• VALORIZAR A IDENTIDADEEntidades distinguidas com o Prémio IdentidadeAlexandra Sofia Rangel
  • Ficha TécnicaEditorTítuloAutoraCapaPaginaçãoColecçãoVolumeTiragemImpressãoApoioISBN:Instituto Internacional de MacauValorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadeAlexandra Sofia Rangel António R. J. MonteiroLam Lai Man, CristinaMosaico401.000 exemplares Tipografia de WelfareFundação Macau978-99937-45-99-0Novembro, 2016IIM - Instituto Internacional de MacauRua de Berlim, no.204, Edf. Magnificient Court, Venus Court, 2 andarTel: +853 2875-1727 / Fax: +853 2875-1797 / Email: iim@iimacau.org.mowebsite: http://www.iimacau.org.mo/
  • Nota préviaRegulamento do “Prémio Identidade”Relação das personalidades individuais e colectivas contempladasMonsenhor Manuel TeixeiraDr. Henrique de Senna FernandesComendador Arnaldo de Oliveira SalesProf. Eng.º Luís de Guimarães LobatoUniversidade de MacauAssociação Promotora da Instrução dos MacaensesDiocese de MacauSanta Casa da Misericórdia de MacauUnião Macaense AmericanaMacanese Families e Projecto Memória MacaenseÍndice11152122262830343842465054
  • Club Lusitano, Hong KongGrupo Dóci Papiaçám di MacauEscola Portuguesa de MacauJardim de Infância D. José da Costa NunesCasa de Macau em Portugal BibliografiaNota biográfica da autora 58626670747983
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  • Nota PréviaA valorização da identidade macaense tem constituído preocupação prioritária do Instituto Internacional de Macau (IIM) desde a elaboração do seu primeiro programa de actividades, em 1999/2000. O seu acervo editorial compreende bastantes obras em que tal preocupação é visível, incluindo uma que até tem por título “A Identidade Macaense – The Macanese Identity” (IIM, 2001), de Renelde Justo Bernardo da Silva, professor da então Escola Comercial Pedro Nolasco que se radicou nos Estados Unidos da América após a aposentação. Este livro, tal como “Maquista Chapado – vocabulário e expressões do crioulo português de Macau”, de Miguel Senna Fernandes e Alan Norman Baxter, e “Macau somos nós – Um mosaico da memória dos Macaenses no Rio de Janeiro”, de Andréa Doré, Anita Correia de Almeida e Carlos Francisco Moura, foi preparado pelo IIM especialmente para apresentação no “Encontro das Comunidades Macaenses do Novo Milénio – Macau 2001”, levado a efeito de 28 de Novembro a 5 de Dezembro de 2001.Na reunião anual da assembleia geral do IIM, em 2002, foi aprovada a criação do “Prémio Identidade”, bem como o respectivo regulamento, estabelecendo como propósito do mesmo distinguir entidades que, “pela sua acção, obra e exemplo, contribuam, activa e significativamente, para a identidade de Macau”. O Prémio “corporiza o mais nuclear espírito do IIM, consagrado na suas vocação e finalidades estatutárias, e contempla aquelas personalidades individuais ou colectivas que, nos campos da Cultura em geral, nas Artes, no Pensamento, na Antropologia, nas Ciências Jurídicas e na Educação e Ensino venham contribuindo relevantemente para a substanciação dos factores da identidade de Macau.”11Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • A primeira entidade distinguida, em 2003, foi o monsenhor Manuel Teixeira, sacerdote e historiador, uma das figuras mais notáveis da vida cultural macaense, que deixou definitivamente o nosso convívio com 91 anos de idade, poucos meses antes da data marcada para o prémio lhe ser formalmente entregue. Seguiram-se o escritor, advogado e professor macaense Henrique de Senna Fernandes (2004); o comendador Arnaldo de Oliveira Sales (2005), respeitada figura pública de Hong Kong, onde presidiu ao Urban Council, ao Club Lusitano e ao Comité Olímpico; o Prof. Luís de Guimarães Lobato (2006, ex-aequo), grande impulsionador da Casa de Macau em Portugal e presidente da Fundação Casa de Macau; a Universidade de Macau (2006, ex-aequo), pelo relevante papel que teve na formação e valorização de novos quadros locais para a administração de Macau; a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (2007), organismo centenário vocacionado para a educação da juventude macaense e promotor de encontros das comunidades macaenses; a Diocese de Macau (2008), cuja relevância, especialmente nas áreas da acção missionária, na educação e no apoio social, dispensa qualquer justificação; a Santa Casa da Misericórdia (2009), entidade com existência plurissecular que se confunde com a História de Macau, continuando a funcionar no século XXI como importante instituição de solidariedade social; a União Macaense Americana (2010), organização da diáspora, no cinquentenário da sua fundação, na Califórnia (EUA); dois projectos electrónicos intitulados “Macanese Families” e “Projecto Memória Macaense” (2011, ex-aequo), ambos preservadores e divulgadores da memória e de valores macaenses, o primeiro lançado na Austrália e o outro no Brasil (São Paulo); o Club Lusitano de Hong Kong (2012), antiga e prestigiada agremiação cultural e social de Portugueses do Mosaico XL12
  • Oriente; o Dóci Papiaçám di Macau (2013), grupo de teatro que, através das artes cénicas, vem contribuindo para preservar e dignificar o velho crioulo português de Macau, o patuá macaense; a Escola Portuguesa de Macau (2014), herdeira e continuadora de outras escolas de Macau, como a Escola Comercial Pedro Nolasco e o Liceu Nacional Infante D. Henrique, e instrumento fundamental para a manutenção do ensino da língua portuguesa e de um sistema de ensino tendo o Português como língua veicular; o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes (2015), que deu formação de base a gerações de crianças de Macau e articula hoje com a Escola Portuguesa o ensino em língua portuguesa; e, finalmente, a Casa de Macau em Portugal (2016), por ocasião da jubilosa comemoração do seu 50.º aniversário.A autora deste trabalho é Alexandra Sofia de Senna Fernandes Hagedorn Rangel, investigadora académica e colaboradora do IIM. Escreveu “Filhos da Terra – A Comunidade Macaense, ontem e hoje”, que o IIM publicou em 2012 e integrou na sua colecção “Suma Oriental”. Macau, Maio de 2016Instituto Internacional de Macau13Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • do Regulamento “Prémio Identidade”(aprovado em reunião da Assembleia Geral do IIM em 2002)
  • Artigo IO Instituto Internacional de Macau (IIM) institui, desde o corrente ano de 2002, o “Prémio Identidade”, cuja vocação é distinguir a personalidade ou a instituição que, pela sua acção, obra e exemplo, contribuam, activa e significativamente, para a identidade de Macau. Este Prémio corporiza o mais nuclear espírito do IIM, consagrado nas suas vocação e finalidades estatutárias, e contempla aquelas personalidades individuais ou colectivas que, nos campos da Cultura em geral, nas Artes, no Pensamento, na Antropologia, nas Ciências Jurídicas e na Educação e Ensino venham contribuindo relevantemente para a substanciação dos factores da identidade de Macau.Artigo IIExpressão genuína do espírito fundacional do IIM, o “Prémio Identidade” é assumido e atribuído pelo corpo universal dos seus órgãos dirigentes. Assim, a decisão do “Prémio Identidade” caberá a um Júri composto pelos elementos dos corpos sociais do IIM no pleno gozo dos seus direitos.O Júri será presidido pelo Presidente da Direcção do IIM, que terá a faculdade de voto de qualidade em caso de empate, e de designar o Secretário do Júri responsável pela redacção das Actas das reuniões.Cabe ao Presidente dirigir as reuniões. Mosaico XL16
  • Artigo IIIOs corpos gerentes do IIM, reunidos em assembleia de Júri do “Prémio Identidade”, podem votar, propor, sugerir e advogar os nomes de entidades candidatas ao Prémio.A decisão da entidade distinguida será determinada por votação e por maioria simples (metade dos votos mais um). Artigo IVO Júri reunirá durante o primeiro trimestre de cada ano e por convocatória assinada pelo Presidente da Direcção do IIM.Cada um dos elementos dos corpos gerentes constitutivos do Júri poderá, a partir do dia 1 de Janeiro de cada ano, apresentar as suas propostas de nomes de candidatos ao Prémio.Artigo VAs propostas deverão ser feitas por escrito e assinadas, e acompanhadas de documentos anexos em que o proponente justifique, com argumentos e factos, a candidatura da entidade apresentada.A natureza do Prémio exorta os organizadores a executarem, no final, uma edição memorial dedicada à figura ou instituição distinguida. 17Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Artigo VIO Prémio é anunciado até ao dia 31 de Março de cada ano civil.Artigo VIIO Prémio é, em princípio, indivisível. Pode, no entanto, ser atribuído ex-aequo, no caso de se verificar impasse decisório ou equilíbrio entre propostas durante a reunião da votação.Artigo VIIIO Prémio não tem, por princípio, natureza material ou pecuniária, sendo simbolizado e corporizado num diploma solene e num troféu memorial. Procura-se, sobretudo, com a instituição do Prémio, homenagear publicamente e apontar como exemplo a figura a distinguir.Pode, no entanto, e no caso de ser atribuído a personalidade singular, tomar também a forma de subsídio financeiro. A decisão nestes casos competirá ao colectivo dos elementos do Júri. Mosaico XL18
  • 19Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
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  • • 2003 – Monsenhor Manuel Teixeira• 2004 – Dr. Henrique de Senna Fernandes• 2005 – Comendador Arnaldo de Oliveira Sales• 2006 – Prof. Eng.º Luís de Guimarães Lobato e Universidade de Macau (ex-aequo)• 2007 – Associação Promotora da Instrução dos Macaenses• 2008 – Diocese de Macau• 2009 – Santa Casa da Misericórdia de Macau • 2010 – União Macaense Americana• 2011 – Macanese Families e Projecto Memória Macaense (ex-aequo)• 2012 – Club Lusitano, Hong Kong • 2013 – Grupo Dóci Papiaçám di Macau• 2014 – Escola Portuguesa de Macau• 2015 – Jardim de Infância D. José da Costa Nunes • 2016 – Casa de Macau em Portugal Relação das personalidades individuais e colectivas contempladas21Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Monsenhor Manuel TeixeiraManuel Teixeira nasceu a 15 de Abril de 1912 em Freixo-de-Espada-à-Cinta, localidade transmontana famosa pelo número significativo de missionários que de lá saíram em direcção ao Oriente. Após terminar o ensino primário, Manuel Teixeira partiu para Macau com apenas 12 anos, ingressando no Seminário de S. José onde mais tarde se tornou padre. Como missionário fez trabalho importante em Macau e também em Malaca e Singapura, onde viveu mais de uma década e foi superior e vigário-geral das Missões Portuguesas de Singapura e Malaca. Em Macau foi director dos periódicos “Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau”, “Arquivos de Macau” e “Boletim do Instituto Luís de Camões, além de ter colaborado noutras publicações, tanto em Macau como em Portugal e no estrangeiro. Exerceu a docência no Seminário de S. José, no Liceu de Macau e na Escola Comercial Pedro Nolasco. Após os incidentes do “1, 2, 3” (Dezembro de 1966) em que o espólio dos arquivos do Leal Senado foi vandalizado e atirado à rua por manifestantes comunistas, Manuel Teixeira fez parte duma equipa, com Luís Gonzaga Gomes e Benjamim Videira Pires, S. J., que procedeu à recolha, recuperação e reorganização dos arquivos (Arrimar 1999: 5-6). 23Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • O seu interesse pela investigação histórica levou-o a conhecer profundamente a história e a sociedade de Macau, o que lhe permitiu representar Macau e Portugal em vários congressos internacionais (em Manila, Singapura, Taipé, Sydney, Paris e Banguecoque) e publicar uma vastíssima bibliografia: “A obra deste grande vulto da cultura macaense é composta por mais de cem livros e para cima de duas centenas de artigos, além de incontornáveis apontamentos e crónicas do quotidiano publicados na imprensa de Macau” (Martins 2011c: 1414). “Macau e a sua Diocese”, com 16 volumes (1940-1979), foi por ele próprio considerada a sua obra principal. “Os Militares em Macau” e “Toponímia de Macau” foram premiados pela Fundação Calouste Gulbenkian (Prémio de História).Esteve activamente ligado a relevantes organismos académicos e culturais, como a Associação Internacional de Historiadores da Ásia, a Academia Portuguesa de História, a Academia de Marinha, a Sociedade de Geografia de Lisboa, a Sociedade Científica Católica Portuguesa, o Centro de Estudos Históricos Ultramarinos e o Conselho da Universidade da Ásia Oriental, de que foi um dos primeiros doutores honoris causa. Recebeu altas distinções, entre as quais o oficialato da Ordem do Império Colonial, a comenda da Ordem do Infante D. Henrique, a medalha de Valor de Macau, a comenda da Ordem Militar de Santiago Mosaico XL24
  • 25Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidadeda Espada, Figura do Ano em Macau (1982) e Cidadão Benemérito de Macau. No ano em que celebrou o jubileu de ouro sacerdotal (1984), a Santa Sé atribuiu-lhe o título de monsenhor. Personalidade inolvidável para quem o conheceu, Manuel Teixeira faleceu em Chaves (Portugal) a 15 de Setembro de 2003, com 91 anos, meses após ter sido a primeira pessoa galardoada com o Prémio Identidade.
  • Dr. Henrique de Senna Fernandes27Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadeHenrique Rodrigues de Senna Fernandes nasceu em Macau a 15 de Outubro de 1923, oriundo de uma das mais antigas famílias do território. Fez os ensinos básico e secundário em Macau. Terminou, em 1952, o curso de Direito na Universidade de Coimbra e regressou a Macau dois anos depois, exercendo advocacia desde então. Foi também professor na Escola Primária Oficial, no Liceu Nacional Infante D. Henrique, na Escola do Magistério Primário e na Escola Comercial Pedro Nolasco, de que foi director durante doze anos, sendo recordado com saudade e admiração por milhares de alunos que o consideram um dos melhores mestres de gerações de jovens de Macau (Rangel 2006: 101).Desempenhou cargos em organismos públicos e associativos, como director da Biblioteca Central de Macau e da Biblioteca Sir Robert Ho Tung, director do Centro de Informação e Turismo do Governo de Macau, membro do Conselho Consultivo do Governador de Macau e presidente do Rotary Clube de Macau, da Assembleia Geral da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses e da Associação dos Advogados de Macau.
  • Foi colaborador em vários periódicos de Macau, como A Voz de Macau, Notícias de Macau, O Clarim, Gazeta Macaense e Ponto Final, e nas revistas Mosaico e Revista de Cultura. Foi também crítico de cinema na Emissora de Radiodifusão de Macau.Publicou duas compilações de contos, Nam Van – Contos de Macau (1978) e Mong Há (1998), e dois romances, Amor e Dedinhos de Pé (1985) e A Trança Feiticeira (1993), este último com uma tradução em língua inglesa, The Bewitching Braid. Os dois romances foram levados ao cinema: Amor e Dedinhos de Pé foi realizado por Luís Filipe Rocha em 1993, e A Trança Feiticeira por Yuanyuan Cai em 1996. Os actores principais foram, respectivamente, Joaquim de Almeida, no papel de Francisco da Frontaria, e Ricardo Carriço, no papel de Adozindo. O seu conto “A-Chan, a Tancareira”, vencedor do Prémio Fialho de Almeida dos Jogos Florais da Queima das Fitas de 1950 da Universidade de Coimbra, relata a história de amor em Macau entre uma chinesa pobre, tancareira, chamada A-Chan, e um marinheiro português, Manuel, nos inícios da década de 40 do século XX.O agora denominado Instituto Cultural do Governo da Região Administrativa Especial de Macau assumiu recentemente o propósito de publicar a sua obra completa, que inclui um romance inédito intitulado “Os Dores”. Mosaico XL28
  • 29Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadeFoi condecorado com o grau de oficial da Ordem de Instrução Pública (1978), a comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1986), as medalhas de Mérito Cultural (1989) e de Valor (1995) do Governo de Macau, o grau de grande oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada (1998), o título de Cidadão Emérito de Macau (1999) e a medalha de Mérito Cultural da Região Administrativa Especial de Macau (2001) (Rangel 2006: 101-102). Em 2003, foi eleito académico correspondente da Academia Internacional da Cultura Portuguesa e, em 2004, recebeu o Prémio Identidade do Instituto Internacional de Macau.Henrique de Senna Fernandes faleceu no dia 4 de Outubro de 2010. Não obstante problemas de saúde que limitaram a sua intervenção cívica e cultural, continuou nos últimos anos da vida a ser um membro activo de várias organizações, como o Conselho das Comunidades Macaenses e a Confraria da Gastronomia Macaense. Na nota de abertura do seu livro de contos Nam Van – Contos de Macau, escreveu: “Se alcancei o meu objectivo, ficarei grato por saber que prestei um serviço à minha terra” (Fernandes 1978: 4). É óbvio que sim.
  • Comendador Arnaldo de Oliveira Sales31Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadeArnaldo de Oliveira Sales nasceu em Cantão (China) em 1921 e é “um dos mais notáveis membros da comunidade portuguesa de Hong Kong” (Martins 2010: 348). Na antiga colónia britânica foi presidente do Urban Council (1957-1981), Housing Authority (1957-1980) e Hong Kong Chamber of Commerce (1937-1981), além de ter feito parte de várias outras instituições. Personalidade influente também na área do desporto, presidiu ao Comité Olímpico de Hong Kong, ao Conselho Olímpico da Ásia e à Federação dos Jogos da Commonwealth (Martins 2010: 348). Em 1967, Arnaldo de Oliveira Sales tornou-se presidente do Club Lusitano, contribuindo para uma nova era de prestígio desta instituição. Também presidiu ao Club de Recreio e a outras agremiações portuguesas de Hong Kong, território onde a comunidade portuguesa exerceu enorme influência desde os primórdios da administração britânica. O Urban Council, a que presidiu eficazmente ao longo de mais de duas décadas, tinha funções correspondentes às de uma grande câmara municipal. A sua acção, em variadas vertentes, do urbanismo à cultura, foi amplamente reconhecida.
  • Recebeu altas condecorações nacionais e estrangeiras (oficial da Ordem do Império Britânico, comendador da Ordem do Império Britânico, grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique e a Grand Bauhinia medal) e elevadas distinções de organismos da sociedade civil. A saúde e a idade afastaram-no progressivamente da vida activa, tendo cessado qualquer intervenção cívica há mais de uma década. Apesar de ter passado praticamente a vida toda em Hong Kong, manteve a nacionalidade portuguesa e sempre manifestou o seu orgulho em ser português. Em 2016 foi apresentado no Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa, um documentário da jornalista da TDM Ana Isabel Dias intitulado “A Voz de Sales”, onde o comendador Arnaldo de Oliveira Sales fala sobre a sua vida e os momentos mais marcantes da sua carreira, entre os quais o seu esforço para que Hong Kong fizesse parte do Comité Olímpico Internacional e o seu papel no salvamento da delegação olímpica de Hong Kong, alojada ao lado da delegação de Israel, durante o ataque terrorista nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972. O documentário, baseado numa entrevista efectuada pelo Arquivo de História Oral da Universidade de Hong Kong, junta também depoimentos de familiares, amigos e colaboradores, que enaltecem os valiosos serviços que prestou, bem como os traços mais relevantes da sua personalidade, destacando o patriotismo, a eficiência, a determinação e a exigência como qualidades que sempre revelou. Mosaico XL32
  • 33Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadeA Federação do Desporto e o Comité Olímpico de Hong Kong publicaram uma biografia comemorativa como agradecimento e homenagem a todo o seu trabalho em prol do desporto. Com o título “A. de O. Sales – Trailblazer for Hong Kong’s Road to the Olympics”, é ali realçada a contribuição do seu presidente honorário vitalício nas diferentes áreas da sociedade civil onde se destacou. Foi galardoado com o Prémio Identidade em 2005, tendo o Club Lusitano, instituição a que presidiu com honra e dignidade, recebido o mesmo prémio em 2012.
  • Prof. Eng.º Luís de Guimarães Lobato35Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadeLuís Maria Nolasco de Guimarães Lobato nasceu em Macau a 13 de Maio de 1915 e faleceu em Lisboa a 4 de Janeiro de 2009, com quase 94 anos. Formou-se em engenharia no Instituto Superior Técnico em Lisboa, onde também exerceu a docência até chegar a professor catedrático. Como engenheiro esteve ligado, entre outras, às seguintes obras: a construção do Aeroporto Internacional de Lisboa, a canalização da Ribeira de Alcântara, as intervenções urbanísticas da Praça Francisco Sá Carneiro, da Avenida Gago Coutinho e dos bairros do Restelo e de Alvalade, a criação do Parque Florestal de Monsanto, a barragem do Castelo de Bode, os grandes armazéns do Porto de Lisboa, o metropolitano de Lisboa, a Ponte Salazar (agora Ponte 25 de Abril), a Universidade Católica Portuguesa e a sede e museus da Fundação Calouste Gulbenkian (Rangel 2009: 18).
  • Foi um dos instituidores e o presidente honorário da Fundação Casa de Macau e sócio honorário (além de sócio número um) da Casa de Macau em Portugal, assim como administrador da Fundação Calouste Gulbenkian durante quase 30 anos. Ali foram realizadas importantes iniciativas relacionadas com Macau e o Oriente, podendo-se destacar a exposição “Macau – 400 anos de Oriente”. Desempenhou os cargos de director e vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, presidente do Gabinete de Estudos e Planeamento de Transportes Terrestres, director e director-geral do Metropolitano de Lisboa, inspector do Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes, presidente da Associação Portuguesa das Jornadas de Engenharia de Língua Portuguesa, director do Gabinete de Estudos e Urbanização da Câmara Municipal de Lisboa, conselheiro científico da Universidade Técnica de Lisboa, presidente do Instituto de Soldadura e Qualidade, consultor da UNESCO, fundador e presidente da Câmara de Comércio Luso-Marroquina e presidente da Associação Naval de Lisboa e da Aporvela – Associação Portuguesa de Treino de Vela, de que foi fundador. Foi também membro da Comissão Instaladora da Universidade Católica Portuguesa, do Conselho Nacional da Normalização, da Comissão Nacional dos Descobrimentos Portugueses e do Conselho de Curadores da Fundação Jorge Álvares (Rangel 2010: 295). Mosaico XL36
  • 37Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadePelos serviços que prestou foi agraciado com as seguintes distinções: doutor honoris causa pela Universidade Católica Portuguesa, grã-cruz e grande oficial da Ordem do Infante D. Henrique, comendador da Ordem de Santiago de Espada, comendador da Ordem Real de Marrocos, medalha Vasco da Gama de Mérito Naval, cavaleiro das Ordens do Santo Sepulcro e de S. Lázaro de Jerusalém, membro honorário do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro e membro emérito da Academia de Marinha (Rangel 2010: 296). Recebeu o Prémio Identidade em 2006, numa cerimónia onde, com emoção, recordou aspectos da sua vida e carreira e foi elogiado pelo presidente do Instituto Internacional de Macau, Jorge Rangel, como “Macaense digno do reconhecimento de toda a comunidade, Português merecedor do agradecimento da Pátria de todos nós”.
  • Universidade de Macau39Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadeA história da Universidade de Macau (UM) começa em 1981, quando foi fundada a Universidade da Ásia Oriental, estabelecimento de ensino privado que marcou o início do ensino superior moderno em Macau. Após a assinatura da Declaração Conjunta em 1987, o Governo de Macau iniciou as preparações para a transformação da Universidade da Ásia Oriental em universidade pública para corresponder às necessidades de recursos humanos durante o período de transição, pelo que, em 1988, através da Fundação Macau, a Universidade foi adquirida pelo Governo. A partir daí, a reestruturação da Universidade foi sendo feita, dando-se especial importância aos cursos de Educação, Direito, Administração Pública e Ciência e Tecnologia, continuando a língua inglesa a ser a principal língua veicular, mas sendo também usada as línguas portuguesa e chinesa em vários cursos novos.Em 1991 a Universidade passou a ser pública e mudou o seu nome para Universidade de Macau. O número de estudantes foi aumentando progressivamente e mais cursos foram criados, além de mestrados e doutoramentos. Em 1994 existiam já cinco faculdades e em 1997 os cursos de licenciatura e mestrado foram
  • oficialmente reconhecidos pelo Ministério da Educação de Portugal. Em 1999 a Universidade contava com 2.865 alunos, dos quais 539 eram mestrandos e doutorandos, número que se foi tornando cada vez mais significativo graças às bolsas de estudo concedidas. O campus da UM encontra-se agora na ilha chinesa de Hengqin, num moderno e vasto complexo onde se situam os edifícios administrativos, biblioteca, residências para docentes, alunos e pessoal, minimercados, centros recreativo e desportivo, laboratórios e as diversas faculdades e centros de estudos. Este modelo de campus residencial foi inspirado no de universidades como Oxford, Cambridge e Yale, sendo objectivo principal a interacção de alunos para melhorarem a sua proficiência interpessoal, autodisciplina, independência e confiança. A língua veicular continua a ser a inglesa, mas alguns cursos são leccionados em chinês e português. Foi introduzida uma nova área de estudos denominada “Macaulogia”, que a UM espera poder desenvolver como uma importante e internacionalmente reconhecida área académica que promova a compreensão da cultura e sociedade de Macau. A UM continua a ser a única universidade pública em Macau e são reconhecidos os seus progressos nas áreas da educação, investigação e serviço em prol da comunidade, seguindo práticas internacionais mas procurando acompanhar o desenvolvimento e Mosaico XL40
  • 41Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidadeas necessidades do território de Macau. Ao recrutar mais docentes de várias nacionalidades foi criado um ambiente multicultural e multilinguístico para os alunos, desenvolvendo-lhes as capacidades profissionais e conhecimento essenciais para a sua formação. A UM tem conferido títulos honoríficos a personalidades destacadas, reforçando as ligações à comunidade local e internacional e trazendo visibilidade mundial para a instituição. A Universidade de Macau recebeu em 2006 (ex-aequo) o Prémio Identidade como reconhecimento de anos de trabalho a formar jovens de Macau e a produzir investigação académica de qualidade, particularmente na área da Ciência e Tecnologia. Os seus anos de afirmação e de consolidação foram muito bem sucedidos. Quando o Prémio Identidade lhe foi atribuído, eram os seus principais responsáveis os Professores Yu Vai Pan e Rui Paulo Martins, reitor e vice-reitor. O tempo dirá se as mudanças profundas depois operadas foram as mais adequadas para Macau.
  • Associação Promotora da Instrução dos MacaensesInstituição centenária fundada em 1871 e vocacionada para o desenvolvimento da educação da comunidade macaense, a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) foi criada por um grupo de macaenses influentes (incluindo Pedro Nolasco da Silva) num tempo em que se sentiu a necessidade de a comunidade macaense tomar medidas para que a juventude de Macau não ficasse prejudicada com a falta de apoios oficiais neste domínio e com decisões controversas tomadas pelas autoridades nacionais quanto à permanência de professores estrangeiros em escolas do Império Português.Tendo começado por subsidiar o funcionamento de escolas existentes no território para impulsionar a educação, em 1878 a APIM fundou a Escola Comercial (denominada Escola Comercial Pedro Nolasco em 1919) para dar resposta à necessidade de preparação profissional para os jovens macaenses arranjarem emprego na função pública e nos escritórios comerciais, não só em Macau mas também noutras paragens do Oriente como Hong Kong, Xangai e Singapura. Esta escola foi extinta 120 anos depois, 43Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • em 1998, ano em que a Escola Portuguesa de Macau foi instalada nesse complexo escolar, tornando-se a APIM membro da Fundação Escola Portuguesa de Macau, entidade com responsabilidades de gestão deste novo estabelecimento de ensino cuja língua veicular é a portuguesa e que recebeu o Prémio Identidade em 2014. A APIM é também responsável pela gestão e funcionamento do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, igualmente em língua portuguesa e receptor do Prémio Identidade em 2015. A missão da APIM manteve-se, assim, importante mesmo após a transição político-administrativa de Macau operada em Dezembro de 1999.Os seus estatutos estabelecem como principais objectivos os seguintes: promover a educação integral da juventude de Macau, difundir as línguas portuguesa e chinesa, bem como as respectivas culturas, promover a realização de cursos extracurriculares e de formação artística e técnico-profissional, conceder bolsas de estudo e prémios escolares, e facultar material escolar e desportivo a alunos carenciados.A APIM mantém uma biblioteca com livros maioritariamente em português, participa na organização dos Encontros das Comunidades Macaenses e publica livros sobre Macau e a comunidade macaense, além de ser também membro associado da Associação das Universidades de Língua Portuguesa.Mosaico XL44
  • Da sua galeria de membros honorários constam vários governadores de Macau, o ministro do Ultramar Sarmento Rodrigues, um director-geral de Ensino do Ultramar e vários ilustres “filhos da terra”, como Pedro Nolasco da Silva, Luís Nolasco, Carlos Paes d’Assumpção e Henrique de Senna Fernandes. Pelo trabalho que tem feito ao longo de mais de 100 anos em prol da educação da juventude local, a APIM foi galardoada com o Prémio Identidade em 2007, o qual foi entregue ao seu presidente, José Manuel de Oliveira Rodrigues, numa sessão do Encontro das Comunidades Macaenses nesse ano realizada. 45Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Diocese de MacauA Igreja Católica, com o seu conjunto de congregações, irmandades e outros organismos associados, conseguiu ser a mais perene e consequente de todas as instituições, realizando objectivos de natureza social e educativa, para além do apostolado. Comunidade ligada aos valores cristãos desde os primórdios, os macaenses identificaram-se largamente com a acção missionária e envolveram-se, ao longo da história, no funcionamento desses organismos, participando nas actividades religiosas e colaborando na sua obra social. A Diocese de Macau foi estabelecida em 1576 por bula do Papa Gregório XIII. Originalmente cobria as vastas regiões da China, Japão, Vietname e o arquipélago da Malásia e estava subordinada à Arquidiocese de Goa, na então Índia Portuguesa. Com o passar dos tempos outras dioceses foram fundadas e a de Macau foi perdendo a maior parte do seu território, acabando por administrar apenas a cidade de Macau. As últimas paróquias estrangeiras sob a sua administração foram as de São José (Singapura) e de São Pedro (Malaca), que se separaram da Diocese de Macau em 1981.47Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Mosaico XL48A Diocese de Macau encontra-se dividida em seis paróquias (Sé, São Lázaro, Santo António, São Lourenço, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Carmel), duas quase-paróquias (São Francisco Xavier e São José) e uma missão em Coloane (São Francisco Xavier). Os santos padroeiros são São Francisco Xavier e Santa Catarina de Siena e o lema é “Scientia et Virtus” (Sabedoria e Virtude). O Seminário de S. José desempenhou uma missão importantíssima na formação de missionários e as escolas católicas do território, pelo seu número e qualidade, exerceram uma influência decisiva na educação da juventude. Já no fim do período de transição, a Diocese colaborou com a Universidade Católica Portuguesa na criação de uma nova instituição de ensino superior local, inicialmente denominado Instituto Inter-Universitário de Macau (agora Universidade de S. José). A fé católica tornou-se parte da cultura e do legado de Macau. Várias igrejas fazem parte do centro histórico da cidade, consagrado património mundial pela UNESCO, e as Ruínas de São Paulo são o ex-libris da cidade. Foi de Macau que partiram missionários para todo o Oriente ao longo de séculos.
  • 49Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadeA Diocese de Macau teve à sua frente prelados portugueses até vésperas da transição, quando foi designado o primeiro bispo de etnia chinesa, D. Domingos Lam, natural de Hong Kong e formado em Macau, no Seminário de S. José, sendo fluente na língua portuguesa. D. Domingos Lam faleceu em 2009, quando já era bispo de Macau D. José Lai, natural de Macau e formado no Seminário de Leiria, que foi sucedido em 2016 por D. Estêvão Lei (Stephen Lee), anteriormente bispo auxiliar de Hong Kong, sua terra natal. A Igreja continua a ter um papel da maior relevância na sociedade de Macau, com uma intervenção muito significativa no ensino e através de organismos de solidariedade social. Por estas razões recebeu o Prémio Identidade em 2008.
  • Santa Casa da MisericórdiaAlgumas instituições macaenses, pela sua antiguidade, reportam-se quase ao início de Macau, tendo sobrevivido, pela sua capacidade de afirmação, até aos nossos dias, como é o caso da Santa Casa da Misericórdia de Macau, fundada em 1569 pelo bispo D. Melchior Carneiro e ainda agora em funcionamento, cumprindo a missão de apoio social que presidiu à sua criação. Esta foi a segunda mais antiga misericórdia ultramarina, estabelecida logo a seguir à de Goa (Provedoria da Santa Casa da Misericórdia 1969: 10-14).Após a sua fundação foi também criada uma Confraria da Misericórdia para “socorrer as necessidades de todos os pobres, católicos ou pagãos, portugueses ou chineses, escravos ou livres” (Teixeira 1969: 109). Ao longo da sua história a Santa Casa criou o Hospital dos Pobres (mais tarde Hospital de S. Rafael e actualmente o edifício do Consulado de Portugal em Macau), um estabelecimento para cuidar dos leprosos, vários asilos para órfãos e viúvas e casas para acolher os pobres. Em 1937, com fundos da Santa Casa, ficaram concluídas 612 casas no novo bairro “Tamagnini Barbosa” para famílias desfavorecidas. 51Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Mosaico XL52A obra da Santa Casa não se estendeu apenas a Macau, pois a sua ajuda foi oferecida a outros países próximos, tal como referiu o monsenhor Manuel Teixeira: “a benemerência da Santa Casa cobria não só toda a área e população de Macau, mas se estendia a todas as Missões dos Jesuítas Portuguesas no Extremo Oriente: China, Hainão, Japão, Tonquim, Cochinchina, Camboja e Sião” (Teixeira 1969: 110). “Poderemos, porventura, encontrar nestes 400 anos da história de Macau instituição mais benemérita que a Santa Casa?” foi a pergunta que Manuel Teixeira fez na sua obra “Macau e a sua Diocese: O Culto de Maria em Macau”, onde também escreveu o seguinte: “Perante o que se fez no passado e o que está fazendo no presente, a Santa Casa da Misericórdia de Macau é credora da gratidão dos homens, da admiração e das homenagens de todas as almas bem formadas, do reconhecimento dos Poderes Públicos e de Portugal inteiro, pois é neste monumento mais do que nas pedras e nos bronzes que o Mundo Oriental se pode e deve admirar as virtudes da alma portuguesa, que através destes 400 anos se vem desentranhando em actos de benemerência mais resplandecentes do que o próprio sol, pois que refletem o fulgor da Virtude, o sol divino da Caridade” (Teixeira 1969: 113).
  • Como é dito na obra “Dicionário Temático de Macau”, “A Santa Casa da Misericórdia, embora sujeita às vicissitudes desfavoráveis em certos períodos da sua existência, atravessando momentos de crise, soube resistir às contrariedades, interpretando o carácter essencial dos problemas humanos e sociais de cada época. (...) foi a instituição que teve o papel primordial na assistência social em Macau, em que deixou sempre transparecer o bem vivo testemunho da função altruísta, inspirada em elevados sentimentos de filantropia, que está subjacente ao espírito de todas as misericórdias” (Martins 2011c: 1333-1334).Foi por todo este altamente meritório trabalho que a Santa Casa da Misericórdia de Macau recebeu o Prémio Identidade em 2009.53Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Mosaico XL54
  • União Macaense AmericanaTendo comemorado 50 anos de funcionamento em 2009, a União Macaense Americana (UMA) foi galardoada com o Prémio Identidade do IIM em 2010, durante o Encontro das Comunidades Macaenses, numa cerimónia que decorreu no Teatro D. Pedro V, sendo a primeira Casa de Macau a receber o prémio. O júri deste prémio teve em consideração esta importante iniciativa de macaenses num tempo em que os subsídios eram inexistentes e os apoios muito escassos. Foi graças à persistência e à determinação dos seus fundadores que a UMA se constituiu como a primeira agremiação macaense fora de Macau e de Hong Kong. 55Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Mosaico XL56Com mais de 600 membros, a UMA é uma organização de natureza social e cultural sem fins lucrativos e tem como missão preservar e valorizar a cultura, o legado, as tradições e a história da comunidade macaense. Para isso, mantém protocolos de cooperação com as outras Casas e associações similares, em Macau e noutros países, e com organismos como o Instituto Internacional de Macau e o Conselho das Comunidades Macaenses. O seu boletim de notícias “UMA Bulletin” mantém os sócios informados quanto a actividades e notícias, além de partilhar a história da comunidade macaense e a sua diáspora, havendo igualmente uma página na Internet dedicada à Casa, à sua história e funcionamento, bem como aspectos relevantes da história de Macau e de Portugal: http://www.uma-casademacau.comPara promover o convívio entre os sócios, organizam regularmente almoços e jantares de culinária macaense, torneios de jogos e desporto, festas para comemorar datas importantes, entre outros eventos de cariz social. São também atribuídas bolsas de estudo a jovens que sejam filhos ou netos de sócios para ingressar no ensino superior.
  • 57Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadeA sua sede encontra-se no Macau Cultural Center em Fremont, Califórnia, num edifício histórico que foi adquirido com apoios do Governo de Macau e que a direcção do Centro recuperou e mantém. Ali funcionam também o Lusitano Club da Califórnia e a Casa de Macau (USA). Uma sede partilhada permitiu a estas três agremiações macaenses a realização de mais actividades conjuntas, estreitando as relações entre todos os seus membros. A comunidade macaense nos Estados Unidos da América está espalhada por várias partes do país, mas a sua maior concentração verifica-se em torno da Bay Area de São Francisco, na Califórnia. As Casas de Macau e alguns outros organismos macaenses ali situados contribuem para uma maior divulgação de Macau, para estreitar relações com a terra-mãe e para reforçar a coesão no seio da comunidade.
  • Mosaico XL58
  • Macanese Families e Projecto Memória MacaenseEstas duas páginas na Internet receberam ex-aequo o Prémio Identidade em 2011 pelo trabalho de recolha e divulgação de informação e materiais relativos à história de Macau e da comunidade macaense. Disponível em inglês e português, o site “Macanese Families” foi criado pelo Professor Henrique d’Assumpção com os seguintes objectivos: “gerar um sentimento de orgulho sobre a herança Macaense”, “promover o interesse pelas raízes familiares no seio das novas gerações de Macaenses” e “ajudar a preservar registos culturais e históricos”. Além de árvores genealógicas disponíveis para consulta, esta página na Internet permite a pesquisa através de apelidos ou alcunhas e agrega ainda materiais diversos tais como receitas, fotografias, lista de publicações relevantes, mapas, artigos, uma introdução ao Patuá e uma lista de macaenses condecorados. O site conta com cerca de 1.500 membros espalhados pelo mundo, havendo 50.000 nomes na base de dados, e pode ser visualizado (após registo) neste endereço: http://www.macanesefamilies.com/ 59Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Henrique d’Assumpção, além de funções docentes no ensino superior, desempenhou altos cargos junto do Governo da Austrália, para onde emigrou de Macau ainda jovem. O “Projecto Memória Macaense” foi criado por Rogério P. D. Luz em 2003, com carácter não-comercial e totalmente subsidiado pelo autor. Macaense residente no Brasil desde 1967, Rogério Luz pretendeu abrir uma base de dados onde macaenses por todo o mundo pudessem ter acesso a material como fotografias, vídeos, música (destacando muitos músicos macaenses do passado e presente), notícias, excertos de publicações sobre Macau e fontes históricas (incluindo bandeiras e mapas). O site encontra-se neste endereço: http://rpdluz.tripod.com/projectomemoriamacaense/index.htmlDedicado a preservar e a divulgar a memória da comunidade, Rogério Luz, membro muito activo da Casa de Macau de São Paulo, começou, entretanto, a escrever um blog intitulado “Crónicas Macaenses” para servir de complemento ao “Projecto Memória Macaense”, podendo ser visualizado no seguinte endereço: https://cronicasmacaenses.com/Mosaico XL60
  • O júri do Prémio Identidade, depois de apreciar várias propostas apresentadas, decidiu, por unanimidade, contemplar estes dois projectos electrónicos pelo seu papel inovador e pelo tratamento amplo dado à preservação da memória de Macau. É de louvar o aparecimento de novos sites como “Macau Antigo”, de João Botas, actual vice-presidente da Casa de Macau em Portugal. 61Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Mosaico XL62
  • Club Lusitano, Hong KongFundado em 1866 como clube recreativo para a comunidade portuguesa residente em Hong Kong, o Club Lusitano situa-se na Ice House Street, mesmo no centro da cidade, na mesma rua onde se encontram outros dois famosos clubes do território, o Hong Kong Fringe Club e o Foreign Correspondents’ Club. Este é o local da sua segunda e actual sede, tendo a primeira sido estabelecida em Shelley Street, onde nos finais do século XIX viviam muitos portugueses. Os seus fundadores foram Delfino Noronha, J.A. Barreto, Eusébio Honorato d’Aquino, João Luís Salavisa Alves e Filomeno Francisco d’Azevedo e, ao longo de mais de um século, todas as mais destacadas personalidades da comunidade portuguesa ficaram activamente ligadas a esta instituição. Durante a Guerra do Pacífico o Club Lusitano funcionou como sede de duas companhias de voluntários portugueses e como centro de refugiados aquando da invasão japonesa de Hong Kong em 1941. Este foi um período muito difícil para a comunidade, tendo muitos dos seus membros obtido asilo em Macau. 63Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Ao longo da sua história, o Club Lusitano foi um recanto de Portugal naquela colónia britânica, sabendo manter viva a sua ligação à Pátria. Governantes e outras altas entidades do Estado Português foram sempre muito bem recebidos nas suas excelentes instalações, onde estão expostos bandeiras, condecorações, estatuetas e quadros ligados a Portugal. As relações com as autoridades e instituições de matriz portuguesa de Macau foram também permanentes e sempre positivas. O Club Lusitano é das mais sólidas e prestigiadas agremiações nesta cidade devido à sua exemplar gestão, além da importância histórica e das acções de solidariedade social que promoveu. Nas suas modelares instalações existe um restaurante de comida portuguesa, bem como salas de reuniões e recintos para actividades recreativas e de convívio. Ao longo das últimas décadas, foi notório o declínio da comunidade, sendo progressivamente reduzido o número dos seus membros, mas o Club Lusitano tem procurado manter vivas a sua acção e a sua missão como uma verdadeira Casa de Portugal no Extremo Oriente. Mosaico XL64
  • 65Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Grupo Dóci Papiaçám di MacauEm 1993 foi criado um grupo de teatro macaense chamado Dóci Papiaçám di Macau (“A doce língua de Macau”). O nome foi escolhido em homenagem ao poeta macaense José dos Santos Ferreira, mais conhecido por Adé, que usou “Dóci Papiaçám di Macau” como título de uma das suas obras em patuá e que foi também actor em diversas récitas no Teatro D. Pedro V: “Quis o grupo, assim, homenagear o homem, mas sobretudo perpetuar o espírito ínsito na sua obra: preservar a memória macaense. A tradição voltava a ser retomada, fazendo jus à vontade e abnegação daqueles que durante décadas mantiveram o Patuá vivo nos palcos de Macau, em récitas satíricas com um humor ampliado pelo picaresco da linguagem popular da terra” (Martins 2011a: 476). As peças, escritas e encenadas por Miguel de Senna Fernandes, advogado e um dos co-fundadores do grupo, são em patuá, com alguns momentos falados em português, cantonense e até inglês, dependendo das personagens da peça e também da capacidade linguística dos actores. A primeira peça chamou-se Olâ Pisidente (Ver o Presidente), criada especialmente para a visita a Macau do Presidente da República Mário Soares e apresentada com sucesso no Teatro D. Pedro V. 67Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Em 1994 seguiram-se as peças Mano Beto Vai Saiong (Mano Beto vai a Portugal) e Unga Sonho di Natal (Um Sonho de Natal). Em 1995 o grupo fez uma digressão a São Francisco (EUA), São Paulo (Brasil) e Lisboa com a peça Chacha Querê Festa! (A Avó Quer Festa!). No ano seguinte, o Dóci Papiaçám di Macau marcou presença no Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica e, em 1997, participou, pela primeira vez, no Festival de Artes de Macau. Desde então tem levado ao palco uma peça por ano, integrada no programa deste Festival.Tirando o caso de idosos que ainda usam o dialecto, este é quase o único contexto onde actualmente se fala o patuá, sendo uma óptima oportunidade para os mais jovens entrarem em contacto com o dialecto, como é dito na página na Internet do Dóci Papiaçám di Macau: “(…) foi (…) possível, com muita determinação e persistência dos veteranos do Grupo, formar um número de jovens Macaenses no teatro em patuá, muitos dos quais vieram atraídos pela curiosidade e interesse pela língua, mas sem a falarem sequer”.O Instituto Internacional de Macau publicou em 2001 um vocabulário do patuá, intitulado “Maquista Chapado”, cujos autores são Miguel de Senna Fernandes e Alan Baxter, especialista no estudo dos crioulos lusos no Oriente. E há notícia de um renovado interesse no estudo do patuá em universidades locais. Oxalá possam avançar. Mosaico XL68
  • O Prémio Identidade foi entregue a este grupo numa sessão cultural organizada e coordenada pelo Instituto Internacional de Macau, a qual foi integrada no programa do Encontro das Comunidades Macaenses de 2013. 69Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Escola Portuguesa de MacauEm 1966 foi inaugurado o novo complexo escolar da Escola Comercial Pedro Nolasco na Avenida Infante D. Henrique, zona privilegiada no centro da cidade de Macau. Esta escola funcionou até 1998, quando foi extinta (juntamente com o Liceu de Macau e a Escola Primária Oficial) para dar lugar à Escola Portuguesa de Macau (EPM), estabelecimento de ensino criado para garantir a existência de uma escola com língua veicular portuguesa após a transferência do exercício da soberania. Para providenciar as condições necessárias à sua gestão, funcionamento e desenvolvimento foi criada a Fundação Escola Portuguesa de Macau (Decreto-Lei n.º 89-B/98 de 13 de Abril de 1998), instituição de direito privado e utilidade pública, sendo as entidades tutelares o Estado Português, a Fundação Oriente e a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses. Na cerimónia de lançamento marcaram presença o Primeiro-Ministro de Portugal, António Guterres, o Ministro da Educação de Portugal, Eduardo Marçal Grilo, o Governador Vasco Rocha Vieira e o presidente da Fundação Escola Portuguesa de Macau, Roberto Carneiro.71Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • No primeiro ano de funcionamento o plano de actividades da escola foi elaborado segundo os seguintes objectivos: “1. O cumprimento de um currículo em Língua Portuguesa de acordo com os normativos legais emanados do Ministério da Educação de Portugal, do 1.º ao 12.º ano de escolaridade, com opções diversificadas a nível do ensino das línguas estrangeiras, onde se destaca a introdução do Mandarim, língua oficial da República Popular da China. 2. O desenvolvimento de actividades de complemento curricular que permitam a superação de dificuldades apresentadas pelos alunos, especialmente no que concerne ao domínio da Língua Portuguesa e da Matemática. 3. O desenvolvimento de actividades extracurriculares em áreas básicas de formação como a arte, o desporto e a comunicação (...) e o ensino das línguas” (Martins 2011a: 525). A primeira presidente da direcção da escola foi Maria Edith da Silva, ex-directora dos Serviços de Educação e Juventude e deputada à Assembleia Legislativa de Macau, sendo actualmente presidente da direcção Manuel Machado. Neste estabelecimento de ensino, com turmas do 1.º ciclo ao fim do secundário, segue-se o sistema de ensino português e está garantido o acesso ao ensino superior em Portugal. Para incentivar o empenhamento dos alunos na sua formação, Mosaico XL72
  • todos os anos são atribuídos diversos prémios escolares e menções de excelência. Aliás, a busca da qualidade tem sido uma preocupação constante dos seus responsáveis. Além do jornal escolar “Tempus & Modus”, feito por alunos com a colaboração de professores, a EPM tem, nos últimos anos, investido na publicação das suas próprias edições, como é dito na sua página na Internet: “A Escola Portuguesa de Macau tem feito uma forte aposta na publicação de textos, trabalhos e outros escritos, fruto do trabalho individual ou conjunto de professores e alunos. A presente aposta está essencialmente relacionada com a importância daqueles meios para a promoção da leitura e da escrita”. O Prémio Identidade foi entregue em Outubro de 2014, numa cerimónia efectuada na escola, perante professores, alunos, pais e entidades convidadas. 73Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Casa de Macau em PortugaEm 2016, a Casa de Macau em Portugal recebeu o Prémio Identidade ao comemorar 50 anos de existência. Ela foi criada oficialmente em Junho de 1966 como associação de carácter privado e sem fins lucrativos por um grupo dedicado de macaenses, tendo como objectivo principal promover e divulgar Macau e as comunidades portuguesas no Extremo Oriente. Com o patrocínio do então Governador de Macau, General Lopes dos Santos, foi possível, ainda em 1966, instalar a sede num andar na Praça do Príncipe Real em Lisboa, que infelizmente foi forçada a encerrar após uma ocupação ilegal, no período revolucionário em 1974, sendo apenas recuperada em 1979. Em 2002 passou a funcionar ali o Centro de Documentação da Casa de Macau.Quando se aproximava o fim do período de transição de Macau, houve a preocupação de garantir meios para o funcionamento da Casa depois de 1999. O apoio do último Governador de Macau, General Vasco Rocha Vieira, foi indispensável para a criação da Fundação Casa de Macau em 1996, com vista a gerir os fundos da Casa, e proceder à compra de uma moradia na Avenida Gago Coutinho, em Lisboa, para aí se desenvolverem as actividades associativas. 75Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • As novas instalações foram inauguradas em Outubro de 1999 pelo Presidente da República Portuguesa. No jardim da moradia encontra-se uma réplica da estátua da deusa Kun Iam da arquitecta Cristina Leiria. Esta estátua, encimando um centro ecuménico muito visitado em Macau, foi erguida numa zona nova da cidade, quase ao lado do Centro Cultural de Macau. Entre as actividades organizadas pela Casa de Macau encontram-se almoços e jantares, os típicos “chás gordos” em ocasiões especiais, convívios, exposições de pintura e fotografia, workshops e concursos de culinária macaense, viagens culturais, cursos de chinês, cursos de fotografia e conferências sobre Macau e o Extremo Oriente, além da publicação regular do boletim informativo “Qui Nova?!...”Como afirma o sócio benemérito Eng.° João António Ferreira Lamas na sua resenha histórica sobre a Casa de Macau em Portugal, esta associação “tem-se mantido como um verdadeiro centro congregador de todos quantos se sentem, por qualquer forma, ligados ao Extremo Oriente, especialmente a Macau, impulsionando as relações de amizade entre Portugal e aquelas terras distantes, através de diversas actividades que vem desenvolvendo”. Mosaico XL76
  • Os 50 anos foram comemorados com uma sessão solene, uma festa de convívio e o lançamento dum livro contendo a história da Casa e depoimentos de personalidades a ela ligadas. O certificado do Prémio Identidade foi entregue à sua presidente, Maria de Lurdes Vaz Albino, numa sessão onde foram também recordados os fundadores da Casa, com destaque para Armando de Oliveira Hagatong e Laura Lobato Majer. 77Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Mosaico XL78
  • • ARRIMAR, Jorge de Abreu (1999). “Monsenhor Manuel Teixeira: Apontamento Biográfico”. Monsenhor Teixeira – O Homem e a Obra. Hong Kong: Missão de Macau e Instituto Cultural de Macau.• Associação Promotora da Instrução dos Macaenses. https://pt.wikipedia.org/wiki/Associação_Promotora_da_Instrução_dos_Macaenses• Casa de Macau em Portugal. http://www.casademacau.pt/• Crónicas Macaenses. https://cronicasmacaenses.com/• Diocese de Macau. “Roman Catholic Diocese of Macau”. https://en.wikipedia.org/wiki/Roman_Catholic_Diocese_of_Macau• Escola Portuguesa de Macau. http://www.epmacau.edu.mo/FERNANDES, Henrique de Senna (1978). Nam Van – Contos de Macau. Macau: Edição do Autor.• Jardim de Infância D. José da Costa Nunes. http://jidjcn.com/?lang=pt• LAMAS, João António Ferreira (s.d.). “A Casa de Macau (Resenha Histórica)”. Lisboa.• Macanese Families. http://www.macanesefamilies.com/79Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadeBibliografia
  • Mosaico XL80• MARTINS, Rui (dir.) (2010). Dicionário Temático de Macau. Volume I. Macau: Universidade de Macau.• MARTINS, Rui (dir.) (2011a). Dicionário Temático de Macau. Volume II. Macau: Universidade de Macau.• MARTINS, Rui (dir.) (2011b). Dicionário Temático de Macau. Volume III. Macau: Universidade de Macau.• MARTINS, Rui (dir.) (2011c). Dicionário Temático de Macau. Volume IV. Macau: Universidade de Macau.• Projecto Memória Macaense. http://rpdluz.tripod.com/projectomemoriamacaense/• Provedoria da Santa Casa da Misericórdia (1969). IV Centenário da Santa Casa da Misericórdia de Macau 1569-1969. Macau: Imprensa Nacional de Macau.• RANGEL, Alexandra Sofia (2012). Filhos da Terra – A Comunidade Macaense, ontem e hoje. Macau: Instituto Internacional de Macau. • RANGEL, Jorge A. H. (2006). Falar de Nós: Macau e a Comunidade Macaense – acontecimentos, personalidades, instituições, diáspora, legado e futuro. Volume II. Macau: Instituto Internacional de Macau.
  • • RANGEL, Jorge A. H. (2009). Falar de Nós: Macau e a Comunidade Macaense – acontecimentos, personalidades, instituições, diáspora, legado e futuro. Volume IV. Macau: Instituto Internacional de Macau.• RANGEL, Jorge A. H. (2010). Falar de Nós: Macau e a Comunidade Macaense – acontecimentos, personalidades, instituições, diáspora, legado e futuro. Volume V. Macau: Instituto Internacional de Macau.• TEIXEIRA, José Mário (2012). Manuel Teixeira – De menino a Monsenhor. Macau: Instituto Internacional de Macau. • TEIXEIRA, Pe. Manuel (1969). Macau e a sua Diocese: O Culto de Maria em Macau. Volume IX. Macau: Tipografia da Missão do Padroado. • UMA Inc. União Macaense Americana. http://www.uma-casademacau.com/• Universidade de Macau. http://www.umac.mo/index.html81Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio Identidade
  • Mosaico XL82
  • 83Valorizar a Identidade – Entidades distinguidas com o Prémio IdentidadeNota biográfica da autoraAlexandra Sofia de Senna Fernandes Hagedorn Rangel nasceu em Macau em 1987, sendo descendente de duas antigas famílias portuguesas do Extremo Oriente e macaense de décima geração. Fez a escolaridade na sua terra natal ( Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, Escola Comercial Pedro Nolasco e Escola Portuguesa de Macau) até iniciar o ensino superior em Portugal, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Licenciou-se em Ciências da Cultura (Especialização em Comunicação e Cultura) em 2008 e concluiu o mestrado na mesma área de estudos em 2011, tendo a sua tese sobre a comunidade macaense obtido 18 valores. É autora da obra baseada na sua tese de Mestrado “Filhos da Terra: A Comunidade Macaense, Ontem e Hoje”, publicada pelo Instituto Internacional de Macau em 2012, e também de artigos publicados em revistas como “Nova Águia” e “Oriente/Ocidente”. Apresentou comunicações sobre Macau e a comunidade macaense em conferências internacionais organizadas pela ICAS – International Convention of Asia Scholars e pela EACS – European Association for Chinese Studies e realiza trabalho de investigação para o Instituto Internacional de Macau.
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