592 — Alvará de fulgencio pr.a dalvim (fl. 52 v.). 1591 — Regim1" que foi dado ao L.d0 B." ferraz para cobrar o q. se dever a faz.d* de S. md.* (fls. 53 a 57). 1591 —Carta a favor do P.° doliveira sargento mor do Brazil (fls. 58 e 58 v.). 1592 — Alvará de g." de fig.do (fls. 58 v. a 59). 1593 — Alvará de Paulo Moreira (2) (fls. 59 v. e 60 v.). 1593 — Alvará de Martim Carvalho (fl. 60). 1591—Alvará de Domingos Dias (coronheiro) (fls. 61 e 61 v.). 1591—Alvará de Adrião francisco (serralheiro) (fls. 61 e 61 v.). 1593 —Alvará de Miguel de Pina (2) (fls. 61 v. e 62). 1593 — Alvará de João do Basto (fl. 62 v.). 64
  • c 5 5 O 5 s O u o ^s o ^0 C/3 < — CQ C a < O') 5 € c o s: £ "^s o à vu o .* C§ s: o V •S-
  • 1593 — Alvará de Manuel de Castilho (fls. 62 v. e 63). 1594 — Alvará de Antonio Marreiros (fls. 63 v. e 64). 1598—Carta regia de fr.00 de mendonça de vas- celos (fls. 64 e 64 v.) 1598 — Alvará de bastião de Brito Correia (fl. 65). 1598 — Alvará de p.° arias daguirre (2) (fls. 65 v. a 67). 1598 — Alvará de Sebastião da Silva (fl. 67). 1599 — Alvará de Maria Menaja (fls. 67 v. e 68). 1601 —Carta de confirmação de Antonio dalbo- querque (fls. 68 a 69). 1579 — Alvará de frutuoso barbossa (fls. 80, e 81 a 81 v.). 1579 — Alvará de Joam rrõiz daraujo (fls. 80 v. e 81). 1555 — Alvará de Caspar de Seixas (fl. 100). 1562 — Alvará de Cristóvão daguiar (Xpovão da- guiar) (fl. 100). 1566 — Alvará de Xpovão de Barros (fl. 100). 1550 — Alvará de V." frz. (2) (fl. 125). 1550 — Alvará de eitor carvalho (fl. 125). 1556 — Alvará de di.° giz. (?) (fl. 125). 1558 — Alvará de Migel giz. (fl. 125). 1558 — fr.°° de calldas (fl. 125 v.). 1564 — Alvará de Don fernão dalluz d.° noro- nha (?) (fl. 126). 1564 — Alvará de a.° Roiz baçelaar (fl. 126). 1569 — Alvará de Sebastiam de lucena (fls. 126 v. a 127). 1572 — Alvará de duarte de sequeira (fl. 127 v.). 1572 — Alvará de symão Ribeiro (fl. 128). 1575 — Treslado da provisão q. se pasou a amto- nio Ribr.0 (fl. 128 v.). 65
  • 1575—Treslado da provisão q. se pasou a Bastião de luçena (fl. 129). 157 = ?=—Alvará p." se crear na villa de Olinda, um colégio dos P.P. (fls. 129 v. a 131). 157 = ?=—Alvará em que se concede uma esmola p.a ornto" das Igrejas dos Índios cristãos do brasil (fl. 131 v.). 157 = ?=—Alvará que fixa em 500 crusados cada ano a esmola p.a a fabrica dos tres colégios das partes do Brasil (fls. 132 a 132 v.). 157 = ?=—Alvará para que os dízimos do gentio novam.*® convertido senão arrecade para a fazenda real, e seja applicado as obras das Igrejas confrarias e Hospitais — e se arre- cade e despenda por ordê dos d.°' Provin- ciaes e Reitores dos Colégios da Compa- nhia (fls. 132 v., 133). 157 = ?=—Alvará para que do rendim.1® das re- diz."' das alfandeguas do Brasil se tire cer- tas import." e entreguem aos reitores e padres dos dous colégios da com." de Jhu, q. ha na cidade do salvador e de sam sebas- tião no rio de Janeiro, p." sua sustentação (fls. 133 v. e 134 v. e 150). 1576 — Mandado ao almoxarife de Pernambuco p.a que tome em conta no prim." pagam.to que houver de fazer bemto diaz de samtiaguo contratador dos disimos, a import." de de- zasete mil seis cemtos e oitenta rs. (fl. 135) 1577 — Mandados (2) e Provizões (1) (e 1 Al- vará) de bento dias de santiaguo (fls. 146 e 147 a 149 v.). 1576 — Alvará de guomez dabreu soarez (folha 135 v.).
  • 1578 — Mandado de Dy.0 Royz vilalobos (fl. 136). 1577 —Carta a favor de migel giz vieyra (fls. 136 v. 137). 1576 — Regim.10 p." q. no brazil senão page dizima dos frutos da terra (fls. 137 v. a 145 v.). 1577 — Mandado ao feitor e oficiais dalfandagua de Pernaobuquo, p.a que torneis a Pero de Noronha os duzemtos e oitemta e quatro mil Reis; que pagou de dir.10' de semto coremta e duas pesas descravos que foram de S. Tomé (fls. 146 v. 147). 1585 — Alvarás a favor dos Padres da Companhia (fls. 150 v. a 151 v.). 1585—Alvarás a favor dos Padres da Companhia (fls. 151 v. a 152 v.). 1590/91 —Alvarás nomeando dy.° cirne Provedor da faz." da cap." de Pernambuq.0 (fls. 153 e 153 v.). 1591 —Alvarás de M.el giz. (fl. 154). 1598 — Alvarás de Ambrosio de barrios (fls. 154 a 155). 1598 — Alvarás de fr.00 neto cea (fls. 155 e 155 v.). 1597 — Alvará de João Roiz dallmeida (fls. 155 v. e 156). 1601—Alvará de Diogo Botelho g.or do brazil (fls. 157 e 157 v.). 1591—Provisam q. se pasou sobre as avenças (fls. 163 e 163 v.). 1549 — Mercê a (...) de lemos (fl. 170 v.). 1549 — Alvará de Gaspar de lameguo (fls. 171 a 173). 1548 — Alvará de João daraujo (fl. 171). 1549 — Alvará de Ant.° do Reguo (fl. 171). 1549 — Alvará de M.cl nunez (fl. 171 v.). 1549 — Alvará de Nuno alvz. (fl. 171 v.). 67
  • 1548 — Alvará de Xpovão daguiar (fls. 171 v., 172). 1548 — Alvará de R.° de freytas (fls. 171 v., 172). 1549 — Alvará de Ant.° cardoso de barros (fl. 172). 1548 — Alvará de g.l° figuera (?) (fl. 172). 1548 — Alvará de A.° alvz. (fl. 172). 1549 — Alvará de R.° daraujo (fl. 172 v.). 1549 — Alvará de Luis diaz (fls. 172 v. e 173). 1549 — Alvará de fernão dallvrz. (fls. 172 v. e 173). 1549 — Alvará de dy.° pirez (pedr.°) (fls. 172 v. e 173). 1549 — Alvará de Di.0 de crasto (fl. 172 v.). 1549 — Alvará de fr.00 memdez da costa (fls. 173 e 173 v.). 1549 — Alvará de G.'° lourêço (?) (fl. 173 v.). 1551 —trelado du alv.™ p." o g.°r do brasil fazer paguar a felipe de guilhê (?) ê cadano no tiz.ro da cidade do Salvador (fl. 174). 1511 —Álvara de don P.° bpo da cidade do salva- dor (fl. 174 v.). 1551 — trelado do alvara que eIRey noso snõr pasou a thome de sousa guovernador das terras do brasil p.° poder pasar alvaras de fiamcas aos culpados que se livrarem p." (...) ou- vidor gerall na cid.° do salvador (fls. 174 v. e 175). 1551 —trelado de bua provisão q. S. A. pasou a thome de sousa p.* poder pasaar perdões aos moradores das terás do brasill das cul- pas en q. forê obrigados a Justiça amtes dele la hir (fls. 175 e 175 v.). 1551 —Sobre os dízimos q. ade levar o bpõ don p.° p.r tempo de 6 — annos (fls. 175 v. e 176). 68
  • 1551 —Sobre alguas couzas q. se ão de dar p.* a see da dita çidade (fIs. 176 e 176 v.). 1551 —S. Carta p.a tome de s." sobre as cazas que ha de mandar fazer p.a os bispos da çidade do salvador (fl. 176 v.). 1551 — trelado do alvara que sua alteza (...) as p." que neste ano e no que vyra de ly (52) fosê vyver ao brasyl ou fizesê emgenhos daçuquere (fl. 177). 1551 — Alvará de (João Lopez (fl. 177 v.). 1552 — Alvará de pero carvalho (fIs. 177 v., 180). 1552 —Alvará de luis guarçes (fls. 178, 179 v.). 1553 — Alvará lopo machado (fl. 178). 1553 (?) _ trelado da carta q se pasou a dõ d.te da costa (fls. 178 v. e 179). 1553 — Alvará de Sebastião alvez (fl. 180). 1553 — Alvará de antonio pinheiro (fl. 180). 1553 — Alvará de bastião ferreira (fl. 180), . 1553 —Alvará de Jorge frz. (fisico) (fl. 180 v.). 1553 — Alvará de (...) p.* (fl. 180 v.). 1553 — Alvará de João de guimarães (fl. 180 v.). 1554 — Alvará de bastião coelho (180 v.). 1554 — Provisão (3) do capitão joão de loasa (fls. 181, 181 v.). 1553 — Provisão do Xpovão cabrall (fl. 181). 1554 — Provisão do Simão de Rabello (fl. 181 v.). 1554 — Provisão de Lopo de Rabello (fl. 181 v.). 1554 —Alvará ordenando ao g.°r da baia e prove- dor dao fasenda, p.1 que nenhuma pessoa vença soldo á custa de minha fasenda, etc. = ?= (fl. 181 v.). 1554 — Alvará ordenando ao g.or e provedor da fasenda da Baia, para que de futuro quando for necessário algum Navio para serviço da 69
  • costa, se utilisem dos que á feitos nessas partes (fl. 182). 1554 — Alvará ordenando ao g.°r da Baía que não deixe os padres da companhia entrar pela terra dentro sem sua licença (fl. 182). 1554 — trelado do allvara p. que S. A. comcede al- guas cousas as p.a" que foren ao brasyll (fls. 182, 183 v.). 1554 — trelado do alvara p. que S. A. comcede alguãs cousas as p.a" que foren ao brasyll (fls. 182, 183 v.). 1554 — Alvará de dioguo monyz bareto (folha 183 v.). 1554 — Alvará de pero botelho (fl. 183 v.). 1554 — Alvará de Ant.# do Reguo (fl. 183 v.). 1554 — Alvará de Di.° lopez de (mena?) (fl. 183 v.). 1554 — Alvará de p.° carvalho (fl. 184). 1554 — Alvará de bertolameu gereyro (?) (fo- lha 184). 1555 — Alvará de joão de crasto (fl. 184 v.). 1555 — Alvará de fernão de lemos (fls. 184 v. e 185). 1555— Alvará de fr.°° lopes (fl. 185). 1555 — Alvará de fr.°° frz. (?) (fl. 185). 1555 — Alvará de padre guomez Ribeiro (fl. 185). 1555 — Alvará de Rodriguo de freitas (fl. 185 v.). 1555 — Alvará de di.° giz. v.ra (185 v., 186). 1556 — Alvará de p.° de carvalhaes (pedr.°) (fl. 186). 1557 — Alvará perque sua allteza faz merçe ao Cõde da Castanh™ de çimcoemta arobas daçuquere em sua vida no brasill (folhas 186 v. e 187 v.). 1554 — trelado do allvara perque ell Rey faz 70
  • merçe ao snõr cõde de vyte arrobas daçu- quere (fIs. 187 v., 188). 1556 — trelado da carta q. se pasou a mê de saa da cap." da baya e g.or do bresyl (folhas 188 v., 189). 155 7 Alvará de cristovão daguiar (fl. 189 v.). 1557 Alvará dos padres da companhia (folhas 189 v., 190). 1557 Alvará de luís bras allcoforado (190 v.). 1557 Alvará de bastyão de Rabello (fl. 190 v.). 1557 Alvará do bacharel fransisq.0 fernamdez (fl. 190 v.). 1557 —Alvará de Joana correa (fl. 191). 1557 — Alvará de João de gimarais (fl. 191). 1557 Alvará de L."0 bras fragoso (fIs. 192 e 192 v.). 1559 Alvará de sallvador da fomseca (fl. 193). 1559 trellado da carta do oficio de escrivão da faz.4* das p.*' do brasill (fl. 193 e 194). 1559 — Alvará de Manueli giz. (fl. 194 v.). 1559 Alvará ordenando ao vedor da fasenda do brasil p.a q. se não dê um regate com o gentio, artelharia, arcabuzes, etc., etc. (fIs 194 v. e 195 v.). 1559 — Alvará de Luis Martiz (fl. 195 v.). 1559 — trellado do alvara q. se pasou sobre os de- reitos do açuquar (fls. 196 e 196 v.). 1559 — outro allvara sobre os ditos moradores açerca de trazerem de são tome escravos (fl. 196 v.). 1559 — trellado do allvara sobre os degradados (fl. 197). 1559 — Alvará de joão darauio (fl. 197). 1559 — Alvará dando embarcação ao bispo, p.a as visitas (fl. 197). 71
  • 1559 — Alvará de fr.00 darguilho (fl. 197). 1599 — Alvará de João L.00 (Seromantim) (?) (fl. 197 v.). 1560 — trelado do alvara q. se pasou sobre os dr.to* dos açucares do brasil (197 v. e 198 v.). 1560 — trelado do alv.r* q. se pasou sobre o paao do brasil (fl. 199). 1560 — trelado de hua carta q se pasou p.* mê de saa g.or do brasil sobre a fortalesa da (...) q. esta na cap.* de (...) da costa do brasil (fl. 199 v.). 1561 —Alvará de bastião luis (fl. 199 v.). 1561 — tresllado de hua provysao q se pasou sobre o paão do brasil (fls. 200 e 201). 1562 — Alvará de fernão Vaz da Costa (fl. 201). 1562 — Alvará do cap.*° Sebastião correa (fl. 201). 1563 — treslado do allv.™ q. se passou sobre os m.0™ do brasill poderem p* tempo de dz. annos trazer a este Reynno todo o paao do brasill q. quiseren pella manr.* nelle (...) (fl. 201 v.). 1563 — treslado do allv." q. se passou Ao D.1" m."1 doliveira sobre os mil quintaes de pao do brasyl (fls. 203 e 203 v.). 1564 — treslado do allv.™ das seis legoas d. terra de sesmaria q. se (...) a thome de souza (fl. 204). 1564 — treslado do alvr.* p.* senão pasarê preca- tórios a Requerim.* de xpovão paêz p.* êbarguar paao algu do brazil (fls. 205 v. e 206). 1564 — Alvará de p.° teix.r* (fl. 206). 1565 — treslado da provisão da sesmarya de de thome de Sousa (fl. 206 v.). 1559=?=—A capytania da Ilha de saão J.° (João) 72
  • de fernão de (noronha) q. esta sesemta legoas do maar do cabo de saão Roq. (fls. 207 e 211). 1576 — Alvará de luis dabreu (fls. 21 1 v. e212). 1576 — Alvará de Di.0 Zorilha (fl. 212 v. e 213 v.). 1576 — Alvará de p.° de magualhaês (fl. 213 v.). 1577 — Alvará de louremco da veigua (fl. 214). 1577 — Alvará de fernão ribeiro (fl. 214 v.). 1578 — Alvará de lecemceado coomoramgel (fo- lha 214 v.). 1578 — Alvará de belchior alvares daraujo (fo- lha 215). 1571 —trelado da provisão q. se passou a xpovão de baros da capitanya do Rio de Janr.0 (fl. 215 v.). 1571 —trelado de outra provisão do dito xpovão de baros q. juntamente sirva o carguo de provedor da fz.da delRey (fl. 216). 1571 —trelado de outra provisão do dito xprovão de baros pera poder mandar trazer das capitanyas de Sãov.1" e espyrito saõto ho q. ouver por svyso de (...) (fl. 216). 1571 —trelado de outra provisão do dito xpovão de baros de como dara as terás as pesoas q. queren na capitanya de são sabastião do Rio de Jan.ro como se nella declara (fl. 216 v.). 1571 —trelado de hua provisão de m.el pinto de feytor e allmox." do Rio de Jan.ro da capi- tanya da cidade de são sabastiaõ(fl. 217). 1571 —Alvará de luis freyre (217 v.). 1571 —trelado da provisão de fr.00 giz. q. vay por mestre da fortificação da capitania do Rio de Janeyro das partes do brezill (fl. 218). 1571 —Alvará de Joã. guomêz (fl. 218 v.). 73
  • 1571—Alvará de Simão frz. (carpintr.0) (folhas 218 v. e 219). 1571 —trelado de hu alv™ de q. xpovão de barros possa dar de soldo e m.10 aos patrois das gualyota dellRey noso sôr (fl. 219 v.). 1571 —trelados de outro alva.™ q. o dito xpovão de barros capitaõ leva p.* poderá cada hu ano despender ate cem cruzados (...) a quem lhe trouxer avyzos de serviço de ellRey (fls. 219 v. e 220). 1571 —trelado de hu alv™ pera q. ho dito xpovão de barros posa tirar da capitanya do Rio de Jan.0 p.a onde vay por capitão e g.or seiscentos q." (?) e mais coatro q. lhe da ho contratador (fls. 220 e 220 v.). 1577 — treslado de hua provisão q. se pasou ao doutor Antonio çalema que serve de g.or nas partes do brasil da repartição do Rio de jann.™ p.a lhe serem pagos seus orde- nados do tpõ q. constar lhe será devidoz (fls. 220 v. e 221). 1577 — Alvará de domingos da silva (fl. 221 v.). 1578 — Alvará de fr.°° de sousa (fl. 222). 1579 — Alvará de Nuno do amarai (fl. 222 v.). 1579 — Alvará de nuno miz de guouvea (fl. 223). 1579 — Alvará dos padres da companhia (fo- lhas 223 v. e 224 v.). 1584 — Alvará dos padres da companhia (fl. 225). 1588 — treslado da carta que se pasou a fr.00 giral- des da governança do Brasil (fls. 225 v. e 226). 1590 — Treslado das terras de sesmaria que se de- rão a Antonio Cardoso de bairros, no bra- sil =?= (fls. 226 v. a 228). 74
  • 1599 — Alvará de Sebastião da silva (fls. 228 e 228 v.). 1564 — treslado da pvizão da carta da doação p.* q.-S.-A.-dota e aplica ao Collegio da Comp.* de Jesu q. se ha dacabar na cidade do salvador das partes do Brasil de huã redizima de todos os dízimos e dr.401 q.-S-A tê na dita cidade (fls. 232 e 233). 1564 — treslado do alvara sobre o Mantim.to q. hão daver os sessenta Padres da Companhia de Jesu das partes do Brasil (fls. 233 e 234 v.). 1562 — Alvará de amtonio Ribr.° (fl. 234 v.). 1566 — Alvará de Don p.° leytão, bispo do brasil (fl. 235). 1568 — Alvará de joão de crasto (fl. 235). 1570 — trelado da carta que se passou a dõ luíz frz De Vascõçelos De capitão e guover- nador das terras Do brasil por tempo de tres annos (235 v. e 236 v.). 1570 — treslado do Alvara per q. S. A. manda que nas partes do Brasil se paguem aos padres da companhia q. nellas residem os orde- nados e esmolas q. tem cada anno a custa da faz.dm de S. A. e o q. lhe for divido doz annos passados (fls. 236 v. e 237). 1572 — treslado da provysão do ordenado do D.t4r Ant.° çalema q. S. A. êvya as partes do brasyl cõ alIçada (fl. 237 v.). 1572 — Alvará de Caspar de freytas (fl. 238). 1572 — Alvará dos padres da companhia (fo- lha 238 v.). 1572 — Alvará de Amdre da Silva (fl. 239). 1572 — tresllado da carta do ofiçio de comtador da cidade do sallvador da baya de todos 75
  • os samtos e de todas as mais teras do bra- zill a amt.° de farya (fl. 239 v.). 1572 — trelado da carta que se pasou a martim carvalho (fls. 240 e 240 v.). = P= 1574 — Alvará de Dõ fr.°° de meneses (fo- lhas 240 v. e 241). 1575 — trellado da provisão q. se pasou aos pa- dres da compnhya p." lhes darem êbar- cação no brasill quando foré visitar (fo- lha 241 v.). 1575 — treslado da provisão que se pasou aos pa- dres da cõpanhya (fls. 241 v. e 242). 1575 — terllado da provisão que se pasou aos pa- dres da cõpanhia (fl. 242). 1576 — terlado da provizão que se pasou aos pa- dres da conp." (fls. 242 v. e 243 v.). 1577 — treslado da carta do capitão da capitania de todoz os santoz da baya do brazil (fls. 243 v. e 244 v.). 1577 — regimento q. levou L." da veigua (fo- lhas 245 e 246 v.). 1577 — Alvará de L.00 da veygua (fls. 246 v. e 247 v.). 1577 — Alvará pelo qual se faz mercê a cidade do Salvador da capitania da Baía de todos os santos, da terça q. pertence a SMag.d° das Rendas do conselho da dita cidade para se despenderem em obras publi- cas, etc. (fls. 247 v. 248). 1577 — Dr."" de 39 peças descravos a pero de noronha (fl. 248). 1577 — treslado da provisão que se pasou a salva- dor corea de ssa (fls. 248 v. e 249). 1577 — Alvará de fr.00 mendez e garcia mêdez (fl. 249 v.). 76
  • 1580, 1582 e 1583 e 1584 —Alvará de Bento dias de Santiago (fls. 250 e 280 v. a 282 v. e 283, 283 v. a 284 v., e 327 v.). = ? =— Registos de duas provisois q. se fizerão aos aos padres da cõpanhia do Rio de Jãn.ro (fls. 251 e 252). = ? =—Registo de segunda provisão aos mesmos padres do colégio do salvador da baia de todos os sanctos (fls. 252 e 253 v.). 1580 — Alvaras (2> de domingos frêz (fl. 263). 1581 —Alvaras de fructuoso barbosa (fls. 263 v. e 264). 1582 — Alvares de padres da companhia (fls. 264 e 264 v.). 1591 —Alvaras pelo que qual se ordena que nas urquas em que vão p.* o Brasil, dom fran00 de sousa e gravyel soares, que vão fre- tadas por conta da fasenda real, que quando se ouverem de tornar venhão car- regadas de açúcar, pao, etc. (fls. 264 v. e 265). 1588 — Alvará de Luis machado de gouvea (fo- lhas 265 e 265 v.). 1592 — Alvará de João correa (fls. 265 v. e 266). 1593 — Alvará de gabriel fernãdez (fls. 266 e 266 v.). 1593 — Alvará de manoel carvalho (fl. 266 v.). 1593 — Alvará de gonçalo Velozo de Bairroz (fo- lha 267). 1549=?=—Alará de fr.° garcia (fl. 270). 1551 —Alvará de bastiam myz (?) (fl. 270). 1556 — Mercê a framçisco lluis despina (fl. 270v.). 1556 — Mercê a Jorge martiz (fl. 270 v.). 1559 — Alvará de Ju.° giz. dromond (fl. 270 v.). 1565 — Alvará de lucas giraldes (fl. 271). 77
  • 1554 — Mercê a amt.° diaz cação (fl. 280). 1557 e 1561 —Alvarás (2) de felipe de guylhem (fl. 280). 1584 — Alvará de manoel carvalho (fl. 285). 1552 — Alvará de thome çalema (f Is. 290 e 290 v.). 1556 — Alvará de Salvador pelleia (fls. 290 v. e 291). 1565 — Alvará de belchior dazevedo (fl. 291 v.). 1588 — Alvará de francisco guomes (fl. 292). 1567 — treslado da doação de dom Alv.° da costa da capitanya de Jagaripe — tr.0' do bra- sill — (fls. 303 a 309 v.). 1549 — Alvará de g.'°=? = monteiro (fl. 320). 1549 — Alvará de Dominguos Vaaz (fl. 320). 1550 — Alvará de fr.co=?=de luçena (fl. 320 v.) 1551 —Alvará sobre a capitania de S. Vicente (Brasil) (fls. 320 v. e 322 v.). 1557 — Alvará de simão machado (fl. 323). 1560 — trellado da carta que se pasou a symao machado m.or na capitania de saõ vicente do ofiçio descrivão dantre o provedor e allmox." da dita cap.a de são Vicente (fls. 323 v. e 324). 1568 — Alvará pelo qual se ordena se funde no brasil um colégio p.a instrucção e conver- são do gentio, etc. (fls. 324 v. e 325). 1581 —Alvará de manoel telez barreto (fo- lhas 325 v. e 326 v.). 1582 — Provisão de manoel telez barreto (f1.327). 1549 — mercê a pero de guoes (fls. 330 e 331). 1549 — mandado a M."1 nunez (fl. 330 v.). 1549 — mandado a xpovão daguiar (fl. 330 v.). 1549 — mandado a Jorge de Valadares (fl. 330 v.). 1549 — mandado a Nuno alvz. (n.° alz.) (fl. 331). 1549 — mandado a Ant.° do Reguo (fl. 331). 78
  • 1549 — mandado a Ju.° daraujo (fl. 331). 1549 — mandado a Manuel giz. (fl. 331 v.). 1549 — mandado a migel amriquez (fl. 331 v.). 1549 — mandado a Simoa da costa (fls. 331 v. e 332). 1551 —Alvará de bras cubas (fl. 332). 1552/3 —Mandados (2) dos padres da compa- panhia (fl. 332 v.). 1553 — Mandado a pero carvalho (fl. 332 v.). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N°. 97 — Processo sobre os tumultos de 1661 no Pará. Con- tém uma declaração assinada e datada em Belém, 6 de Julho de 1661, do punho do Padre António Vieira. Original. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 98 — Portaria de Francisco Barreto, Mestre de Campo General do Estado do Brasil, Governador em Per- nambuco, mandando dar posse duma companhia do terço do Mestre de Campo André Vidal de Ne- greiros ao capitão André Gomes. Arraial de Per- nambuco, 15 de Março de 1651. Original. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 99 — Carta a El-Rei, de Matias de Albuquerque, capitão- -mór de Pernambuco. Olinda, 25 de Setembro de 1620. Original. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 100 — Certidão de Luiz Barbalho Bezerra, capitão de In- fantaria Espanhola, do Terço da Armada da Coroa de Portugal e Governador do Quartel do Bom Je- sus de Pernambuco por S. Magestade, dos serviços de Pedro de Mendonça Pimentel. Está junta a um requerimento de Domingos Gomes Pimentel e de outras certidões de serviços do mesmo. Quartel de 79
  • Pernambuco, 1.° de Maio de 1634. Com o sêlo das armas de Barbalho. Original. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 101 —Carta de Mestre João físico, que ia na armada de Pedro Álvares Cabral: noticia a El-Rei D. Manuel I 0 descobrimento do Brasil e marca o cruzeiro do Sul. Original. (Cedida pelo Arquivo Nacional da Tórre do Tombo) N.° 102 — Carta de Pero Vaz de Caminha, escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral: comunica o descobri- mento do Brasil e faz a primeira descrição da terra e da gente. Data: 1 de Maio de 1500. Original. (Cedida pelo Arquivo Nacional da Tôrre do Tombo) N.° 103 — Descripção de toda a Costa da Provinçia de Santa Cruz, a que vulgarmente chamão Brasil. Por João Teixeira Cosmografo de Sua Magestade. Ano 1642 — Ms. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) N.° 104 — Pastas (2) com trabalhos de escrita das escolas de lêr e escrever, dos índios do Brasil. (São cópias com provas caligráficas dos alunos, rendas, fiados e bor- dados das alunas) — 1760. (Cedidas pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 105 — Descrição geográfica da América Portuguesa. 1 vol. 4.°. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) N.° 106 — Pasta de desenhos à pena — Baía — Aula Militar (1778-1779). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 107 — História do Rio de Janeiro — Baltazar da Silva Lis- boa — 1 vol. foi. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) 80
  • N.° 108 —Desenhos de História Natural, Zoologia e Botâ- nica, do Brasil — 1 vol. foi. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.° 109 — Colecção de leis e ordens que proíbem os navios estrangeiros, assim os de guerra como os mercan- tes, nos portos do Brasil — 1 vol. foi. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.° 110 — Códice contendo: Política Brasílica — Feliciano Joaquim de Sousa — 1 vol. 4.° pequeno. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N." 111 — Relação Geográfico-Histórica do Rio Branco da América portuguesa, por Francisco Xavier Ribeiro de S. Payo. (Cedida pela Biblioteca Municipal do Pôrto) N.° 112 — Miscelânea em prosa e verso com os levantamentos de Pernambuco. 1 vol. 4.° (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.° 113 — História da província de Santa Cruz, a que vulgar- mente chamamos Brasil, por Pero de Magalhãis de Candavo, dirigida ao muito ilustre senhor D. Leo- nis Pereira, Governador que foi de Malaca e das mais partes do Sul da índia— 1576. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 114—Fotografias (4) do forte do Príncipe da Beira, er- guido por Luiz de Albuquerque, Governador de Mato Grosso, nas lutas contra os espanhóis. (Cedidas pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 115 — Cruz de ferro que, conforme a tradição, serviu no altar da primeira missa rezada no Brasil. (Cedida pelo Cónego Manuel Aguiar Barreiro) 81
  • N.° 116 — Carta patente do capitão Simão Monteiro, assinada por El-Rei D. João IV. Tem a assinatura autografa de Salvador Correia de Sá e Benevides. 2 de Julho de 1654. Original. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 117 — Relação do que rende a Fazenda real da capitania do Rio de Janeiro e suas despesas— 1714. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 118 — Carta de Henrique Dias, chefe da 1 ,a Guerra de Per- nambuco, a El-Rei D. João IV—1.° de Agosto de 1650. Original. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 119— Planta de um rio e cais— 1690. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 120— História do Brasil, por Fr. Vicente do Salvador. História dos animais e arvores do Maranhão, pelo muito Rev. Padre Frei Christovão de Lisboa, cal if i- cado do Santo Officio e fundador da Custodia do Maranhão da recolecção de Santo Antonio de Lis- boa, s/d. É de 1624-28. Adquirido pelo Estado em 1933 para o Arquivo Histórico Colonial. Estudado pelo Professor Dr. Luiz de Pina, da Faculdade de Medicina do Pôrto. (Cedidas pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 121—Carta a El-Rei D. João IV, do mestre de Campo João Fernandes Vieira — Campanha de Pernam- buco, 15 de Março de 1648. Original. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 122 — Certidão de André Vidal de Negreiros, fidalgo da casa de S. Mg."*, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, mestre de campo de um terço de infantaria em Pernambuco por S. Mg.d0, dos serviços do sar- 82
  • gento-mór António Dias Cardoso do terço do mes- tre de campo João Fernandes Vieira, que se achou na Restauração de Pernambuco — Lisboa, 24 de Abril de 1654 (Com o sêlo das armas de André Vidal de Negreiros). Original. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 123 —Certidão passada por D. António Filipe Camarão, fidalgo da casa de S. Magestade, cavaleiro pro- fesso da Ordem de Cristo, Comendador dos Moi- nhos dos Azus, Capitão-mór Governador de todos os índios da costa do Brasil, desde o rio de S. Fran- cisco até ao Maranhão, dos serviços do licenciado Alexandre do Couto. Arraial de Pernambuco, 29 de Abril de 1648 (Com o sêlo das armas de Camarão, inutilizado). Original. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 124 — Planta da baía de Paranaguá— 1653. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 125 — Planta da cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro, levantada por ordem do Príncipe Regente, no ano de 1808, comemorando a sua chegada àquela ci- dade. Impressa em 1812. (Cedida pela Agência Geral das Colónias) 83
  • Sf ' ////s<~ " '' Sala do Brasil. — Figurinos militares, 1806
  • Sala do Oriente. — Aspecto parcial
  • SALA DO ORIENTE sala do Oriente, no seu plano de organização, tal como se apresenta na Exposição Histórica da Ocupa- ção, representa um ensaio. Os limites do tempo e do espaço impediram, como é justo observar, uma demonstração completa do que foi a acção portuguesa em todo o Oriente. Por mais notável que seja o valor histórico dos textos e subsídios iconográficos expostos, das espécies bibliográficas apresentadas, de todo o documentário reunido è mister supor que uma mais larga investigação e recolha de elementos teriam tornado mais efi- ciente e profunda a visão da nossa história oriental. Síntese documental focando os aspectos mais dominan- tes, os factos mais eloquentes da nossa actuação nesse lon- gínquo hemisfério, a sala do Oriente, no seu conjunto, se não esgota o assunto em manancial exaustivo, põe em relévo, pelo menos, e de forma notável, aquéles dos feitos que a 85
  • posteridade celebrou como dos mais característicos e expres- sivos da nossa actividade ultramarina. Poucos, mas raros e selectos, os documentos expostos tes- temunham, na sua grandeza essencial, a história da nossa idade de ouro — o admirável século de quinhentos — ciclo êste de tempo, por excelência, onde a nossa capacidade cria- dora e a acção que lhe corresponde convergem no sentido da nossa projecção universal. Rumo dos «desvairados caminhos» foi o lendário Oriente dessa época, além de teatro dos nossos porfiados esforços, campo de experiência e de conhecimento, factor de cultura pelo contacto com novas formas de vida e de civilização, e, sobretudo, a escola de formação realista do nosso domínio colonial. Realmente, o aspecto da ocupação portuguesa no Oriente, pelo grau da sua tensão criadora e coesão formal, foi do tipo e teve a plenitude de império. Sofreu interrupções de continuidade na sua evolução histórica? Nem sempre a linha de ocupação traçada se manteve incólume e soberana? As interrogativas formuladas, responder-nos-á o signifi- cado humano subjacente na própria história dos povos: não cristaliza impérios a eternidade. Duram o que dura a ge- rência humana sôbre a natureza episódica das coisas e dos factos. Resta, para que seja perfeita e viva qualquer emprêsa humana, que nela se exceda a capacidade espiritual que a animou. Mais eloquentes do que as nossas palavras são as de An- tero do Quental, quando diz num passo do seu notável estudo O patriotismo e os Lusíadas: «No Peito ilustre lusitano havia então alguma cousa de grande e transcendente, que impelia a nação para um destino extraordinário e suscitava no meio dela os heróis que deviam servir a idéia nacional 86
  • Sala do Oriente. — Túmulo de Afonso de Albuquerque, tendo por fundo uma pintura parietal representando a tomada de Aden, inspirada em do- cumento histórico. Pintura de Mário Eloi
  • com a abnegação tenaz e superior com que se serve uma ideia religiosa. É que o patriotismo é uma espécie de religião civil. Foi por essa religião que, durante três séculos, nos erguemos no mundo, para realizar um sonho gigantesco e quási sobrehumano...» O quási sobrehumano dá a medida da nossa verdadeira eternidade histórica. Excedemos a própria contingência humana, quando nos versos do épico êle nos repete: e outros em quem poder não teve a morte. Em boa verdade, não teve a morte como nação ou ser colectivo quem, como Portugal, foi o agente do conteúdo espiritual da civilização moderna. LUIZ DE MONTA L V O R 87
  • 0 painel do fundo, que enquadra o túmulo de Afonso de Albuquerque, é da autoria de Mário Eloy e inspira-se em do- cumento histórico, representando a tentativa da tomada de Aden. Na parede da esquerda figura um mapa da ocupação portuguesa da fndia Oriental, até cêrca de 1630, por Lino António. Na da direita uma série de diapositivos represen- tando: 1—Coulão, Malabar, Capitania e fortaleza feita por Afonso de Albuquerque— 1503; 2 — Cananor, Madrasta, capitania e fortaleza portu- guesa — 1506. 3 — Chaúl, território de Bombaim, capitania e fortaleza portuguesa — 1510; 4— Calecut, cidade e fortaleza feita por Afonso de Al- buquerque— 1510; 5 — fndia, Malaca, domínio português—1511; 6 — Ormuz, Pérsia, fortaleza fundada e restaurada por Afonso de Albuquerque—1514; 7 — Ceilão, ilha do Golfo de Bengala, cidade de Co- lombo— 1518; 8 — Diu, praça de guerra portuguesa, construída em 1535 e reconstruída por D. João de Castro em 1545. Há na sala quatro pequenos baixos-relevos de Armando Mesquita, representando: 1 — Um navio indo-português, inspirado em Linschoten; 2 — Partida duma caravela portuguesa para o Japão, dum biombo de Kioto; 3 — Entrada de D. João de Castro em Goa, depois da vitória sôbre o Rei do Hidalcão, duma tapeçaria de Viena; 4 — Passeio de um português nas ruas de Goa, igual- mente inspirado em Linschoten. 88
  • N.° 1 — Mapa da viagem por mar de D. Henrique de Me- nezes, de Cochim a Panane. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N.° 2—Mapa das viagens por mar de Afonso de Albu- querque pelo Mar Vermelho, Costa da Arábia e Pérsia, Ormuz, Cuzarate, Goa e Malaca. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N.° 3 — Mapa dos Reinos de Cambaia ou Cuzarate e do Grão Mogol, até Bengala e Pegú — Traçados se- gundo as viagens de Nuno da Cunha. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N.° 4 — Aparatos do Padre Montanha — Vol. II. Contém notícias interessantíssimas sôbre a história dos por- tugueses no Oriente e entre elas a segunda parte da história do Japão do Padre Froes. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 5 — Crónica e relação do princípio que teve a Congre- gação de Santo Agostinho no Oriente, pelo Padre Frei Felix de Jesus— 1606. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) N.° 6 — Carta geográfica dos Estados de Goa, levantada nos anos de 1776-1777-1778. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) N.° 7 — A relação do descobrimento da índia por Vasco da Gama — manuscrito quinhentista. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) N.° 8 — Comentários de Afonso de Albuquerque, capitão geral e Governador da índia, coligidos por seu filho Afonso de Albuquerque das próprias cartas que êle escrevia ao muito poderoso Rei Dom Manuel, o 89
  • primeiro deste nome, em cujo tempo governou a índia — 1557. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.° 9—Retrato de D. Pedro de Almeida, Viso-Rei da índia. (Cedido pelo Marquês do Lavradio) N.° 10 — Cidade de Colombo na Ilha de Ceilão, depois de tomada pelos holandeses em 1656. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 11 — Cidade de Goa — Gravura holandesa. (Cedida pela Agência Geral das Colónias) N.° 12 — Livro de cópias de alvarás, cartas e mais papéis per- tencentes ao govêrno económico desta cidade de Macau — 1769. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 13 — Planta de Damão, abrangendo a fortaleza e pri- meira fundação de D. Constantino de Bragança, bem como o fortim de São Jerónimo, povoação e terrenos circunvizinhos. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 14 — O Mar Vermelho, Abissínia e Arábia desde a anti- guidade, por Alberto Kammerer, com reproduções de numerosos documentos portugueses e a história dos portugueses nas regiões estudadas do livro «Memoires de la Societé Royale de Geographie d'Egypte». (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 15 — Estado do Estado da índia; meios fáceis e eficazes para o seu aumento e reforma espiritual e tempo- ral— 1725. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) 90
  • N o ]g Retrato de D. Francisco de Almeida, 1.° Vice-Rei da índia . (Cedido pelo Marquês do Lavradio) fsj o 17 Vida do Padre Francisco Xavier e do que fizeram na índia Oriental os religiosos da Companhia de jesus, pelo Padre João de Lucena, S. J. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.o 18 —Atlas do roteiro do Mar Roxo. Contém 16 cartas. (Cedido pela Casa Palmela) N.° 19 Breve tratado ou epilogo de todos os Vice-Reis que tem havido em todo o Estado da índia. Sucessos que tiveram no seu govêrno, por Pedro Barreto de Rezende. (Cedido pela Casa Palmela) N.o 20— Roteiro da viagem de Goa até Suez, composto pelo grande D. João de Castro, quando em companhia do Governador D. Estêvão da Gama, foi em segui- mento das galés do Turco. (Cedida pela Casa Palmela) N.° 21 —Virtudes de algumas plantas, folhas, frutos, cascas e raizes de diferentes arvores e arbustos da ilha de Timor, escritos por Frei Alberto de S.to Thomaz, da Ordem dos Pregadores, missionário e depois Comis- sário da Missão das Ilhas de Timor, Solor e circum- vizinhas. — Manuscrito dos fins do século XVIII, sem data. Adquirido pelo Estado em 1934 para o Arquivo Histórico Colonial. Foi estudado pelo Pro- fessor Dr. Luiz de Pina, da Faculdade de Medicina do Pôrto. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 22—Mapa da ilha e cidade de Goa metropolitana, da 91
  • India e partes orientais que estão a 15° da banda do Norte. (Cedido pela Agência Geral daí Colónias) N.° 23 — Mapa representando o aprisionamento de uma frota de navios piratas chineses por 6 navios por- tugueses junto à Costa de Lantão do Sul (Macau). — 1810. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 24 — Maqueta da fortaleza de Diu, da pedra da mesma fortaleza. (Cedida pela Agência Geral das Colónias) N.° 25 — Perspectiva aguarelada com vistas de Anassa, Aza- murum, Diu e Goa. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 26— Planta da região da Ilha de Timor, entre as Ribeiras de Lois, Lamaquito e Marrôbo, mostrando as ope- rações de guerra entre indígenas e portugueses, comandados pelo Capitão-mor da Província, Gon- çalo de Magalhãis de Meneses, Capitão-mor do Campo, Joaquim de Matos e Sargento-mor da gente rica, Lucas da Cunha: acampamentos, ba- talhas, tranqueiras, povoações incendiadas, etc. (trajos europeus dos princípios do século XVIII). Deve talvez representar a tomada da Pedra de Cailaco, importante fortaleza muito bem defendi- da, de que os portugueses se apossaram em 1727. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 27— Planta do Molondi, doze léguas ao Norte de Goa. Feita por José Joaquim da Costa, no Ano de 1790. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) i N.° 28 — Plano das evoluções que o 2.° regimento de Infan- taria de Goa executou sob o comando do coronel 92
  • Inácio de Sousa e Brito, em 5 de Fevereiro de 1776, e na presença do Governador D. José Pedro da Câ- mara, pelo Capitão Inácio Joaquim de Castro. Mor- mugão, 3 de Maio de 1776. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.o 29 Planta da Praça do Piro, tomada em 30 de Janeiro de 1791. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 30—Planta de uma parte do território de Coa. Com- preende a parte da Costa entre a Praça de Aguada e o Forte do Tiracol e para o interior, Pernem, Bardez, Bicholim, Sanquelim, Usgão, Coa, Pondá, Satary e Manarim. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 31 — Planta de Molondi, doze léguas ao Norte de Coa, feita por José Joaquim da Costa, no ano de 1790. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 32— Planta da fortaleza de Diu, que por ordem do ll.mo Ex.mo Senhor D. Frederico Guilherme de Sousa a tirou o capitão engenheiro João António Sarmento — 1783. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 33 — Mapa das marchas, acampamentos, choques, de- sembarques e rendição de praças, que na Ásia al- cançou o Marquês de Castelo Novo, Vice-Rei e Capitão General da índia, nas duas campanhas, que principiaram em 3 de Maio e 20 de Novembro de 1746. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.' 34— Mapa demonstrativo da situação das fortalezas de Bicholim e Sanquelim e da disposição das Tropas, sob o comando de António d'Alva Castelbranco. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 93
  • N.° 35 — «Ormuz» — Aguarela do marechal Comes da Costa. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 36 — Fortaleza de Malaca e planta de uma parte da ci- dade — Aguarela do marechal Comes da Costa. (Cedida pela Agência Geral das Colónias) N.° 37 — Fortaleza de Calicut — Aguarela do marechal Go- mes da Costa. (Cedida pela Agência Geral das Colónias) N.° 38 — Ruínas da Igreja de S. Paulo de Goa — Aguarela do marechal Comes da Costa. (Cedida pela Agência Geral das Colónias) N.° 39—Igreja de Malaca — Aguarela do marechal Comes da Costa. (Cedida pela Agência Geral das Colónias) N.° 40 — Carta a El-Rei D. João IV do Vice-Rei da fndia, Conde de Aveiras, sobre as negociações com os ho- landeses. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 41—Album com fotografias de documentos, cartas e retratos que interessam à história dos portugueses na índia. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 42 — Memórias sôbre as missões da China. Manuscrito do fim do século XVIII. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 43 — Roteiro da Goa a Diu, por D. João de Castro. N.° 44 — Atlas com plantas das fortalezas de Macau. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 45 — Planta dum forte da índia. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 94
  • N.* 46—Planta do Bispado de Macau, compreendendo a Ilha de Haynan. (1811). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 47 — Fac-simile do Portulano português anónimo inédito, atribuído aos Reinei, cêrca-de 1520, existente na Biblioteca Nacional de Paris —Albert Kammerer. (La Mer Rouge, I'Abyssinie et I'Arabie depuis I'an- tiquité — Vol. I). (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 48 — História da Navegação de João Hugo de Linschot. Edição francesa de 1619. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.o 49 — Fac-simile do Portulano português anónimo da Es- cola de Reinei, cêrca-de 1520, existente na Biblio- teca Nacional de Paris — Albert Kammerer. (La Mer Rouge, I'Abyssinie et I'Arabie depuis I'anti- quité — Vol. II). (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 50 — Regimento das Casas das índias e Mina. Livro ilu- minado. (Cedido pelo Museu e Biblioteca da Marinha) N.° 51 — História da Navegação de João Hugo de Linschoten. Edição francesa de 1639. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 52 — Seis álbuns com os retratos de todos os Vice-Reis da índia, e respectivos estudos heráldicos e biográ- ficos, feitos pelo marechal Comes da Costa. (Cedida pela Agência Geral das Colónias) N.° 53— Projecto da Catedral de Pequim, elaborado por ar- tistas chineses, compreendendo: uma perspectiva e alçado, uma vista, e uma planta geral da Catedral projectada (1777). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 95
  • N.° 54— Ofício do Governador de Macau, Isidro Guimarãis, remetendo os documentos que provam que a Cate- dral, seminário e mais bens de Pequim pertence- ram aos Jesuítas Portugueses. Macau, 17 de Junho de 1861. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N ° 55 — Apontamentos e notícias sôbre o estabelecimento dos portugueses na China, fundação da cidade de Macau, relação do Govêrno desta cidade com o Go- vêrno china. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 56 — Sarcófago de pedra em que primitivamente jaze- ram os restos mortais de Afonso de Albuquerque, na capela de Nossa Senhora da Conceição da Serra, em Goa. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N-° 57 — Aguarelas (4) representando a Praia Grande em Macau, a parte de Macau dentro da barra, a fei- toria estrangeiro em Cantão e a Bôca Tigre. (Cedidas pela Agincia Geral das Colónias) 96
  • •2 5 "5 o r O 'J5 'o- -5 r R O R *» 5 O o U-, *3 Cu 2S
  • Sala da FÉ. — Aspecto geral
  • s ALA DA F E A história geral da colonização cabe a Portugal uma gló- ria única: emendou o conceito colonial antigo. Antes dêle, a colonização era de interêsse imediato: exploração e co- mércio. Portugal, mantendo embora este conceito material, revestiu-o de um elemento novo e preponderante. D. João I, quando preparou a emprêsa de Africa, teve como primeiro pensamento o serviço de Deus. E o épico nacional, ao ins- crever nos «Lusíadas» as duas gloriosas palavras, de Fé e Im- pério, síntese da nossa actividade ultramarina, deu-lhe uma ordem que é realmente a expressão profunda do sentir portu- guês. A preponderância da Fé, na actividade colonial portu- guesa, é tão vincada que ainda hoje a esfera da nossa influên- cia abrange, no Oriente, uma área territorial superior aos nossos domínios políticos. Esta originalidade, seguida apenas pelo outro povo peninsular, vizinho nosso, fêz da catequese a base da colonização. Nenhum outro povo colonizador da Europa se pode orgulhar disso. Para êles as missões são sim- 97
  • pies instrumento cooperador. Tê-las e mantê-las por ser Re- ligião — só nós. Por isso também, sendo nós inicialmente um pequenino povo europeu, realizámos a mais bela epopeia espiritual do Mundo... * ♦ # Numa visão retrospectiva, como é a Exposição Histórica, tinha que aparecer esta característica nacional. A Sala da Fé mostra-a, ainda que sintèticamente, em toda a sua riqueza. Nas linhas expressivas duma arquitectura religiosa, que talvez sirva de modélo a futuras construções, a Sala da Fé em forma de Igreja, lembrada pelo ilustre Ministro das Coló- nias, Sr. Dr. Francisco Vieira Machado, está maravilhosa- mente disposta para deixar ao homem de espirito e de cora- ção a certeza de que Portugal, ao dar «novos mundos ao mundo», abrigando-os sob a sua bandeira, oferecia-os tam- bém a Cristo. Por isso, no Brasil, a marcar a sua posse, arvora como padrão, uma Cruz. Fiel, portanto, ao pensa- mento de Portugal, idêntico a si mesmo através dos séculos, è a Cruz que preside a esta sala evocadora. E, tratando-se duma Exposição Histórica, a Cruz devia também ser his- tórica: O Cristo das Missões, do Museu Machado de Cas- tro, sereno e perfeito, impõe logo ao visitante uma presença divina. Sente-se ali que Portugal é fundamentalmente cris- tão, e que, portanto, a sua obra no Mundo tinha que ser digna de Cristo: vocação à Fé ou catequese, ensino e trabalho, assis- tência e caridade, exploração de regiões desconhecidas, e, como prova real, o testemunho do martírio e do sangue... Tais são as cinco grandes divisões da Sala da Fé, distri- buídas por outras tantas capelas laterais. A Catequese é a primeira expressão das Missões, o fim essencial delas. O apostolado consiste precisamente em comu- 98
  • nicar aos outros o bem que se possue. Portugal, professando a religião de Cristo, quis transmiti-la aos povos que descobriu. Nesta emprêsa trabalharam, mais ou menos, todas as ordens religiosas antigas. E é justo recordar, entre as que não sobre- viveram aos séculos, a dos Lóios e Mercedarios, com notável folha de serviços em Africa, e a dos Agostinhos, na Pérsia, Dos que sobreviveram, têm representação hoje em Portugal, Franciscanos, Carmelitas, Dominicanos, Beneditinos e Jesuí- tas. Não se esqueça também, ao lado do clero regular, o dedi- cadíssimo clero secular, que se ilustrou igualmente com figu- ras apostólicas nas Conquistas portuguesas. A todos cabe a sua quota-parte. Reconhecendo assim o esforço colectivo, é natural, porém, que se operasse uma selecção representativa e simbólica. A obra da catequese, cujos passos preparatórios são variados, termina sempre por um acto solene: a encorporação do indígena na Igreja, pelo baptismo. Almada Negreiros, numa tela magnifica e brilhante, representou o que na evan- gelização portuguesa teve maior extensão, perenidade e con- sequências: evocou o baptismo do índio do Brasil. E o Je- suíta, que celebra êsse acto augusto, bem pode significar o insigne missionário português Manuel da Nóbrega... A Instrução segue a catequese. Ensino das letras, que nas Missões portuguesas foi e vai desde o abêcê ao superior; ensino profissional de artes e ofícios: instrução e trabalho, os mais aptos instrumentos de civilização. Numa pintura do mesmo ilustre artista, um missionário de Africa, envolto na sua batina branca (e tanto pode ser um Franciscano em Mo- çambique, Padre do Espirito Santo em Angola, Padre secular ou Salesiano no Oriente, como Jesuíta da Zambézia) preside a uma serraria elementar; e ao lado, na metade esquerda do quadro, serena no seu suave hábito branco e vaporoso de Franciscana de Maria, uma religiosa dá uma lição, à pedra. Uma pretinha escreve: amar ao próximo... suspensão seguida logo da conjugação do verbo amar: eu amo, tu amas, suges- tiva forma de indicar o sentido colonizador português, que 99
  • se não fundou sobre o extermínio das raças aborígenes, mas preferiu a captação do amor. Assistência: o verdadeiro amor não se limita a palavras: Amor sem obras não vale. Portugal é afectivo. A desgraça alheia comove-o. Hospitais e dispensários, leprosarias, asilos de velhos, orfanatrófios. Ricardo Bensaúde, em tela impres- sionante, de linhas nobres e seguras, trata os motivos da cari- dade missionária: duas religiosas amparam carinhosamente um doente, no primeiro plano; e, no segundo, aparece outra dedicada missionária; e, ao lado, junto a um Padre, surge o representante duma Ordem que é orgulho de Portugal: um humilde filho de S. João de Deus, natural de Montemor-o- -Novo, Patrono dos Hospitais de todo o Mundo... Explorações. — Os trabalhos de catequese, instrução e assistência não absorviam totalmente a atenção do missionário. Outras emprêsas o atraíam como prolongamento, ou até con- sequência daqueles; era preciso estender a rede da catequese até aos países mais remotos e difíceis de penetrar. Com o pen- samento em Deus, o missionário atirava-se não raro até para- gens onde não pusera ainda pé nenhum outro europeu. Atin- giu assim os confins ignorados da América, as fontes do Nilo, o seio misterioso da Ãsia. Domingos Rebêlo procurou fixar estes momentos da actividade missionária numa valiosa tela onde aparece um Franciscano, no meio de cafres, erguendo uma cruz — sinal mais próprio da catequese, mas, no caso presente, símbolo de que estas explorações eram feitas com o alto pensamento da Cruz. O sangue é a derradeira expressão das Missões. A derra- deira e a coroa delas. Quem dá o sangue em testemunho da Verdade, que professa, nada mais tem que dar. Nenhum país do Mundo foi tão generoso como Portugal. Um grupo pictórico de Domingos Rebêlo representa o martírio de D. Gonçalo da Silveira, da Companhia de Jesus, no Monomo- tapa, martírio a que se refere Camões. A contribuição do sangue é das páginas mais trágicas, mas também mais signi- 100
  • -Sala da FÉ. — «O Cristo das Missões» pertencente ao Museu Machado de Castro
  • ficativas da expansão portuguesa. Arrepia a simples enume- ração dos tormentos que padeceram aqueles gloriosos após- tolos: mortos às estocadas, lançados ao mar, decapitados, escal- dados em águas sulfurosas, dependurados pelos pés; estran- gulação, delapidação; a prisão, a escravidão, a forca; mártires alanceados, envenenados, crucificados, queimados a fogo lento... Grande raça a dêstes homens, e divina a sua fé! O mais alto triunfo do amor é dar a vida pelo objecto dêle. A Epo- peia da Cruz, realizada pelos Portugueses não tem igual no martirológio de nenhuma nação colonizadora. # ♦ * No vestíbulo da Sala, como a encarnar a Epopeia Por- tuguesa da Fé, perfilam-se duas fortes esculturas de S. Antó- nio de Lisboa e S. Francisco Xavier, obra de Hein Semke. S. António de Lisboa fica bem aqui. Na história da nossa expansão não há Português mais conhecido. Que importa lhe dêem o nome doutra cidade? Nem por isso deixa de ser lisboeta, e, na verdade, êle é o português mais populai do Universo. Quási não há igreja, dentro e fora da Europa, onde se não encontre, honrado e glorificado o nosso compatriota. S. Francisco Xavier, êsse, está aqui no seu lugar próprio. Com os traços vigorosos duma vontade de ferro, êle é o missionário por excelência: à sombra da bandeira portuguesa, por ela defendido e prestigiado, o seu nome encheu o Oriente; é na Igreja, hoje, o Padroeiro Universal das Missões... # # * Para indicar o sentido universalista da fé cristã de Por- tugal, vindas das mais distantes terras do Império, ilumi- nam-se, junto do pórtico de saída, algumas dezenas de igre- 101
  • jas. E, esparsos pela Sala, estão ainda alguns livros de valor, documentos inéditos, mapas, gravuras. Impossível reuni-los a todos, nem enumerá-los aqui. Aliás, muitos dêles distribuí- ram-se por outras salas, a dos monumentos literários, a da América Portuguesa, a da instrução. Empobreceu-se a Sala da Fé: enriqueceram-se as salas... de Portugal. Com efeito a obra dos missionários portugueses, sob o aspecto cientifico, é uma das glórias de Portugal. Eles usaram quási todas as línguas da terra. Escreveram livros de religião, ciências naturais e históricas, artes e letras. E, além da língua própria, em sânscrito, tamul, concani, canarês, singalês, ben- gali, siamês, anamita, japonês e chinês; em tupi-guarani e ma- ramomi; em geês, amárico, caldeu, conguês, angolês, línguas da Zambézia, Timor, etc.. Presidiam na China às mais altas instituições científicas — o Tribunal das Matemáticas, de Pe- quim, e ensinavam nas selvas do Brasil ao humilde tapuia... Sob o aspecto estritamente colonial, a contribuição dos Missionários foi muita vez decisiva. Em Macau, ao dar-se o assédio dos holandeses, são êles que salvam a colónia; no Ja- pão, onde nunca existiu domínio português, eram os missio- nários que erguiam e sustentavam o prestígio de Portugal; na Península de Malaca ainda hoje papear cristão significa falar português, tão identificado ficou o sentimento cristão com o lusitano. Em tôda a parte, onde quer que se arvorasse a bandeira portuguesa, lá estava o missionário para levar a civilização cristã, morigerar os costumes dos ocupantes e defender o di- reito das gentes. Quando se fizer o mapa da Expansão Portu- guesa no Mundo, sob o ponto de vista espiritual, ver-se-ão as praias que os missionários portugueses visitaram,as regiões q ue atingiram, a hierarquia que, fazendo de Lisboa centro irra- diante, se estende pelas ilhas atlânticas, atravessa a Africa, ocupa grande extensão da índia, chega a Malaca, Shiu-Hing, Macau e Timor... Como vastidão é respeitável, mesmo hoje, a redizer que também sob o aspecto religioso Portugal não é um 102
  • país pequeno. É maior até do que o seu próprio Império... E, jora dêle, a Etiópia, a Serra Leoa, Ormuz, metade da Amé- rica do Sul, todas as regiões da índia, Ceilão, Tonquim, China e Japão são nomes onde os missionários, embarcados em Lis- boa, deixaram rastos da sua lingua, muitas vezes do seu san- gue e sempre uma cruz a atestar a divindade da sua Religião e a pujança espiritual da Nação Portuguesa. SERAFIM LEITE 103
  • Livro — Pequeno catecismo da doutrina cristã em português-chisena, por um missionário franciscano — Beira, 1931. (Cedido pelos Missionários Franciscanos) Catecismo okuti olondunge vioko ku suku (Resumo da doutrina cristã em lingua nbundu), pelo padre Ernesto Leconte, missionário do Espírito Santo. — Huambo, 1914. (Cedido pelas Missões do Espirito Santo) Catecismo Badac por Manuel Fernandes Ferreira, missionário de Timor — Macau, 1907. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) Resumo da doutrina cristã coordenada e traduzida em xitswi pelo padre Joaquim Violante O. F. M. da Missão de Homoine. (Cedido pelos Missionários Franciscanos) Bíblia sagrada em língua cafreal (IA testamento iakare na ipsa), pelo Reverendo Estevam Czmer- mann, das missões dos Padres Jesuítas portugueses na Zambézia. (Cedida pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) Cantica sacra in usummissionis boromensis—1900. (Cedida pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) Princípios do catecismo para criancinhas, na língua tetense. Ms. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) Opúsculo— «Catecismo Sena-Português», pelo Re- verendo J. Torrend, das Missões dos Padres Jesuítas Portugueses da Zambézia. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses)
  • Sala da FÉ. — Santo António. Escultura de Hein Semke
  • Sai a da FÉ. — Catequese, painel de Almada Negreiros
  • N.° 9 — Livro — «Marua a Maria», pelo Reverendo Estevam Czmermann, das Missões dos Padres Jesuítas Por- tugueses da Zambézia. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N.° 10 — A primeira missa no Brasil, por Manuel Pinheiro Chagas — Lisboa, 1878. (Cedido pelos Missionários Franciscanos) N.° 11 —Trechos de cartas enviadas da índia, China, Japão e Angola, pelos Padres da Companhia de Jesus — 1588. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 12 — Vida do Padre João de Almeida da Companhia de Jesus na província do Brasil, composta pelo Padre Simão Vasconcelos da mesma Companhia — Lis- boa, 1658. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 13 — Colecção de cartas autografas de Santo Inácio de Loiola e de São Francisco Xavier. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 14 — Vida do venerável padre José de Anchieta da Com- panhia de Jesus, composta pelo Padre Simão de Vasconcelos da mesma Companhia — Lisboa, 1672. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 15 — Cartilha da doutrina cristã em português e ambun- du, pelo padre Ernesto Leconte — Huambo, 1927. (Cedida pelas Missões do Espirito Santo) N.° 16 — Oração da Igreja Matriz da Aldeia de São Felix (Capitania da Baía). Ms. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N." 17 — Constituições do Arcebispo de Goa compostas e adicionadas pelo Reverendíssimo Senhor D. Antó- 105
  • nio Taveira de Neiva Brum, Arcebispo Metropoli- tano de Goa, Primaz da índia Oriental. Coligidas e acrescentadas pelo reverendo senhor D. Frei Ma- nuel de Santa Catarina, Arcebispo da mesma Me- trópole. Ms. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 18 — Claustro Franciscano, Origem e Estado presente, Conventos e Mosteiros Franciscanos em Portugal e suas conquistas, por Frei Apolinário da Conceição. (Cedido pelos Missionários Franciscanos) N.° 19 — Vergel de plantas e flores da Província da Madre de Deus dos Capuchos Reformados, por Frei Ja- cinto de Deus— 1690. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 20 — Obras religiosas do padre Jácome Gonçalves, escri- tas na língua Tamul — 2 volumes. (Cedidas pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 21—Tratactus de jure patronatus indico-lusitano.— Authore D. Ludovico de Sousa — Ms. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 22 — Relação circunstanciada da vida, costumes e ciên- cia dos eclesiásticos da ilha do Príncipe e de S. Tomé, por António Marques da Conceição Albano, Governador do Bispado— 1839. Ms. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 23 — Mapas das freguesias da diocese de Angola feitos pelo Bispo de Angola em 21 de Dezembro de 1866. Ms. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 24 — Fotografia — A catequista Joana e suas discípulas — África Portuguesa. (Cedida pelas Missões do Espirito Santo) 106
  • r N.° 25 Fotografia — Baptismo de um velho cego e de uma velha centenária. (Cedida pelas Missões do Espirito Santo) (sj.o 26 — Relatório da missão de Timor—1898. Ms. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N27 Duas cartas inéditas do Padre António Vieira. Baia, 1688. (Cedidas pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N.o 28 —Gramática prática da língua Bantu de Tete, pelo padre Alexandre Hohl, S. J., missionário da Boroma (Zambézia) Cracóvia, 1904. (Cedida pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) fs|.° 29 Livro—«O kimbundu ou língua de Angola», pelo Padre Luiz L. Cancela, missionário do Espírito Santo na Lunda. (Cedido pelas Missões do Espirito Santo) IM o 30 Fotografia — Escola católica de Santo António de Benguela, 24 de Novembro de 1935. (Cedida pelos Missionários Seculares) N.® 31 — Fotografia — Escola do Sagrado Coração de Jesus — Benguela. (Cedida pelo Cónego Rafael Alves David) N.° 32 —Catecismo em kimbundu-português, pelo Padre Victor Wendling, superior das missões do Espirito Santo, nos distritos de Luanda e Lunda. (Cedido pelas Missões do Espirito Santo) N.° 33 Album de fotografias comemorativo do centenário do Instituto de Santa Doroteia. Gravuras da activi- dade missionária do Instituto em Mossâmedes. (Cedido pelo Instituto de Santa Doroteia) 107
  • N.° 34 — Carta do Bispo de Cochim, D. Frei Miguel a El-Rei D. João IV: dá conta de algumas coisas tocantes do seu Bispado. Cochim, 4 de Dezembro de 1644. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 35 — Album de fotografias da missão de Maria Santís- sima do Rosário da Beira, dos Padres Franciscanos Portugueses. (Cedido pelos Missionários Franciscanos) N.° 36 — Vocabulário da língua do Japão com a declaração em português, feito por alguns padres Irmãos da Companhia de Jesus. Ms. (Cedido pela Biblioteca Erudita da Ajuda) N.° 37 — Carta de El-Rei D. João IV ao padre Heitor Pereira, missionário da Companhia de Jesus em Malaca, em 1 de Novembro de 1643. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 38 — Gramática elementar de kimbundu, por L. Chate- lain — 1888. (Cedida pelos Missionários Franciscanos) N.° 39 — Carta a El-Rei D. João IV por D. Frei Francisco dos Mártires, Arcebispo Primaz da índia. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 40 — Breve notícia histórica da missão de Shiu-Hing, na Província de Cantão, por A. Ferreira Neto, S. J. (Cedida pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N.° 41—Praticai gramatical notes of the Sena Language, pelo Reverendíssimo Padre Alexandre Moreira, S. J. da Missão da Zambézia. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuitas Portugueses) N.° 42 — Os evangelhos dos Domingos e festas de guarda — Tradução portuguesa de Frei Joaquim de Nossa Se- 108
  • Sala da Fe. — Ensino, painel de Almada Negreiros
  • Sala da Fe. — Assistência e Caridade, fainel de Ricardo Bensaúde
  • nhora da Nazareth — Traduzidos em lunyaneka pelo padre B. M. Bonnefoux — Missão da Huila 1923. (Cedido pelas Missões do Espirito Santo) 43 — Arte de grammatica da língua mais usada na costa do Brasil. Edição fac-similada da Biblioteca Nacio- nal do Rio de Janeiro. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuitas Portugueses) N ° 44 — Arte de grammatica da língua brasílica do padre Luiz Figueira, teologo da Companhia de Jesus. Lis- boa, 1687. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 45 — Elementos de gramática de Tetense, língua Chi- -Niungue, idioma falado no distrito de Tete e em tôda a vasta região da Zambézia Inferior, por Victor José Courtois, S. J. missionário da Zambé- zia. Coimbra, 1890. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N.° 46 — Dicionário português-cafre-tetense. Tradução feita sôbre o dicionário da língua portuguesa de José da Fonseca, aumentado por J. J. Roquete, traduzido pelo padre Victor José Courtois, S. J. — Coimbra, 1899. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N.° 47 — Evangelizador do trabalho — A cooperação leiga na Missão do Espírito Santo, pelo Padre Joaquim Alves Correia, missionário do Espírito Santo. Braga, 1924. (Cedido pelas Missões do Espirito Santo) N.° 48 — Fotografia — Oficina de alfaiate da Missão da Bei- ra dos Padres Franciscanos Portugueses. (Cedida pelos Missionários Franciscanos) 109
  • N.° 49 — Carta original do Governador do Distrito Militar de Gaza, Gomes da Costa, pedindo missionários jesuí- tas para o seu distrito (1897). (Cedida pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N.° 50 — Fotografia — Oficina de carpintaria da Escola de Artes e Ofícios da Missão da Beira dos Francisca- nos Portugueses. (Cedida pelos Missionários Franciscanos) N.° 51 —Fotografia — Oficina de marceneiro da Missão da Zambézia dos Padres Jesuítas Portugueses. (Cedida pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N.° 52 — Fotografia — Um trecho da oficina de oleiro da Missão da Beira, dos Padres Franciscanos Portu- gueses. (Cedida pelos Missionários Franciscanos) N.° 53 — Fotografia — Externato de Lhanguene (Lourenço Marques) das Missões Franciscanas Portuguesas — As alunas fazendo ginástica. (Cedida pelos Missões das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas) N.° 54 — Oficina de carpintaria da Missão da Zambézia dos Padres Jesuítas Portugueses. (Cedida pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N.° 55 — Fotografia — Jardim-Escola da Casa de Educação da Missão de Munhuana das Irmãs Franciscanas Mis- sionárias de Maria. (Cedida pelos Missões das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas) N.° 56 — António Rodrigues, soldado viajante e jesuíta por- tuguês na América do Sul, no século XVI, com tra- 110
  • dução e notas do Padre Serafim Leite, S. J., Rio de Janeiro, 1936. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuitas Portugueses) N.° 57 — Anais das Missões Ultramarinas, director António José Boavida. 1Ano—Lisboa, 1889. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 58 — Manuscrito «Un coin du Zambéze — Notes d'un voyage du Boroma à Miruru», em 1902, pelo Re- verendo Jules Torrend, das Missões dos Padres Je- suítas Portugueses da Zambézia. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuilas Portugueses) N.° 59 — O Fazendeiro do Brasil, por Frei José Mariano da Conceição Veloso, Lisboa, 1806. (Cedido pelos Missionários Franciscanos) N.° 60 — Tractado em que se cõtam muito por estêso as cousas da China, cõ suas particularidades e assi do reyno de Ormuz, cõposto pelo Padre Frey Gas- par da Cruz, da Ordé de sam Domingos. 1569. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.c 61 — Orbe Seráfico Novo Brasílico, por Fr. Antonio de Santa Maria Jaboatam — Lisboa, 1761. (Cedido pelos Missionários do Espirito Santo) N.° 62 — Carta do Padre Luiz Fróis, da Companhia de Jesus, em a qual dá relações das grandes guerras, altera- ções e mudanças que houve no reino do Japão, e da qual perseguição que o Rei Universal levantou contra os Padres da Companhia e contra a cristan- dade — 1589. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 63 — Primeira parte da História do Japam, em que se trata de cousas que sucederão nesta V.Prov.* que 111
  • começa por ano de 1549. (É a primeira parte da obra do Padre Luiz Fróis). Ms. (Cedido pela Biblioteca Erudita da Ajuda) N.° 64 — Aviário Brasílico, ou Galeria Ornitológica das aves indígenas do Brasil, por Fr. José Mariano da Con- ceição Veloso. (Cedido pelos Missionários do Espirito Santo) N.° 65 — Cartas dos padres, irmãos da Companhia de Jesus, que andam no reino do Japão e escreveram aos da mesma Companhia na (ndia, Europa desde o ano de 1549 até 1580—l.°Tomo — Évora, 1598. (Cedidas pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 66 — Relaçam annual das cousas que fizeram os Padres da Companhia de Jesus na India e Japão, nos anos de 1600 e 1601, pelo Padre Fernão Guerreiro. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 67 — Batalhas da Companhia de Jesus na sua gloriosa província do Japão, pelo Padre António Francisco Sardinha, da mesma Companhia de Jesus, natural de Viana do Alentejo — Lisboa, 1894. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.* 68 — Jornada do Arcebispo de Côa, D. Frei Aleixo de Meneses, Primaz da índia Oriental, religioso da Ordem de Santo Agostinho, por Frei António de Gouvêa — 1606. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 69 — Demissione legatorum japoneisium ed Romanam curiam, rebusq; in Europa, ac toto itinere anina- duesis — Diálogos, por Eduardo de Sande, Sacer- dote Societatis Jesu. Macau, 1590. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) 112
  • Sala DA Fe. — Explorações Missionárias, painel de Domingos Rebelo
  • Sala da FÉ. — Martírio, painel de Domingos Rebelo
  • N.c 70 — Bullarium patronatus portugallie regnus en ecle- séis Africe, Asie, atque Oceanie, Bulias, Brevia, Epistolas, Decreta, actaque Sancta Sedis Ad Ale- xandre III ad hoc usqui tempus simplectens — Curante Levy Maria Jordão, Olisipone, 1868. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.# 71 —Triunfos de la Sancta Evangélica Pobreza en la re- ligion serafica de nuestro padre S. Francisco — Lisboa, 1625. (Cedido pelos Missionários Franciscanos) N." 72 — Cristiani pueri Institutiu, adolescenti que perfu- gium: auctore Joannes Bonifacio Societatis Jesu cum libri, cresú accepsione plurimaru. Macau, 1588. (Cedido pela Biblioteca Erudita da Ajuda) N.* 73 — História Eclesiástica Ultramarina, pelo Visconde de Paiva Manso — Tômo 1.°, Lisboa, 1872. (Cedida pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.* 74— Ethiopia Oriental e varia historia de coisas notáveis do Oriente, composta por Frei João dos Santos — Évora, 1609. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 75 — Jesuítas portugueses astronomos na China — 1583- -1805, por Francisco Rodrigues — Pôrto, 1925. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N.° 76 — Catalogus patrum Societatis Jesu províncias lusita- nae qui post obitum San Francisci Xavieri Primo Século, sive ad anno 1581 usque ad 1681, in Im- pério Sinarum Jesu Cristhi Fidem propagarum. Ms. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 113
  • is] o 77 Early jesuit travellers in central Asia—1603 a 1721, C. Wessls, 1924. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N/> 78 A comparative Grammar of the South-African Bantu Language by J. Torrend, S. J. of the Zam- beze Mission, London, 1891. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) |sj.» 79 Fotografia — Missão de S. José de Lhanguene (Lourenço Marques) das Irmãs Franciscanas Hos- pitaleiras Portuguesas — Grupo de indígenas da Casa de Correcção. (Cedida pelo Rei'." Bispo de Cabo Verde) |sj o go Fotografia — Dispensário duma Missão de Louren- renço Marques. (Cedida pelo Rev." Bispo de Cabo Verde) isi.o 81 Fotografia — Assistência aos velhos pelas Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas. (Cedida pelo Rev." Bispo de Cabo Verde) |sj o g2 Fotografia — Dispensário da Missão de Munhana, das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria. (Cedida pelo Rev." Bispo de Cabo Verde) N_<> 83 Fotografia — Orfanato de Inhambane, das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas. Aula de la- vores. (Cedida pelo Rev." Bispo de Cabo Verde) 84 Fotografia — Crisma de leprosos em Coloane (Ma- cau). (Cedida pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) |\| ° 85 — Fotografia — Leprosos ouvindo missa na Ilha de Coloane (Macau). (Cedida pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) ÍU
  • N_» 86 — Fotografia — Casa de Correcção das mulheres in- dígenas e escola feminina da Missão de S. José de Lhanguene (Lourenço Marques). (Cedida pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N.o 87 — Carta do Arcebispo da Baía sôbre a Santa Casa da Misericórdia da mesma cidade. Baía, 5 de Dezem- bro de 1757. Com documento e entre êles um bre- ve pontifício. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) o 88 — Compromisso da Irmandade de Nossa Senhora Mãi dos homens — Luanda. Ms. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) J\|.° 89 — Compromisso da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos — Luanda. Ms. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 90 — Livro — Compromisso da Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento da Freguesia de Nossa Se- nhora da Nazaré—1774. Luanda. Ms. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 91 —Compromisso da Irmandade de Nossa Senhora da Ajuda— 1778. Luanda. Ms. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 92 — Compromisso da Irmandade do Santíssimo Sacra- mento de Nossa Senhora da Nazaré—1780. Luanda. Ms. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 93 — Compromisso da Irmandade do Senhor do Bom Je- sus— 1765. Luanda. Ms. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 115
  • N.8 94 — Compromisso da Irmandade do Bom Jesus dos Afli- tos e Bôa Sentença— 1788. Luanda. Ms. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 95 — Compromisso da Irmandade de Nossa Senhora das Dôres da Freguesia do Facão— 1783. Luanda. Ms. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.8 96— 1 vol. da colecção ms. «Os Portugueses na Ásia». (Cedida pela Biblioteca Erudita da Ajuda) N.* 97 — 21 fotografias de gravuras antigas representando o martírio de missionários jesuítas ao serviço de Por- tugal nas conquistas. (Cedidas pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N." 98 — Estatística dos padres e irmãos da Companhia de Jesus mortos ao serviço de Portugal, na expansão da Fé nos vários pontos do Mundo. (Cedido pelas Missões dos Padres Jesuítas Portugueses) N.8 99 — Estatística dos padres franciscanos mártires da Fé no Ultramar Português. (Cedido pelos Missionários Franciscanos) ■ N.8 100 — Historia Serafica Cronológica da Ordem de S. Fran- cisco na Província de Portugal, composta por Frei Fernando da Soledade — Tomo II, Lisboa, 1705. (Cedida pelo Rev. Padre Manuel Alves Correia) DIAPOSITIVOS N." 1 — Igreja de N." S." do Socorro (Goa). N.° 2—Igreja do Espírito Santo (Margão). N.° 3 — Igreja de Santo André (Vasco da Cama). N°. 4—Igreja de São Miguel Arcanjo (Anjuna). N.° 5 — Igreja de São Caetano (Assagão). N.° 6 — Ruínas do Seminário do Chorão. 116
  • Sai.a da FÉ. — Vitral de Almada Negreiros
  • (O Ç\ÃocabuJario _ ^òcJapctc com a Dccíttracít emãoftuMs, pcn£ f*i dim 3êrci, cjrnim Ihu *' Qomfatéia.cie •fe- cjfí|/f ^ejapãr "iappmpanHiA $£» ."P y © ©/4 Iff 'o [- i—, (V, ■ ' ylty ;v'3 '*< ■(?■■»■£■■> •> 7. Sala da FÉ. — Rôsto do Vocabulário da língua do lapão com a declaração em português, feito por alguns padres Irmãos da Companhia de Jesus. Cedido pela Biblioteca da Ajuda
  • N.° 7 — Igreja de São Jerónimo (Mapuçá). N.° 8 — Capela de Santo António (Cuirim). N « 9 Igreja de N.a S.a da Imaculada Conceição (Moira). N.° 10—Igreja de N.a S.a das Neves (Rachol). N.° 11 — Igreja de Valpoy. N.° 12 — Sé de Macau. N." 13 — Ermida da Penha. N.° 14—Igreja matriz de Dili. N.° 15 — Igreja da missão de Manatuto. N.° 16— Igreja de N.a S.a da Penha de França (Bardez). N." 17—Igreja do Salvador do Mundo (Bardez). N.° 18 — Seminário de S. José. |S|.° 19 — Seminário de Rachol e Igreja de Santo Inácio de Loiola. N.° 20— Igreja de S. Tomé (Aldoná). N." 21 — Igreja de Santa Clara (Assonorá). N.° 22—Igreja de Santo Aleixo (Calangute). N.° 23— Igreja de N.a S.a da Esperança (Candolim). N.° 24—Igreja do Bom Jesus (Machinolá). N." 25 — Igreja da Santíssima Trindade (Naguá). N.° 26—Igreja de N.a S.a dos Remédios (Nerul). N.° 27—Igreja de N.a S.a do Mar (Oxel). N.° 28—Igreja de Santa Ana (Parrá). N." 29—Igreja de São João Baptista (Pilerne). N.° 30—Igreja de N.a S.a da Mãi de Deus (Pomburpá). N.° 31 — Igreja de N.a S.a da Vitória (Revorá). N.° 32—Igreja de Santo António de Lisboa (Siolim). N.° 33—Igreja de Santa Isabel Rainha de Portugal. N.° 34 — Sé de Macau. N.° 35 — Capela da missão de Alas. DIAPOSITIVOS N." 1 —Sé da ilha de S. Nicolau. N.' 2— Igreja paroquial de Bolama. 117
  • N.° 3 — Igreja de N.a S.a da Conceição (S. Tomé). N.° 4 — Capela de N.s S.a de Lourdes (Príncipe). N.° 5 — Igreja de N.a S.a do Cabo (Ilha de Luanda). N.° 6—Igreja da Nazareth (Luanda). N.° 7 — Igreja do Lubango (Huíla). N.° 8 — Igreja de São Paulo (Moçambique). N.° 9—Igreja da missão Jesuíta de Boroma. N.° 10—Igreja de N.a S.a do Livramento (Quelimane). N.° 1 1 — Igreja Paroquial de Lourenço Marques. N.° 12 — Capela de São Francisco Xavier (Nova Goa). N." 13 — Convento e Igreja de N.a S.a do Pilar (Velha Goa). N.° 14 — Ruínas do Convento de Santo Agostinho (Velha Goa). N.° 15 — Igreja de São Caetano (Velha Goa). N.° 16—Igreja da Ponta do Sol (Ilha de Santo Antão). N.° 17 — Capela do Bom Jesus (Bouças, S. Tomé). N.° 18 — Ruínas da Igreja da Madre de Deus (S. Tomé). N.° 19 — Sé de Luanda. N.° 20—Igreja de Santo Adrião (Mossâmedes). N.° 21 —Capela de Pôrto Amboim. N.° 22—Igreja da missão de Tchiapepe (Sul de Angola). N.° 23 — Missão de Homoíne. N.° 24 — Missão da Zambézia. N.° 25 — Capelinha no Zambeze. N.° 26—Igreja de São Pedro (Chinde). N.° 27 — Capela de Santo António (Velha Goa). N.° 28 — Igreja de São Francisco de Assis (Velha Goa). N." 29 — Ruínas da Igreja de N.a S.a do Carmo (Velha Goa). N.° 30 — Ruínas do Convento de São Paulo (Velha Goa). N.° 31 —Mosteiro de Santa Mónica (Velha Goa). N.° 32 — Capela de Santa Catarina (Velha Goa). N.° 33 — Igreja de N.a S.a do Monte (Velha Goa). N.° 34 — Igreja de N.a S.a da Conceição (Velha Goa). N.° 35 — Igreja de S. Francisco de Assis (Colvale, Bardez). 118
  • SALA DA MARINHARIA ✓✓f 1 UANDO às vezes ponho diante dos olhos os muy- tos g grandes trabalhos, e infortúnios», que pas- saram aqueles nossos Antepassados a quem Portugal ficou devendo as suas oito colónias actuais, não posso deixar de reflectir no nosso desleixo em vulgarizar tais trabalhos, e de lamentar a indiferença com que tem corrido mundo a lenda de que Portugal, por ser pequeno, não merece largos domí- nios ultramarinos, devendo as colónias portuguesas ser íedis- tribuídas mais liberalmente que os próprios mandatos que a S. D. N. pretende ter distribuído depois da Grande Guerra. iSerá por as nossas colónias serem fruto da acção de mali- ciosos oradores, sentados em torno de uma mesa verde, e im- pondo-se na proporção do gládio — quero dizer da força de cada um? Não. Nós não devemos as nossas províncias ultramarinas a simples habilidades literárias ou oratórias, como tão pouco 119
  • as devemos a um feliz golpe da Sorte, que nos permitisse che- gar lá primeiro. Certo, antes de nós ninguém lá soubera ir. Tentaram-no talvez os fenícios, depois os cartagineses. Insu- cesso. Séculos decorreram. E as poucas tentativas de genove- ses, catalães ou normandos, se de lá voltaram, não tiveram seqiiência prática. Porque era preciso saber navegar pelo mar largo — a que davam o nome de Tenebroso, não por acredi- tarem que lá havia treva permanente, ou tempestades inven- cíveis, ou monstros marinhos... Só receavam que os ventos e correntes, que lá dominam, os não deixassem voltar! Não era, pois, só questão de sorte ou audácia. Seria ne- cessário começar por descobrir uma nova Arte de Navegar, diferente daquela que bastava aos mareantes do Mediterrâ- neo e à navegação costeira para o Mar do Norte. Interveio Poi tugal: criaram-se instrumentos, mapas de navegar, navios especiais... E só depois de muita experiência de mar largo que levou ao descobrimento dos Açores — se tornou possível invadir o Oceano Atlântico em navios só de vela. * * ♦ Foi dessa nova Arte Náutica — que começou por per- mitir a descoberta do Mar — que resultaram descobrimentos na Africa e na América. Não eram fáceis. Só meio século depois de irem à Guiné, os Portugueses, em 1498, consegui- ram chegar à India, e abrir um caminho marítimo que, du- rante séculos, tinha estado fechado aos navios da Europa. Enfim, a dois Portugueses — Bartolomeu Dias e Fernão de Magalhãis — se deveu a abertura das portas de saída do Atlântico para o Mar das índias e para o Oceano Pacifico. Tudo isto, que é tão simples de escrever, foi selado com o sacrifício de muitas centenas de vidas, perdidas em combates com o Mar durante essas penosas travessias. Elas permitiram desenvolver o Comércio Marítimo, base da moderna expan- 120
  • são dos Europeus, que tanta vantagem trouxe ao «mundo inteiro». Mas o rasto dêsse trabalho de Descobrimento — em que fomos mais que simples colaboradores — não se desvaneceu, como aquela esteira que deixavam as naus e caravelas ao sul- car o Mar. Porque depois, durante séculos, fomos permane- cendo no Ultramar, lutando contra as fortes tentativas de nos arrebatar o melhor daquilo que, mediante tratados e demar- cações, nos foi finalmente reconhecido. Pelo menos enquanto as Nações se não tornarem comediantes de um Teatro Inter- nacional... * # # As nossas colónias não resultaram, pois, só do acaso ou prioridade do Descobrimento, mas principalmente de uma especial preparação teórica e prática. São acontecimentos capi- tais que a História raro compreende integralmente, mas que — sem serem apenas detalhes — justificam os nossos direitos seculares a ocuparmos e vivermos independentes nos terri- tórios que ficaram a Portugal, como resto de um domínio maior. Não é demais insistir em que êsses acontecimentos não têm sido claramente deduzidos e focados, pelo menos para aquêle público que não frequentou escolas ou confe- rências. E tanto assim è que, por exemplo, já li, escrito por uma conceituada pena portuguesa, a seguinte falsidade que deprime a viagem de Vasco da Gama: «A pequena armada, que êle capitaneava, navega ao longo da costa ocidental de Africa com próspera viagem, e chega a avistar o famoso cabo da Boa Esperança». Ora é sabido que a viagem de Vasco da Gama não foi, assim, de cabotagem, porquanto estiveram três meses sem avistar terra, quando atravessaram o Atlântico Sul, em três bordadas, entre Santiago e Santa Helena! A actual Exposição Histórica da Ocupação vem preen- cher essa larga lacuna. Em mapas geográficos, em desenhos, 121
  • e em quadros elucidativos se demonstra ao público visi- tante— com a elementar evidência da Geometria, que êle está habituado a ver no écran do Cinema — o complexo es- fôrço que Portugal, durante séculos, veio exercendo no Ul- tramar, desde o Descobrimento e — raro por conquista a Po- vos Civilizados — em manifestos actos de ocupação espiri- tual e material (entre os quais avulta a colonização do Bra- sil) até atingir o progressivo estado actual das suas colónias que, relativamente aos recursos monetários dos outros países coloniais, não é só vaidosa pretensão nacionalista colocar em primeiro lugar. Esta Exposição Colonial de 1937 será, portanto, um im- portante passo na útil propaganda dos nossos direitos a con- servar as Colónias, mostrando que a sua posse se não apoia unicamente na Tradição, ou em documentos, escritos por sagazes literatos ou obtidos de nativos que não sabiam ler e não conheciam História... Apoia-se nos esforços realizados para as descobrir, ocupar e civilizar. Contudo — seja-me permitida esta descrença pessoal — todo êsse inteligente trabalho de vulgarização resultará efé- mero— como o foi aquele que despendemos nas Exposições de Antuérpia, de Sevilha, de Paris e do Pôrto — se não cui- darmos de aproveitar o valioso e interessante material artís- tico, agora criado e exposto, para núcleo de um Museu Colo- nial, onde permanentemente aquela comprovação intuitiva seja oferecida ao exame, tanto do Povo Português, como dos estrangeiros que nos visitam. Todos, naturalmente, terão curiosidade de verificar o que fez e faz uma Nação que, a-pesar-de pequena e pobre, apresenta o contraste de ser uma das maiores nações coloniais do Globo. * * # Tais são as reflexões que me levam a pugnar ardente- mente pela criação de um Museu Colonial, como essencial 122
  • sequência da brilhante Exposição Histórica. iOu teremos de continuar a admirar-nos de que isso não tenha ainda sido feito, quando às vezes pusermos diante dos olhos os muitos e grandes trabalhos e infortúnios que àqueles grandes Por- tugueses, nossos antepassados, custou o descobrir, desbravar e conservar o nosso vasto Império Colonial? zp37 — Junho. C A C O C O U T I N H O 123
  • Ao alto das paredes e da esquerda para a direita, vindo da «Sala da Fé», desenrola-se um frizo de rosas dos ventos e de naus e caravelas, decoração de Almada Negreiros, assim or- denado: N.° 1 — Rosa dos ventos — Cantino — 1502. N.° 2 — Galeão «Trindade» — século XVI «Roteiro de Ma- laca». N.° 3 — Rosa dos ventos — Pero Fernandes—1528. N.° 4 — Nau portuguesa do século XVI — Gravura de 1557. N.° 5 — Rosa dos ventos — Diogo Ribeiro — 1529. N.° 6 — Nau portuguesa de 500 tonéis, do século XV—por- tulano do século XVI. N.° 7 — Rosa dos ventos — Gaspar Viegas — 1534. N.° 8 — Gravura da «Estória de Vespasiano» impressa por Valentim Fernandes— 1496. N.° 9 — Rosa dos Ventos — Gaspar Viegas— 1534. N.° 10 — Nau portuguesa do século XVI — Hist. Americas. N.° 11 — Rosa dos ventos — Lopo Homem?— 1535 a 1540. N.° 12 — Rosa dos ventos — D. João de Castro? — 1541. N.° 13 — Nau conduzindo o corpo de S. Vicente — ilumi- nura de 1502. N." 14 — Rosa dos ventos — Diogo Homem—1557. N.° 15 — Casco de nau — «Este he o modelo da Nao aca- bada». N.° 16—Rosa dos ventos — Diogo Homem—1558. N.° 17 — Caravela redonda portuguesa, duma Carta de 1634. N.° 18 — Rosa dos ventos — Lázaro Luii — 1563. N.° 19 — Naus quinhentistas — Gregório Lopes pintou? N.° 20 — Rosa dos ventos — Lázaro Luiz — 1563. N.° 21 —Rosa dos ventos — Vaz Dourado— 1571. N.° 22 — Naus manuelinas — Pintura de Gregório Lopes — 1521. N.° 23 — Rosa dos ventos — Vaz Dourado — 1564? m
  • N.* 24— Nau portuguesa do século XVI —pintura de Gre- gório Lopes. N.° 25 — Rosa dos ventos — Pedro Reinei — 1505? N.° 26 — Nau — Paulo Dayama — S. Rafael — Iluminura do século XVI. N." 27 — Rosa dos ventos — Pedro Reinei — 1505? N.° 28 — Nau — Necullao Coelho — Berrio. Vasquu Dayama — S. Gabriel — Iluminura do sé- culo XVI. N.* 29 — Rosa dos ventos — anónimo—1520. Na parte fronteira à entrada, sob a legenda «No largo mar fazendo novas vias», Cant. V, 66, apresenta-se o grande qua- dro de Almada Negreiros, adaptação do Mapa de Cantino — 1502 — à geografia moderna — História trágico - marítima, com a representação dos naufrágios: N.° N.° N.# N.° N.° N.° N.° N.° N.° N.° N.# N.° N.# 1—Galeão grande de S. João — Sepúlveda—1552. 2 — Nau de S. Bento — 1554. 3 — Nau Conceição — 1555. 4 — Nau S." Maria da Barca— 1559. 5 — Nau S. Paulo — 1561. 6 — Nau Santiago — 1585. 7 — Nau Santomé — 1589. 8 — Nau S."1 Alberto— 1593. 9 — Nau N.4 S.* da Conceição—1621. 10 — Nau S. João Baptista— 1623. 11 — Nau N.4 S.4 de Belém — 1635. Galeão Sacramento \ jg^-y Nau N.4 S.4 da Atalaia j Galeão S. Lourenço I ^49 i Galeão N.4 S.4 do Bom Sucesso 12 — 13 — 125
  • Ao centro da sala um modêlo das naus portuguesas que foram à índia e, a enquadrá-la, quatro padrões: N/> l — Padrão de descoberta e posse colocado em nome do Rei de Portugal, D. João II, por Bartolomeu Dias, sob a invocação de Sant'lago, em 1486, na Ponta do Pedestal, da Angra do Ilhéu, hoje Angra Pequena (Costa Ocidental da África). Deve ter sido o primeiro colocado por Bartolomeu Dias, su- cedendo a Diogo Cão, cuja descoberta terminara no Cabo da Serra ou Cabo da Cruz. Do padrão de Sant'lago somente puderam ser recolhidos fragmen- tos, dos quais uns existem no Museu da cidade do Cabo, e estes dois pedaços. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N." 2— Padrão de descoberta e posse colocado sob a invo- cação de São Jorge, em nome do Rei de Portugal, D. João II, por Diogo Cão em 1482, na ponta meri- dional da foz do Zaire, que se ficou chamando do Padrão. Os dois fragmentos expostos foram obtidos dos indígenas da região, que os conservavam como feitiço de branco, em 1892, quando o Covêrno Ge- ral de Angola mandou recolher os restos dos pa- drões de Diogo Cão e erigir outros nos mesmos locais. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N.° 3—Padrão de descoberta e posse colocado em nome do Rei de Portugal, D. João II, por Diogo Cão, em 1482, no Cabo primeiramente chamado de Santo Agostinho e depois de Santa Maria, ao sul de Ben- guela. Tem no cubo que o termina superiormente a seguinte inscrição: — «Era da creação do mundo de 6681, ano do nascimento de Nosso Senhor Je- sus Christo de 1482, o mui alto, mui excelente e 126
  • poderoso príncipe, el-rei D. João II de Portugal, mandou descobrir esta terra e poer estes padrões por Diogo Cão, escudeiro de sua casa». O Gover- nador Geral de Angola, Guilherme de Brito Capelo, em 1892, fê-lo substituir, para o salvar, por outro padrão comemorativo. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N ° 4 Padrão de descoberta e posse colocado em nome do Rei de Portugal, D. João II, por Diogo Cão, em 1485, no Cabo Negro, ao sul de Mossâmedes. O Governador Geral de Angola, Guilherme de Brito Capelo, em 1892, mandou-o substituir por outro padrão comemorativo. (Cedido pela Sociedade de Geografia) No soco em que assenta a caravela estão expostos dois astrolábios planos, um cedido pelo Museu Naval e outro pela Sociedade de Geografia. Na parede do fundo o Mapa luminoso — O DESCOBRI- MENTO DO MAR PELOS PORTUGUESES, de Ventura Fer- reira, indicando as etapas das descobertas portuguesas: 1418 — Gonçalves Zarco e Tristão Teixeira des- cobrem a Madeira. 1432 — Gonçalo Velho descobre os Açores. 1434 — Gil Eanes dobra o Cabo Bojador. 1443 — Denis Dias, depois de descoberto por ou- tros navegadores o litoral da Mauritânia e da Guiné, descobre o Cabo Verde. 1460 — Diogo Gomes e António de Nola desco- 1462 brem as Ilhas de Cabo Verde e outros na- vegadores a Costa até ao rio de S. João. 1470 — João de Santarém e Pedro Escobar desco- brem S. Tomé e cortam o Equador. 1482 — Diogo Cão descobre o rio Zaire e percorre 127
  • 1486 o litoral de Angola até ao Cabo da Serra. 1487 — Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Es- perança. 1497 — Vasco da Cama descobre a Costa de Mo- 1498 çambique e a índia, por mar. 1498 — Duarte Pacheco alcança a América Central. 1500 — Pedro Álvares Cabral atinge o Brasil. 1500 — Diogo Dias descobre Madagascar e a Costa Oriental da África até ao Gôlfo de Aden. 1498 — Descoberta da Flórida e da costa da actual 1500 América do Norte, para o Norte, a Terra Nova e a Croenlândia, por Caspar Corte Real. 1507 — Afonso de Albuquerque entra no Gôlfo Pérsico e no Mar Vermelho. 1509 — Diogo Lopes de Sequeira chega a Malaca. 1511 António de Abreu e Francisco Serrão des- 1601 cobrem as Molucas e outros navegadores atingem as Papuas e a Austrália, a que cha- maram Nuca-Ancara ou Java Maior. 1517 — Fernão Pires de Andrade vai a Cantão. 1521—Fernão de Magalhães descobre o Estreito do seu nome, a Costa do Sul do Chile e as Filipinas. 1542 — Zeimoto e António da Mota vão ao Japão. 1650 — Pedro Fernandes de Queiroz descobre as Ilhas Hébridas e atinge a Costa Sul da Califórnia. No nicho que fica à esquerda do Mapa de Cantino encon- tra-se, em vitrina própria, o precioso «Atlas do Visconde de Santarém». Atlas composto de mapa-mundos, de portulano, e de cartas hidrográficas e históricas, desde o sé- 128
  • *5 B o /o So o o s; s: O •T3 <3 B o "XS o \* v^> ss -xs -§ *3 "XS O '•o Uj — < X z 5 < < Q < IS)
  • culo VI até ao século XVII, a maior parte inédi- tas e tiradas de várias bibliotecas da Europa, de- vendo servir de provas para a história da cosmo- grafia e da cartografia durante a Idade Média e para os progressos da geografia após as descobertas marítimas e terrestres do século XV, realizadas pelos portugueses, pelos espanhóis e por outros povos. Recolhidas e gravadas sob a direcção do Vis- conde de Santarém. Publicado sob os auspícios do Covêrno Português — Paris, 1849. (Cedido pela Sociedade de Geografia) Nas paredes laterais do nicho, dois pequenos mapas, cópias autênticas duma Carta geográfica do século XVI, represen- tando, a da esquerda a parte Sul da África; a da direita a parte Nordeste da África, Arábia e índia, pertencentes à So- ciedade de Geografia de Lisboa. No nicho que fica à direita do Mapa de Cantino figuram: a) — O célebre ATLAS HIDROGRÁFICO DE VAZ DOURADO (18 mapas iluminados), perten- cente ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo; b) —«Tratado da agulha de marear», achado por João de Lisboa — 1514 (20 cartas de marear em pergaminho iluminado), pertencente à Casa de Palmela; c) — «De Insulis et peregrinatione Lusitanorum», de Valentim Fernandes, cópia da Biblioteca de Munich, pertencente à Biblioteca Nacional de Lisboa. Nas paredes laterais do nicho, dois pequenos mapas, sendo o da esquerda cópia autêntica duma Carta geográfica do sé- 129
  • culo XVI que representa a parte Noroeste da Africa, e o da direita um mapa do Continente Africano, extraído de um ma- pa-mundi existente no Museu Britânico, por ordem do Conde de Lavradio, em 1860. Na parede do fundo do mesmo nicho, um retrato antigo de Vasco da Cama, também pertencente à Sociedade de Geo- grafia de Lisboa. Num dos ângulos do nicho um modêlo de lancha bom- bardeira, embarcação semelhante às que bombardearam Argel em Julho em 1784. (Cedido pelo Museu Naval) Nas paredes dos nichos fronteiros, onde se encontram 5 vitrinas inclinadas, estão expostos: a)—Mapa de Cantino, reprodução fotográfica, do Club Militar Naval; b) —Painel de Manuel Lima e João Augusto da Silva, figurando os seguintes navegadores, que cercam o vulto do Infante D. Henrique: — Fernão de Magalhãis, Gonçalo Velho, Gil Eanes, Vasco Nunes de Balboa, J. V. Côrte Real, Bartolomeu Dias e Álvares Cabral. c) — Retrato de Duarte Pacheco Pereira, contendo os dizeres: «Duarte Pacheco Pereira, o grande capitão general da Armada de Calecut, Vice- Rei e Gouernador do Malabar na India, pellos seus releuantes seruiços que fes naquelle Continente. Alcançou novo brasão de armas e mereceo a singular onra de El Rei D. Manoel o conduzir em triumpho ao seu lado direito debaixo do palio em hua selemnisima procissão que mandou fazer para este fim desde a Sé até S. Domingos de Lx.a na qual publicou em 130
  • hua elegante oração peneglrica os seus eroicos seruiços o Bispo de Viseu D. Pedro Orti — Anno de 1504». Pertence ao Dr. João Cri- sóstomo Pacheco Pereira, seu descendente e actual representante. d) — Mapa da África Costa Ocidental — Fac-simile extraído do Atlas de Diogo Homem (1558), do Museu Britânico. (Cedido pela Sociedade de Geografia) e) —Retrato do Infante D. Henrique, copiado dos painéis de S. Vicente, de Nuno Gonçalves, pelo pintor Luciano Freire. (Cedido pela Sociedade de Geografia) f)—Mapa da África, Costa Oriental, fac-simile extraído do Atlas de Diogo Homem (1558), do Museu Britânico. (Cedido pela Sociedade de Geografia) Nas vitrinas são expostos: N.° 1 — Livro Universal de derrotas, alturas, longetudes, e conheçenças, De todas as navegaçois, Destes Rei- nos, De portugal, e castela, índias Orientais e oci- dentais, por Manuel Gaspar — Lisboa, 1594. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 2 — Pratica da arte de navegar, composta por o cosmó- grafo mór Luis Serrão Pimentel — Ano de 1673. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 3 — Miscelânea contendo: 1) — Roteiro dêsde o Cabo da Boa-Esperança até o das Correntes — Perestrello (Manoel de Mes- quita) ; 131
  • 2 ) Breve tratado da vitória do Morro de Chaúl — António Barbosa. 3) — Noticia chronologica dos descobrimentos que fizeram os portugueses no novo Mundo até à índia — Francisco Luiz Ameno. 4) —Tratado da viagem que fêz da Índia-Oriental à Europa nos anos de 1610-11 por via Pérsia e Turquia — D. Álvaro da Costa. (Cedido peta Biblioteca Pública Municipal do Pôcto) N.° 4 — Roteiro da carreira da India com seus caminhos e derrotas, signaes, e auguages e diferenças de agu- lha, por Caspar Ferreira Reymão. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.® 5 — Roteiro da carreira da India e dos rumos a que se a de governar em toda ela e dos sinais que em toda esta viagem se achão e em q. paragem são parti- culares, etc., por Vicente Rodrigues. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.® 6 — Regimento náutico de João Baptista Lauanha — Lisboa, 1595. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.® 7 Regimento de Pilotos e Roteiro das Navegaçoens da India Oriental. Emendado e acrescentado, por An- tónio de Mariz Carneiro — Lisboa, 1642. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.® 8 — Arte de navegar, composta por Simão d'Oliveira — Lisboa, 1606. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.® 9 — Arte de navegar em que se ensinam as regras pra- ticas, e o modo de cartear pela Carta plana, Cr re- duzida, o modo de guardar a Belestilha por via de 132
  • números, & muitos problemas úteis à navegação, por Manuel Pimentel — Lisboa, 1712. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.o 10 — Ne navigatione libri tres quibus Mathematicae dis- ciplinae explicantur: ab Jacob a Saa Equite Lusitano nuper in lucem editi — Parisiis ex officina Regi- naldi Calderii, & Claudii ejus Filii — 1549. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 11 — Arte pratica de navegar e regimento de pilotos — Lisboa — Antonio Craesbeelk de Mello—1681. (Cedido pela Biblioteca Erudita da Ajuda) N.® 12 — Roteiro da navegação e carreira da India, com seus caminhos e derrotas, signaes e aguages, e dife- renças da agulha, por Caspar Ferreira Reymão — Lisboa, 1612. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.® 13 — Chronographia Reportorio dos tempos, por Ma- nuel de Figueiredo — Lisboa, 1603. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 14 — Hydrographia, exame de Pilotos, com os Roteiros de Portugal pera o Brasil, Rio da Prata, Guiné, etc., por Manuel de Figueiredo. (Cedido'pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 15—Tiphis Lvsitano ov Regimento Navtico Nono, pelo Padre Valentim Estancel, da Companhia de lesvs. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 16 — Tratado da esfera e do astrolábio — Ms. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) IM.o 17 — Roteiro da navegação da carreira da India feito por Aleixo da Mota (posterior a 1614). (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) 133
  • N.° 18 — Via astronómica, 1." e 2a parte — António Carva- lho da Costa. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 19 — Esmeraldo de situ orbis, por Duarte Pacheco Pe- reira. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 20 — Tratado da Sphera com a theorica do sol e da lua e ho primeiro livro da geographia de Cláudio Ptolo- meo, pelo Dr. Pedro Nunes. (Reprodução fac-simi- lada da edição de Lisboa de 1537, publicada por Joaquim Bensaúde). (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 21 — Regimento do astrolábio e do quadrante — Tratado da esfera do Mundo, reprodução fac-similada de um exemplar existente na Biblioteca de Munich, publicada por Joaquim Bensaúde. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N.° 22 — Tratado da sphera com a theorica do sol e da lua. E ho primeiro livro de Geographia de Cláudio Pto- lomeu Alexandrino, por Pedro Nunes — Lisboa, 1537. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 23 — Petri Nonii Salaciêsis, de Crepusculis liber unus, nuc recês Gr natus et editus. — Pedro Nunes — Lisboa, 1542. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 24 — Tragado del esphera y del arte dei marear, por Francisco Faleiro. (Reprodução fac-similada da edição de Sevilha — 1535). (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 25 — Foto-cópia de uma página do Códice Português m
  • n.° 58 da Bioblioteca Nacional de Paris (Fonds. Port., antigo n.° 49), dos fins do século XVI ou princípio do XVII, o qual contém — Arte nautica. Roteiros, etc. (Cedida pelo Comandante Fontoura da Costa) N.° 26 — Regimêto e arte da nauegação do mar pera hos mareãtes tomarem ho sol pola cõta do estrelabio — 1591. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 27 — Cópia colorida da Carta da Ilha Terceira e do Pico, por Luiz Teixeira — 1587 (do livro manuscrito «Regimento das índias e Africa», com iluminuras). (Cedido peto Museu Naval) N.° 28 — Roteiro da viagem que em descobrimento da India pelo Cabo da Boa Esperança fez Dom Vasco da Cama em 1497, por Diogo Kopke e A. Costa Paiva — Porto, 1838. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 29 — Foto-cópia de uma página dos Almanachs astronó- micos de Madrid — Códice da Biblioteca Nacional de Madrid n.° 3.349, do primeiro quartel do sé- culo XIV. (Cedido pelo Comandante Fontoura da Costa) N.° 30 — Compendio spiculatiuo das spheras arteficial, soblu- nar & celeste, pelo P. M. Simão Fallonio — Lisboa, 1639. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 31—História geográfica de várias partes do Mundo e huma breve noticia de algumas coisas mais raras delle, tudo por Mestre Antonio Fisyquo, natural e morador de Cuimaraens, em 1512. (Cedida pela Biblioteca Pública Municipal do Pórto) 135
  • N. 32— Cosmographia e descriçam da Asia por Dom Joam de Castro (cópia exacta e extraída do original). (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.° 33 — Manuscrito da História Trágico-Marítima. (Cedido pela Biblioteca Pública Municipal do Pôrto) N.° 34 — Roteiro de Lisboa a Goa, por D. João de Castro (anotado por João de Andrade Corvo). (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N ° 35— Roteiros portugueses da viagem de Lisboa à India nos séculos XVI e XVII—C. Pereira. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 36 — Cópia colorida da Carta da Ilha Terceira e do Pico, por Luiz Teixeira—1587 (do livro manuscrito «Regimento das índias e Africa», com iluminuras). (Cedida pelo Museu Naval) N.° 37 — Roteiro em que se contem a viagem que fizeram os portugueses no ano de 1541, por Dom João de Castro — 1633. (Cedido pela Biblioteca Nacional de Lisboa) N.° 38 — Foto-cópia do Regimento de navegacion y rotero de muchos lugares (c. 1530). «Códice» da Biblio- teca Nacional de Paris. (Fonds. Port. n.° 50, antigo n.° 40) —André Pires. (Cedido pelo Comandante Fontoura da Costa) N.° 39 — Primeiro Roteiro da Costa da India desde Goa a Dio, narrando a viagem que fez o Vice-Rei D. Gar- cia de Noronha em socorro desta ultima cidade (1558-1559) —por D. João de Castro, Governa- dor e Vice-Rei que depois foi da India — 1843. (Cedido pela Sociedade de Geografia) 136
  • Sala da Marinharia. — Página do códice iluminado «Prática da arte de Nave- gam de Luiz Serrão Pimentel. 167 ]■ Biblioteca Nacional de Lisboa
  • Ornamentam esta sala os seguintes exemplares de mate- rial de guerra: N.° 1 Obus. Bôca de fogo de 14 cm. de calibre, com 0m,70 de comprimento e 308 quilos de pêso. A bo- lada é ornamentada com caneluras no sentido do comprimento; as armas reais e a indicação «D. Afonso VI 1666». Tem asas de golfinho. A culatra é muito ornamentada e termina em botão. (Cedido pelo Museu Militar) N.° 2— Obus. Bôca de fogo de 11 cm. de calibre, com 0m,67 de comprimento e 196 quilos de pêso. Na bolada vêem-se as armas reais portuguesas; por baixo «DOM AFONSO VI REI DE PORTUCAL»; e mais abaixo «SENDO TENENTE G.L HENRI- QUE HENRRIQUES DE MIRANDA VENT." ES- CARTIM ME FES LX.A 1666». Tem asas de gol- finho. A culatra é muito ornamentada, terminando em botão. (Cedido pelo Museu Militar) N.° 3 — Obus. Bôca de fogo de 13,5 cm. de calibre, com 0m,91 de comprimento e 418 quilos de pêso. Na bolada vêem-se as armas reais portuguesas e por baixo um escudete com o seguinte: «DOM AFON- SO VI REY DE PORTUCAL»; mais abaixo «SENDO TENENTE G.L HENRRIQUE HENRRIQUES DE MI- RANDA VEN.~. ESCARTIM ME FES LX.A 1666». Tem asas de golfinho. A culatra é muito ornamen- tada e termina em botão. (Cedido pelo Museu Militar) N.° 4 — Obus. Bôca de fogo de 12 cm. de calibre, e 0m,91 de comprimento com a seguinte inscrição: «DOM AFONSO VI REI DE PORTUGAL SENDO TENENTE GENERAL ENRIQUE ENRIQUES DE MIRANDA, 137
  • LUIZ COMES DE OLIVEIRA —ME FES —EN LX.A 1667». Tem asas de golfinho. A culatra é muito ornamentada e termina em botão. (Cedido pelo Museu Militar) N ° 5 — Peças de bronze (4). Bocas de fogo, 2 de 3 cm. de calibre com 0m,99 de comprimento, e 2 de 4 cm. de calibre, com lm,07 de comprimento. Tem mu- nhões, asas de golfinho e cascavel terminado em botão. São muito ornamentadas. Em uma das pri- meiras vê-se a inscrição «10 PRA 1640». Estão montadas nos seus respectivos reparos e foram en- contradas nos depósitos militares por ocasião da Restauração de Portugal, 1640. (Cedidas pelo Museu Militar) Por cima da porta de saída da Sala da Marinharia exibe-se uma reprodução do painel de azulejos (trabalho de Roberto Silva) existente na Igreja da Nazaré, de Luanda, mandado pintar pelo Governador André Vidal de Negreiros. 138
  • PARQUE DE MATERIAL DE GUERRA No parque de material de guerra estão expostos exempla- res dos modelos usados nas campanhas coloniais dos séculos XVIII, XIX e princípios do século XX: N.o 1 Bôca de fogo de 8 cm. de calibre, com lffi,64 de comprimento e 298 quilos de pêso. Tem a tulipa ornamentada, igualmente a bolada, vendo-se nesta a inscrição «SENDO Cor E CAP*m C" DESTE R° D ANGOLA O ILLm° EEXmo Sr D. FRAN00 IGN° DE S" COVT°» e por baixo um brasão de armas; no segundo reforço munhões e asas de golfinho, e no primeiro as armas portuguesas. Circunda a culatra, junto ao ouvido, a inscrição: «FEITA PELO SARGT" MOR ENGNH" LUIS CANDIDO CORDEIRO EM 1771». (Cedida pelo Museu Naval) 139
  • -Obus de 12 cm. de calibre com 0m,96 de compri- mento e 98 quilos de pêso. Nada apresenta de no- tável na bolada. No reforço tem a cifra de D. Luiz I encimada pela coroa real e ao centro os munhões e na faixa da culatra: «ARSENAL DO EXER- CITO 1864». (Cedido pelo Museu Militar) - Idêntico ao antecedente. (Cedida pelo Museu Militar) - Boca de fogo de 8 cm. de calibre, com lm,68 de comprimento. No segundo reforço tem munhões e asas de golfinho; no primeiro as armas portuguesas e por baixo a inscrição: «GOVERND" ESTE ESTADO O EX"0 FRAC° DE TAVORA CONDE DE ALVOR DO CONSS" DO ESTADO DO V^-REI E CAPITÃO GERAL DA INDIA SE FVNDIO ESTA PESSA» e na faixa da culatra «M. SALVADOR DA COSTA FES». O cascavel termina em botão. Esta peça é orna- mentada. (Cedida pelo Museu Naval) Obus de 17 cm. de calibre com 0m,78 de compri- mento. Tem munhões e asas de golfinho; na bo- lada as armas portuguesas; e na culatra «FEYTO EM ANGOLA PELO SAR10 MOR ENGENH0 LVIS CANDIDO EM 1773». (Cedido pelo Museu Militar) Idêntico ao antecedente. (Cedido pelo Museu Militar) Metralhadora «Hotchkiss» com suporte. Modêlo utilizado pela Marinha de Guerra Portuguesa nas Campanhas Coloniais. (Cedida pela Direcção dos Serviços de Material de Guerra e Tiro Naval)
  • 8 —Peça «Hotchkiss» de tiro rápido 37/35 montada em reparo naval. Modêlo utilizado pelas canho- neiras nas Campanhas Coloniais. (Cedida pelo Museu Naval) 9 —Peça «Hotckiss» 47/40 e respectivo reparo de desembarque. Modêlo utilizado pela Marinha de Guerra Portuguesa nas Campanhas Coloniais. (Cedida pelo Museu Naval) 10 —Peça «Hotchiss» 37/20 e respectivo reparo de desembarque. Modêlo utilizado pela Marinha de Guerra Portuguesa nas Campanhas Coloniais. (Cedido pelo Museu Naval) 11 _ Metralhadora «Nordenfelt» de 8 cm., montada em rodas. Veio da Colónia da Guiné e foi utilizada nas Campanhas da Ocupação. (Cedida pela Colónia da Guiné) 12 — Bôca de fogo de 8,5 cm. de calibre, estriada, com l"^ de comprimento e 333 quilos de pêso. Nada apresenta de notável a bolada. No segundo reforço tem munhões e asas faceadas; no primeiro uma co- roa real encimando a cifra de D. Luiz I; e na cula- tra: «FUNDIÇÃO DE CANHÕES 1877». O casca- vel termina em botão e tem canal para a alça. Tem ponto de mira. (Cedida pelo Museu Militar) 13 — Bôca de fogo de 8,5 cm. de calibre, estriada, com 1 m,59 de comprimento e 335 quilos de pêso. Nada apresenta de notável a bolada. No segundo reforço tem munhões e asas faceadas, no primeiro a coroa real encimando a cifra de D. Luiz I; e na culatra. «ARSENAL DO EXERCITO DE 1877». O cascavel U1
  • termina em botão e tem canal para a alça. Tem ponto de mira. (Cedida pelo Museu Militar) N.° 14 — Metralhadora «Nordenfelt» montada em reparo de Marinha. Veio da colónia da Guiné e foi utilizada nas Campanhas da Ocupação. (Cedida pela Colónia da Guini) Metralhadora «Vickers» de 6,5 mm. montada em reparo naval. Modêlo usado pelas canhoneiras nas Campanhas Coloniais. (Cedido pelo Museu Naval) Morteiro de bronze de 9 cm. de calibre, 0,76 cm. de comprimento e 9,5 quilos de pêso. No reforço tem a cifra de D. Carlos I encimada pela coroa real e na culatra a inscrição: FUNDIÇÃO DE CA- NHÕES 1890. É estriado, de carregamento pela culatra e foi construído segundo o projecto do major de Artelharia José António Ferreira Madail. Está montado em reparo de ferro. Entregue ao Mu- seu pela fundição de canhões em 13 de Maio de 1907. (Cedido pelo Museu Militar) N.° 17 — Peça de bronze montada em reparo de ferro de carregar pela bôca. Tem a inscrição «D. Maria I». (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.° 18 — Canhão revólver, de cinco canos «Hotchkiss» de tiro rápido montado em reparo naval. Modêlo uti- lizado pelas canhoneiras nas Campanhas Coloniais. (Cedida pelo Museu Militar) N.° 19 — Peça «Hotchkiss» de tiro rápido. Modêlo utilizado pela Marinha de Guerra Portuguesa nas Campa- nhas Coloniais. (Cedida pelo Museu da Marinha) U2 N.° 15 — N.° 16 —
  • N.° 20 — Metralhadora «Hotchkiss» com suporte. Modêlo utilizado pela Marinha de Guerra Portuguesa nas Campanhas Coloniais. (Cedida pela Direcção dos Serviços de Material de Guerra e Tiro Naval) N.° 21—Metralhadora «Christophe», com 37 canos, fabri- cada em 1871. Veio da Colónia de Timor e foi uti- lizada nas Campanhas da Ocupação. (Cedida pela Colónia de Timor) N.° 22 — Peça de bronze de carregar pela bôca, com armas portuguesas e a inscrição: «Fundição de canhões 1870». Serviu na fortaleza de Sofala. (Cedida pela Companhia de Moçambique) N.° 23 — Peça de bronze «B. E. M.» 7 cm., m/1890 estriada, com a inscrição: «Fundição de canhões 1884». Êste modêlo foi muito utilizado pelo Exército nas Cam- panhas Coloniais. (Cedida pela Fábrica de Equipamentos e Arreios) N." 24 — Peça de bronze de carregar pela bôca, com armas portuguesas e a inscrição: «Fundição de canhões 1870». Serviu na fortaleza de Sofala». (Cedida pela Companhia de Moçambique) N." 25 — Peça de montanha 7 cm., material tiro rápido, m/1906-1911. Modêlo utilizado pelo Exército nas Campanhas Coloniais. (Cedida pela Escola Prática de Artelharia — Vendas Novas) N.° 26 — Peça 7,5 cm., tiro rápido m/1904. Modêlo utili- zado pelo Exército nas campanhas coloniais. (Cedida pelo Depósito de Material de Guerra — Beirolas) N.°* 27 e 30 — Metralhadoras «Maxim» 6,5, com reparo (2). 1*3
  • Modêlo utilizado nas Campanhas Coloniais nos fins do século XIX. (Cedidas pelo Depósito de Material de Guerra — Beirolas) N.0' 28-29 — Obuzes (2). Bôca de fogo de 12 cm. de cali- bre, com 0m,96 de comprimento e 98 quilos de pêso. Nada apresentam de notável na bolada. No reforço tem a cifra de D. Luiz I encimada pela coroa real, e ao centro os munhões; e na faixa da culatra «ARSENAL DO EXERCITO 1864». A câ- mara é cilíndrica e o cascavel termina em botão. (Cedidos peio Museu Militar) N.° 31 —Peça de bronze estriada de origem japonesa. Veio de Timor e foi utilizada pelo Exército nas Campa- nhas da Ocupação. (Cedida pela Colónia de Timor) Por cima da porta de entrada para a 1.* Sala Militar está a reprodução do painel de azulejos da Igreja da Nazaré, de Luanda (trabalho de Roberto Silva), representando a batalha de Ambuíla, travada entre as forças do rei do Congo, D. Antó- nio Manimuluza, e os portugueses do comando do ilustre cabo de guerra Luiz Lopes de Sequeira, em 26 de Outubro de 1665. Governava a Província de Angola, André Vidal de Negreiros. A vitória pertenceu aos portugueses, sendo morto na batalha o rei do Congo e a sua cabeça depositada solenemente na capela- -mór da Igreja da Nazaré. M
  • Sala da Marinharia. — Reprodução de uma carta do «Atlas do Visconde de Santarém»
  • 1.* SALA MILITAR /I História da Colonização dos portugueses não oferece brecha na sua continuidade. Muitas vezes o temos afir- mado e quanto mais penetramos nessa História mais nos con- vencemos de tal verdade, que é uma das nossas grandes glórias, se não a maior de tôdas. Mesmo nas quadras mais calamitosas da vida da Nação o pensamento colonial segue o seu curso imperturbável, por vezes talvez mal compreendido: são dos dias trágicos dos fins do século XVI as expedições de Francisco Barreto e de Paulo Dias de Novais; são dos primeiros anos da Restauração os pro- jectos de colonização de Rios de Sena e as corajosas provi- dências para a restauração de Luanda; são do tempo das invasões napoleónicas as instruções e recomendações instan- tes aos governadores das colónias para se acautelarem contra os franceses e algumas das tentativas de ligação das duas cos- tas de Africa; são dos dias convulsos das lutas liberais os estu- dos e providências para fazer face à ruína, que então parecia Í45
  • pavorosa, proveniente da extinção da escravatura no Brasil. Não, os portugueses, ao contrário do que alguns supõem, não esqueceram nunca os seus domínios de além-mar nem enjei- taram jàmais as responsabilidades da sua administração. É lastimável desconhecimento das realidades da vida e da mentalidade de então censurar os portugueses do sé- culo XVI, porque não ocuparam as jeracissimas regiões do Cabo, quando é demais sabido que nêsse tempo só as mara- vilhas do Oriente os podiam atrair e que se assim não fôra a história dos nossos descobrimentos teria parado ali; é irri- sório acusá-los de terem descuidado o povoamento das terras tropicais, quando è certo que durante séculos faltou tudo, a começar pela gente, para empreendimentos désse género; é igualmente insensato querer que êles se tivessem entregado a grandes e extemporâneas explorações da terra, quando é sabido que os produtos agrícolas não encontravam colocação; é desconhecimento manifesto das possibilidades políticas e materiais da Nação o formular acusações aos governos de ou- trora por terem cedido perante ameaças e exigências de pode- rosos Estados, que a cobiça dominava. Não, repetimos, a história colonial dos portugueses mostra eloquentemente, quando a estudamos à luz clara e purificadora dos documen- tos, que a Obra colonizadora dos portugueses não apresenta brechas na sua continuidade. Ao contrário, se considerarmos que quási até o meado do século XIX a Metrópole estava por vezes um ano e mais sem ter noticias das suas possessões de além do Cabo da Boa Esperança, porque a morosidade e o atraso da navegação não permitiam outra coisa; que os governadores das colónias não podiam, em regra, contar, de momento, senão com os pobres recursos à sua disposição; que nada ou quási nada havia para minorar os rigores do clima, havemos de concordar em que os nossos maiores fizeram uma Obra patriótica e imorredoura à qual é devido, mais que a nenhuma outra, o tributo da nossa sentida gratidão. 1Í6
  • Quando para a Europa soou a hora dos empreendimen- tos coloniais e as nações se lançaram decididamente na parti- lha e na colonização da Africa, Portugal acompanhou a cru- zada europeia na medida das suas possibilidades, indo mesmo, por vezes, muito além delas. Assim, vimos um grande estadista abolir a escravatura com mão firme sem olhar às consequências económicas que dai podiam resultar, nem às resistências de velhos e invete- rados interêsses; assim, vimos partirem as expedições que se cobriram de glória na defesa do território que legitima- mente tínhamos por nosso, e fazerem a ocupação dêle à custa de todos os sacrifícios. A segunda metade do século passado e os primeiros anos do actual foram dum labor que ficará para sempre memo- rável na história da colonização portuguesa como testemunho eloquente da energia dos seus agentes. A Exposição Histórica da Ocupação consagra nobre e patriòticamente a Obra colonizadora dos portugueses, mas em especial a lide heróica da ocupação que de vez resgatou para a Pátria o domínio efectivo e incontestado dos seus terri- tórios ultramarinos. Relicário imenso de recordações gloriosas, esta exposição apresenta aos nossos olhos, numa enternecedora galeria, a par das figuras dos denodados obreiros do domínio colonial português, uma multiplicidade de coisas de inestimável va- lor intrínseco, todas gloriosamente ligadas às lutas da ocupa- ção, dando-nos a suave sensação de que o Passado se ergue diante de nós e se deixa palpar pelas nossas mãos. Para que citar nomes, se êles são igualmente gloriosos, se a grande Obra que aqui se comemora é filha do labor de todos? Disse um escritor estrangeiro, grande admirador dos feitos da nossa gente, que todos os portugueses do século XVI eram heróis: o mesmo se pode dizer dos lidadores do nosso Império colonial, quer humildes quer poderosos, todos gran- des, sem distinção, pelo valor pessoal, pelo desinterêsse, pelo U7
  • entusiasmo que consagraram à causa patriótica por que lu- taram. É de todos êles, repetimos, a Obra que permitiu a cria- ção de emprêsas de segura prosperidade para a tranquila exploração das variadas riquezas que as nossas possessões ultramarinas encerram no seu quási virgem seio e o sanea- mento salvador que tornou habitáveis pelos europeus e pe- los próprios indígenas regiões outrora tidas como verdadeiros cemitérios; é de todos a Obra mercê da qual a instrução pode ser levada, através de inhóspitos e imensos sertões, agora reta- lhados de estradas, a terras que pareciam condenadas à escuri- dão eterna, e mercê da qual, também, surgiram risonhas po- voações onde as idades passadas só tinham visto solidão. Foi com a parcela mais ou menos grande com que cada um désses lidadores, alguns para sempre desconhecidos, con- correu para o labor imenso da ocupação que foi possível a prosperidade, cada vez maior, das nossas possessões ultrama- rinas, cujo espectáculo hoje nos enternece e nos orgulha, radi- cando nos nossos corações a fé inabalável nos destinos da Pátria. Fiquem pois as citações para o catálogo da Exposição, verdadeiro «Catálogo de Glórias», preciosa fonte de con- sulta para estudos futuros. Não faltam elementos para tal obra, pois a diligente e versada ((Comissão Executiva» não se poupou a trabalhos para reunir nestas salas inúmeras recordações que, disper- sas, passavam despercebidas e, juntas, formam o mais for- moso livro que a patriótica curiosidade dos portugueses pode desejar. GENERAL TEIXEIRA BOTELHO U8
  • Na parede do fundo os versos de Camões: /4ssiw no Céu deitadas são as sortes Que vós, por muito poucos que sejais, Muito façais na Santa Cristandade. (Canto VII — 3) Na vitrina da esquerda (entrada) : Espadas de: Comes da Costa Massano de Amorim Freire de Andrade (2) Galhardo João Maria Ferreira do Amaral Afonso de Cerqueira António Enes Azevedo Coutinho Eduardo Costa João de Almeida Condecorações de: Comes da Costa Massano de Amorim Ferreira do Amaral Galhardo Freire de Andrade António Enes Filomeno da Câmara José Augusto da Cunha U9
  • Na vitrina da direita (entrada) : Espadas de: Mousinho de Albuquerque (2) Oliveira Muzanty Pais Brandão Padrel (2) Artur de Paiva Pereira de Eça Alves Roçadas (2) Manuel de Sousa Machado Teixeira Pinto Condecorações de: Mousinho de Albuquerque Pais Brandão Caldas Xavier Artur de Paiva Alves Roçadas Azevedo Coutinho Na Sala encontram-se as seguintes bandeiras e estan- dartes (da esquerda para a direita) : N.° 1 — Bandeira do batalhão expedicionário à índia, quan- do da rebelião de Marcela, em 1871 (Expedição comandada pelo Infante D. Augusto). (Cedida pelo Museu Militar) N.° 2 — Bandeira nacional que acompanhou o capitão João de Almeida em todas as operações que comandou em Angola e que serviu para inauguração dos pos- tos estabelecidos pelo mesmo oficial. Tomou parte nas seguintes colunas: Cuamato—1906; Dembos 150
  • — 1907; Kihita, Vimanha e Mukere — 1908; Jau e Bata-Bata—1908; Mocuma, Ampuca, Hai e Chicolovalo—1908-1909; Hinga, Unda, Balando e Dombondola—1909; Baixo Cubango — 1909; Pocolo; Otokero e Cafima — 1910. Serviu para inaugurar os postos de: Encombe (Roçadas); Jau; Casal; Delegação; Marvila (João de Almeida) ; Camabela; Hocumbe (blockhaus) ; Luango (block- haus) ; Mandele (blockhaus); Cafu; D. Manuel; Henrique Couceiro; Cuangar; Bunja; Sambio; Di- rico; Mucusso; Chimenha; S. João do Pocolo, Oto- kero; Cafima; esteve presente na tomada de Ca- soangongo. (Cedida pelo General João de Almeida) Bandeira que acompanhou a coluna de operações ao Bàrué, comandada por João de Azevedo Cou- tinho. (Cedida pela Sociedade de Geografia) Bandeira galhardete de Caldas Xavier — Limpopo, 1890. (Cedida pela Sociedade de Geografia) Bandeira nacional que acompanhou a expedição da Zambézia e do Chire em 1889, comandada por João de Azevedo Coutinho. (Cedida pela Sociedade de Geografia) Estandarte do regimento de cavalaria n.* 11, con- decorado com a Cruz de Guerra de 1 .* Classe pelas Campanhas em África. (Cedido pelo Museu Militar) - Bandeira da coluna do comando do major João Pinto Feijó Teixeira, arvorada na circunscrição civil de Maganja da Costa, do distrito de Quelimane (Mo- çambique) 1898. (Cedida pelo Museu Militar) 151
  • N.° 8 — Bandeira do antigo batalhão de Macau, denomi- nado «Príncipe Regente». Bordada e oferecida pe- las Senhoras de Macau como testemunho de agra- decimento pelos serviços prestados pelo batalhão à Província, à Pátria e ao Rei. (Cedida pelo Museu Militar) N.° 9—Bandeira nacional que acompanhou a coluna do comando do coronel Eduardo Augusto Rodrigues Galhardo, no combate de Coolela, em 7 de Novem- bro de 1895. Oferecida à Sociedade de Geografia na sua sessão solene de 25 de Abril de 1896. (Cedida pela Sociedade de Geografia) 10 Estandarte do 3.° Grupo de Metralhadoras, conde- corado com a Cruz de Guerra de 1 ,a Classe pelas Campanhas em África. (Cedido pelo Museu Militar) N.° 11 — Bandeira da ocupação da capital dos Dembos por David Magno, em 1909, hasteada no Forte de Santo António de Caçula Cahenda, na sua inaugu- ração em 1910. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N." 12—Bandeira nacional arvorada em 19 de Abril de 1885, em Santo António do Zaire, pelas forças portuguesas de ocupação. Oferecida por Francisco João de França, 1.° delegado português naquela localidade, ao Governador do distrito do Congo, Neves Ferreira, e por êste à Sociedade de Geo- grafia de Lisboa. (Cedida pela Sociedade de Geografia) Bandeira de guerra tomada aos indígenas da Ca- tumbela em 5 de Agosto de 1890. (Cedida pela Sociedade de Geografia) 152
  • isl.» 14—Bandeira portuguesa, tomada ao régulo de Mataca e Quamba, durante a expedição comandada pelo major Manuel de Sousa Machado. (Cedida pela Sociedade de Geografia) Bandeira nacional que acompanhou a expedição de Artur de Paiva para a ocupação do Bié, em 1891. (Cedida pela Sociedade de Geografia) Bandeira da companhia de Marinha, na expedição ao Cuamato (1907), comandada por Alves Ro- çadas. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.° 17 — Estandarte do Regimento de Artelharia n.° 7, con- decorado com a Cruz de Guerra de 1 .* Classe pelas Campanhas em África. (Cedido pelo Museu Militar) NI.» 18 — Bandeira do Corpo Expedicionário ao Niassa, em 1899. (Cedida pelo Museu Militar) N.u 19—Bandeira da coluna do comando do major João Pinto Feijó Teixeira, arvorada na circunscrição civil de Maganja da Costa, do distrito de Quelimane (Moçambique) 1898. (Cedida peto Museu Militar) Ao centro da sala eleva-se a «maquette» da estátua eques- tre a Mousinho, a construir em Lourenço Marques, da autoria do escultor Simões de Almeida e do arquitecto António do Couto. Nas faces fronteiras do pedestal uma figura de mulher simbolizando a província de Moçambique e apresentando uma criança negra, e os seguintes dizeres: — «A Mousinho de Al- buquerque — MCMXXXV. — Moçambique reconhecida» e N." 15 — N." 16 — 153
  • «Reformas 1896-1898 — Organização militar e administra- tiva da Província — Reformas monetárias e tributárias — Re- gulamentação da emigração indígena — Iniciador das obras do pôrto de Lourenço Marques.» Nas faces laterais: «MACONTENE — 21-7-97; CHAI- MITE — 28-12-95», acompanhando relêvos representativos dessas acções. A estátua de Mousinho é enquadrada por quatro troféus formados por espingardas, equipamentos, cornetas e caixas de guerra, de praças que fizeram parte das expedições a Mo- çambique e que entraram nos combates de Marracuene, Coolela e nas acções de Manjacaze e Chaimite, em 1895, artigos êstes pertencentes ao Museu Militar. As espingardas apresentam vestígios de terem sido tocadas por balas ini- migas. Em vitrina própria a espada de honra oferecida pela Asso- ciação Comercial do Pôrto a Mousinho de Albuquerque, obra do escultor Teixeira Lopes, cujo punho representa um leão em luta com serpentes e em cuja lâmina se acham os dize- res: «Chaimite — M. de Albuquerque». A bainha é decorada com ornamentos vegetais e animais e as duas braçadeiras marchetadas de pedras preciosas. Ao fundo da sala, um baixo-relêvo de Maximiliano Alves, representando o assalto traiçoeiro de que foi vítima João Maria Ferreira do Amaral, Governador de Macau, com as seguintes inscrições: 1846 — Governador de Macau — 1849 J. M. Ferreira do Amaral Vitima do dever ao serviço da Nação MCCMXLIX O Governador João Maria Ferreira do Amaral restabe- leceu a soberania de Portugal em Macau, expulsando os man- darins que obedeciam ao Vice-Rei de Cantão e sufocando a
  • «Revolta dos Faitiões», instigada pelos mesmos mandarins. Foi assassinado em 22 de Agosto de 1849, quando passeava a cavalo junto às Portas do Cêrco. A par da sua valentia, usava da maior generosidade para com os chinas. É notável a circunstância de, em carta de 22-12-847, na sua ausência em Hong-Kong, mandar ao Secretário Cerai do Covêrno, An- tónio José de Miranda, que não tratasse os chinas injusta- mente. (Vidè «Ta-Ssi-Yang-Kuo» — J. F. Marques Pereira — 1899, livro n.° 73-A, exposto nesta Sala). Nas paredes laterais, painéis de Arlindo Vicente repre- sentando: 1 —Celestino da Silva em Timor 2 — Mousinho em Macontene 3 — Martins de Lima no Mufilo 4 Teixeira Pinto na Guiné, cobrando imposto. Têm o retrato nesta sala, acompanhado da respectiva nota dos seus feitos e das condecorações portuguesas com que foram agraciados, os seguintes vultos militares da ocupação, que exerceram funções de comando ou direcção. INFANTE D. AFONSO (Duque do Pôrto) 1895-1896 — Comandante de todas as forças expedicionárias à índia. Condecorações — Medalha Militar de Prata da Classe de Compor- tamento Exemplar. — Medalha de Ouro da Classe de Valor Militar. — Medalha de Ouro da Rainha D. Amélia. — Cran-Cruz da Ordem Militar de Cristo. — Cran-Cruz de S. Bento de Aviz. — Cran-Cruz da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição. 156
  • JOÃO DE ALMEIDA 1906 — Chefe do Estado-Maior da Província de Angola. Chefe do Estado-Maior da coluna de operações no Cuamato, tomando parte nas razias de Pocolo, Mocuma, Jau e Bata-Bata. 1907 — Comandante da coluna de operações nos Dembos. Ferido em combate. 1908 — Governador do Distrito de Huíla e comandante da co- luna de operações na Kihita e Vimanha. 1909 — Como Governador da Huíla, comanda a coluna de ope- rações no Jau e Bata-Bata, a coluna de operações na Macussa, Ampuca, Hae e Chicolovalo, a coluna de ocupação do Evale, as operações militares da Hinga, Hunda, Balanda e Dobondola, e as operações no Baixo-Cubango. 1910 — Ainda como Governador da Huíla, comanda a coluna de operações ao Pocolo (tomando parte em vários combates), a coluna de Otokero e a coluna de ocupa- ção de Cafima. 1925 — Director das Obras Públicas de Cabo Verde. 1926 — Ministro das Colónias. 1934 — General por escolha. Condecorações — Comendador da Tôrre e Espada. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, «Dem- bos, 1907». — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Medalha de Ouro Comemorativa das Campanhas do Exército Português com as legendas: «Huila — 1908-1910», «Baixo Cubango, 1909», «Além- Cunene, 1908-1910». — Medalha de Ouro dos Serviços Distintos no Ul- tramar. 156
  • — Grande Oficial da Tôrre e Espada. — Grande Oficial da Ordem Militar de Cristo, com palma. — Medalha Militar de Prata da Classe dos Bons Ser- viços. — Grande Oficial da Ordem Militar de Aviz. — Medalha de Ouro da Classe dos Bons Serviços, com palma. —Gran-Cruz da Ordem do Império Colonial. BAPTISTA DE ANDRADE 1855/1858 — Governador do Distrito do Ambriz, protege o comércio lícito e os portugueses residentes no Zaire. Em 1857 toma parte nas operações contra vários régu- los revoltados, entrando em diversas acções e firmando a paz com povos considerados indomáveis. Capitão- -tenente por distinção no campo da batalha. 1860 — Comando em chefe das forças em expedição ao Norte do Rio Dande: defesa do Bembe contra diferentes ata- ques do gentio. Capitão de fragata por distinção em combate. 1862/1865—Governador Geral da Província de Angola. 1873/1876 — Novamente Governador Geral de Angola. 1895—Almirante por distinção. Condecorações — Cavaleiro da Tôrre e Espada. — Oficial da Tôrre e Espada. — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Comendador da Tôrre e Espada. — Medalha de Ouro comemorativa da Expedição a Angola em 1860. — Medalha de Ouro da Classe dos Bons Serviços. 157
  • — Medalha de Ouro da Classe do Valor Militar. — Medalha de Prata de Comportamento Exemplar. — Comendador de S. Bento de Aviz. — Medalha de Ouro da Classe do Comportamento Exemplar. — Cran-Cruz de S. Bento de Aviz. — Gran-Cruz da Torre e Espada. ANTÓNIO JOSÉ DE ARAÚJO 1894 — Sendo coronel de artelharia, mas exercendo o cargo de Director das Obras Públicas e Caminhos de Ferro, foi-lhe confiado o comando da «linha de defesa» da cidade de Lourenço Marques, atacada pela gente re- voltada dos régulos do Zixaxa, de Magaia e da Moam- ba. Com as reduzidas forças de que podia dispor, repe- liu o grande número dos atacantes, salvando a cidade e a sua população. Tornou, assim, possível a demons- tração de forças nas «Terras da Coroa», abrindo cami- nho à afirmação da soberania portuguesa sôbre os povos vátuas. Condecorações — Comendador de S. Bento de Aviz. — Comendador da Torre e Espada. — Medalha de Prata de Assiduidade de Serviço no Ultramar. — Medalha da Rainha D. Amélia. AZEVEDO COUTINHO 1886/1887 — Comissões às terras do Infusu e Mogincual: re- pressão do tráfico da escravatura. 1888 — Comando da lancha-canhoneira «Chirim»: tomada de Chilomo. 158
  • 1889 — Governador militar do Chire e comandante em chefe das forças em operações no país dos Makololos. 1890 — Campanha de M'lolo. 1891—Chefe da expedição ao Bàrué, ferido no ataque à aringa de Mafunda. 1896/1897 — Campanha dos Namarrais. 1897 — Comandante das forças em operações na Zambézia, contra o Cambuemba. 1898 — Comandante da coluna de operações na Maganja da Costa. 1902/1903 — Governador do Distrito da Zambézia e coman- dante superior das forças em operações de guerra no Bàrué. 1905/1906 — Governador Geral da Província de Moçambique. 1909/1910 — Ministro da Marinha e Ultramar. Condecorações — Oficial da Tôrre e Espada. — Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo. — Medalha de Ouro de Serviços no Ultramar, sendo a fita que prende a medalha atravessada por 3 bar- ras de Ouro com as legendas: «Expedição de Guerra, Chinde 1889» — «Expedição de Guerra, M'lolo 1890» — «Expedição de Guerra, Bàrué 1891». — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Medalha de Prata da Classe dos Bons Serviços. — Medalha de Prata Comemorativa da Expedição contra os Namarrais. — Comendador da Tôrre e Espada. — Grande Oficial da Tôrre e Espada. — Oficial de S. Bento de Aviz. — Medalha de Ouro da Rainha D. Amélia, Bàrué 1902. — Medalha de Cobre de Filantropia e Caridade. 159
  • — Cran-Cruz e Comenda de Cristo. — Medalha de Ouro da Classe dos Serviços Distintos no Ultramar com a legenda: «Operações no Bà- rué, 1902». — Medalha de Ouro de Valor Militar (Campanha de Moçambique 1897). — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. — Medalha de Ouro da Classe de Valor Militar. CALDAS XAVIER 1884 — Resiste sozinho, durante 24 horas, aos povos revol- tados de Massingire, na sua marcha sobre Quelimane. 1888/1889 — Chefe da Repartição Militar do Estado da índia. 1890 — Demarcação da fronteira de Lourenço Marques; ex- ploração do Limpopo. 1891 —Comandante da expedição de voluntários a Manica contra as forças da «South Africa Company»: com- bate de Macequece. 1895 — Comandante da primeira coluna enviada contra os vátuas: quadrado de Marracuene. Colaborador de Eduardo Galhardo na organização da coluna do Norte. Condecorações — Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo. — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. — Medalha de Prata da Classe dos Bons Serviços. — Oficial da Tôrre e Espada. 160
  • FILOMENO DA CÂMARA 1896 — Campanha da índia. 1911/1917 — Governador da Província de Timor. Comandante em Chefe de tôdas as forças em operações em Mau- cate, Leque-Doi, Dailor, Maubisse, Mau-Lau, Aituto e Manofai, tomando parte nos reconhecimentos de Mano-Cate, Leque-Doi, Dailor, Maubisse, Mau-Lau, Aituto e Manofai, nos ataques de Leiais, Tumau, Fatu- -Besse, Hato-Gade, Fatu-Bute, Cablac, Tame-Namo, Biac e Leo-Laco, e nos cercos de Tumau, Lemo-Coa, Fatu-Besse, Biac e Leo-Laco, durante 221 dias de campanha, em 1912. 1918/1919 — Governador Geral de Angola. 1926 — Ministro das Finanças. 1929/1930 — Alto Comissário e Governador Geral de Angola. Condecorações — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, índia. — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Comendador da Ordem Militar de Aviz. — Medalha de Prata Comemorativa da Campanha de Timor. — Comendador da Tôrre e Espada. — Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar. — Gran-Cruz da Ordem Militar de Cristo. AUGUSTO DE CASTILHO I860 — Expedição a Angola. 1869 — Encarregado de dirigir o desembarque das forças des- tinadas às operações na Zambézia. 1874 — Governador do Distrito de Inhambane. 161
  • 1875/1879 — Governador do Distrito de Lourenço Marques. 1882 — Deputado às Cortes. 1885/1889 — Governador Geral da Província de Moçambique, dirige pessoalmente as operações contra o último dos Bongas, destruindo o seu poderio com a tomada da aringa de Massangano, durante tanto tempo inven- cível. 1893/1894 — Comandante da fôrça naval portuguesa desta- cada na América do Sul. 1908 — Ministro da Marinha e Ultramar. 1909/1911 —Major General da Armada. Condecorações — Medalha de Prata Comemorativa da Expedição a Angola em 1860. — Medalha de Prata da Classe dos Bons Serviços. — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Comendador da Ordem Militar de Cristo. — Comendador de S. Bento de Aviz. — Medalha de Prata da Classe do Comportamento Exemplar. — Cavaleiro de Sant'lago. — Comendador da Tôrre e Espada. — Medalha de Ouro da Classe de Valor Militar. — Grande Oficial de S. Bento de Aviz. — Medalha de Ouro da Assiduidade de Serviço no Ul- tramar. — Medalha de Ouro dos Serviços Relevantes no Ul- tramar. — Medalha de Ouro da Classe de Comportamento Exemplar. — Cran-Cruz de S. Bento de Aviz. 162
  • CELESTINO DA SILVA 1894/1908 — Governador do Distrito Autónomo de Timor. 1895 — Comandante Geral das forças em operações contra os rebeldes do reino de Manufahi. 1896 — Comandante Geral das forças em operações contra os rebeldes de Laiciba, Cutubaba, Lamir e Cová, em Ba- tugadé. 1898 — Comissário para a delimitação da fronteira com o ter- ritório holandês. 1899 — Comandante geral das forças em operações contra os rebeldes de Cailaes e Atabai. 1900 — Comandante Geral das forças em operações contra os rebeldes de Manufahi. Condecorações — Medalha de Prata da Classe do Comportamento Exemplar. — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Oficial de S. Bento de Aviz. — Comendador da Tôrre e Espada. — Medalha de Ouro da Rainha D. Amélia, Guerra de Timor 1895. — Medalha de Ouro da Rainha D. Amélia, Campanha em Timor 1896. — Medalha de Ouro dos Serviços Relevantes no Ul- tramar. — Cbmendador de N. Sr.* da Conceição de Vila Vi- çosa. — Comendador de S. Bento de Aviz. — Medalha da Rainha D. Amélia, Timor— 1900. — Medalha de Ouro da Classe do Valor Militar. — Medalha de Ouro da Classe de Corportamento Exemplar. 163
  • AFONSO DE CERQUEIRA 1903 — Comandante do transporte «Álvaro Caminha»: ocupa- ção de M'lela e margem esquerda do Tjungo (Provín- cia de Moçambique). 1914/1915 — Faz parte da coluna expedicionária de Marinha a Angola. Comando do posto avançado do Chicuna, avança, por sua iniciativa, sôbre o Tchipelongo e li- berta os missionários cercados pelo gentio, ficando ferido na refrega. Comandante do Batalhão de Mari- rinha, faz parte dos destacamentos do Humbe, do Cuanhama e da N'giva, carregando duas vezes à baio- neta, à frente das suas forças, no combate de 20 de Agosto, na Mongua. 1916/1917 — Comandante do contra-torpedeiro «Guadiana», percorre 5.055 milhas durante 18 comboios dados pelo seu navio na zona de guerra. Condecorações — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. — Medalha de Ouro Comemorativa das Campanhas do Exército Português. — Medalha de Ouro da Classe de Valor Militar. — Medalha de Ouro Comemorativa das Campanhas do Exército Português. — Medalha de Ouro da Classe de Comportamento Exemplar. — Grande Oficial da Tôrre e Espada. — Medalha de Ouro Comemorativa das Campanhas do Exército Português. — Cruz de Guerra da 1 .* Classe. — Cruz de Mérito Italiana. m
  • — Oficial da Legião de Honra. — Grande Oficial da Ordem Militar de Aviz. — Grande Oficial da Ordem do Império Colonial. EDUARDO COSTA 1895 — Chefe do Estado Maior da coluna de operações nas terras de Gaza, tomou parte no combate de Coolela e no bombardeamento e destruição do kraal do Gun- gunhana (Manjacaze). Ferido em Coolela. 1897 — Campanha dos Namarrais: escaramuça de Munapo e acção de Calapute, sendo comandante da coluna. Fe- rido em combate. Governador do Distrito de Mo- çambique. 1903/1904 — Governador do Distrito de Benguela. Governa- dor Geral da Província de Angola. 1907 — Governador Geral da Província de Angola, falecendo no exercício do cargo. Condecorações — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Comendador da Torre e Espada. — Medalha de Ouro da Classe de Valor Militar. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, Namarrais. — Oficial de S. Bento de Aviz. — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. |OSÉ AUGUSTO DA CUNHA 1898 — Operações da Maganja da Costa. 1899 — Operações no Niassa, comandando os cipais da Ma- ganja da Gosta. 165
  • 190 3 Comandante da coluna de operações contra os Ma- cuas: ocupação militar de Boila. 190 4 Operações na Matibane: combate de Machucha. 1908 — Comandante das forças em operações contra os povos da região da Macuana: Combates de Nichacua e Imala. Ferido na defesa do pôsto de Imala, que estava construindo. Tendo sido, várias vezes, capitão-mor interino, é nomeado capitão-mor do Mossuril — cargo que exerceu até 1917. 1910 — Operações em Angoche. 1912 —Comandante da coluna que ocupa uma vasta região do Distrito de Moçambique, e da coluna que extingue a sublevação do Xeque de Sangage e dos régulos do Liupo. 1913 — Comandante das operações contra os Namarrais. 1917 Presta serviço junto das forças em operações contra os alemãis da África Oriental. Condecorações — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, Opera- ções contra o Mataca. — Medalha de Prata da Classe de Valor Militar. — Medalha de Prata da Classe do Comportamento Exemplar. — Cavaleiro da Tôrre e Espada. — Medalha de Prata da Classe de Assiduidade de Ser- viço no Ultramar. — Medalha de Ouro da Classe de Valor Militar. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, Zambé- zia 1898. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, Ango- che 1910. — Medalha de Prata da Classe dos Serviços Distintos no Ultramar. 166
  • — Medalha de Ouro da Classe de Comportamento Exemplar. — Medalha de Ouro Comemorativa das Campanhas do Exército Português, com a legenda: «Moçam- bique 1914-1918). — Medalha de Prata Comemorativa das Campanhas do Exército Português, com a legenda «Ocupação do Distrito de Moçambique 1906-1913». — Comendador da Ordem Militar de Aviz. ANTÓNIO ENES 1890/1891 —Ministro da Marinha e Ultramar. 1893 — Enviado em missão à Província de Moçambique, es- tuda todos os seus problemas. 1895 — Comissário Régio na Província de Moçambique, chefe supremo das operações contra o Cungunhana, organi- zador e coordenador dos esforços militares que con- duziram à vitória definitiva das atmas portuguesas. 1896 — Ministro de Portugal no Rio de Janeiro. Condecorações — Cran-Cruz da Torre e Espada. JOÃO MARIA FERREIRA DO AMARAL 1823 — Sendo guarda-marinha, toma parte valorosa na defesa da cidade da Baía, cercada pelas forças brasileiras. Perde o braço direito no ataque à Ilha de Itaparica. 1828/1833 — Toma parte nas campanhas liberais. Até 1844 comanda vários navios, entre êles a corveta «Urânia» e a fragata «Diana»; exerce notável acção em Angola, na repressão do tráfico dos escravos, desempenha im- 167
  • portantes missões no Estrangeiro; é deputado às Cor- tes em diversas legislaturas. 1846/1849 — Covernador de Macau, restabelece ali a inteira soberania de Portugal, expulsando os mandarins às ordens do Vice-Rei de Cantão, acabando com as alfân- degas chinesas, ocupando e fortificando a ilha de Taipa. Sufoca ràpidamente a «revolta dos Faitiões», instigada pelos mandarins; domina enèrgicamente to- das as tentativas de resistência à autoridade de Por- tugal. Assassinado traiçoeiramente por chineses, às portas da cidade. Condecorações — Ordem da Tôrre e Espada. — Ordem militar de Nossa Senhora da Conceição. — Ordem de S. Bento de Aviz. ALFREDO FREIRE DE ANDRADE 1890 — Comissário geral das minas e metais preciosos na Pro- víncia de Moçambique. Delimitação de fronteiras en- tre o Distrito de Lourenço Marques e a República do Transvaal. 1892 — Covernador interino do Distrito de Lourenço Marques. 1895 — Chefe da Repartição do Gabinete do Comissário Régio na Província de Moçambique. Covernador interino do Distrito de Lourenço Marques, dirigiu as operações militares na margem direita do Incomati, pacificando esses territórios. Chefe do Estado Maior da coluna de operações no Distrito de Lourenço Marques. Opera- ções contra os régulos Matibejana e Mahazulo: com- bate de Magul. 1898 — Comissário da delimitação da fronteira de Manica. 1899/1902 — Director das minas de Manica. 168
  • 1906/1910 —Governador Geral da Província de Moçambique. 1911/1913 — Director Geral das Colónias, Secretário Geral do Ministério da Marinha e Colónias. 1914 — Ministro dos Negócios Estrangeiros. Condecorações — Oficial de Sant'lago. — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Comendador da Tôrre e Espada. — Medalha de Ouro da Classe de Valor Militar com palma. — Medalha da Rainha D. Amélia. — Medalha de Ouro n.° 1, por Serviços no Ultramar. — Oficial de S. Bento de Aviz. — Comenda e Cran-Cruz de N. Sr.* da Conceição de Vila Viçosa. — Comendador de Sant'lago. EDUARDO CALHARDO 1893 — Deputado às Cortes. 1895 — Comandante das forças expedicionárias a Lourenço Marques, dirigiu a coluna do Norte nas operações contra o Cungunhana: combates de Coolela e Man- jacaze. 1897/1900 — Governador da Província de Macau. Missões diplomáticas ao Japão e ao Sião. 1900/1905 — Governador Cerai do Estado da índia. Condecorações — Comendador de S. Bento de Aviz. — Comendador da Ordem Militar de Cristo. 169
  • — Grande Oficial da Torre e Espada. — Medalha de Ouro da Classe de Valor Militar. — Medalha de Prata da Classe dos Bons Serviços. — Medalha de Ouro da Rainha D. Amélia. — Medalha de Ouro dos Serviços Relevantes do Ul- tramar. — Comendador de N. Sr.* da Conceição de Vila Vi- çosa. — Cran-Cruz de N. Sr.1 da Conceição de Vila Viçosa. — Cran-Cruz de S. Bento de Aviz. MANUEL DE OLIVEIRA COMES DA COSTA 1895 — Comandante da coluna de operações na Província de Satari (Estado da índia) : reconhecimento ofensivo de Amaria e combate de Cutuem. Ferido em com- bate. 1896 — Comandante da coluna volante na Província de Em- barbacem (Estado da índia) : combate do desfiladeiro de Aubigante. 1896/1897 — Adjunto do Quartel General e Comandante dos auxiliares da coluna de operações contra os Namarrais. 1897 — Governador do Distrito Militar de Gaza e comandante do Corpo de Polícia. Comandante das forças portu- guesas no primeiro combate de Macontene. Coman- dante da linha de etapas da coluna de operações em Gaza. 1899 — Comandante da coluna de operações no Niassa. 1904 — Chefe do Estado-Maior da coluna de operações con- contra o Cuanhama. 1917 — Comandante da l.1 Divisão do Corpo Exepedicionário Português a França. 1918 — Comandante temporário da 2.1 Divisão do C. E. P.: batalha de La Lys (9 de Abril). Comandante inte- 170
  • rino do C. E. P.. General por distinção. Comandante da expedição a Moçambique. 1926 Ministro da Guerra e interino das Colónias. Presi- dente do Ministério. Marechal do Exército. Condecorações — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, Expe- dição à índia. — Oficial da Tôrre e Espada. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, Expedi- dição dos Namarrais. — Medalha de Prata da Classe do Valor Militar. — Medalha de Prata da Classe dos Bons Serviços. Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, Cam- panha de Gaza. — Medalha de Prata da Classe dos Serviços Rele- vantes no Ultramar. — Cavaleiro da Ordem de Aviz. — Medalha de Prata da Classe de Assiduidade de Serviço no Ultramar. — Oficial de Aviz. — Medalha de Ouro da Classe de Comportamento Exemplar. — Grande Oficial de Aviz. Medalha Comemorativa com a legenda: «França 1917-1918». — Cruz de Guerra de 1 .* Classe. — Grande Oficial da Tôrre e Espada. — Gran-Cruz de Aviz. Palma doirada nas passadeiras das medalhas de prata de valor Militar e da Classe dos Bons Serviços. 171
  • MASSANO DE AMORIM 1897 — Comandante militar superior de Tete, tomando parte na defesa dos povos do Distrito da Zambézia: acções de Inhacaògue e Lemba, e tomada de Maorca. 1898 — Comandante da artelharia da coluna de operações na Maganja da Costa. 1900 — Comandante da expedição que submeteu à obediên- cia o gentio revoltado na região de NTadé (Santo António do Zaire). 1902 — Comandante da coluna de operações ao norte do Dis- trito de Benguela (Bailundo) : combates de Colulo, Embala Grande do Saque, passagem do Rio Congo, Embala Grande do Guilando e Galanga. 1906/1910 — Governador do Distrito de Moçambique. 1910 — Comandante da coluna de operações de Angoche, en- trando na defesa do quadrado de Cobaia. 1914/1915 — Comandante do Corpo Expedicionário a Mo- çambique. 1916/1918 — Governador Geral da Província de Angola. Re- volta dos indígenas do Distrito do Cuanza-Sul (Se- les e Amboim). 1918/1991 —Governador Geral da Província de Moçambique. 1923 — General, por distinção. 1923/1925 — Governador dos Territórios da Companhia de Moçambique. 1926/1929 — Governador Geral do Estado da índia. Condecorações — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Cavaleiro da Tôrre e Espada. — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. — Oficial de Sant'lago. 172
  • — Medalha de Prata da Classe dos Bons Serviços. — Comendador da Tôrre e Espada. — Oficial de S. Bento de Aviz. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, Operações no Bailundo. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, Zambé- zia 1897. — Cran-Cruz de S. Bento de Aviz. — Medalha de Ouro da Classe dos Bons Serviços. — Medalha de Prata Comemorativa das Campanhas do Exército Português com a legenda «Ocupação do Distrito de Moçambique, (1906-1913). — Medalha de Ouro da Classe de Comportamento Exemplar. — Grande Oficial da Tôrre e Espada, com palma. — Cruz Vermelha de Mérito. — Medalha de Prata Comemorativa das Campanhas do Exército Português com a legenda: «Zambé- zia 1897». — Idem, com a legenda «Zambézia — 1898». — Idem, com a legenda «Cuanza-Sul— 1917-1918», — Palma dourada nas passadeiras das medalhas de Ouro e Prata da Classe dos Bons Serviços. MOUSINHO DE ALBUQUERQUE (Aio do Príncipe Real) 1895 — Comandante do esquadrão de cavalaria no combate de Coolela e na investida de Manjacaze. Prisão do Cungunhana em Chaimite. 1896 Comandante do destacamento que sufocou a rebelião do Maputo. Major por distinção. Governador Geral e Comissário Régio na Província de Moçambique. 1896/1897 — Comandante da coluna de operações contra os 173
  • Namarrais: acções de Mugenga, Naguema, e Ibrahimo. Ida ao Itoculo. Ferido em combate. 1897 — Comandante da coluna de operações em Gaza: com- bate de Macontene; surpresa e morte do Maguiguana, em Mapulanguene. Destruiu por completo o poderio vátua, e conquistou definitivamente, para Portugal, todo o sul de Moçambique. Condecorações — Oficial de S. Bento de Aviz. — Medalha de Ouro da Classe de Valor Militar. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia. — Medalha de Ouro da Classe dos Serviços Distintos no Ultramar, tendo gravada na passadeira a se- guinte legenda: «Feito Heróico de Chaimite, prisão do Cungunhana, 28 de Dezembro de 1895». — Grande Oficial da Tôrre e Espada. — Medalha de Ouro da Classe de Valor Militar. — Medalha de Ouro da Classe dos Serviços Distintos no Ultramar, n.° 2, com a seguinte legenda: «Ope- rações de Guerra no Distrito de Gaza— 1897». — Comendador de S. Bento de Aviz. JOAQUIM TEIXEIRA MOUTINHO 1901/1902 — Governador do Distrito de Benguela. Coman- dante da coluna de operações destinada a submeter o gentio rebelde da região do Bailundo, de 22 de Junho a 11 de Novembro de 1902. Condecorações — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar.
  • — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. Medalha de Ouro da Rainha D. Amélia, operações no Bailundo. — Comendador da Torre e Espada. — Oficial de S. Bento de Aviz. OLIVEIRA MUZANTY 1896/1897 — Campanha contra os Namarrais. 1897 — Campanha de Gaza. 1900/1905 — Delimitação da fronteira luso-francesa da Guiné. 1902 — Campanha do Oio. 1903/1909 — Governador da Província da Guiné, dirigiu as operações militares em Geba de 1907 a 1908, to- mando parte no combate de Campampe. Comandou também a coluna de operações de Cuhor. 1916/1918 — Em serviço de guerra no Mar. 1934 — Chefe do Estado Maior Naval. Condecorações — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, expedi- ção aos Namarrais. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, expedição a Gaza. — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, campa- nha de Oio. — Oficial da Tôrre e Espada. — Oficial de Sant'lago. — Medalha de Ouro da Rainha D. Amélia, operações na Guiné, 1908. 175
  • — Comendador da Torre e Espada. — Medalha de Ouro dos Serviços Distintos no Ul- tramar. — Medalha de Ouro da Classe de Comportamento Exemplar. — Comendador da Ordem Militar de Aviz. — Medalha de Ouro Comemorativa das Campanhas do Exército Português, «No Mar—1916-1917- -1918». — Medalha de Prata da Classe dos Bons Serviços. — Medalha de Ourro da Classe dos Bons Serviços. — Grande Oficial da Ordem Militar de Aviz. — Medalha de Filantropia e Caridade. — Oficial da Ordem do Império Colonial. — Cran-Cruz da Ordem Militar de Aviz. NEUTEL DE ABREU 1903 — Comandante militar do Moginqual (Moçambique) desde 1900, faz parte da coluna de operações a Mata- dane e Selege. 1904 — Coluna de operações a Matibane: combate de Na- cucha. 1910 — Deixa o comando militar do Moginqual pelo cargo de capitão-mor da Macuana, fazendo parte da coluna do 1.° grupo de tropas encarregado da ocupação de An- goche: defesa do quadrado em Cobula, e reconheci- mento e combate nas Pedras de Nampoto. 1912 — Comandante das forças em operações contra o Na- pa na. 1913 — Comandante da coluna organizada na Macuana, toma parte nas operações contra os Namarrais. 1917 — Auxilia a Expedição a Moçambique contra os alemãis; toma parte nas operações contra os Macondes no ter- ritório da Companhia do Niassa; é dispensado, por 176
  • decreto, de prestar provas especiais de aptidão para o posto de major, «como recompensa dos relevantes serviços que tem prestado na Província de Moçam- bique e pelas provas do seu valor, como oficial, paten- teadas durante a sua carreira militar». Condecorações — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. — Medalha de Prata da Classe de Assiduidade de Ser- viço no Ultramar. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, Ango- che, 1910. — Medalha de Ouro da Classe de Serviços Distintos ou Relevantes no Ultramar. — Medalha de Ouro da Classe de Assiduidade de Serviço no Ultramar. •— Medalha Militar de Ouro da Classe de Comporta- mento Exemplar. — Medalha de Prata Comemorativa das Campanhas do Exército Português com a legenda: «Moçam- bique— 1914-1918». — Comendador da Ordem Militar de Aviz. LOURENÇO PADREL 1871 —Ataque e destruição de Cacanda, em Cacheu. 1891 —Campanha do Humbe. 1893 — Comandante da expedição que ocupou a ilha Cuió da Sanga, do concelho de Novo Redondo. 1895 — Operações do Libolo. 1905/1911—Residente da circunscrição administrativa e administrador do concelho do Ambrizete, obtém a vassalagem dos sobas, impondo, pela primeira vez, a autoridade aos povos Quifindas insubmissos. 177
  • Condecorações — Cavaleiro da Tôrre e Espada. — Medalha de Prata de Bons Serviços. — Oficial da Tôrre e Espada. — Comendador da Tôrre e Espada. — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. PAIS BRANDÃO 1895 — Operações no Libolo. 1899 — Comandante da coluna de operações para submeter à obediência os rebeldes armados na região do Libolo. 1902 — Comandante da coluna de operações no Bailundo. Co- mandante da coluna de operações que submeteu os povos da região do Mucengo, concelho do Libolo. 1904 — Comandante da coluna de operações à Sanga do Sul do Libolo. 1905 — Governador do Distrito de Benguela. Comandante da coluna de operações na Quissala e Quibala: ataque no Val do Cusso, combate contra as forças inimigas que atacaram a coluna na Demba, combate contra as for- ças que defendiam a embala da Quibala. Condecorações — Cavaleiro da Tôrre e Espada. — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. — Medalha de Prata da Classe dos Serviços Distintos no Ultramar. — Comendador da Tôrre e Espada. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia. — Medalha de Prata da Classe de Assiduidade de Ser- viço no Ultramar. 178
  • — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Medalha de Ouro da Classe dos Serviços Distintos no Ultramar. — Medalha Militar de Cobre da Classe de Compor- — tamento Exemplar. — Medalha de Cobre dos Serviços no Ultramar. N.° 2. ARTUR DE PAIVA 1874 — Assenta praça, em Angola, tomando parte nas opera- ções em Duque de Bragança e Ambaca. 1882 — Sendo alferes, é nomeado chefe do Concelho da Hum- pata, cargo que exerce até 1888, dirigindo a colónia de S. Januário. 1883 — Comandante da força que atacou o sobado rebelde do jau. 1885 — Distingue-se no ataque contra as libatas de sobas rebeldes nas margens do Cunene. 1886 — Dirige a expedição ao Cubango. 1889 — Comanda nova expedição ao Cubango. 1890 — Comanda a coluna expedicionária ao Bié. É promovido a major por distinção. 1892 — Considerado intendente da colonização branca nos sertões de Benguela e Mossâmedes; encarregado da distribuição de terrenos aos bóers. 1893 — Dirige as operações contra os hotentotes que tinham invadido o Distrito de Mossâmedes. 1896 — Nomeado comandante do planalto de Mossâmedes. 1897/1898 — Comanda a expedição ao Humbe. Condecorações — Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo. — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Comendador da Tôrre e Espada. 179
  • — Oficial da Torre e Espada. — Medalha de Prata da Classe de Valor Militar. — Medalha de Ouro da Rainha D. Amélia. — Grande Oficial da Ordem do Império Colonial, (a tí- tulo póstumo). — Medalha Militar de Prata da Classe de Comporta- mento Exemplar. PAIVA COUCEIRO 1890 — Comandante do esquadrão regular de cavalaria da Humpata, encarregado de subir ao longo do rio Cubango até às terras do Mucusso, para avassalar os sobas da região. 1890/1891 —Campanha do Bié. 1895 — Campanha contra o Cungunhana: combates de Mar- racuene e Magul. Ferido neste combate. 1907/1909 — Governador Geral da Província de Angola, fa- zendo parte, em 1907, da coluna móvel de polícia que realizou as operações militares de ocupação efectiva do Concelho do Ambriz, e, em 1908, das operações de polícia na Residência de Santo António do Zaire. Condecorações — Cavaleiro da Tôrre e Espada. — Oficial da Tôrre e Espada. — Medalha de Prata de Mérito, Filantropia e Gene- rosidade. — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Comendador da Tôrre e Espada. — Medalha de Ouro da Classe do Valor Militar. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia. 180
  • PALMA VELHO 1882/1883 — Governador do Distrito de Cabo Delgado. 1883/1884 —Governador do Distrito de Quelimane. 1885/1887 — Governador do Distrito de Cabo Delgado, ocupa militarmente a margem meridional do rio Messigane na baía de Tungue, domina uma sublevação na ilha do Ibo, planeia, dirige e executa os dois ataques a Mes- sigane e Tungue. Condecorações — Comendador da Ordem de N. Sr.* da Conceição de Vila Viçosa. — Comendador de S. Bento de Aviz. — Comendador da Tôrre e Espada. — Grande Oficial de S. Bento de Aviz. — Gran-Cruz de S. Bento de Aviz. PEREIRA DE EÇA 1891 —Oficial do Corpo Expedicionário a Moçambique. 1896/1897 —Covernador do Distrito de Lourenço Marques. Adjunto da coluna de operações em Gaza. 1903/1908 —Chefe do Estado-Maior da Província de Cabo Verde. 1913 — General por escolha. 1914 — Ministro da Guerra. 1915—Covernador Cerai da Província de Angola e coman- dante do Corpo Expedicionário do Exército Metropo- litano, dirige tôdas as operações no Sul de Angola e assume o comando directo da coluna de reocupação do Humbe e ocupação do Cuanhama, tomando parte na acção da Môngua, nos combate de 18 e 19 de Agosto, e no combate de 20, nas cacimbas da Môn- 181
  • gua, acompanhando ainda a coluna na marcha para a N'giva. Condecorações — Cavaleiro de S. Bento de Aviz. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, campanha de Gaza. — Oficial de S. Bento de Aviz. — Medalha de Prata de Comportamento Exemplar. — Comendador de S. Bento de Aviz. — Cran-Cruz da Torre e Espada. — Cruz de Guerra de 1.* Classe. ALVES ROÇADAS 1897 — Chefe do Estado-Maior da Província de Angola. 1902 — Chefe do Estado-Maior do Estado da índia. 1905 — Governador do Distrito da Huíla, comandante da co- luna de operações ao Mulondo e aos Cambos. 1906 — Comandante, como Governador, das operações no Dis- trito da Huíla: razias de Pocolo, Mocuma, Jau e Bata-Bata. 1907 — Comandante da expedição ao Sul de Angola, dirigindo as operações, desde o combate de Mufilo até ao fim vitorioso da campanha com a tomada da embala do Cuamato Grande. 1908 — Tenente-coronel por distinção. Governador da Pro- víncia de Macau. 1909/1910 — Governador Geral da Província de Angola. 1914 — Comandante da expedição à Província de Angola, to- mando parte no combate de Naulila contra as tropas alemãs do Sudoeste Africano. 1918 — Comandante da 2.* Divisão do C. E. P. 1919—^ Comandante do C. E. P. 183
  • 1919/1923 — Secretário Cerai do Covêrno, Governador inte- rino e efectivo dos Territórios da Companhia de Mo- çambique. Condecorações — Medalha de Prata da Classe dos Bons Serviços. — Cavaleiro da Ordem de S. Bento de Aviz. — Comendador da Tôrre e Espada. — Medalha de Ouro da Rainha D. Amélia, campa- nha de Mulondo. — Grande Oficial da Tôrre e Espada. — Medalha de Ouro da Classe dos Serviços Distintos no Ultramar com a legenda: «Campanha do Cua- mato, 1907». — Medalha de Ouro da Classe do Valor Militar. — Medalha de Ouro da Classe do Comportamento Exemplar. — Grande Oficial da Ordem Militar de Aviz. — Grande Oficial da Ordem Militar de Cristo. — Cruz de Cuerra de 1." Classe. — Cruz Vermelha de Benemerência. — Medalha de Ouro da Rainha D. Amélia, «Cua- mato, 1907». — Medalha Militar de Ouro Comemorativa, «Sul de Angola, 1914-15». — Medalha de Valor Militar. MANUEL ANTONIO DE SOUSA 1863 — Nomeado capitão-mor de Manica e Quiteve em vir- tude do prestígio que adquirira desde que, simples negociante, natural da India Portuguesa, repelira um ataque de 3.000 landins contra a aringa «Gouveia», que construirá em Inhangou, na serra da Gorongoza. 1867/1868/1869 — Presta inexcediveis serviços nas campa- 183
  • nhãs dêstes anos em Moçambique, sendo louvado em portaria pelo Governador Geral. Domina rapidamente a revolta de Maganja e Mas- singire. Toma parte na campanha contra os régulos do Rupire e do Bire. Toma parte, com Paiva de Andrada, nas operações contra o Bonga. Acompanha, também, Paiva de An- drada nas expedições aos Muzeruros e Mocarangas. Depois da campanha contra o Bonga, visita a Metró- pole, onde recebe o título de Coronel honorário do Exército Ultramarino. Colabora com o Governador Geral, Augusto de Cas- tilho, na última campanha contra o Bonga: tomada da aringa de Massangano. Condecorações — Comendador da Ordem de Aviz. — Medalha dos Bons Serviços. Medalha de Bom Comportamento. SOUSA MACHADO Fazendo parte do Corpo Expedicionário a Moçambi- que, foi encarregado do comando das forças dêste Corpo que ocuparam e guarneceram o Vale do Pun- gue, de Neves Ferreira a Macequece. 1899 Comandante da expedição ao Niassa, dirige as opera- ções contra o Kuamba, entrando em vários recontros e no combate de Mataculo. Dirige, igualmente, as operações contra o Mataca, tomando parte no encon- tro e passagem do Lavambala, no combate de Nama- tanda e na acção de Nougama e passagem do Luangua. 1900/1901 — Governador do Distrito de Lourenço Marques. 1884 — 1886 — 1887 — 1888 — m
  • Condecorações — Medalha de Prata de Comportamento Exemplar. — Cavaleiro de Sant'lago. — Oficial de S. Bento de Aviz. — Comendador da Tôrre e Espada. — Medalha de Ouro da Rainha D. Amélia. — Comendador de S. Bento de Aviz. JOÃO TEIXEIRA PINTO 1907 — Operações contra os Cuamatos. '912 — Chefe do Estado-Maior da Província da Guiné. '913 — Comandante da coluna de operações contra os povos de Mansoa e do Oio, na Guiné. '913/1914 — Comandante da coluna de operações na região de Cacheu. '914 — Comandante da coluna de operações contra os Ba- lantas. '915 — Comandante da coluna de operações contra os Papéis e Grumetes revoltados na ilha de Bissau, desde a defesa da fortaleza de Bissau até à vitória final com o ataque e tomada de Biombo. Ferido em combate. '917 — Morto no combate de Negomano, contra os alemãis, na África Oriental. Condecorações — Cavaleiro da Tôrre e Espada. — Medalha de Prata da Rainha D. Amélia, «Cua- mato, 1907». — Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. — Medalha de Ouro da Classe dos Serviços Distintos ou Relevantes no Ultramar. — Medalha de Ouro da Classe do Valor Militar. Í85
  • N.° 1 —Relatório do Infante D. Afonso acêrca dos serviços prestados pelo Corpo expedicionário à índia em 1895. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 2— Relação dos oficiais e praças que fizeram parte do Corpo expedicionário à índia em 1895. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 3—Instrumentos de campo, pertencentes ao capitão João de Almeida, antigo governador do distrito da Huíla. (Cedidos pelo General João de Almeida) N.° 4—Diário da coluna ao Cuamato de 1906, pelo capi- tão João de Almeida. (Cedido pelo General João de Almeida) N.° 5 — Revólver «Abbadie», pertencente ao capitão João de Almeida, com o qual foi morto o negro que feriu o mesmo oficial. (Cedido pelo General João de Almeida) N.° 6 — Pasta de homenagem da Escola de Guerra ao capi- tão João de Almeida. (Cedida pelo General João de Almeida) N.° 7 — Pasta com a saudação dum grupo de amigos e admiradores do coronel João de Almeida (1930). (Cedida pelo General João de Almeida) N. 8 — Album de homenagem da oficialidade do Exército Português, em 1908, ao capitão João de Almeida, heróico comandante da coluna de operações aos Dembos. (Cedida pelo General João de Almeida) 9—Brochura — Disposições sobre a pesquisa e lavra de minas, pelo capitão João de Almeida. (Cedida pelo General João de Almeida) 186
  • N.* 10 — Cadernos de reconhecimentos, realizados pelo ca- pitão João de Almeida (1907-1910). (Cedido pelo General João de Almeida) N." 11—Copiadores (3) de ordens em campanha, perten- centes ao capitão João de Almeida. (Cedido pelo General João de Almeida) N.° 12— Livros (2) —«Sul de Angola (relatório de um go- vêrno de distrito, 1908-1910)», por João de Al- meida — l.'e 2.* edição. (Cedidos pelo General João de Almeida) N.® 13 — Mapa — Itinerário da coluna de operações no Cua- mato em 1906 e esboço do terreno em volta do forte Roçadas no Cuamato, por João de Almeida. (Cedido pelo General João de Almeida) N.# 14—Brochura — Organização administrativa dos terri- tórios entre o Cunene e Cubango, pelo governador do distrito da Huíla, capitão João de Almeida. (Cedida pelo General João de Almeida) N.° 15 — Brochura — Ordem especial aos senhores chefes do Concelho e Comandos Militares pelo governador do Distrito da Huíla, capitão João de Almeida. (Cedida pelo General João de Almeida) N.° 16 — Relatório das missões ao Cuanhama e Evale pelo capitão João de Almeida, chefe do Estado Maior da Província de Angola. (Cedido pelo General João de Almeida) N.° 17 — Brochura — Compilação das disposições sôbre con- cessões de terrenos do Estado no Ultramar até 26 de Junho de 1909, pelo governador do distrito da Huíla, capitão João de Almeida. (Cedida pelo General João de Almeida) 187
  • N.° 18 — Opúsculo — «A ocupação portuguesa em África na época contemporânea», conferência do Ciclo de Alta Cultura Colonial, por João de Almeida. (Cedido pelo General João de Almeida) N.° 19 — Brochura — Regulamento de importação e uso de armas e suas munições na Província de Angola, pelo capitão João de Almeida. (Cedida pelo General João de Almeida) N.° 20—Brochura — Regulamento de irregulares pelo go- vernador do distrito da Huíla, capitão João de Al- meida. (Cedida pelo General João de Almeida) N.° 21 — Relatório da ocupação de Cafima (1910), pelo ca- pitão João de Almeida, antigo governador da Huíla. (Cedido pelo General João de Almeida) N.° 22—Brochura — «Coronel João de Almeida (sessão de homenagem realizada na Sociedade de Geografia em Fevereiro de 1930)». Publicação de iniciativa dum grupo de companheiros coloniais e amigos. (Cedida pelo General João de Almeida) N.° 23 — Relatório da ocupação do Evale e da Hinga, Un- cuancua, Dombondola, Unda e Balando, em 1910, pelo capitão João de Almeida, antigo governador da Huíla. (Cedido pelo General João de Almeida) N.° 24 — Brochura — «O coronel João de Almeida — sua acção militar e administrativa em Angola (1906- -1911)». Publicação de iniciativa dum grupo de companheiros e amigos coloniais. (Cedida pelo General João de Almeida) 188
  • N.® 25 — Espada do almirante José Baptista de Andrade, que efectuou a ocupação do Ambriz e realizou outras campanhas em África. (Cedida pelo Museu Militar) N.° 26 — Carta do almirante José Baptista de Andrade para o almirante Rodrigo de Sá Nogueira, irmão do Mar- quês de Sá da Bandeira, sôbre a guerra em Angola— 1862. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 27 — Ofícios referentes a serviços prestados à Pátria por António José de Araújo. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.® 28 — Pasta contendo uma petição a Azevedo Coutinho, da Comissão Municipal de Quelimane— 1903. (Cedido pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 29 — Cartas para Azevedo Coutinho, de Mousinho, A. Castilho, Serpa Pinto e outros. (Cedidas pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 30 — Cordões e agulhetas de Azevedo Coutinho. (Cedidos pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.® 31—Propostas respeitantes à administração da colónia de Moçambique — Documentos do Conselheiro João de Avezedo Coutinho. (Cedidas pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 32 — Cinto de prata oferecido ao Conselheiro Azevedo Coutinho, pela Muanga de M. António de Sousa, filha de Macambe e Nhanhe. (Cediao pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N." 33— Instruções ao 1.® tenente João de Azevedo Couti- nho para o comando de uma expedição destinada a 189
  • vingar o massacre praticado na Macanga de dois oficiais portugueses. (Cedidas pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 34 — Ofícios da Direcção da Sociedade de Geografia, co- municando a Azevedo Coutinho os votos de agra- decimento e louvor que a mesma Sociedade resol- veu conferir-lhe—1890. (Cedidos pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 35 — Espada de abordagem, usada pelo Conselheiro João de Azevedo Coutinho nas suas campanhas da África Oriental Portuguesa. (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 36—Nomeação do Guarda-marinha Azevedo Coutinho para comandante interino do hiate «Pungue» e instruções para o desempenho do mesmo lugar — 1886. (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 37 — Instruções a Azevedo Coutinho, comandante da co- luna de operações ao Bàrué. (Cedidas pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 38 — Faca de caça com incrustações de prata, oferecida pelos estudantes legitimistas de Coimbra— 1891. (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 39— Relatório do comandante da expedição de voluntá- rios a Manica, major Alfredo Caldas Xavier — 1891. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 40—Requerimento do capitão Alfredo Augusto Caldas Xavier, que pede o lugar de chefe de secção de fiscalização do caminho de ferro do Mormugão — 1886. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 190
  • 41 —Ofício da Secretaria da Guerra acêrca das comis- sões que vão desempenhar no Ultramar o capitão Alfredo Augusto Caldas Xavier e o tenente Joa- quim Augusto Mousinho de Albuquerque— 1886. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 42—Requerimento de Alfredo Augusto Caldas Xavier, tenente de infantaria, que pede para continuar em Inharrime na comissão da construção do quartel — 1880. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial.) 43 — Croquis da linha de fronteira de Mepunduine ao passo de Matinga-Tinga—1894, pelo major de Infantaria Alfredo Augusto Caldas Xavier. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 44 — Autógrafo de António Enes, propondo condecora- ções para o major Caldas Xavier. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 45 — Pasta oferecida a Filomeno da Câmara pela Asso ciação dos Funcionários Públicos de Luanda. (Cedida pela Ex.-4 Sr.* D. Maria Amélia de N. Cabral da Câmara) 46 — Campanha de Timor — Relação dos oficiais e pra- ças que tomaram parte nas operações de 1912 e 1913. (Cedida pela Ex."* Sr.* D. Maria Amélia de N. Cabral da Câmara) 47 — Pasta oferecida a Filomeno da Câmara pela Comis- são administrativa Municipal de Luanda. (Cedida pela Ex." Sr.' D. Maria Amélia de N. Cabral da Cdmara) 48 — Relatório do governador da província de Timor, Filo- meno da Câmara — 1902. (Cedido pela Ex." Sr.' D. Maria Amélia de N. Cabral da Câmara) 49 — Pasta de homenagem a Filomeno da Câmara de vá- rias individualidades de Timor. (Cedida pela Ex." Sr.' D. Maria Amélia de N. Cabral da Câmara) 191.
  • N.° 50— «O Distrito de Lourenço Marques no presente e no futuro», por Augusto de Castilho— 1882. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 51 —Ofício de Augusto de Castilho, Governador Cerai de Moçambique, acêrca da guerra de Massangano; refere-se à acção de Manuel Antonio de Sousa — 1888. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 52 — Ofício de Augusto de Castilho, Governador Geral de Moçambique, dando conta dos últimos aconteci- mentos da guerra de Massangano — 1889. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 53 — «Relatório da guerra da Zambézia— 1888» e «Re- latório da viagem da canhoneira «Rio Lima», de Lis- boa a Moçambique», por Augusto de Castilho — 1884-85. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 54— Relatório de Augusto de Castilho acêrca de alguns portos da província de Moçambique— 1884. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 55 — Proposta da medalha de ouro de valor militar para o conselheiro José Celestino da Silva, coronel de Cavalaria — 1902. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 56— Relatório das operações de guerra no distrito autó- nomo de Timor — 1896. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 57 — Ofício referente à promoção ao posto imediato do 1.° tenente Afonso Júlio de Cerqueira, fazendo parte do batalhão expedicionário de Marinha ao Sul de Angola em 1915. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 192
  • N.° 58 — Relação dos oficiais do batalhão de marinha, feri- dos em combate, na campanha do Sul de Angola de 1915. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 59 — Relatório do comandante do batalhão expedicio- nário de Marinha ao Sul de Angola em 1915, Afonso Júlio de Cerqueira. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 60 — Capacete pertencente ao major Eduardo Costa, chefe do Estado Maior de António Enes em Mo- çambique— (1895) e Governador Geral de An- gola— (1903-1904). (Cedido pelo Capitão-Tenente Raúl Alberto Soares da Costa) N.° 61 —Passadores (2) do tenente-coronel Eduardo Costa, chefe do Estado Maior de António Enes em Mo- çambique (1895) e Governador Geral de Angola (1903-1904). (Cedidos pelo Capitão-Tenente Raúl Alberto Soares da Costa) N.° 62—Kepi usado pelo major Eduardo Costa, chefe do Estado Maior de António Enes em Moçambique — (1895) e Governador Geral de Angola— (1903- -1904). (Cedido pelo Capitão-Tenente Raúl Alberto Soares da Costa) N.° 63 — Relatório confidencial dum ante-projecto de opera- ções apresentadas pelo Governador Geral de An- gola, Eduardo Costa. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 64 — Cordões do major Eduardo Costa, chefe do Estado Maior de António Enes em Moçambique (1895) e Governador Geral de Angola (1903-1904). (Cedidos pelo Capitão-Tenente Raúl Alberto Soares da Costa) 193
  • N.° 65 — Informação anual do alferes José Augusto da Cunha — 1899. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 66 — Aguarela de Tomazini, representando a residência, na Beira, do Comissário Régio António Enes — 1891. (Cedida pela Ex." Sr.' D. Luiza Enes) N.° 67 — «Moçambique» — Relatório apresentado ao Go- vêrno por António Enes, em 1893. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 68 — Manuscrito da carta e dedicatória à Rainha D. Amé- lia do livro «A guerra de Africa em 1895» de An- tónio Enes, Comissário Régio na Província de Mo- çambique. (Cedido pela Ex." Senhora D. Luiza Enes) N.° 69 — Amostra da pedra com que foi feito o monumento a António Enes em Lourenço Marques. (Cedida pela Ex.u% Sr.* D. Luiza Enes) N.° 70 — «A guerra de Africa em 1895», de António Enes. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 71 —Chapéu armado do ministro da Marinha e Ultra- mar, António Enes. (Cedido pela Ex." Sr.' D. Luiza Enes) N.° 72—Desenho do brasão de João Maria Ferreira do Amaral. (Cedido pelo Eng. Augusto Ferreira do Amaral) N.° 73 — Ofício da Junta do Covêrno de Macau, comuni- cando o assassínio do Governador João Maria Fer- reira do Amaral pelos chinas— 1894. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) m
  • N.° 73-A — «Ta-Ssi-Yang-Kuo» (Grande reino do mar de Oeste) Arquivos e Anais do extremo Oriente Por- tuguês, coligidos por J. F. Ma'rques Pereira— 1899. Contém a história do assassínio de João Ferreira do Amaral e a vitória de Passaleão. (Cedido pelo Eng. Augusto Ferreira do Amaral) N.° 74— Retrato de João Maria Ferreira do Amaral. (Cedido pelo Eng. Augusto Ferreira do Amaral) N.° 75 — Album com recordações coligidas por João Maria Ferreira do Amaral. (Cedido pelo Eng. Augusto Ferreira do Amaral) N.° 76 — Diploma de sócio fundador da Associação de Socor- ros e Montepio Geral da Marinha em 1842. (Cedido pelo Eng. Augusto Ferreira do Amaral) N.° 77 — Bandeira oferecida a João Ferreira do Amaral, pe- los residentes na Baía. (Cedida pelo Eng. Augusto Ferreira do Amaral) N.° 77-A — Relógio de João Maria Ferreira do Amaral. (Cedido pelo Eng. Augusto Ferreira do Amaral) N.° 78 — Carta patente a nomear o Governador Geral da Província de Moçambique, Alfredo Augusto Freire de Andrade, em 1906. (Cedida pela Ex." Sr.' D. Virgínia Freire de Andrade) N.° 79—Relatório (6 volumes) sobre Moçambique, por A. Freire de Andrade. (Cedido pela Ex." Sr.' D. Virgínia Freire de Andrade) N ° 80—Pasta de couro com aplicações de prata oferecida ao Director Geral das Colónias, Alfredo Augusto Freire de Andrade, pelos funcionários seus subor- dinados. (Cedida pela Ex." Sr.' D. Virgínia Freire de Andrade) N." 81—Pasta de couro com mensagem dirigida ao capi- 195
  • tão Freire de Andrade pelo Conselho de Instrução da Escola do Exército em Fevereiro de 1896. (Cedida pela Ex." Sr.' D. Virgínia Freire de Andrade> N.° 82—Relatório do Director de Minas e Chefe da Cir- cunscrição de Manica. (1901-1902), pelo capi- tão de engenharia A. Freire de Andrade. (Cedido pela Ex." Sr.' D. Virgínia Freire de Andrade> N.° 83 — Brochura — Reconhecimento geológico dos terri- tórios portugueses compreendidos entre Lourenço Marques e o rio Zambeze, por Alfredo Freire de Andrade (Dissertação para o Concurso da 7.* Ca- deira da Escola Politécnica, 1894). (Cedida pela Ex." Sr.' D. Virgínia Freire de Andrade) N.° 84 — Esboços de mapas (6), pertencentes ao relatório de Freire de Andrade sôbre a delimitação da fron- teira de Moçambique. (Cedidos pela Ex." Sr.' D. Virgínia Freire de Andrade)■ N.° 85 — Relatório manuscrito da Comissão de delimitação da fronteira de Moçambique, por Freire de An- drade. (Cedido pela Ex." Sr.' D. Virgínia Freire de Andrade) N.° 86— Relatório sôbre «A revolta de Goa e a campanha de 1895-1896», pelo capitão Comes da Costa — Gaza, 11 de Julho de 1897 (Copiado do original pela Ex.m> Esposa do marechal Gomes da Costa). (Cedido pelo Ex.m• Sr. Carlos Gomes da Costa) N.° 87 — Álbum de aguarelas do marechal Gomes da Costa. (Cedido pela Ex.m% Sr.* D. Estela Gomes da Costa Massano de Amorim) 196
  • N.° 88 Volumes, (3) dos «Descobrimentos e Conquistas», do marechal Comes da Costa». (Cedidos pela Ex." SrS D. Estela Gomes da Costa Massano de Amorim) N.° 89— Manuscrito de Gomes da Costa sôbre o combate de Macontene, em 21 de Julho de 1897. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 90 «O Livro do Soldado de África» («aide memoire» de conhecimentos úteis) pelo capitão Gomes da Costa — 3 volumes manuscritos. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.o 9i _ Diário de Gomes da Costa relativo às operações no Cunene (Angola), em 1904. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 92 — Bengala com castão de ouro, oferecida ao general Gomes da Costa — No castão os dizeres: «Ao Grande Cabo de Guerra, General «Sir» Gomes da Costa — lembrança dos portugueses de Shanghai — 1923». (Cedida pela Ex.— Sr* D. Estela Gomes da Costa Massano de Amorim) N.° 93 — Granada (fragmento). Num escudete que lhe está aplicado, os seguintes dizeres: «Combate de Mu- cuto-Muno — 7 de Março de 1897». (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 94 Carta do Coronel Pedro Francisco Massano de Amorim, enviando parte do relatório da campanha do Niassa de 1915. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 95 — Cópia do Relatório do Coronel Pedro Francisco 197
  • Massano de Amorim, comandante da Expedição ao Nyassa em 1914-1915. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 96—Propostas apresentadas pelo Governador Geral de Angola, Pedro Francisco Massano de Amorim, com o projecto de orçamento para 1916-1917. (Cedidas pela Ex." Sr.' D. Estela Gomes da Costa Massano de Amorim) N.° 97 — Chapéu armado do general Massano de Amorim. (Cedido pela Ex."* Sr.* D. Estela Gomes da Costa Massano de Amorim) N.° 98 — Relatório anual do Governador dos territórios da Companhia de Moçambique—1923 — Massano * de Amorim. (Cedido pela Ex." Sr.' D. Estela Gomes da Costa Massano de Amorim) N.° 99—Primeiro exemplar do livro «Moçambique», ofere- cido por Mousinho de Albuquerque a sua Mulher. (Cedido pela Ex."* Sr.* D. Maria José Mascarenhas Gaivâo Mousinho de Albuquerque) Relatório sobre o aprisionamento do Gungunhana, oferecido por Mousinho de Albuquerque a sua Mãi. (Cedido pela Ex."* Sr.* D. Maria José Mascarenhas Gaivâo Mousinho de Albuquerque) Relatório de Mousinho de Albuquerque, da Cam- panha de Gaza em 1897. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) ■ Espada que empunhava o capitão de cavalaria Mou- sinho de Albuquerque, herói de Chaimite, que em 28-12-1895, realizou a prisão do régulo Gungu- nhana. (Cedida pelo Museu Militar) N.° 103 — Stick que Mousinho de Albuquerque usou em cam- N 0 100 — N.° 101 — N.° 102- 198
  • panha, e que levava quando comandou a célebre carga de cavalaria em Macontene. (Cedido pela Ex." Sr.' D. Maria José Mascarenhas Gaivdo Mousinho de Albuquerque) N.° 104 Imagem de Nossa Senhora, que a Espôsa de Mou- sinho de Albuquerque levou quando foi montar o hospital de sangue em Gaza e a que os soldados chamavam «Nossa Senhora de Gaza». (Cedida pela Ex." Sr.' D. Maria José Mascarenhas Gaivão Mousinho de Albuquerque) N.o 105 Chapéu usado por Mousinho de Albuquerque na campanha contra o Gungunhana, em 1895. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N.° 106—Carta dirigida ao General Ernesto Maria Vieira da Rocha, ao tempo tenente da Guarda Municipal de Lisboa, por Mousinho de Albuquerque. (Cedida pela Agência Geral das Colónias) 107 —Providências publicadas pelo Comissário Régio na Província de Moçambique, Joaquim Mousinho de Albuquerque— 1898. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N« 108—«Em Legítima Defesa», resposta ao livro (1.* edi- ção) do Ex.mo Sr. Conselheiro Cabral Moncada, inti- tulado: «A Campanha do Bailundo», por Teixeira Moutinho— 1904. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N « 109 «Relatório da Campanha do Bailundo (Coluna Sul) 1.* parte. Factos anteriores à saída da expedição», por Teixeira Moutinho— 1902. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.* 110—Tábua com inscrições mandingas apreendida na região do Oio (Guiné), na campanha do mesmo 199
  • nome, por Oliveira Muzanty (19 de Abril de 1902). (Cedida pelo Conlra-Almirante João Augusto de Oliveira MuzantgJ N.° 111 —Alcorão apreendido na região do Oio (Guiné) na campanha do mesmo nome, por Oliveira Muzanty — 1902. (Cedido pelo Contra-almirante João Augusto de Oliveira Muzanty) N.° 112— Azagaias (2) arremessadas contra o tenente Neutel. (Cedidas pelo Major Neutel de Abreu) N.° 113 —Faca com que o régulo M'tumua quis matar o te- nente Neutel em 1907. (Cedida pelo Major Neutel de Abreu) N.° 114—Fotografia do régulo Muguepéramumo, que em 1908 fez aliança de sangue com o tenente Neutel. (Cedida pelo Major Neutel de Abreu) N.° '15 — Diário da coluna de operações contra os Namarrais — Capitania-mor da Macuana, 1912-1913. (Cedido pelo Major Neutel de Abreu) N.° 116 — Pistola com que o régulo M'tasca tentou matar o alferes Neutel em 1903. (Cedida pelo Major Neutel de Abreu) N-0 '17 — Ofício de jaime Lobo de Brito Godins, Governador Geral interino de Angola, ao Ministro da Marinha e Ultramar, informando sôbre as ocorrências da Sanga e de alguns outros povos, e sôbre as opera- ções da coluna expedicionária comandandada pelo Tenente-Coronel Justiniano Padrel. Com cópias de três relatórios. Luanda, 16 de Maio de 1893. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 118—Kepi que pertenceu ao general Lourenço Justi- niano Padrel. (Cedido por Joaquim Feliciano Padrel) 200
  • N.° 119— Relatório da Expedição ao Libolo, pelo Comandante Lourenço Justiniano Padrel, 26 de Novembro de 1895. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 120— Relatório do Governador Geral de Angola, António Duarte Ramada Curto, de 28 de Julho de 1905, so- bre as operações na Quibala e Quissala, realizadas pelo Tenente Pais Brandão, com 120 soldados con- tra 3.000 gentios. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 121 — Relatório da coluna de socorro à Fortaleza de Bai- lundo, por Pais Brandão— 1902. (Cedido pelo Coronel Albano Pais Brandão) N.° 122—Relatório das operações punitivas do soba M'Dalla Cachibo, pelo tenente Albano Augusto Pais Bran- dão, comandante militar do Libolo— 1902. (Cedido pelo Coronel Albano Pais Brandão) N.° 123 — Fôlha com dados auto-biográficos de Artur de Paiva. (Cedida pelo Engenheiro Almeida TOrret) N.* 124—Requerimento de Artur de Paiva pedindo promo- ção a alferes para Moçambique. Quartel no Am- briz, 9 de Setembro de 1875. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 125 — Ofício de Guilherme Capelo, Governador Geral de Angola, ao Ministro da Marinha, enviando cópia do ofício em que o Capitão Artur de Paiva informa do resultado da expedição contra o soba Chi naco. Luanda, 14 de Dezembro de 1889. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.# 126 — Ofício de Guilherme Capelo, Governador Geral de 201
  • Angola ao Ministro da Marinha e Ultramar, acêrca da vitória alcançada pelo Capitão Artur de Paiva na reocupação do forte «Princesa Amélia». Luanda, 18 de Novembro de 1889. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 127 — Cópia do Relatório da Expedição ao Cubango, pelo Capitão Artur de Paiva. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 128—«Diários da guerra do Bié (1890-1891)», de Paiva Couceiro). (Cedidos por Henrique de Paiva Couceiro> N.° 129— «Synthese methodica da acção governativa de An- gola no período 1907-09», por Paiva Couceiro. (Cedido por Henrique de Paiva Couceiro) N.° 130 — Ofício do Governador Cerai de Angola comunicando ao Ministro da Marinha e Ultramar que a expe- dição ao Bié chegou a Caconda— 1890. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 131 —Campanha contra o Gungunhana e ocupação pré- via do Incomati (1895) —documentos pertencen- tes a Paiva Couceiro. (Cedidos por Henrique de Paiva Couceiro) N.° 132— Documentos relativos à ocupação militar de Angola — Govêrno de Paiva Couceiro, 1907-1909. (Cedidos por Henrique de Paiva Couceiro) N.® 133 — Projecto do orçamento para a Colónia de Angola, de 1909-10, pelo Governador Paiva Couceiro. (Cedido por Henrique de Paiva Couceiro) N.° 134— Diário da viagem às terras de Mucusso, por Paiva Couceiro— 1890. (Cedido por Henrique de Paiva Couceiro) 202
  • N.° 135 — Álbum de postais da província de Angola— 1905- -1906. (Cedido por Henrique de Paiva Couceiro) N° 136 — Autógrafo do General Pereira de Eça contendo en- sinamentos para a guerra e política coloniais. (Cedido pela Ex." Sr.' D. Maria Pereira de Eça) N.° 137 — Mensagem dirigida ao general Pereira de Eça pela população de Luanda, em 10 de Outubro de 1915, após a campanha do Cuanhama. (Cedida pela Ex." Sr.' D. Maria Pereira de Eça) N.° 138—Relatório da Campanha de Angola em 1915, do General Pereira de Eça. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 139 — Chapéu de campanha de Alves Roçadas. (Cedido por Alves Roçadas, Filho) N.® 140—Relatório da campanha dos Cuamatos, por Alves Roçadas — 1907. (Cedido pelo General Eduardo Marques) N.® 141 — Nota de Assentos do Capitão Alves Roçadas. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 142— Relatório de Augusto de Castilho, referente à acção de Manuel António de Sousa na guerra de Massan- gano. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 143 — Cartas de Manuel António de Sousa. (Cedidas por Henrique de Paiva Couceiro) N.° 144— Relatório da marcha e ocupação do vale do Pungue pelos destacamentos do corpo expedicionário a Mo- çambique em 1891 e sua retirada pelo território do Bàrué e vale do Zambeze. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 203
  • N.« 145 Auto do lançamento da pedra inaugural do monu- mento a erigir ao valente capitão Teixeira Pinto. Bissau, 3 de Julho de 1922. (Cedido por João Teixeira Pinto) N.° 146 — Carta das regiões ocupadas pelas colunas de ope- rações ao Oio, Cacheu e Balantas, pelo major Tei- xeira Pinto, pacificador da Guiné. (Cedida por Joio Teixeira Pinto) N.° 147- Relatórios das operações do Oio, Cacheu e Balan- tas, pelo major Teixeira Pinto, pacificador da Guiné — 1914. (Cedidos por João Teixeira Pinto) N o 148 — Nota de assentos do capitão Teixeira Pinto. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) 204
  • 7yz7Z77222Z2ZZ?222ZZZl 2: SALA MILITAR Lê-se na face fronteira à entrada a legenda: Mas vê que um Português com pouca gente 0 desbarata e o prende ousadamente. (Canto VIII — 22) Ao centro da sala a alegoria ao feito de Chaimite e prisão do Cungunhana em 28 de Dezembro de 1895, por Emérico Nunes. Nêste quadro horizontal se faz a representação compa- rativa das forças de que Mousinho dispunha (48 portugueses, 207 auxiliares e 76 carregadores), em face dos 3.000 vátuas do Cungunhana. À esquerda, na parede, um gráfico vertical, da autoria de Fred Kradolfer, das campanhas de Mousinho: — Manjacaze — 11 de Outubro de 1895; Chaimite — 28 de Dezembro de 1895; Maputo — Fevereiro e Março de 1896; Mujenga— 19 205
  • e 20 de Outubro de 1896; Naguema — 3 de Março de 1897; Ibrahimo — 6 de Março de 1897; Mucuto — 7 de Março de 1897; Itaculo — 21 de Março de 1897; Macontene — 21 de Julho de 1897; Mapulanguene — 8 e 16 de Agosto de 1897. Em duas vitrinas verticais, face ao quadro que acabamos de descrever, apresentam-se cinco modêlos militares de tropas europeias (n.° 68) e cinco modelos de tropas coloniais indí- genas (n.° 69), que combateram nas Colónias. Em três vitrinas horizontais e na vitrina que cerca me- tade da sala, estão os retratos de 1 16 figuras das campanhas coloniais do século XIX e princípio do século XX, de entre as muitas que se notabilizaram pelo seu valor e espírito de sacrifício no serviço da Pátria. Lutando com a falta de tempo e de espaço, não foi possível prestar inteira justiça a todos quantos a mereciam — tantos foram os que ao progresso das colónias deram heroicamente o seu esforço, a sua saúde e o seu sangue. Assim, dentro das possibilidades apontadas, figu- ram nesta sala, com referência aos seus feitos e condecorações que conquistaram, os retratos dos seguintes vultos militares: Francisco Marcelino Afonso Francisco Roque de Aguiar Júlio Ferreira da Silva Alegria António Júlio Belo de Almeida Januário Correia de Almeida José Joaquim de Almeida Evaristo Simpliciano de Almeida João Maria Ferreira do Amaral Álvaro de Oliveira Soares Andréa Artur de Sampaio Antas Francisco de Aragão Augusto Frutuoso Figueiredo de Barros José Xavier Teixeira de Barros Augusto Manuel Farinha Beirão João Belo 206
  • José Tristão de Bettencourt Joaquim Pedro Vieira Júdice Biker Rafael Bivar Armando Perestrelo Botelheiro António José Rodrigues Braga Manuel Maria José Ferrão de Castelo Branco Vítor de Lacerda Castelo Branco António Júlio de Brito Jorge Perestrelo Veloso Camacho José Maria Cardoso Joaquim Maria Luna de Carvalho Estêvão Gonçalves da Cruz Chaves Alfredo Baptista Coelho Agostinho Coelho Victor Cordon Manuel de Azevedo Coutinho Pedro de Azevedo Coutinho Manuel José da Costa e Couto A. de Portugal Durão Francisco Pedro de Mira Feio Elvaim Luiz Bernardo da Silveira Estrela Jaime Augusto da Graça Falcão Júlio César Barata Feio José Félix Carlos Ribeiro Nogueira Ferrão João Baptista Ferreira João António de Brissac das Neves Ferreira Francisco Sales Ferreira João Mascarenhas M. de Mendonça Caivão Luiz Mousinho de Mascarenhas Caivão Aristides Augusto da Silva Guardado Henrique Alberto de Sousa Guerra Luiz Augusto de Pina Cuimarãis Zacarias de Sousa Laje Fernando da Costa Leal 207
  • Emílio Augusto Teixeira de Lemos Alfredo Pedreira Martins de Lima Guilherme António Potier de Lima Joaquim Barbosa Lopes Lobo José António Lopes Eduardo C. Lupi António José Machado António Júlio de Sousa Machado Fernando Pais Teles de Utra Machado Vasco de Sousa Calvet de Magalhãis Antero Carvalho Magalhãis Manuel Firmino de Almeida M. Magalhãis José Luiz Teixeira Marinho Dâmaso Augusto Marques Eduardo Augusto Marques António Rodrigues Marques Álvaro de Almeida Marta José Esteves da Conceição Mascarenhas Fernando Augusto Vieira de Matos João Henrique de Melo Vicente Nicolau de Mesquita Aníbal Augusto Sanches de Sousa Miranda José Carlos Botelho Moniz João Herculano de Moura Ilídio Marino Falcão C. Nazaré Manuel das Neves Jaime Teodorico da Silva Abreu Nunes António Palermo de Oliveira Humberto de Ataíde Ramos de Oliveira Aires de Orneias. António Raimundo da Costa Santos Pedro Joaquim António Pereira Alberto Feliciano Marques Pereira João Ortigão Peres Caetano da Costa Pessoa 208
  • Henrique Alves de Ataíde Pimenta joão Maria Ferreira Sarmento Pimentel D. José de Serpa Pimentel Fernando de Oliveira Pinto Paulo Amado de Melo Ramalho: José V. Caldeira de Casal Ribeiro Fortunato Pires da Rocha Ernesto Maria Vieira da Rocha Filipe Trajano Vieira da Rocha Jaime Augusto Vieira da Rocha. José Francisco Quintino Rogado Bento Esteves Roma Alexandre José Botelho de Vasconcelos e Sá Alberto Salgado António Trindade dos Santos Veríssimo de Gouveia Sarmento. Augusto de Melo Sarria Vítor Leite Sepúlveda Joaquim Duarte Silva Jacinto Isla Santos Silva António Veríssimo de Sousa João Francisco de Sousa Raúl Queimado de Sousa Rodolfo Augusto de Passos e Sousa Alberto Augusto de Almeida Teixeira Frederico César Trigo Teixeira António J. de Almeida Valente António Martins de Andrade Velez João Pires Viegas António Romão Vieira António Ribeiro Vilaça Na parede fronteira à entrada encontram-se 34 diaposi tivos coloridos de assuntos de carácter militar referentes ocupação de Angola, a saber:
  • Forte de Damekero—reparação em 1910 Ponte sôbre o Mucufi no caminho da Huíla — Lu- bango, 1910 Forte D. Luiz (velho) —Cuamato, 1910 Libata do Canhangue — Cassinga, 1910 Forte de Naloeke no Cuamato— 1909 Forte de Massacra — Pôsto A — 1909 A guarnição militar de Cuanga após o estabelecimento do pôsto— 1909 Acampamento junto ao rio Umbalé— 1909 Trabalhos de fortificação no pôsto militar do Cuan- gar — 1909 O pôsto do Cuangar— 1909 Praças indígenas fazendo cordas para ligações— 1909 Pôsto de Massaca — Pôsto A — 1909 Inundações no forte D. Luiz — Cuamato—1909 Caminho de ferro de Mossâmedes, Quilómetro 126 — Serra da Cheia (Morro Maluco) Povoação (libata) do Vitongo — Kihita—1909 Coluna de ocupação do Baixo Cubango— 1909 Coluna do Cuamato— 1906 — Auxiliares de José Lo- pes do Chicusse Parapeito e baluarte do pôsto do Otokero— 1910 Coluna do Otokero— 1910 — Acampamento junto da Capela do Humbe Coluna do Baixo Cubango — 1910 — a 15.* Indígena do Di r ico Ponte sôbre o Neve — Humpata— 1910 Fôrno para cozimento de tejolo— 1909 Pôsto A (pôsto Luso) —Rio Cubango— 1909 Indígenas do Keputo— 1909 Pontão da «Nascente» — Lubango — 1909 A lancha «Cunene» — 1909 Praia e forte de S. Fernando — Mossâmedes—1909 Secagem de telha no pôsto militar do Cuanga— 1909
  • — Mossâmedes — Fortaleza de S. Fernando— 1909 — Forte do Cuanga — ângulo SO— 1909 — O forte Roçadas — 1908 — Ponte sôbre o Cunene construída por João de Almeida em 1906. O grupo da frente é constituído por Eduardo Costa, Alves Roçadas à direita e João de Almeida à esquerda — Tropas indígenas fazendo adobos no pôsto militar de Cuangar, junto ao rio Cubango — Carros bóeres passando o rio Neve, caminho da Huíla. Em três quadros parietais, colocados à saída da sala, acham-se dispostas as seguintes fotografias: — Forte D. Manuel — Evale, 1910. — Pôsto A (forte Luso) — 1909. — Coluna do Baixo Cubango— 1909. Forte do Bunja. — Cuamato — Forte Damekero. — Pôsto do Ancongo — Entrada do forte — 1908. — Interior do forte D. Luiz — Cuamato, 1909. — Novo forte D. Luiz Felipe— 1910. — Bateria de artilharia em operações na Lunda, em 1909, do comando do capitão Alberto Augusto de Almeida Teixeira. — Bateria de artilharia em operações na Lunda, em 1909, do comando do capitão Alberto Augusto de Almeida Teixeira. — Cacimbas da Môngua — Ângulo do quadrado da face da retaguarda defendido pelo 3.° Esquadrão de Cava- laria 4-20-8-915. — Subida do Bruço na Serra da Cheia — 1908. — Ponte na mulola da Kihita — 1910. — Oficiais da campanha do Bié — Artur de Paiva — Conde da Silvã — Dr. Bernardino Roque — Paulo Amado de Melo Ramalho e Quintino Rogado— 1890. 211
  • Grupo de oficiais da coluna de operações no Sul de Angola: Major Vieira da Rocha, capitão Godinho, te- nente-médico J. A. Fernandes, tenente Abreu Campos do E. M., tenente Pessoa de Amorim, alferes Romero, tenente Camões, tenente Messias Abade, tenente Júlio Moura Borges, Alferes Zarco da Camara, Alferes Pe- reira. — 1915. Sul de Angola — Grupo de oficiais da coluna do capi- tão Aguiar, antes do desastre do Vau do Pembe em Junho—1904 — alferes Abóbora, tenente Rebelo, al- feres Melo, tenente Luiz Rodrigues, tenente Xavier de Moura, alferes Vendeirinho, tenente Macedo, capitão Baptista, capitão Salgado e alferes Captivo. Grupo feito em Luanda — General Pereira de Eça com o seu Estado Maior em 1915. Mulondo—1905 — Comandante e oficiais da Coluna de Operações. Sul de Angola — Oficiais da coluna do Mulondo — 1905. Serra, Elias, Tavares, Remédios da Fonseca, Ro- çadas, E. Marques, Salgado, Montes Martins, Lopes Ferreira, Rodrigues, G. Ribeiro, Pires, Zuchellio, Tito Lívio, Germano, Silvano, Ramos da Silva, Amorim, Ra- mos, Caeiro. Estado Maior da Expedição do Humbe, 1891 —Senta- dos: Dr. Nascimento, médico-naval sub-chefe; major Padrel, comandante da expedição; capitão Luna de Carvalho, chefe do concelho do Humbe. De pé: P. Van der Kellen, chefe dos voluntários; tenente Palermo, comandante do contingente de caçadores; alferes Ra- malho, comandante do Esquadrão de Cavalaria. Sul de Angola — Grupo de oficiais do esquadrão de Cavalaria II: Major Vieira da Rocha, comandante do Grupo; capitão António Pereira da Cruz e Costa; tenente-médico, António Emílio Antunes de Vascon- celos; alferes Damião (morto) ; alferes Falco Pereira;
  • alferes Martins; alferes Pedro de Faria; veterinário Coelho. — Sul de Angola — Campanha de 1907—1.° plano da esquerda para a direita: 2.° tenente da Armada, Costa Rêgo; tenente Almoxarife, Francisco Gonçalves; co- mandante da bataria de Artilharia Canet; 1.° tenente da Armada, Vítor Sepúlveda; capitão Eduardo Mar- ques; capitão Alves Roçadas; tenente Jorge Mascare- nhas; comandante Rodrigues Montez; tenente da Ar- mada Teixeira Marinho; tenente de infantaria Montes Martins. 2.° plano da esquerda para a direita: alferes de Infantaria Borges Ribeiro; tenente de Infantaria Fari- nha Beirão; alferes Melo Vieira; alferes da A. Militar Oliveira Freitas; tenente da A. Militar Mira Saraiva; tenente de Cavalaria Figueiredo Carvalho; alferes João Mário Jonet; alferes de infantaria Adriano Pires; 2.° te- nente da Armada Álvaro Penalva; tenente de Cavalaria L. de Azevedo; tenente de Infantaria Germano Dias; 2.° tenente da Armada Álvaro Marta; facultativo de 2." classe Bravo. — Sul de Angola — Oficiais da guarnição do Lubango em 1905, antes da coluna do Mulondo. Montes Martins, Chalupa, Serra, Salgado, Melim de Vasconcelos, Lopes, Ferreira, Sá, Vendeirinho, Zuchellio, Castro, Tito Livio, Germano Dias, Gomes, Elias Rosado. — Campanha do Sul de Angola (1914-1915) —O capi- tão João Francisco de Sousa, falecido no combate da Môngua, em 19 de Agosto de 1915, à frente da 1 1.* companhia do 3.° batalhão de infantaria n.° 17, do seu comando. — Forte D. Manuel — Paiol e tambor S. E. — O soba Ihan- quela — Evale, 1910. — Alguns oficiais de Marinha no Bàrué, em 1902. Da esquerda para a direita: — Pedro de Gusmão, Brito de Angónia, Boaventura Mendes de Almeida, Alberto 213
  • Pinto Bastos, Conselheiro João de Azevedo Coutinho, Júlio Botelho Moniz, Conde de Vilas Boas, João Roby e Lemos Peixoto. Campanha da Maganja da Costa, Baixa Zambézia. — Comandante João de Azevedo Coutinho, 2.° tenente da Armada João Roby, capitão de Artilharia Massano de Amorim, tenente Vilela, alferes Azevedo, Rafael Bivar, capitão Vieira da Rocha, alferes José Augusto da Cunha, civis, chefes de cipais, tenente Pimentel, alferes Salus- tiano Correia, alferes Santos, tenente-médico Braz, Gustavo Bivar (fotógrafo). As ruínas da casa do célebre Bonga em Manangano, no Zambeze. Alguns oficiais e voluntários da coluna Macequece em 1891. Chinavane — princípio de construção de uma ponte de passagem para as terras de Magul (Cossine—1895). Dentro da aringa da Maroa — Campanha de 1897 — a artilharia da coluna. Companhia de Marinha (Namarrais) — 1896. Corpo expedicionário a Moçambique em 1895 —O co- mandante do corpo e alguns oficiais da coluna do Norte. Cossine, 1895 — Acampamento fortificado da coluna do Intimane, na margem do Incomati, em frente do Magude. Oficiais em serviço no forte da Ribeira de Amba, Mo- çambique em 1-11-1895—Alferes de Infantaria 2, C. D. Azevedo; tenente de Artilharia 4, G. Lopes; capi- tão de Infantaria 2, M. Matos Cordeiro; Dr. Z. Dias; capitão de engenharia, H. C. Baraona; tenente de In- fantaria 2, Agostinho Ferreira. O 1.° tenente de Artilharia Eduardo Augusto Pereira da Cunha e 2.° tenente Jaime Augusto Vieira da Rocha, em Lourenço Marques, em 1891.
  • Martins de Lima com a cavalaria na campanha do Bà- rué — 1902. Fotografia de uma parte de um renque de crânios humanos, contendo o total de 53 crânios encontrados em volta da palhota do régulo M'pera, quando foi ocupada a região em 1909. Oficiais da coluna de Manica, na campanha do Bà- rué—1902 — Alferes de Infantaria, João Maria Pe- reira da Silva; alferes-médico, do 2.° Corpo de Saúde de Cabo Verde, Eduardo Pereira do Vale; João Fran- cisco do Amaral, Intendente dos Negócios Indígenas em Macequece; alferes do 2.° de Moçambique, Viriato Vitorino Nogueira Chaby; capitão de Infantaria Jorge Perestrelo Camacho; alferes de Infantaria Virgílio do Carvalhal Esmeraldo; tenente de Infantaria José Xa- vier Barbosa da Costa; tenente da A. M., Carlos Au- gusto de Amorim. No Bàrué — Alguns oficiais junto ao tronco de um baobab e batuques de guerra apanhados ao inimigo com uma espingarda de elefante. O baobab onde fo- ram encontrados os ossos e caveira de Manuel António de Sousa, dentro de uma cavidade. Da esquerda para a direita: 1.° tenente da Armada, João Botelho Moniz; tenente de Artilharia, Adriano da Costa Macedo; te- nente da Armada, António Júlio de Brito; atrás, Rafael Bivar e tenente de Artilharia, Andrade Velez— 1902. A embaixada da Rainha Zambia, Maputo, que veio a Lisboa pedir a protecção do Covêrno português, contra os inglêses, antes da campanha contra o Cungunhana. Ao centro o tenente Joaquim J. Monteiro Libório, que a acompanhou de Moçambique a Lisboa. Nas pedras da garganta da Inhacafava, campanha do Bàrué — 1902. Estado Maior da coluna do Bàrué — Ajudante de campo, 2.° tenente da Armada Pedro Gusmão; Chefe do 215
  • Estado Maior, João Gaivão; Porta-estandarte, alferes de Cavalaria Calheiros; João de Azevedo Coutinho, Sub-chefe do Estado Maior; 2.° tenente da Armada João de Faria Roby; Ajudante de campo, alferes de Cavalaria José Juzarte Mascarenhas—1902. Em Corrane — Sentados: Capitão-mor, capitão José A. da Cunha; Governador, major Aníbal Machado; Co- mandante da 5.* companhia, capitão Jaime Ramalho. De pé: tenentes Pires Falcão, Carcia, N. de Abreu e Bettencourt, alferes Martins e tenentes Vicente da Silva e Nogueira Soares—1909. Oficiais da campanha do Niassa, contra o Mataca, em 1899 — Tenente Izaac, alferes Sarmento, tenente Pinto da Rocha, alferes Clímaco, alferes Bajunco, te- nente Camacho, alferes Salgado, alferes Tudela, alferes Costa, alferes Felner, alferes Salustiano, Ponce y San- chez, tenente-médico Álvaro Martins, tenente Terry, major Machado, Sinderman (negociante holandês), Bivar (chefe de auxiliares), alferes Andrade. Alguns dos que foram à primeira expedição do Bàrué em 1891 —José de Paiva, João A. de Azevedo Cou- tinho, Manuel Joaquim Fernandes, Pedro de Campos Valdez e Manuel B. de Meneses. O Estado Maior a pé na coluna do Bàrué, 1902 — Da direita para a esquerda: Pedro de Gusmão, João Gai- vão, Calheiros, João de Azevedo Coutinho, João Roby e José Mascarenhas. Grupo de oficiais que foram atacar a aringa da Chuar- gua, na campanha do Bàrué, 1902 — Vendo-se: Bap- tista Coelho, João Belo, Valentim Pedroso Lima, Do- mingos Patacho, Brito de Angónia, Barbosa Casqueiro e o célebre caçador Rafael Bivar Pinto Lopes. Grupo de oficiais do comando de João Coutinho no Bàrué — 1902. Aspecto geral de uma «tabanca» —Guiné— 1908.
  • S. Excelência o Governador e o Chefe do Estado Maior, a cavalo, vendo o tiroteio das forças — Guiné, 1908. A fôrça de Marinha formada na parada da fortaleza — Guiné, 1908. No mato; bivaque de Infantaria mixta — Guiné, 1908. Bissau — Baluarte da Balança (reconstruído em 1891- -1892). No mato; bivaque da Marinha — Guiné, 1908. A canhoneira «Cacheu» e a capitania no porto de Sambei Nhantá — Guiné, 1908. Indígenas auxiliares, embarcando para a guerra — Guiné, 1908. Um pelotão da companhia mixta — Guiné, 1908. No mato — quartel general — Guiné, 1908. Guiné — fortaleza de Cacheu. No quadrado, S. Excelência o Governador e vários ofi- ciais— Guiné, 1908. Quartel General em Gan-Sapateiro — Guiné, 1908. Queimada da tabanca de Gan-Turé — Guiné, 1908. Grupo de oficiais que regressaram da campanha de Bis- sau— Guiné, 1908. Instalação do bivaque em Gan-Sapateiro — Guiné, 1908. Formação do bivaque em Intim — Guiné, 1908. Oficiais de Infantaria 13 — o da esquerda é o alferes Vítor Duque, morto no combate em Bissau — Guiné, 1908. No acampamento do Xinde — Vários oficiais e praças — Guiné, 1908. Face do quadrado no alto de Intim — Guiné, 1908. Campo onde se feriu o combate de Marracuene, a 2 de Fevereiro (as figuras marcam os vértices do quadrado formado pelas tropas) — 1895. Marracuene — Lugar onde foram sepultados os solda- dos mortos no combate de 2 de Fevereiro de 1895. 217
  • — Monumento em memória das operações militares de Safari — 1912. — Macau — O ataque do forte Passaleão— 1849. Acompanhando os retratos dos vultos militares desta sala, encontram-se os seguintes objectos, livros e documentos: N." 1—Reconhecimento militar da fronteira portuguesa entre os distritos de Lourenço Marques e Gaza, o Transvaal e a Swazilândia, por Carlos Roma Ma- chado de Faria e Maia. (Cedido peto Coronel Carlos Roma Machado de Faria e Maia) N.° 2—Relação dos serviços prestados pelo capitão Antó- nio Júlio Belo de Almeida. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.* 3 — Alguns elementos para o estudo do clima de Lou- renço Marques, por Augusto de Almeira Teixeira. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.' 3 — Alguns elementos para o estudo do clima de Lou- renço Marques, por Augusto de Almeira Teixeira. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 4 — Escola de Mousinho, episódios de serviço, Moçam- bique— 1895-1910, por Eduardo Lupi. (Cedido por Eduardo Lupi) N.° 5 — Proposta para a concessão da medalha de prata de bons serviços para o tenente Evaristo Simpliciano de Almeida— 1905. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 6 — Ofício referente à entrega da insígnia de Cavaleiro da Legião de Honra com que foi agraciado o major João Maria Ferreira do Amaral — 1920. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 7 — Proposta para ser condecorado com o grau de Ofi- 218
  • ciai da Ordem Militar de Aviz o capitão Artur de Sampaio Antas— 1920. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.* 8 — Tropas negras, por Francisco de Aragão. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 9 — Relatório e subsídios do inquérito determinado pelo Govêrno da Província de Cabo Verde acêrca das indústrias de mais indicada exploração no Arqui- pélago, por A. P. Figueiredo de Barros. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 10 — Relatório da viagem ao Cunene empreendida em Outubro de 1896, pelo Governador do distrito de Mossâmedes. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 1 1 — Proposta para a concessão da medalha de prata da Classe de Bons Serviços ao major José Tristão de Bettencourt. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 12 — Documento referente à concessão da medalha de ouro de valor militar ao 1.° tenente da Armada Joaquim Pedro Vieira Júdice Biker— 1886. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 13 — Relação das campanhas em que entrou Rafael Bí- var Pinto Lopes. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 14 — Relação das alterações ocorridas com o médico na- val de 1." classe, António José Rodrigues Braga. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 15 — Nota da medalha de ouro de serviços relevantes concedida ao 2.° tenente Manuel Maria José Ferrão Castelo Branco (Conde da Ponte) — 1904. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) 219
  • N.° 16 — Diário de campanha de Vítor de Lacerda Castelo Branco, das operações da Damba, em 1914. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.° 17 — Ofício do Governador Geral de Moçambique, João Coutinho, informando que o 2.° tenente da Ar- mada António Júlio de Brito fez parte da coluna de operações ao Bàrué — 1902. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 18 — Proposta para concessão do grau de Cavaleiro de S. Bento de Aviz ao capitão Jorge Perestrelo Ve- loso Camacho— 1910. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 19 — Consulta acêrca da concessão da medalha de ouro de assiduidade de serviço no Ultramar, ao tenente- -coronel Joaquim Maria Luna de Carvalho— 1904. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 20 — Consulta acêrca da concessão da medalha de prata de assiduidade de serviço no Ultramar, ao tenente Estêvão Gonçalves da Cruz Chaves— 1904. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 21 — Requerimento do tenente Joaquim Silva pedindo a medalha de prata de comportamento exem- plar — 1905. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 22 — Liquidação do tempo de serviço do capitão da guarnição de Luanda Francisco Maria Victor Cor- don— 1901. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 23 — Declaração do tenente Jacinto Isla de Santos e Silva de que deseja levar para Timor, onde vai exer- cer a comissão de Chefe do Estado Maior, sua mu- lher e um filho— 1902. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) 220
  • N.° 24 — Proposta para a concessão da medalha de ouro de valor militar ao capitão Manuel José da Costa Couto — 1906. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 25 — Ofício remetendo a declaração do alferes João Francisco de Sousa que deseja tomar parte na ex- pedição ao Sul de Angola — 1904. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 26 — Relatório das operações em Hatólia e Ermera (Ti- mor), pelo tenente António J. de Almeida Va- lente — 1912. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 27 — Consulta acerca da concessão da medalha de prata de assiduidade de serviço no Ultramar ao tenente José Felix — 1915. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 28 — Manual do torpedo «Whitehead», m/1896, por José Cesário da Silva e João Baptista Ferreira — 1899. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.* 29 — Levantamentos hidrográficos no Ultramar, por J. A. Brissac das Neves Ferreira— 1882. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.* 30—Informação sôbre os serviços prestados pelo coro- nel João dos Santos Pires Viegas— 1926. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 31 — Nota sôbre a medalha de ouro de serviços relevan- tes no Ultramar, concedida ao capitão João Masca- renhas e Manuel de Mendonça Caivão— 1904. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) 221
  • N.° 32 — «Dois coloniais, João Gaivão e Luiz Gaivão», por João Pedro de Mascarenhas Gaivão — separata do número 17 do «Boletim Geral das Colónias». (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 33 — Guia de marcha passada ao tenente Alberto Au- gusto de Almeida Teixeira para seguir para Mo- çambique — 1905. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 34 — Ofício enviando o processo para a concesão da me- dalha de cobre de assiduidade de serviços no Ul- tramar, ao 2.° sargento António Ribeiro Vilaça 1909. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 35 — Proposta do Governador Geral de Angola, Paiva Couceiro, para a concessão da medalha de bons serviços ao capitão Luiz Augusto de Pina Guima- rãis — 1908. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 36 — Diários da primeira e segunda expedições a Cas- sanje, comandadas por Francisco de Sales Fer- reira — 1851. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 37 — Proposta para a concessão dos diferentes graus da Ordem de Aviz ao major Emilio Augusto Teixeira de Lemos— 1908. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) 38 — Ofício enviando a informação relativa ao tenente de cavalaria Alfredo Pedreira Martins de Lima, que fez parte da coluna de operações ao Bàrué — 1902. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 222
  • N." 39 — Liquidação do tempo de serviço do capitão Gui- lherme António Potier de Lima— 1914. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 40 — Ofício acêrca da concessão do grau de Cavaleiro da Tôrre e Espada conferido a José António Lopes, he- róico auxiliar das campanhas do Sul de Angola — 1903. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 41 — «Organização defensiva da cidade e distrito de Lourenço Marques», por Carlos Roma Machado — 1901. (Cedido pelo Coronel Carlos Roma Machado de Faria e Maia) N.° 42—«O problema colonial português», por Utra Ma- chado (Conferência feita na Escola Militar em 27 de Maio de 1922). (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 43 — Informação sôbre os serviços prestados pelo major de infantaria Fernando Pais Teles de Utra Ma- chado, sendo Governador do distrito da Lunda, nas operações de 191 1, ao Bondo e Bangala, para a ocupação de Cassanje. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 44 — Requerimento do tenente António Trindade dos Santos, pedindo, em 1898, a medalha de valor mi- litar. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 45 — Informação sôbre o pedido de concessão da me- dalha de prata de valor militar, feito em 1903 pelo tenente Antero de Carvalho Magalhãis. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 46—«Expedição ao Bié» — Apontamentos de viagem 223
  • desde o dia 14 de Outubro a 29 de Dezembro de 1890, pelo tenente José F. Quintino Rogado. (Cedidos pela Agência Geral das Colónias) N.* 47 — Consulta acêrca da concessão da medalha de prata de assiduidade de serviço no Ultramar, ao alferes de Infantaria Dâmaso Augusto Marques—1903. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 48 — Atlas da expedição ao Cuamato— 1907. (Cedido pelo General Augusto Marques) N.° 49 — Croquis e itinerário feito pelo capitão do Estado Maior Eduardo Marques, com os postos militares ao Norte do Incomati (Moçambique). (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 50 — «A Campanha do Cuamato em 1907», por Veloso de Castro — 1908). (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.8 51 — Informação sobre o pedido do capitão Frederico Cé- sar de Trigo Teixeira para ser promovido a major por distinção—1925. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.8 52 — Proposta para a concessão da medalha de prata de serviços distintos no Ultramar ao 2." tenente da Armada Fernando Augusto Vieira de Matos — 1902. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 53 — Relatório das operações na Ilha de Coloane (Ma- cau), pelo major de Infantaria Alfredo Artur de Magalhãis — Julho de 1910. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 54 — «Inscrições indianas em Sintra — Notas de arqueo- logia histórica e bibliográfica acêrca dos templos hindus de Somnth-Patane e Elephanta», por João 224
  • Herculano de Moura — Nova Goa, Imprensa Na- cional — 1906. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 55 — «Jornal de Pharmacia Chimica e história natural médica», publicado e redigido por João Herculano de Moura — 1,° anno de n.° 1 a 12 — 1872 — Nova Goa, India Portuguesa. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 56— «Projecto da ocupação da província da Guiné e sua organização militar, apresentado ao Governador pelo Chefe do Estado Maior da mesma província, Ilídio Marinho Falcão de Castro Nazareth — Lis- boa, Imprensa Nacional, 1911. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) t ' f * N.° 57 — Exposição do Governador de Timor José Celestino da Silva sôbre os serviços prestados pelo tenente Manuel das Neves na guerra de Manufahi em 1900. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 58 — Proposta do Governador da Guiné para ser agra- ciado com a Ordem de S. Bento de Aviz o capitão António Palermo de Oliveira — 1900. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 59 — Guia de marcha para o capitão de mar e guerra- -médico Alexandre José Botelho de Vasconcelos e Sá, chefe do serviço de saúde das forças e opera- ções no Sul de Angola, seguir para a região do Cubango — 1915. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 60 — Ofício do Governador da província de Macau co- municando que seguiu viagem para Timor o capi- 225
  • tão de artilharia jaime Augusto Vieira da Rocha — 1905. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 61 —Proposta para a promoção a major do capitão Al- berto Feliciano Marques Pereira. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 62 — Ofício da Secretaria da Guerra acêrca de uma me- mória relativa à organização defensiva do Pôrto Grande da Ilha de S. Vicente de Cabo Verde pelo capitão de Infantaria e do serviço do Estado Maior João Ortigão Peres— 1908. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 63 — Ofício do Governador Geral da Província de Mo- çambique requisitando para comandante militar de Zavala o tenente de Cavalaria Ernesto Maria Vieira da Rocha — 1901. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 64— Informação sobre o direito que tem de usar o dis- tintivo da medalha de valor militar o capitão de Infantaria Henrique Alves de Ataíde Pimenta, que fêz parte do destacamento da Serra Mecula — 1925. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 65 — Livro—«A Acção da cavalaria portuguesa no Sul de Angola em 1914-1915», pelo general Vieira da Rocha. (Cedido pelo General Vieira da Rocha) N.° 66 — «Campanhas do Sul d'Angola: Além Cunene — 1904; Mulombo—1905», pelo capitão Alberto Salgado. (Cedido pelo Tenente Fernando Salgado) N.° 67 — «Sul de Angola: 1914-1915» (1 .* e 2.* parte, pelo major Alberto Salgado. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 226
  • N.® 68 — Espada do major António Júlio de Sousa Machado, comandante do Batalhão expedicionário de Caça- dores n.° 3, na defesa heróica do quadrado de Coolela. (Cedida pelo Museu Militar) N.® 69 — Copo de granada 7,5 cm. TR, atirada pela 5.* bata- ria de artelharia 7 na defesa do quadrado da Mon- gua, em 20 de Agosto de 1915. Foi esta bataria a primeira de artilharia montada que entrou em combate no interior de Angola; oferecido pelo tenente-coronel Júlio Ferreira da Silva Alegria, en- tão capitão, comandante da referida bataria. (Cedido pelo Museu Militar) N.° 70 — Espada de serviço que pertenceu ao tenente Paulo Amado de Melo Ramalho. (Cedida pela Ex." Sr.' D. Sofia de Melo Ramalho) N.® 71 —Espingarda com que nas operações do Libolo, em 1908, um indígena alvejou o major Carvalho de Magalhãis, que o dominou. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.® 72 — Cadernos de apontamentos do capitão Pina Gui- marãis. (Cedidos pelo Dr. Luiz de Pina) N.° 73 — Espada do major de Artilharia Veríssimo de Gou- veia Sarmento, antigo Governador da Lunda, usada pelo mesmo durante a ocupação daquele terri- tório. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.® 74 — Espada de campanha de Eduardo Lupi, oficial da Armada e antigo capitão-mor de Angoche. (Cedida por Eduardo do Couto Lupi) N.® 75 — Carabina que pertenceu ao sertanejo Brito de An- 227
  • gónia, companheiro de João de Azevedo Coutinho em Moçambique. (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 76— Espada de honra oferecida ao almirante Joaquim Viegas do Ó, em 1869, pelos comerciantes portu- gueses do Zaire. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.° 77 — Espada do coronel Andrade Valez. (Cedido pelo Coronel Andrade Velez) N.° 78 — Revólver «Abbadie» atingido por um tiro disparado pelo chefe de Guerra, Maguiguana, contra o alferes Ernesto Vieira da Rocha, ajudante de campo do Go- vernador Geral de Moçambique, major Mousinho de Albuquerque, no combate de Mapulanguene (Agosto de 1897). (Cedida pelo Museu Militar) N.° 79 — Espada, chapéu armado e dragonas do médico na- val Manuel G. da Silveira, morto em combate no Cuamato, em 25 de Setembro de 1904. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.° 80 — Bengala de madeira, feita pelos maputos e que per- tenceu ao tenente Valadim, massacrado pelo régulo Mataca a 16 de Abril de 1891. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.° 81 —Espada que empunhava o tenente Valadim quando foi trucidado pela gente do Mataca em 16 de Abril de 1891. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N.° 82 — Ofício do governador geral de Moçambique Neves Ferreira, confirmando o desastre da expedição ao Mataca e a morte do tenente Valadim—1890. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 228
  • N.° 83 — Declaração do alferes Eduardo António Prieto Va- ladim, oferecendo-se para servir em África — 1884. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 84 — Retratos do Cungunhana e da sua família. (Cedidos pelo Capitão Galhardo) N.° 85 — Carabina «Winchester» do régulo Cungunhana, encontrada no «kraal» de Chaimite em 28 de De- zembro de 1895 e trazida para a metrópole pelo tenente Manuel José da Costa Couto, um dos com- panheiros de Mousinho de Albuquerque nessa glo- riosa jornada. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.° 86 — Espingarda pertencente ao régulo Cungunhana, preso em Chaimite, em 28 de Dezembro de 1895, por Mousinho de Albuquerque. (Cedida pelo Museu Militar) N.° 87 — Espada, chapéu e banda de oficial do régulo Cun- gunhana, por êle abandonados na fuga do «kraal» de Manjacaze, em 11 de Novembro de 1895, moti- vada pelo bombardeamento efectuado pela coluna do Norte, do comando do coronel Eduardo Ga- lhardo. (Cedidos pela Sociedade de Geografia) N,° 88 — Pasta de homenagem a Azevedo Coutinho, ofere- cida por Alzamora, contendo: a letra do hino da vitória do Bàrué (1902) e uma mensagem dos habitantes de Tete (1905). (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 89 — Relação dos cipais que tomaram parte na expedi- dição a Maganja Além-Chire, Pitta e Inhacaranga — 1891. (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) 229
  • N.® 90—Carabinas de caça (2) pertencentes a João de Aze- vedo Coutinho. (Cedidas pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.® 91 — Ofícios (4) do govêrno geral de Moçambique diri- gidos a Azevedo Coutinho: o primeiro dando ins- truções para a organização duma expedição de socorro ao tenente Lourenço, sèriamente amea- çado no regulado de Cuirassia; o segundo pondo às suas ordens o alferes Teixeira de Sousa; o ter- ceiro autorizando a expedição à Macanga, sob o seu comando; o quarto aprovando a resolução de seguir para as terras do Mataca a vingar a expe- dição de Valadim. (Cedidos pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.® 92—Espada de honra oferecida ao 1.® tenente de Arte- Iharia, Sanches de Miranda, pelos oficiais da arma de Artelharia em seguida à prisão do Gungunhana. (Cedida pelo Museu Militar) N.° 93 — Espada do 1.® tenente de Artelharia Sanches de Miranda, com que entrou no combate de Magul e outras pelejas africanas. (Cedida pelo Museu Militar) À esquerda do quadro vertical das campanhas de Mousi- nho, figura uma taça de prata oferecida pela Rainha Victoria de Inglaterra ao Gungunhana e encontrada por Mousinho no «kraal» daquele régulo. Tem a seguinte legenda: «To Gungu- nyana from Queen Victoria». 230
  • SALA DO DRAMA DA OCUPAÇÃO Poeta o diz nos versos imortais da dedicatória a D. Sebastião: Vereis amor da Pátria não movido De prémio vil, mas alto e quási eterno... Não o «prémio vil», do interêsse material; mas sim o prémio «alto» da glória, conduzindo à imortalidade, que era já a suprema aspiração dos heróis de Homero. E, para con- seguir essa elevada compensação, ainda como na epopeia an- tiga, os que serviram a Pátria foram sem hesitação até ao sacrifício da própria existência. É justo por isso que o nome desses portugueses se não apague na memória dos seus irmãos. A primeira metade do século XIX fôra empregada na luta contra a escravatura, sobressaindo acima dêsse generoso movimento, como figura do mais vincado relêvo moral, o vulto de Sá da Bendeira. Uma vez estancado o tráfico, pelo 231
  • qual o negro era levado para o Continente Americano na mira do emprêgo do seu trabalho nas fazendas e nos engenhos de extracção do açúcar, como as nações europeias por essa via já nada tinham que aproveitar das nossas colónias africanas, começou a esboçar-se o movimento de exploração directa da Africa, desenhando-se nitidamente em volta do nosso patri- mónio colonial as mais ameaçadoras ambições. Da Conferência de Berlim de 1885 nasceu o novo di- reito colonial, que condicionava a posse dos territórios à sua ocupação efectiva e à segurança do comércio. Portugal via-se de repente perante uma pesada obriga- ção, para cumprimento da qual tinha de impôr a si próprio novos e talvez incomportáveis sacrifícios. Dos seus filhos te- riam de sair os militares audaciosos, os missionários desliga- dos dos bens terrenos, os exploradores científicos, os colonos prontos a largarem o torrão natal, que essa obra gigantesca exigia imediatamente. Em face de um sacrifício desta natu- reza a hesitação era justificada. Oliveira Martins comentava: «O Ultramar devora-nos. Homens, sangue, costumes. Temos de cumprir uma missão que é um holocausto/» Hoje que o caminho percorrido e a obra realizada nos permitem abranger uma maior prespectiva, já nos é licito afirmar que foi bendito êsse sacrifício, porque êle redundou, não só pela grandeza material alcançada, mas ainda pelas suas consequências morais, num grande beneficio para Portugal. Essa clara afirmação de capacidade é já o nosso orgulho, o nosso legitimo desvanecimento, porque, na verdade, ela cons- titue a parte indiscutivelmente positiva da história moderna portuguesa. É chegada pois a hora de exaltação para quantos sofre- ram, para quantos tombaram nessa obra generosa de civili- zação, que, sendo para Portugal a mais forte razão da sua independência, ficará inscrita na história universal como uma das mais elevadamente espirituais e mais puramente cristãs que o Homem soube realizar sôbre a Terra! 232
  • Sala do Drama da Ocupação. — «O Drama Colonial». Grupo escultórico de Hein Semke
  • Sala do Drama da Ocupação. — «O Drama Colonial». Perfil do grupo escultórico de Hein Sernke
  • Us mortos das campanhas da Guiné, de Angola, de Mo- çambique, da India e de Timor estão presentes nos nossos corações agradecidos e a sua abnegação, o seu heroísmo, cons- tituem para todos nós, portugueses, uma lição que não se apaga, um exemplo que não se desvia da nossa imaginação deslumbrada! Morreram em beleza, de olhos voltados para uma luz puríssima, esperançados em que o seu sacrifício servisse para unir mais inteiramente as almas portuguesas, soldando-as num bloco de indestrutível unidade. O culto dos mortos tem sido, em todos os tempos, a raiz mais forte do sentimento patriótico. É inconcebível uma na- ção sem o sedimento fundamental dêste culto. Mas estes mortos têm para nós uma especial significa- ção, porque, pelos seus feitos, a nação se reergueu e nobilitou, criando a possibilidade da sua grandeza futura e o alicerce da sua própria autonomia. As nossas colónias são para o velho corpo da nação como que os arcos butantes dum mo- numento gótico, resistindo invencivelmente a todos os tem- porais e a todos os cataclismos! Nesta pequena sala, em que se procurou evocar o drama da nossa acção colonial, criando um ambiente de piedoso re- colhimento, o visitante manterá por certo um respeitoso silêncio. A sua imaginação deve representar-se o sacrifício de tantas vidas tombadas pela Pátria, o drama intenso dêsse holocausto grandioso. E, se escutar bem, ao recordar os mor- tos queridos das campanhas da Guiné, de Angola, de Moçam- bique, da India e de Timor, ouvirá de além túmulo a sua voz ainda inquieta, a sua voz palpitante, a responder-lhe: — Presente! 233
  • # # No grupo escultural «O drama colonial» de Hein Semke, que ocupa o centro da sala está encarnado o espírito que sem- pre animou a colonização portuguesa: o propósito de elevação das tríbus selvagens ao nivel moral duma crença mais alta e duma cultura mais generosa. De um lado do bloco um oficial, empunhando a ban- deira, arremessa-se contra o inimigo, em distensão integral de tôda a sua energia e dando-se inteiramente em holocausto ao seu dever militar; do outro lado um soldado indígena, já roubado ao barbarismo do sertão, derruba e pisa o gentio que se opõe ainda ao derramamento da civilização cristã. E um soldado europeu exala o último alento, procurando segurar ainda com uma das mãos a bandeira e com a outra, já des- caída, a coroa de louros que a própria morte lhe conferiu. Do lado esquerdo de quem olha para a cruz, está o tri- ptico do tenente-coronel José Joaquim Ramos, tela de ex- traordinária intensidade dramática, mostrando o sacrifício do soldado nas campanhas de Africa. Caminhando numa atmosfera de fôgo, na paisagem ar- dente em que o imbondeiro põe a sua inconfundível nota de inhospitalidade e de febre, a coluna arrasta-se lenta e peno- samente. Quem mais sofre é o soldado de infantaria, que transporta comsigo a carga bruta do seu equipamento, o peso agora decuplicado da sua espingarda. A cada passo os seus pés voltam atrás na areia movediça, na qual o sol se reflecte, exalando lufadas de fogo. Para a frente a paisagem, trémula e confusa, é semeada de espinheiras, em que nem uma única folha verdeja caridosamente. Areia, poeira, revérberos de luz, sol de lume! E a sêde emmudece e encortiça as gargantas. De todo o organismo, das células mais profundas, sobe à boca 23ã
  • um grito ansioso, reclamando água, água, água, quer seja a água quente dos cantis, quer seja a água lodosa e pestilencial dos charcos, que as próprias alimárias rejeitam ennojadas! Como explosão estralejante, o sol rebrilha no firma- mento plúmbeo. Não há uma única mancha de verdura em que pousar os olhos ofuscados. O ar e o proprio chão rebri- lham violentamente. E a coluna continua a arrastar-se penosamente, tràgica- mente, enquanto a morte espreita os estropiados que se vão alongando no caminho. Nos baixo-relevos da direita, executados por Manuel de Oliveira, traduzem-se os mil perigos e ciladas em que as cam- panhas coloniais foram férteis. Num representa-se o movi- mentado recontro de Mata-Bindane, no qual, ao lado de tan- tos que morreram na luta, se vê, trespassado pelo peito, ésse moço e belo marinheiro que foi João Roby, esforçando-se até final na ardorosa sanha de combater; no outro se pretendem figurar os desastres da Zambézia, em que tanto sangue foi derramado. Mas a intenção desta obra de arte perde o que nela possa haver de localizado e limitado, para se transformar na con- substanciação generalizada do sacrifício de tantos e tantos que à obra de além-mar deram tudo quando a vida lhes havia proporcionado, saúde, fôrça, inteligência e energia, indo até à última de todas as abnegações, que é a renúncia dessa mesma vida! • • Nesta sala, em que a cruz brilha numa opalescência mis- teriosa e aliciadora, está viva a alma dos mortos tombados na Guiné, em Angola, em Moçambique, na índia e em Timor — 235
  • tantos, tantos, que já hoje não é possível contá-los, chamá-los pelos seus nomes, para individualmente lhes prestar o preito do nosso culto! Mas ésses mortos impõem aos vivos imprescritíveis deve- res de continuidade; e a forma de veneração que mais pode- ria seduzir o seu ânimo consiste certamente em continuar o seu esforço e em coroar pelo trabalho a sua magnífica obra, ao mesmo tempo de excelso patriotismo e de larga e gene- rosa humanidade. Tornemos ainda mais ampla essa obra, chamemos a nós incansavelmente os nativos desse imenso Império, sem dis- tinção de côr nem restrições de raça ou de crença, mantendo para com êles o mesmo espirito que nos inspirou desde a pri- meira hora das Descobertas e veio a animar o pensamento de Albuquerque, de D. Sebastião, de Pombal e de Sá da Ban- deira! E Portugal será grande, invencível e eterno, mantendo ao lado dos povos condutores do mundo, o lugar de primacial destaque a que a sua obra colonial confere indiscutível jus! c 236 ASTÃO SOUSA DIAS
  • 3.' SALA MILITAR Comissão Executiva da Exposição, não dispunha dum Palácio nem mesmo dum bom salão, e, por isso, houve necessidade de reunir nesta pequena Sala a síntese da Ocupação Militar Colonial Portuguesa, desde os meados do Século XIX até a nossa entrada na Grande Guerra exclusivé, o que certamente lhe deminuiu o efeito de grandeza, que se poderia obter. Como, porém, as circunstâncias obrigavam, não houve mais remédio que adaptarmo-nos a elas, e isso fizemos, o me- lhor que soubemos e pudemos. Concebida especialmente sob a intenção de ensinar aos novos de Portugal o que foi o esfôrço da Raça em tal pe- ríodo, e mostrar-lhes a desinteressada abnegação patriótica de Aqueles que bem souberam Servir, para que o seu exemplo os guie e estimule nos seus deveres para com a Patria, esta- mos certos que alguma coisa se conseguiu, não por méritos que a Comissão se não arroga, mas, antes, pela grandeza do muito por onde havia que escolher. 237
  • Em épocas passadas, tínhamos enchido o mundo com nossos feitos; nesta, enchemos bem Portugal com actos de heroísmo e serena realização ao serviço da sagrada causa da nacionalidade, ameaçada nos seus incontestáveis direitos his- tóricos, por cobiças estranhas. Como houve que defendê-los com as armas na mão con- tra as intrigas ou pretensões daqueles que queriam esque- cer-nos na nova partilha dos continentes, apareceram mila- grosamente todos êsses bravos que se relembram nominal- mente ou por fotografia e muitos outros, que, com grande pesar nosso, não houve possibilidade de homenagear como mereciam, especialmente pelas enervantes faltas de espaço e tempo. Que estes nos perdoem, pois nem a Pátria os esquece, nem nós tão pouco. Se hoje somos um Império, em grande parte a Êles o de- vemos, pois foi com o próprio sangue que souberam levantar as paredes mestras do grandioso edifício cujos alicerces vi- nham de longe. Improvisando recursos, multiplicando esfor- ços, lutando muitas vezes ainda contra uma política partidá- ria que mal interpretava o interêsse nacional, para tudo che- garam e todos os obstáculos venceram. Para os mortos, vai a nossa admiração comovida; para os vivos, o nosso respeitoso agradecimento; para todos, o voto sincero de que o seu exemplo se não perca. Portugal, berço de tantos heróis, será eterno, e para tanto basta que nós e os que vierem saibamos ser os seus continuadores, imitando-lhes os generosos sacrifícios, seguin- do-lhes os passos e copiando-lhes as virtudes. Enquanto à forma como concretizámos o nosso objectivo, ficámos certamente muito àquém do que poderia conseguir- -se, pois com diferente sentido artístico talvez resultasse me- lhor e maior realce para os feitos militares que os mapas da ocupação das diferentes colónias mencionam. Em boa ver- dade, isso pesa à Comissão, não por si, que não tem a vaidade de se julgar com méritos artísticos infalíveis, mas sim por H38
  • ter deminuido esforços heróicos e apoucar o trabalho dos ilustres colaboradores que gentilmente acederam ao convite que lhes foi feito, para elaborarem as legendas dos diferentes mapas e que podem ser consultadas impressas. Para concluirmos e para que se veja, em maior síntese ainda, a grandeza de todo o esfôrço despendido em época tão falha de recursos materiais, vamos resumir, por ordem crono- lógica, as operações efectuadas para a ocupação definitiva, em que o Exército e Marinha andaram empenhados nas diferentes colónias, depois da Conferência de Berlim. 1884 — Guiné — Operações em Cacanda. Ataques às taban- cas de Sêlho, Jebelor, Jabocuer e Bori. Moçambique — Campanha de Massingire. 1885 — Guiné — Ataque à tabanca de Sambei Nhantá (Gêba). Angola — Operações no Humbe. Moçambique — Campanha de Manica. — Campanha de Matibane. 1886 — Guiné — Operações em Sancorlá (Gêba), com ataque à tabanca de Bijante, Mansomini. Angola — /.a Expedição do Cubango. — Ocupação de Cabinda. Timor — Operações contra o reino de Maubara. 1887 — Angola — Ocupação de Santo António do Zaire. Moçambique — Campanha de Sangage — 5." Campa- nha da Zambézia — Campanha no Distrito de Mo- çambique. 1888 — Guiné — Repressão do Saque do palhabote «Bolama» na região dos balantas. Moçambique — Expedições ao Niassa, às nascentes do Unfuli e rios Panhama e Sanhata. — Opera- ções contra a rainha Naguema. —
  • Angola. — Ocupação do Bailundo. — 2." Expedição ao Cubango. Moçambique — Campanha contra os Macololos. Timor — Operações em Lautem. ,89o — Guiné — Operações de policia em Buba. Angola — Ocupação do Bié. — Campanha dos Dem- bos. 1891 — Guiné — Defesa da Praça de Bissau, com sortidas a Intim e Bandim por canhoneiras. Angola — Campanha do Humbe. Moçambique — Expedição a Macequece. — Expedi- ção do Reino a Lourenço Marques, para conter em respeito os povos vátuas ou vatualizados. — Cam- panha de Macanga. 1892 — Guiné — Operações em Gêba. — Ocupação de Fa- rim. Moçambique — Combate de Missongue ou Inhaci- rondo (Bàrué). 1893 — Guiné — Defesa da Praça de Bissau, contra os ata- ques dos grumetes e papéis. Angola — Operações na Sanga. — Operações contra os hotentotes. 1894 — Guiné — Campanha de Bissau. Moçambique — Defesa de Lourenço Marques. — Ex- pedição no Reino a Lourenço Marques. Timor — Operações nos reinos de Liquiçá e Pisso. 1895— Guiné — Operações no Forreá. Angola — Operações no Libolo. Moçambique — Campanha de Gaza com comba- tes em Marracuene, Magul, Coolela e tomada de Chaimite. índia — Nova Expedição do Reino a Goa. — Coluna de operações a Sanquelim, Bicholim e Peligão. — Operações na região de Nanus, contra os Ranes. Timor — Campanha de Manufahi. 2ã0
  • 1896 — Angola — Campanha dos Bondos (Lunda). Moçambique — Reconhecimento de Mojenga. — Campanha contra os Namarrais (Moçambique). índia — Coluna volante à província de Embarcem e concelhos de Pondá e Salcete. Timor — Campanhas em Cutubaba, Sanir, Cová e Deribate. 1897 — Guiné — Operações no Oio — Operações em Caió. Angola — Operações contra os hotentotes (Huila e Gambos) — Desastre e morte heróica do Conde de Almoster — Sublevação dos Gambos, Humbe, Camba e Mulondo. Moçambique — Prossegue a campanha no distrito de Moçambique — 2." Campanha de Gaza, com reco- nhecimento a Chaimite e combate de Macontene — Combates de Chemba e Maroa (Bàruè). Timor — Campanhas em Bobonaro, Suai, Lolo-Toi, Rai-Mêan, Fatu-Mêan e Fohorem. 1898 — Angola — Operações no Humbe. Moçambique — Expedição à Maganja da Costa. '^99 — Guiné — Ocupação de Bine (Carantabá) — Ocupa- ção de ôco e Nagué, e estabelecimento de vários postos noutras regiões. Moçambique — Campanha contra o Mataca. Timor— Operações de Atabai. 1900 — Guiné — Operações em Canhambaque. Angola — Operações nos Bambos, longos, Harris e Bondos (Lunda) — Operações em Santo António do Zaire. Moçambique — 2." Campanha contra o Mataca. 1901 — Guiné — Operações em Jufunco. Angola — Operações ao sul de Santo António do Zaire. índia — Operações contra os ranes de Satari. l imor — Operações no reino de Manumera. 2tl
  • igo2 — Guiné — Operações no Oio. Angola — Campanha do Bailundo — Operações nas Ganguelas e Ambuelas — Coluna a Novo Re- dondo. Moçambique — Campanha do Bàrué. Timor — Operações no Suro, Lete-Foho, Aileu e Lautem. 1903 — Guiné — Operações no Arame. Angola — Ocupação do Quipungo — Operações em Caconda — Desastre de Cariango (Libolo). 1904 — Guiné — Operações no Xuro. Angola — Coluna ao Bimbe—Coluna do Bondo e Bângala — Operações no sul de Angola — Desas- tre do Vau do Pembe. Moçambique — Operações em Matibane, Lànué e Masué. Timor — Operações em Galicai, Bancau, Funar e re- giões de Lolo-Toi e Aituto. jqo5 — Guiné — Operações em Cacheu e estabelecimento dum posto em Cassalol. Angola — Operações no Libolo — Operações no Mu- londo. 1906 — Angola — Operações no Cuamato Pequeno — Opera- ções em Xinge. 190*7 — Guiné — Operações na Ilha Formosa, com combates em Catem e tomada de Uàdá. Angola — Campanha do Cuamato — Campanha dos Dembos — Operações no Cuilo — Operações no Ambriz. Moçambique — Nova campanha no distrito de Mo- çambique. 1908 — Guiné — Operações no Quinerá — Operações em Gêba — Operações contra os papeis de Bissau. Angola — Coluna ao Libolo — Operações contra os 2*2
  • mussorongos — Operações no sul do Zaire — Co- luna a Cazuangongo (Dembos). Moçambique — Prossegue a campanha no distrito de Moçambique. 1909 — Guiné — Operações contra os balantas de Goli. Angola — Coluna ao Baixo Cubango — Ocupação do Evale, Hinga, Uncuancua, Unda, e Balando, com razias em Jau e Bata-Bata — Operações nos Bon- dos e sul da Jinga. 1910 — Angola — Coluna ao Ambriz—Ocupação do Cuito de Canavale — Ocupação do Pocolo — Ocupação do Otoquero — Ocupação de Cafima — Coluna ao Holo e Jinga. Moçambique — Campanha para a conquista de An- goche. 1911 —Angola — Operações nos Bondos e Bângalas. Timor — Nova Campanha contra o reino de Manu- fahi — Operações noutras regiões. 1912 — Guiné — Operações contra os baiotes — Operações contra os balantas — Operações contra os man- jácos. Angola — Coluna de socorro ao Evale — Operações no Moxico — Operações na Lunda. Moçambique — j?.a Campanha contra o Mataca — Nova campanha para a ocupação do distrito de Moçambique. Índia — Operações contra os ranes de Satari. • 913 — Guiné—Campanha de ocupação definitiva nas re- giões de Mansoa, Bissoram e Farim (Oio). Angola — Coluna de socorro ao Forte de Caculo- Canhenda (Dembos) — Operações no Duque de Bragança — Operação de Cassanje. Moçambique — Prossegue a campanha no distrito de Moçambique. Timor— Operações no Oecussi. 243
  • ,gj4 — Guiné — Campanha de ocupação definitiva contra os manjacos de Xuro — Campanha contra os ba- lantas. Angola — Massacre da guarnição do Cuangar — Ope- rações no sul de Angola — Operações no Congo — Operações a Maqueta do Zombo e Damba. 1915 Guiné — Campanha de ocupação definitiva na Ilha de Bissau, contra os grumetes e papeis. Angola — Campanha do Sul de Angola. Lisboa, 29 de Maio de 1937. CAPITÃO DIMAS LOPES DE AGUIAR 2U
  • No corredor de passagem da 2." Sala Militar para a Sala do Drama da Ocupação encontra-se o busto de João de Al- meida, notável figura da ocupação e pacificação de Angola. Ladeando a porta de entrada estão os brasões de armas das colónias portuguesas. Nos dois nichos da esquerda figuram dois mapas esque- máticos da ocupação de Angola, o primeiro de 1839 a 1899 e o segundo de 1900 a 1915. Nêles se encontram representa- dos simbolicamente os principais feitos militares dêsses perío- dos, tendo lateralmente as legendas elucidativas dos símbolos adoptados. Nos dois nichos da direita, o mesmo acontece a respeito de Moçambique. A ocupação da Guiné, índia e Timor está representada, por processo idêntico, nas três vitrinas horizontais do eixo da sala, as quais contém as legendas dos principais factos milita- res e são iluminadas inferiormente. Os mapas da ocupação são da autoria de Fred Kradolfer, sendo os dois de Angola realizados sob a direcção do capitão Gastão Sousa Dias, os dois de Moçambique sob a direcção do sr. general Teixeira Botelho e os restantes do capitão Dimas Lopes de Aguiar. Cercam a sala vitrinas em que expõem documentos e objectos ligados à história da ocupação colonial. Nas vitrinas correspondentes aos nichos, a começar da esquerda, encontram-se: N.° 1 — Planta da fortaleza de N." S.* da Conceição de S. Fe- lipe de Benguela— 1798. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 2 — Planta e vista panorâmica da cidade de S. Paulo de Luanda — 1825. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) 2i5
  • N.* 3 — Planta topográfica do forte do Penedo — Luanda. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N • 4 — Plano do acampamento da expedição militar co- mandada pelo coronel Paulo Martins Pinheiro de Lacerda contra os rebeldes — Angola — 1793. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 5 — Planta da fortaleza projectada para a defesa da cidade de S. Felipe de Benguela, pelo sargento-mor de Engenheiros Justino José de Andrade, em 1807. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 6 — Figurinos militares de oficiais, oficiais inferiores e soldados de várias armas, usados em Angola — 1807. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.* 7 — Esboço da ocupação militar lançado sôbre a Carta de Angola pelo marechal Comes da Costa. (Cedido pela Ex." Sr.' Dr. Estela Gomes da Costa Massano de Amorim) N.° 8 — Carta do soba Cazuangongo, dirigida ao capitão do Exército colonial Pina Cuimarãis. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 9 — Ofício do Governador Geral de Angola, enviando cópia do relatório do capitão Simão Cândido Sar- mento acêrca da expedição contra o Calandula — 1895. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N o 10 — Cópia de ofícios do Governador do distrito de Mos- sâmedes, Nunes da Mata, acêrca da submissão do régulo do Humbe— 1886. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 11 — Ofício de Álvaro da Costa Ferreira, Governador de Angola, ao Ministro da Marinha e Ultramar, en- 246
  • viando cópia do relatório do Capitão Simão Cân- dido Sarmento, acêrca da expedição contra o soba Calandula. Luanda, 27 de Agosto de 1895. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 12 — Ofício do Governador Geral de Angola, Eduardo Costa, acêrca da incursão dos cuanhamas, que fo- ram repelidos pelo tenente Evaristo Simpliciano de Almeida — 1903. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 13 — Ofício do Governador Geral de Angola, Guilherme Capelo, sôbre a guerra do Humbe, louvando a acção do capitão de 2." linha Pedro Augusto Chaves — (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 14 — Mapa demonstrativo dos postos militares do dis- trito da Lunda e suas respectivas guarnições — 1899. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 15 — Mapa das guarnições dos postos de Leste (Lunda) — 1899. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 16 — Ofício do Governador Geral de Angola comuni- cando a pacificação do Libolo— 1900. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 17 — Ofício do Governador Geral de Angola, comuni- cando a escolha do capitão Sousa Correia para re- primir as violências dos cuanhamas— 1900. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 18 — Cópia dum ofício de António da Conceição Pinto (Malanje), pondo à disposição das autoridades os homens da sua Fazenda— 1895. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 2W
  • N.° 19—Itinerário da coluna de operações ao Cuamato em 1906, por João de Almeida. (Cedido pelo General João de Almeida) N.° 20 — Ofício do Governador Geral de Angola, comuni- cando a chegada ao Bailundo da coluna do capitão Teixeira Pinto e dando notícias da expedição ao Bié— 1890. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 21 —Ofício do Governador Geral de Angola, Paiva Cou- ceiro, sôbre a revolta do gentio do Amboim e Tunda, que foi sufocada pelo capitão António Trin- dade dos Santos — 1907. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 22— Planta do Forte «Ramada Curto» no Yongo (An- gola). Contém a seguinte legenda: «Sendo Gover- nador Geral de Angola, o Conselheiro António Ra- mada Curto, em 1899, ocupou e bateu as regiões Harris e Yongo Veríssimo Sarmento, Governador da Lunda e iniciou a construção do posto militar da margem do rio Lui». (Cedida por António Ramada Curto) N.° 23 — Ofício de Álvaro da Costa Ferreira, Governador de Angola, ao Ministro da Marinha e Ultramar, co- municando que foi castigado o soba Calandula Ca- muriz, pelas forças do comando do capitão Simão Cândido Sarmento. Luanda, 16 de Agosto de 1895. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 24 — Ofício referente à insubordinação do soba M'Dungo, do concelho de Malanje, castigado pela fôrça do comando dos sargentos Montanha e Diogo de Sousa Barreto— 1895. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 248
  • N.° 25 — Esboço das regiões percorridas pela coluna móvel do capitão Vítor de Lacerda, Governador do dis- trito do Congo— 1908. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 26 — Esboço dos reconhecimentos executados em 1906 pelo capitão João de Almeida no Sul de Angola. (Cedido pelo General João de Almeida) N." 27 — Esboço da região dos Dembos por João de Almeida. (Cedido pelo General João de Almeida) N.° 28 — Esboço dos reconhecimentos executados em 1906 pelo capitão J. de Almeida. (Cedido pelo General João de Almeidi) N." 29 — Plano e perfil da fortaleza da ilha do Ibo (Moçam- bique), pelo capitão António José Teixeira de Ti- gre— 1791. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 30—Planta do aquartelamento e fortaleza da Ilha de Moçambique, feita por Carlos José dos Reis e Cama, sargento-mór e comandante do Corpo de Artilharia, em 1802. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 31 —Planta do forte velho da ilha do Ibo, capital de Cabo Delgado— 1791. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 32 —Planta da fortificação de Inhambane— 1824. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 33 — Uniformes de oficial e soldado do regimento de cipais — Moçambique — 1807. (Cedidos pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 34 — Pequeno e grande uniforme de soldado indígena de Moçambique—1783-1817. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 249
  • N.® 35 — Planta do forte do Mossuril por josé Amado da Cunha, sargento graduado— 1802. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 36 — Planta da fortaleza de S. João da Ilha do Ibo, pelo capitão António Francisco de Paula e Holanda Ca- valcanti — 1817. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.® 37 — Figurino militar — soldado de Moçambique — 1783-1817. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.® 38 — Figurino militar — soldado e pífaro de Moçambi- bique — 1783-1817. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.® 39 — Plano do forte de Santo António da ilha de Mo- çambique— 1820. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.® 40 — Grande uniforme de oficial e oficial inferior de Moçambique— 1783-1817. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N.® 41—Planta do forte de S. José de Mossuril em que mostra o estado em que se achava em 1801, feita pelo capitão e comandante do corpo de cipais, José Amado da Cunha. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 42 — Documentos referentes às campanhas em Moçam- bique de João de Azevedo Coutinho. (Cedidos pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.® 43 — Ofício confidencial n.° 120, de 4 de Março de 1891, do Intendente Geral de Negócios Indígenas em Gaza, José de Almeida, acerca da entrada do vapor «Countess Carnarvon» no rio Limpopo, carregado 250
  • de armas para o régulo Gungunhana. Tem anexos 19 documentos. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) |sj» 44 — Expedição «João Coutinho» — 1891 —Forças irre- gulares da Maganja da Costa — Relação dos cipais e carregadores. (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.9 45 — Expedição «João Coutinho» — Matrícula dos cria- dos, marinheiros, carpinteiros, calafates, alfaiates, maxileiros e cozinheiros— 1891. (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.' 46 — Expedição «João Coutinho» — Relação dos cipais de Massingire— 1891. (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 47 — Expedição «João Coutinho» — Relação dos maxi- leiros e carregadores de Massingire— 1891. (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.o 48 — Ofícios da Secretaria Geral do Govêrno de Moçam- çambique ao comandante do hiate «Tungue» (Aze- vedo Coutinho) — 1886. (Cedidos pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 49 Croquis do itinerário da coluna auxiliar do Zinto, pelo alferes de cavalaria António de Melo Pinto de Gusmão Calheiros. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N.» 50 — Relatório do capitão do Corpo do Estado Maior, Eduardo Ferreira da Costa, acêrca da missão por êle desempenhada em Moçambique, de Janeiro a Dezembro de 1895. (Cedido pelo Coronel Andrade Velez) N.° 51 —Ofício do Governador Cerai de Moçambique, Jaime 251
  • Ferreira, acerca da prisão do tenente-coronel Paiva de Andrada e do coronel-honorário Manuel Antó- nio de Sousa, pelas forças inglêsas aportadas em Mutare. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N- 52 Itinerários (2) da coluna de castigo às terras de Matadane e Selege, pelos 2.° tenente Eduardo do Couto Lupi e tenente da guarnição João de Men- donça Perry da Câmara (Outubro de 1903). (Cedido por Eduardo do Couto Lupi) 53 Ofício do Covernador Geral de Moçambique, Au- gusto Castilho, sôbre a revolta da Zambézia e pro- vidências para a sufocar— 1888. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N-° 54 — Campanha do Niassa (Mataca), pelo tenente Al- berto Salgado— 1899. (Cedido por António Augusto de Oliveira) N ° 55 — Itinerário de operações ao Bàrué (coluna auxiliar Zinto) 14 a 25 de Setembro de 1902. (Cedido pela Agência Geral das Colónias) N* 56 Esboço das terras de Noroeste da Capitania-mor de Angoche, executado de 17 a 29 de Agosto de 1904, pelo 2.° tenente, capitão-mor da mesma Capitania, Eduardo do Couto Lupi. (Cedido por Eduardo Lupi) N. 57 Planta da «aringa» do posto militar de Chambo, pelo alferes Dâmaso Augusto Marques. N.° 58—Itinerários da coluna auxiliar do Muira (Zam- beze), de 16 de Setembro de 1902 a 29 do mesmo mês e ano. (Cedidos peia Agência Geral das Colónias) 252
  • N.° 59 — Croquis do «raid» nocturno a Mulabá contra o Farelai—Agosto de 1903, sendo comandante Eduardo Lupi e chefe do Estado Maior Perry da Câmara. (Cedido por Eduardo Couto Lupi) N.° 60 — Diário da expedição contra o jaga de Cassange que, depois de vários actos de rebeldia, tinha sur- preendido, cercado e batido uma pequena fôrça de feirantes, vítimas dos seus abusos e latrocínios. O diário vai de 28 de Novembro de 1850 a 21 de Maio de 1851. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N°. 61 —Cópia do auto de posse da Ilha de Bolama, assinado em virtude da arbitragem do Presidente Ulisses Grant, pelo Governador Caetano A. de Albuquer- que e J. Craig Loggre, representante do Govêrno Britânico— 1870. (Cedida pelo Arquivo Histórico, Colonial) N.° 62 — Croquis do acantonamento da coluna expedicio- nária do Bàrué em Sança— 1902. (Cedido por António Augusto Oliveira) N.° 63 — Descrição de uma viagem do Chinde a Tete, pelo major Gomes da Costa — s/d. (Cedida pela Ex."' Sr.' D. Estela Gomes da Costa Massa no de Amorim) N.° 64 — Ofício do Governador Geral de Moçambique, Freire de Andrade, acêrca da ocupação de Angoche — 1906. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 253
  • Nas pequenas vitrinas horizontais que ladeiam a entrada, figuram: N.° 65 —Planta dos fortes de S. João dos Cavaleiros, de Santo António, de S. Braz e de S. Lourenço na cidade da Ribeira Grande da Ilha de Santiago de Cabo Verde— 1770. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N." 66 — Planta do pôrto de Feijão de Água, na Ilha Brava, no ano de 1840. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) 61 Planta do forte de S. Veríssimo e do Presídio, na cidade da Ribeira Grande, na Ilha de Santiago de Cabo Verde — 1770. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N-* 68 — Ofício do Governador Geral de Cabo Verde acêrca da aquisição para a Coroa portuguesa do Ilhéu do Rei, em frente de Bissau, pelo Governador desta Praça, Honório Pereira Barreto— 1840. (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) N " 69 — Memória de Honório Pereira Barreto sôbre o estado da Senegâmbia portuguesa, causas da sua decadên- cia, meios de a fazer prosperar — Lisboa, 1843. (Cedida pelo Arquivo Histórico Colonial) N.° 70 —Ofício de Honório Pereira Barreto, Governador de Bissau, comunicando que os franceses foram ex- pulsos pelos gentios Felupes de Bolor. Cacheu, 30 de Dezembro de 1840, (Cedido pelo Arquivo Histórico Colonial) Nas vitrinas oblíquas dos quatro cantos da sala, ex- põem-se os seguintes objectos: "71 Espada europeia de Cavalaria que pertenceu ao rei 254
  • dos zulus, tomada pelo Governador de Tete, Luiz Joaquim Vieira Braga, na guerra de 1885. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.° 72— Cartucheira com dois cartuchos e uma Espingarda Martini Henry, das que foram tomadas aos vátuas do Gungunhana, derrotados em Coolela no dia 7 de Novembro de 1895. Esta espingarda foi dada ao comandante do Batalhão expedicionário de Caça- dores n.° 3, major António Júlio de Sousa Machado, pelo general Galhardo, comandande da Brigada ex- pedicionária. (Cedida pelo Museu Militar) N.° 73 — Bastão, símbolo da autoridade, pertencente ao soba do Povo Grande do enclave de Cabinda e que era transmitido com os poderes consuetudinários, quando se dava a sucessão. Uma das figuras que ornam êste bastão representa um indígena vestido à europeia e em atitude de prece cristã — o que bem demonstra a influência portuguesa. (Cedido pelo Almirante Castelo Branco) N.° 74— Faca e cinturão do régulo Namecoi de Suipo, feito prisioneiro em 1912, durante a última revolta de Sangage (Angoche). (Cedido pelo Tenente-Coronel José Augusto Cunha) N.° 75 — Espingarda de luxo que pertenceu ao régulo Mur- rula. — Moçambique. (Cedida pelo Major Seutel de Abreu) N.° 76 — Punhal que pertenceu ao Rei do Congo e por êle oferecido ao oficial de Lanceiros João Maria de Figueiredo. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N.° 77 — Espada do último sultão de Zanzibar. (Cedida pela Sociedade de Geografia) 255
  • N.° 78 — Faca e cinturão do xeque de Sangaje, Mussa Pei Monade, feito prisioneiro em 1912, durante a re- volta de Sangage (Angoche). (Cedidos pelo Tenente-Coronel lost Augusto da Cunha) N.° 79 — Espingarda, Azagaia, Espada e Punhais apreendi- didos aos régulos Mamecuta-Muno, de Selege, Mempui-Muno, de Mona e Farelai de Mulabá, pela coluna de castigo às terras de Matadana e de Selege, sendo comandante o 2.° tenente Eduardo do Couto Lupi e chefe do Estado Maior o tenente João de Mendonça Perry da Câmara (Moçam- bique) . (Cedido por Eduardo Couto Lupi) N.° 80— Espingarda pertencente a um cuanhama e apreen- dida no combate da Mongua de 18 de Agosto de 1915. (Cedido por Joaquim Feliciano Parirei) N.° 81 —Fragmento de granada e emblema duma embarca- ção da «Macau», atingida pelos tiros dos piratas. Esta lancha-canhoneira tomou parte nas operações de Coloane, em 17 de Agosto de 1910. (Cedido pelo Contra-Almiranle Mala e Oliveira} N.° 82— Espingarda dum soldado de Infantaria, atravessada por uma bala dos cuanhamas, no combate da Mon- gua em 20 de Agosto de 1915. (Cedida pela Escola Militar) N.° 83 — Lança que pertenceu ao soldado n.° 96 do 2.° Es- quadrão de Lanceiros n.° 1 «Victor Manuel», Fran- cisco Relvas, um dos que combateram com mais arrojo no Bàrué (Moçambique), em 1902, e que foi atravessada por duas balas no terço inferior da haste. O cavalo dêste soldado foi mortalmente fe- rido por uma bala. (Cedida pelo Museu Militar) 256
  • N.» 84 Projéctil de artelharia da corveta «Afonso de Al- buquerque», que bombardeou Tungue em 27 de Fevereiro de 1887. (Cedido pela Sociedade de Geografia) Ao fundo da sala figuram: N.o 1 Primeira bandeira portuguesa arvorada no Dahomey. (Cedida pelo Ateneu Comercial do Pórto) |S|.° 2 Estandarte do Regimento de Artelharia n.° 8, con- decorado com a Cruz de Guerra de 1.* Classe pelas Campanhas em Africa. (Cedido pelo Museu Militar) N.° 3 — Bandeira que acompanhou a coluna na campanha do Bàrué—1902. (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) N.° 4 Galhardete de governador de distrito que perten- ceu a João de Almeida. (Cedido pelo General João de Almeida) N.° 5 — Distintivo de governador de distrito, que acompa- panhou o governador da Zambézia na coluna de operações ao Bàrué. (Cedido pela Sociedade de Geografia) N.° 6—Bandeira que acompanhou as tropas portuguesas na campanha de Maganja da Costa — 1898... (Cedida pelo Conselheiro Azevedo Coutinho) f\|/> 7 Bandeira do Regimento de Artilharia de Montanha, condecorada com a Cruz de Guerra de 1.* Classe pelas Campanhas em África. (Cedida pelo Museu Militar) 257
  • N.# 8— Bandeira que esteve hasteada num dos fortins da expedição durante a campanha de Niassa, 1899. (Cedida pelo Tenente Fernando Salgado) N.* i9—Bandeira árabe, tomada em Meninguene (Palma), em 23 de Fevereiro de 1887, pelo coronel de Cava- laria José Raimundo de Palma Velho. (Tradução da legenda árabe: «Deus é previdente»), (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.* 10—Bandeira indígena de guerra, tomada no Bié por Artur de Paiva—1891. Tem os dizeres: «Curica Coquete». (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.° 11—Bandeira da antiga Companhia Holandesa das ín- dias Orientais, tomada aos Lamequitos (Timor), no ataque à povoação fortificada de Aiassa, pelas forças portuguesas do comando do Governador Ci- priano Forjaz, em 1876. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.° 12—Espada do sultão de Zanzibar. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N.° 13 — Bandeira de guerra com legenda e sinais árabes, encontrada na povoação de Chi-Chuma, irmão do régulo Mataca. (Cedida pela Sociedade de Geografia) N ° 14 — Bandeira árabe tomada em Tungue, em 27 de Fe- vereiro de 1887 pelo coronel de Cavalaria José Raimundo de Palma Velho. (Tradução da legenda árabe: «Deus é previdente»). (Cedida pela Sociedade de Geografia) 258
  • No canto esquerdo do fundo da sala: N.® 15 — Bôca de fogo de bronze, 3,8 cm. de calibre com 0m,69 de comprimento. Tem como característica uma figura de gato em relêvo no primeiro reforço. Foi encontrada durante as operações de 1898, na Maganja da Costa. (Cedida pelo Mateu Militar) FIM DO J.° VOLUME w}- '< ■ . r* 2òb
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  • ÍNDICES
  • COLABORADORES DO 1.° VOLUME Pág. Ministro das Colónias XVII Agente Geral das Colónias XXVII Affonso de Dornelas 3 David Lopes 9 António Baião 25 Serafim Leite 41 e 97 Luiz de Montalvor 85 Gago Coutinho 119 José Justino Teixeira Botelho 145 Gastão Sousa Dias 231 Dimas Lopes de Aguiar 237
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  • ÍNDICE DO 1." VOLUME Póg Legislação V Comissão de Honra XIII » Orientadora XV Do Ministro das Colónias XVII Do Agente Cerai das Colónias XXVII Vestíbulo 1 Sala dos Brazões 3 » de Marrocos 9 > dos Monumentos literários 25 » do Brasil » » Oriente 85 » da Fé 97 » » Marinharia 119 Parque de material de guerra 139 1.* Sala Militar 145 2.» » » 205 Sala do Drama da Ocupação 231 3.* Sala Militar 237
  • W
  • índice das gravuras A seguir à pág.: Átrio—Infante D. Henrique, escultura de Francisco Franco XXX » —Afonso de Albuquerque, escultura de Diogo de Macedo XXX Sala dos Brasões — Aspecto geral » » » —Aspecto parcial 4 i » » —Alegoria da chegada dos portu- gueses à índia. Adaptação de Arlindo Vicente 8 Sala de Marrocos — Aspecto geral 8 » » » —D. Fernando, o Infante Santo, baixo-relêvo de Barata Feio... 16 » » » — «Fastos portugueses de Marro- cos», mapa de Roberto Araújo 16 Sala dos Monumentos Históricos, Literários e Cien- tíficos— Aspecto geral 24 Sala dos Monumentos Históricos, Literários e Cien- tíficos— Páginas do códice iluminado «Regimento da Declinação do Sol» 24
  • A jeguir à póg.: Sala dos Monumentos Históricos, Literários e Cien- tíficos — Página do «Almanach perpetuum» 32 Sala dos Monumentos Históricos, Literários e Cien- tíficos— «Reportório dos Tempos», de Valentim Fernandes 32 Sala dos Monumentos Históricos, Literários e Cien- tíficos— Página do códice iluminado «Descrição de todo o marítimo da Terra de Santa Cruz» 40 Sala do Brasil — Aspecto geral 40 » » » — Batalha de Guararapes, baixo-relêvo de Armando Mesquita 48 » » » — Uma mina de diamantes no sé- culo XVIII, baixo-relêvo de Ar- mando Mesquita 48 » » » —Alegoria do comércio do Pau Brasil, baixo-relêvo de Armando Mes- quita 64 » » » — O Padre António Vieira catequi- zando os índios, baixo-relêvo de Armando Mesquita 64 » » » —Figurinos militares, 1806 84 Sala do Oriente — Aspecto parcial 84 » » » —Túmulo de Afonso de Albuquer- que e pintura parietal represen- tando a tomada de Aden, por Mário Elói 86 » » » — Página colorida do «Roteiro do Mar Roxo» de D. João de Castro 86 » » » — A partida de uma nau portuguesa para o Oriente. Baixo-relêvo de Armando Mesquita 88
  • A seguir à pág. t Sala do Oriente — Embarcação indo-portuguesa. Bai- xo-relêvo de Armando Mesquita 88 , » » — D. João de Castro regressando a Goa. Baixo-relêvo de Armando Mesquita 92 „ » » — Um português transportado em li- teira nas ruas de Goa. Baixo-re- lêvo de Armando Mesquita ... 92 , „ » — Mapa da ocupação portuguesa no Oriente (India). Realização de Lino António 96 Sala da Fé — Aspecto geral 96 , » » — «O Cristo das Missões», pertencente ao Museu Machado de Castro 100 „ » » —S. Francisco Xavier. Escultura de Hein Semke , » » —St.° António. Escultura de Hein Semke 104 y » » —Catequese, painel de Almada Negreiros 104 » » » —Ensino, painel de Almada Negreiros... 108 „ » » —Assistência e caridade, painel de Ri- cardo Bensaúde 108 » » » — Explorações Missionárias, painel de Do- mingos Rebêlo 112 > » » —Martírio, painel de Domingos Rebêlo... 112 » » » —Vitral de Almada Negreiros 116 » » » — Rosto do Vocabulário da língua do Japão com a declaração em português 116 Sala da Marinharia — Aspecto geral 120 » » » —Um aspecto parcial 120 > » » — Adaptação do mapa de Cantino (1502). Execução de Al- mada Negreiros 128
  • A seguir ò póg.: Sala da Marinharia — Friso decorativo por Almada Negreiros 128 » » » — Página iluminada do Atlas de Fernão Vaz Dourado 136 » » » — Página do códice iluminado «Prática da arte de Nave- gar», de Luiz Serrão Pi- mentel 136 » » » — Reprodução de uma carta do «Atlas do Visconde de San- tarém» 144 I Sala Militar — Aspecto geral 144 » » » — Baixo-relêvo representando o assalto traiçoeiro de que foi vítima João Maria Ferreira do Amaral, gover- nador de Macau. Execução de Maximiliano Alves 204 II Sala Militar — Aspecto parcial 204 » » » — Vitrina com modelos de tropas colo- niais indígenas. Execução artís- tica de Tomaz de Melo (Tom) 224 » » » — Quadro horizontal alusivo ao «Feito de Chaimite». Realização artís- tica de Emérico Nunes 224 Sala do Drama da Ocupação — «O Drama Colonial». Grupo escultórico de Hein Semke 232 Sala do Drama da Ocupação — «O Drama da Ocupa- ção». Perfil do grupo escultórico de Hein Semke 232 Sala do Drama da Ocupação — «Tropa de África». Trí- ptico do tenente-coronel José Joaquim Ramos 236 III Sala Militar — Aspecto geral 236
  • Este livro realizado fela Edito- rial Atiça, Limitada, Rssa das Chagas, 23 a 27, Lisboa, foi composto t impresso durante o mis de Marpo de 1938
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