• J. F. i\lARQLES PEREIRA AHQCIVOS E A\AIS DO EXTHEi\10-0HIENTE POHTl'Cl1tS SEHIE 1 - VOL 1-11
  • iX T A~SSI~ YANG~KUO ·i li ~ i!§ * X1 ARQUIVOS E ANAIS DO EXTREMO- ORIENTE PORTUGUÊS i 1~ VOLUME
  • Título original: TA-SSI-YANG-KUO (Grande Reino do Mar do Oeste), Arquivos e Anais do Extremo-Oriente Porruguês Edição: DSEJ/FM (Macau, co-edição) DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE EDUCAÇÃO E JUVENTUDE de Macau Rua da Praia Grande, 68 - Macau. Telef: 3972613 • Fax (853) 317307 FUNDAÇÃO MACAU Rua da Praia Grande, Edif. Si Toi, 13.º, Macau. Telef. 345977 • Fax: 345979 Tiragem: 1 000 exemplares Execução gráfica: Tipografia Mandarin, Macau Data: Dezembro de 1995 Com excepção da "Introdução", os dois primeiros volumes da presente edição reproduzem a edição anterior, de Dezembro de 1984, da responsabilidade da então designada Direcção dos Serviços de Educação e Cultura (Arquivo Histórico de Macau), a qual, por sua vez, era reprodução fiel do origi-nal editado em Lisboa, em 1900 pela antiga Casa Bertrand - José Bastos, Livreiro-Editor. O 3.0 volume é editado agora pela l.ª vez e contém os números cb Jornal publicados entre 1863 e 1866. Os microfilmes dos 3 volumes foram cedidos pelo Instituto Cultural de Macau (Arquivo Histórico de Macau) ISBN 972-8091-26-5
  • INTRODUÇÃO 1. Elementos bio-bibliográficos sobre João Feliciano Marques Pereira1 Conquanto rareiem os seus biógrafos, conhece-se com suficiente deta-lhe a vida de João Feliciano Marques Pereira2• Nascido em Macau a 17 de Maio de 1863, era filho de António Feliciano Marques Pereira3 e de Belarmina Ino-cência de Miranda. Partindo ainda jovem para Lisboa, cursou Letras, depois de haver estudado no Colégio Luso-Britânico. Em 1888 entrou para o quadro buro-crático do Ministério da Marinha e Ultramar, mais tarde das Colónias, onde desempenhou funções de sinólogo oficial, e onde as suas ligações a Macau lhe valeram, como veremos, a intervenção em assuntos directamente relacionados com a diplomacia luso-chinesa e com a administração macaense. Em 1907 foi nomeado Professor Efectivo da Escola Superior Colonial, regendo a disciplina de Legislação e Administração Ultramarinas. Integrado no grupo parlamentar do Partido Progressista, cujo líder era Francisco Joaquim Ferreira do Amaral, filho do seu herói de sempre, João Maria Ferreira do Amaral 4, representou o círculo eleitoral de Macau entre 1908 e 1909, ano da sua morte. J .F. Marques Pereira adquiriu posição de destaque no meio intelectual português como estudioso das coisas do Oriente, o que lhe valeu o reconheci-mento de prestigiadas instituições nacionais e internacionais.Entre outras, me-recem realce as suas associações como Vogal da Comissão Asiática da Socieda-de de Geografia de Lisboa, Membro Honorário do ChinaBranch da Royal Asiatic Society (1901)5, Titular da SociétéAsiatique de Paris (1901), Sócio Efectivo da Société Géographique de Paris (1901) e Sócio Correspondente do Instituto Ar-queológico e Geográfico Pernambucano (1905). Foi, por tudo isto, agraciado com o Grau de Oficial da Ordem de Santiago, do Mérito Científico, Literário e Artístico. João Feliciano Marques Pereira (1863-1909)
  • I1 Para além da sua actividade literária, materializada na autoria de alguns folhetos para a afamada e enciclopédica Biblioteca do Povo e das Escolas, J.F. Marques Pereira dedicou-se sobretudo ao jornalismo, o que lhe garantiu notoriedade públi-ca na imprensa portuguesa da época. Primeiramente, no Jornal do Commercio em 1889, onde assinava as suas crónicas sobre assuntos ultramarinos sob o pseudóni-mo "Fernão Lopes", uma escolha talvez inspirada pela sua adesão à corrente de pensamento dita "nacionalista", que queria ver na dinastia de Aviz e nos produto-res de cultura a ela associados os "primitivos" fundadores da literatura e da arte de matriz verdadeiramente portuguesa. Depois, dispersou a sua colaboração por ou-tros periódicos, tais como A Epoca, A Tribuna, A Lucta, fundando e dirigindo o Ta-ssi-yang-kuo (literalmente O Grande Reino do Mar de Oeste), Archivos e Annaes do Extremo-Oriente Português6 (1899-1903), cujo fac-sirnile ao presente se reedita. Começando por ser uma publicação periódica de divulgação da cultura, civilização e actualidades da China, e bem assim do historial da presença portuguesa no Oriente, o TSYK transformou-se progressivamente num órgão propagandístico da linha de rumo defendida por Marques Pereira para a política externa portuguesa relativamente ao Império Chinês e à chamada "Questão de Macau". O escopo principal do TSYK passou a ser o rebocar para a ribalta da opinião pública os problemas com que Portugal se defrontava no Extremo Oriente, sacudindo a hegemonia exercida na época pelos assuntos africanos. João Feliciano Marques Pereira morreu em Lisboa aos 7 de Junho de 1909, contando 46 anos. 2. O QUADRO CULTURAL DO TA-SSI-YANG-KUO A viragem para a segunda metade do século XIX coincidiu em boa parte do Ocidente letrado (na Europa e nos Estados Unidos) com a abertura dos espíritos, das artes e das letras ao fascínio pelo exótico. Este interesse quase febril pelas culturas alheias como objecto das mais diversas manifestações culturais e lúdicas ocidentais, revestiu-se de variadas formas, consoante a área geográfica do mu11do colonial a que se reportava. Concentrando-se, dominantemente, na Asia, tornou-se as mais das vezes num pretexto para reforçar a "superioridade" da cultura ocidental, fruto do grande contraste com os usos e costumes das culturas alheias. Era, como lhe chama Lombard, uma espécie de "espelho necessário" 7• Assistiu-se, assim, ao sucesso literário do exotismo das selvas e mares malaios, personificado por Sandokan, herói malaio de Em ili o Salgari ( 1862-1911 ), ou pelos heróis "brancos" de Joseph Conrad (1857-1924) 8, ou ao triunfo do exotismo indiano de Thomas Moore, Kipling ou Thackeray9, ou ainda à rendição do gosto europeu ao exotismo japonês, bem marcado na pintura de James McNeill Whistler, nos romances de Pierre Loti ( em especial Madame Chrysantheme, 1887), no êxito de music-hall de Gilbert e Sullivan (The Mikado, 1885), ou no sucesso das óperas /ris (com a premiêre em Roma, em Novembro de 1898) de Pietro Mascagni'º e especialmente Madame Butterfly (estreada em Milão, em Fevereiro de 1904) de Giacommo Puccini 11 • Quanto ao exotismo de inspiração chinesa, apre-sentou, como veremos, contornos bem menos positivos. Portugal não ficou excluído desta "vaga exótica" que prendeu olhares e espíritos ocidentais por várias décadas. Sem o fulgor verificado noutras culturas europeias, juntaram-se-lhe nomes como Venceslau de Moraes, Camilo Pessa-nha, Antero de Quental (em sonetos como "Sulamita", "Sonho Oriental", ou "O Palácio da Ventura"), Fialho de Almeida (em alguns dos seus contos), Eça de
  • IlI Queirós (O Mandarim) e Francisco Maria Bordalo (Um Passeio de Sete Mil Léguas e Trinta Anos de Peregrinação, ambos publicados em Lisboa, 1854)12• O próprio TSYK pode integrar-se nesta corrente, visto que se assumiu declaradamente como "uma espécie de repositorio de documentos antigos, iné-ditos ou não, relativos à expansão portugueza nesta parte do Mundo [o Extremo Oriente], e bem assim de estudos, monographias, apontamentos, sobre a histó-ria, civilização, etnographia, philologia, linguística,folk-lore, usos e costumes de todos esses povos que estiveram ou estão em contacto com os portuguezes, como, por exemplo, os chins, os malaios, os siamezes, os japonezes, etc"13• O Ocidente de finais do século passado desenvolvéu igualmente o gosto pelos estudos históricos sobre os processos expansionistas das nações europeias no Oriente. Uma vez mais, Portugal não se manteve à margem deste m·ovimento cultural, e o TSYK Yeio inscrever-se nesta corrente de estudos histórico-docu-mentais, coligindo e compilando materiais relativos à presença portuguesa no Oriente, seguindo o exemplo das colecções publicadas pela Academia das Ci-ências de Lisboa14, ou em Goa, graças aos trabalhos de Cunha Rivara, Filipe Nery Xavier, Barreto Miranda ou Ismael Gracias, em publicações periódicas como o Archivo Portuguez Oriental ou O Oriente Portuguez1S, com os quais de resto J.F., Marques Pereira se identifica expressamente16• E possível, deste modo, reconhecer ao longo dos quatr9 volumes do TSYK estudos dedicados aos resquícios culturais portugueses na lndia17, Arqui-pélago Malaio-lndonésico 18 e, inevitavelmente, no Extremo Oriente (destacadamente em Macau) 19, assinados por uma plêiade de prestigiados cola-boradores. Correspondendo a uma tendência da época) o TSYK concedeu espa-ço importante às questões linguísticas e filológicas, nomeadamente em relação ao dialecto luso-asiático de Macau20, e mesmo a outros crioulos orientais de raíz portuguesa21, sustentando o seu estudo e preservação, um pouco à semelhança de Cunha Rivara e Gerson da Cunha em Goa. O Ocidente vivia uma verdadeira euforia expansionista e colonial em finais do sécu)o XIX, ostentando a sua supremacia tecnológica e cultural um pouco por toda a Asia, e tocando fortemente o Império Chinês. Daí que, o seu interesse pelo Extremo Oriente, e pela Oúna em particular, ultrapassasse o puro diletantismo cul-tural e o proselitismo cristão, para se concentrar sobremaneira em propósitos geo-estratégicos e económicos. Eram, decerto, anos de enorme curiosidade pela vastidão geográfica e lendária riqueza do Império Chinês, pelo pitoresco do quotidiano das suas gentes (aos quais se dedica também o TSYK22), pela família imperial chinesa, que pela primeira vez se mostrava ao mundo através de fotografias, e pela misteriosa vida de uma Corte até então ocultada pelos muros da Cidade Proibida. Mas, eram simultaneamente os anos em que o Ocidente acenava à China com a modernidade e o progresso, ao mesmo tempo que a afrontava militar e economicamente. Porém, nesta época, a China atravessava tempos de profundas reformas (político-administrativas, económicas e, por fim, militares), cujo objectivo pri-mordial, mais do que reagir às pressões do Ocidente, consistia em suster a grave crise interna, precipitada pela decadência da dinastia Qing, corrupção e ineficácia da burocracia imperial, contantes revoltas camponesas e pela agitação de elementos dissidentes, que a todo o momento ameaçavam aliar-se aos estrangeiros, perfilhando os seus ideais revolucionários. Por isso, as décadas de 1880 e 1890 serviram sem dúvida para que os chineses procurassem uma fórmula de adaptação ao mundo moderno, mas serviram antes do mais para ensaiar no-vas fórmulas de equilíbrio do sistema político e socio-económico imperial, por intermédio de sucessivas estratégias reformistas, iniciadas na década de 186023,
  • IV mas que viriam a ser fortemente comprometidas pelas consequências (internas e externas) da Guerra dos Boxers em 1900. Os acontecimentos de 1900 provocaram consternação na opinião pública da Europa e dos Estados Unidos, tanto mais que em seu redor se construiu uma campanha de desinformação, mais clara aquando do cerco das legações estrangeiras em Pequim, e levada a cabo, a partir da capital do Império, por noticiaristas ocidentais. Esse noticiário e outras obras posteriores, redigidas na China por homens como Morrison24, Bland25, ou Backhouse26, tanto espelhavam o conflito essencial que opunha as potências ocidentais ao Império Chinês, quanto o seu desconhecimento da situação política chinesa e dos jogos de poder que tinham lugar na Corte Imperial e um pouco por todo o Império. Enquadradas numa moldura de negatividade do olhar ocidental sobre a China e os chineses, que não cessara de aumentar desde a revolta dos Taiping (1850-1864)27, essas informações descreveram e perpetuaram na memória do Ocidente a imagem de uma China ferozmente xenofóbica, liderada por uma Imperatriz (Cixi) despótica e maquiavélica, acolitada por um grupo de mandarins reaccionários e próximos da causa dos Boxers, que à força de massacres contra missionários inocentes e diplomatas indefesos repulsava a "missão civilizadora"do Ocidente28• Foi esta grosso modo a imagem que perpassou para as culturas ocidentais de finais do século XIX, princípios do XX, definindo o seu modelo de exotismo chinês, e de que um dos melhores exemplos talvez seja a Turandot de Giacommo Puccini (estreada em Milão, 1926). Esta visão da China não parece ter-se propagado a Portugal. A maioria dos intelectuais e políticos portugueses que se interessavam pelo Extremo Oriente dividiam as responsabilidades da Guerra dos Boxers entre as potências ocidentais e a China, reconhecendo contudo que Portugal deveria aproveitar o conflito para extrair dividendos para a sua posição na região e para o estabelecimento de Macau. O TSYK comunga desta posição, tomando-se paulatinamente, a partir de 1900 (data do volume II), num orgão de pressão sobre a opinião pública e o governo portugueses para que endureça a política externa em relação ao Império Chinês ( e bem entendido à "Questão de Macau"), com o duplo escopo de reclamar o seu quinhão da partilha do território chinês entre as nações ocidentais e re-solver os problemas nas negociações luso-chinesas respeitantes a Macau, deixadas pendentes no Tratado de 1887. Criticando asperamente a actuação conjugada das forças europeias na China, que qualifica de "desconcerto europeu", Marques Pereira dá razão a boa parte das queixas chinesas29, mas sustenta, em contraponto, que Portugal, primeira nação do Ocidente a estabelecer cordiais relações de comércio com os chineses, jamais exercendo acções violentas, só ou aliado a outras nações ocidentais, contra o Império Chinês, merecia tratamento especial das autoridades chinesas. Para João Feliciano Marques Pereira e o TSYK chegara a ocasião de conceder prioridade à chamada "Questão do Extremo Oriente" e de "defender o que é portuguez, readquirir o que foi portuguez, e - quando se der a partilha do grande Império, - adquirir o que deve ser portuguez!".30 3. O TA-SSI-YANG-KUO, O MOMENTO POLÍTICO DE PORTUGAL E A DIPLOMACIA LUSO-CHINESA. A publicação do TSYK iniciou-se em 1899, ano politicamente conturba-do em Portugal, com a recomposição do gabinete governamental presidido por José Luciano desde 1886. A fórmula de equilíbrio político (quase um pacto de regime, a que João Franco e os republicanos chamavam pejorativamente o
  • V "Rotativismo"), gerida e artificialmente mantida pelos lideres dos dois princi-pais partidos, o Partido Progressista, de Luciano, e o Partido Regenerador, de Hintze Ribeiro, garantia no seu ponto fundamental que o partido na oposição não acolhesse nas sua fileiras os dissidentes daquele que se encontrasse no po-der, dava mostras de exaustão. Este processo de erosão política acentuar-se-ia incessantemente até 1906, culminando na subida dos republicanos ao poder (go-verno de João Fran~o. 1906-1908) e com o esvaziamento gradual dos partidos constitucionalistas. E, pois, neste ambiente de acesa luta política e de precaridade governativa, bem patente na sucessão de seis gabinetes nos derradeiros dois anos da Monarquia, que J.F. Marques Pereira começou a publicar o seu TSYK. No entanto, mais do que a política interna, são os desenvolvimentos da política internacional, designadamente no Extremo Oriente, que moldaram substancialmente a linha editorial do TSYK. Com efeito, o que Marques Pereira designava como o "papel de Portugal no desconcerto europeu"31, isto é a activa participação portuguesa nas negociações entre o Ocidente e o Império Chinês, seguentes à Guerra dos Boxers e ao cerco das legações estrangeiras em Pequim, entre Junho e Agosto-de 1900, dita o protagonismo do TSYK como elemento de pressão sobre a opinião pública, com o intuito de influenciar o fio condutor da diplomacia portuguesa relativamente ao Império Chinês. O envolvimento de João Feliciano Marques Pereira na política chinesa de Portugal não era de modo algum extemporâneo, nem se prendia ao vínculo serôdio de haver nascido em Macau, antes radicando numa ligação profundíssima. Em primeiro lugar, por força da ligação da família Marques Pereira ao governo de Macau desde a década de 1840. Inaugurada por seu avô materno, António José de Miranda, que serviu como Secretário do Governo durante sete anos, correspondentes aos mandatos de José Gregório Pegado (1843-1846) e de João Maria Ferreira do Amaral (1846-1849), prosseguira, ao que tudo indica, com a nomeação efémera de seu avô paterno, Feliciano António Marques Pereira, para Governador-Interino de Macau (22 de Outubro de 1849), logo seguida da sua exoneração (2 de Novembro de 1849), em favor da nomeação de Pedro Alexandrino da Cunha32• Tivera continuação durante a década de 1860 com seu pai, António Feliciano M Pereira, o qual não apenas desempenhou cargos de importância capital na administração macaense, como esteve directamente associado à diplomacia luso-chinesa, por via do cargo de Secretário das missões à China de 1862 e 1864, chefiadas respectivamente por Isidoro Francisco Guimarães e José Rodrigues Coelho do Amaral33• Partindo cedo para o Reino, João Feliciano manteve-se, no entanto, próximo dos bastidores da diplomacia luso-chinesa e dos problemas de Macau. Em 1885 foi alegadamente responsável pela elaboração das bases de um acordo com a China, depois corporizado no Tratado de 188734; em 1901 elaborou um parecer, a pedido do Ministro da Marinha e Ultramar, sobre a política de Portu-gal em relação à China, glosando um oficio de Horta e Costa enquanto governador de Macau; em 1904 integrou a Comissão para o Estudo do Monopólio e Impostos em Macau; em 1908 foi eleito deputado pelo círculo de Macau. Partidário convicto da "linha dura" nas relações com o Império Chinês, de resto se~do uma tradição familiar, Marques Pereira revelou nos seus artigos para o jornal A Época ao longo de 1902 e 1903, depois compilados no TSYK, os dois princípios lirninares do seu pensamento no tocante ao relacionamento luso-chinês, na altura em que decorriam novas negociações entre os dois Estados: a) O Tratado de 1887 fora mal negociado, mormente por nefasta e decisiva influência da mediação de Sir Robert Hart, Inspector-Geral das Alf'andegas Imperiais Chinesas35; b) A negociação de um
  • li. VI novo tratado em 1902, e num quadro mais geral, o relacionamento de Portugal com o Império Chinês deveria assentar nwna posição de força, "patriótica", na senda do exemplo de João Maria Ferreira do Amaral. Conforme as suas palavras: "o governo portuguez tem na sua mão os meios de fazer na ordem sir Robert Hart e quantos malsins alfandegarias, chinezes e chinezados, que desejam beneficiar a China à nossa custa e à custa dos legítimos interesses de Portugal no Extremo-Oriente.''36 Verberando a inacção portuguesa durante e no rescaldo da Guerra dos Boxers, Marques Pereira vinha defendendo que, mesmo tardiamente, "devemos também talhar a nossa fatia do bolo chinês". Nesse parecer, acima referido, e datado de 25 de Agosto de 1901, M. Pereira responde às quatro questões essenciais do relacionamento luso-chinês: a) Na questão diplomática, avultava o estabelecimento de uma legação portuguesa em Pequim; b) Na questão da delimitação territorial e expansão de Macau, conseguir expansão territorial na ilha de Xiangshan, Lapa e Ilhas da Taipa e Coloane); c) Na questão das alfândegas chinesas, criar um novo regime alfandegário, livre da intervenção da China; d) Na questão das indemnizações, exigir da China participação nas indemnizações devidas pelos estragos causados a súbditos da Coroa Portuguesa pela Guerra dos Boxers37• Estes mesmos princípios reaparecem, sob uma formulação diferente e mais desenvolvida, nas páginas do TSYK: i) Soberania portuguesa em Macau, adquirida por direito de conquista logo em 1557, transformando-a em colónia onde Portugal exerceu os actos mais evidentes da sua soberania38• ii) Oposição às reclamações e interferências das autoridades chinesas no governo de Macau, só possível pela permissividade interesseira do Leal Senado, em par-ticular no que respeita à instalações das alfândegas imperiais chinesas, expulsas por João Maria Ferreira do Amaral39• iii) Panegírico de João Maria Ferreira do Amaral e da sua governação, herói da "independência" de Macau em relação ao Império Chinês e campeão da afirmação da soberania portuguesa em Macau40• iv) Argumentação favorável aos direitos inegáveis de soberania portuguesa em Macau, por exemplo através da publicação de literatura "legitimadora", como a "Memória" do Governador José Gregório Pegado (1845)41 • v) Informação detalhada sobre o potencial bélico do Império Chinês, que a pretexto de uma colecção de curiosidades, servia para fundamentar as expectativas portuguesas de uma vitória militar, em caso de conflito militar com a China, ou de expansão territorial portuguesa na China42 • Posto à margem das negociações luso-chinesas de 1902/1903, dado que as suas recomendações ao enviado a Pequim acabaram por ser quase ignoradas pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Matoso Santos, nas instrucções dadas ao negociador português, José de Azevedo Castelo Branco43, João Feliciano Marques Pereira usou o TSYK para avançar com a crítica cerrada ao andamento e resultados das negociações. Invariavelmente fiel à "linha dura" no relacionamento com o Império Chinês, M. Pereira entendia que se desperdiçara uma oportunidade soberana para a resolução definitiva da "Questão de Macau", uma vez frustradas, por inépcia ou lentidão portuguesa, ocasiões anteriores de cariz diplomático (em 1809/181044, 1864
  • VII e 1887), ou belicista (em 184045)46• Como tal, enunciava os pontos em seu entender descurados por Castelo Branco nas negociações com os chineses, à parte as questões vitais da exclusão de Macau do regime de portos-de-tratado ( com alf'andegas imperiais chinesas)47 e da delimitação de Macau e das suas dependências48: i) Integração de Portugal, afirmada com o envio de um corpo expedicionário à Orina se necessário fosse, na liga das nações ocidentais que discutiam entre si a partilha da China, ii) expansão territorial portuguesa pela ilha de Xiangshan, permitindo a Macau quebrar a atávica dependência de mantimentos e produtos para exportação relativamente à China, ou pelo menos, iii) estabelecimento de uma zona neutra entre as Portas do Cerco e afortaleza de Passaleão, iv) ocupação da Ilha da Lapa, ou pelo menos da sua vertente virada a Macau e ao porto, ocupação da Ilha da Montanha e re-ocupação da Ilha de D. João, v) repulsão definitiva das alfândegas imperiais chinesas de Macau49• A negociação de José de Azevedo Castelo Branco, que partira de Lisboa algo contrafeito devido aos rumores de que algumas das questões que levava para discussão haviam sido acordadas já entre o Império Chinês e a Inglaterra, em representação de Portugal, assentava em três aspectos primordiais: a) O montante da indemnização a pagar a Portugal pelos prejuízos causados pela Guerra dos Boxers; b) A libertação de Macau das alfândegas imperiais chinesas; c) A rectifi-cação dos actuais limites de Macau50• Contudo, como previu Sir Robert Hart logo à chegada de Castelo Branco a Pequim, os chineses não pareciam dispostos a ceder em qualquer das matérias: "Toe Portuguese special Envoy [ Castelo Branco] is here for delimitation work chiefly, but I don 't think he'll make much of it."51• José de Azevedo Castelo Branco (1852-1923)
  • VIU O palpite de Hart revelou-se certeiro, pois apesar da insistência de Caste-lo Branco naqueles três pontos, não logrou obter o assentimento da parte chinesa, cuja delegação era chefiada pelo experirnentadíssimo Yilcuang, Príncipe Qing52• A questão das indemnizações fora já estabelecida pelo Protocolo de Pequiqi, assina-do mais de um mês antes da data das próprias instruções de Castelo Branco (a que este só teve acesso à chegada a Macau, em princípios de Dezembro de 1901); a questão da revisão dos limites de Macau, dificilmente poderia colher a aprovação chinesa, primeiramente porque o Tratado de 1887 deixara o problema em aberto, e em segundo lugar porque a delegação chinesa se en~ontrava muito condicionada pela oposição intransigente dos meios cantonenses a q4alquer cedênci
  • IX comentar ainda, em tom jocoso: "Fomos [Portugal] a Pekim depois da severa lição dada à China pelos europeus. Podiamas exigir, visto que precisavam, como ainda precisam, da nossa adesão ao Protocolo de Pekim para o augmento das tarifas. Preferimos pedir, e o resultados foi esses vergonhosos pactos, que foram abandonados, mas que voltaram a fazer perder tempo precioso ao leitor e a mim. "59 As páginas do TSYK (destacadamente os volumes III e IV) transformaram-se em verdadeiro panfleto de propaganda contra a convenção de Pequim e contra José de Azevedo Castelo Branco e Yikuang. Entre as muitas invectivas, fica esta de exemplo: "A história é mestra da vida, e todo o diplomata digno d 'este nome, deve primeiro estuda!' a para dar boa conta do seu recado. O sr. José de Azevedo, com aquella audácia dos ignorantes, entendeu que não devia estudar história e arranjou a obra d'arte que veio trazer ao paiz como a suprema das victorias, como a maior das conquistas, como um favor muito especial devido à amizade do principe Ching pelos Portuguezes. Assim o declarou S.Exa. aos reporters. Mas com excepção de S. Exa., do dito príncipe, do Senado, por alcunha o leal e d'alguns patriotas, e todos nós ficámos persuadidos de que o astuto mandarim, conhecendo a ignorância do embaixador, comeu um governador civil de Lisboa, e quiz simplesmente ... mangar com a tropa!"60 Yikuang, Príncipe Qing ( 1836-1916) Em conflito aberto com José de Azevedo Castelo Branco e com o Senado de Macau, que apoiava os termos do acordo, J .F. Marques Pereira alimentou ainda inflamada polémica jornalística com alguma da imprensa lisboeta pró-Tratado de 1902 (Jornal do Commercio ), que o acus~va de "nunca ter posto os pés em Macau" 61, e certa imprensa portuguesa de Hong Kong ( O Patriota62), que lhe censurava o seu total desconhecimento da realidade macaense e da China, e se aliava ao Leal Senado urgindo o Rei e o Parlamento a uma célere ratificação. Todavia, este desiderato nunca foi alcançado, pois a campanha de Marques Pereira no TSYK, alguns arranjos parlamentares extravagantes e a acção do General Custódio Miguel Borja, ex-gover-nador de Macau ( 1890-1894) e personagem grada no Partido Progressista, impedi-
  • X rama ratificação do Tratado, em Maio de 1903 (que a China ratificara já)63• Ganha a batalha de 1902/1903, Marques Pereira tomou à arena política em 1905, dois anos após a extinção do TSYK. Desta feita, fá-lo para combater a nova versão do tratado luso-chinês, negociada na China por Castelo Branco em 190464, conseguindo nova vitória com a não-ratificação pelo Parlamento. Perante nova apresentação parlamentar do documento, em Junho de 1908, uma vez mais Marques Pereira pugnou bem sucedidamente para que não fosse ratificado65• Incansável na defesa das suas teses, João Feliciano Marques Pereira voltou a terreiro em 1900, outra vez na mira de influenciar a opinião pública e a política externa de Portugal em relação ao Império Chinês. Tratava-se, então, da fase preparatória das conferências inter-governamentais luso-<:hinesas, que haveriam de realizar-se ainda nesse ano de 1900 em Hong Kong, com o objectivo principal de discutir a questão dos limites. Como era seu timbre, Marques Pereira criticou a escolha do Ministro Plenipotenciário português, General Joaquim José Machado66·· Não poupando elogios ao seu brilhante currículo como militar e diplomata, denunciava todavia o seu desconhecimento das questões de Macau e da China, considerando que se optara por um "distincto africanista para tratar de coisas asiaticas, de que não entende patavina''67• Em alternativa, M. Pereira apresentava os seus próprios candidatos, partidários da "linha dura" nas relações com a China, como os ex-governadores de Macau José Maria de Sousa Horta e Costa, ou o seu aliado de lutas antigas, General Custódio Miguel Borja68• M. Pereira alegava ainda que a experiência de Machado em matéria de limites seria perfeitamente inútil, perante a mestria do negociador chinês indigitado, Gao Exqian (1863-1918), distinto diplomata e experimentado negociador com os europeus, designadamente na questão das fronteiras do )'unnan com a França. M. Pereira reprovava também a escolha de Hong Kong para sede das conferências, quer porque a influência inglesa seria determinante no rumo das negociações, quer pela proximidade mal-aproveitada de Macau. Reclamava afinal, contra a mal-formulação técnica da questão central proposta à negociação, isto é discutir-se a delimitação de Macau, quando deveria discutir-se a delimitação das suas dependências. -~-t!f~~~ ·-- ~ ....... é.'.: ---:~ -.. ... s-si!/f;~7~ ~ · .y;. lffk .. ·· ..:-... ·~~ f!;:f~i~:r . . . . . ---:;;.'ri-_ .j..; =~~:;_ 'b~?l-,., ~:-:... . .. . . . -.~..;..'i:~~~l:!~~ r:.~::....~ --~:::-;.:_~ . ~t. .--~~ --·~--· -::e· ... _ ~~ .~::., r..~:li:t: ! . ~~t N t,,.;~;~~- t.'f.!:-:.t__....; .. ~k_-tf:'f : . .; ~FP-- ":i .... $. •:---. ~ .. '!t.~· "fj.§~ •. . •' ~- ;$; - + !t/1:. • ... ~ •7~ . · · .:,.: .... · · " s. ,:ft". ....... -;:· :•f: .. - . ... ti:..--:.-.:...~ .. ·:i:f}f°.: .... ·, .s~~-;; 'fíi!:..~:r:-;;,'if:!~à...."'if .. . -:z:_--. ·:: • ;-:.._t4.-:/:;;J:°':fE:; :;J;;/---: "ili!...iiiiJ: .... =.:.__ íf:!1{if?~~1Ã!íJ.:iff_ff!!_:l;t.~~: ~<_:-: . .- :~tT~!?·:~:~--~~-:~ _:-.•:· ~&. . "~/~:.: .,ri·, iiil.;iff!/j.~~-fi,t· ... . ~ .:. ,_. _,;~~:_jt:.i_;.~-:::.-_-·~ ... . •1-..•,fi-tr· ·.,:~.: .- • -~,. --(~~1;~:;{"X ::5t~::.: .•. General Joaquim José Machado (1847-1925) "...!
  • XI No fim de contas, João Feliciano Marques Pereira não sobreviveria ao início da conferência de Hong Kong69, vindo a falecer em 7 de Junho de 1909. A sua morte encerrava a participação ou intervenção, longa de mais de meio século, dos Marques Pereira no relacionamento político-diplomático entre Portugal e o Império Chinês, e com ela se fechava praticamente também um ciclo no relacionamento luso-chinês. NOTAS Macau, Novembro de 1995 Jorge Manuel dos Santos Alves Universidade de Macau 1 • Agradecemos ao Sr. Carlos Alberto Feliciano Marques Pereira a gentileza de nos haver facultado para publicação uma cópia do retrato de seu avô, J.F. Marques Pereira. 2 • Para além de uma breve entrada na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Lisboa/Rio de Janeiro, 1978, vol. 21, p. 148, a mais completa notícia biográfica de J.F. Marques Pereira é a de Manuel Teixeira, na Galeria de Macaenses Ilustres do Século XIX, Macau, 1942, pp. 603-610, depois resumida no seu Vultos marcantes de Macau, Macau, 1982, p. 131. 3 • Sobre António Feliciano Marques Pereira veja-se mais adiante o ponto 3 desta "Introdução" e sobretudo a nossa "Introdução" ao vol. III desta colecção. 4 • Di-lo expressamente M. Pereira: "Acompanhando Francisco Joaquim Ferreira do Amaral, teria unicamente de seguir a politica d'um homem de bem, que tem como programrria salvar a nação da crise horrorosa de que tarde e muito tarde se restabelecerá. - Nunca poderia imaginar que teria de estabelecer, como condição sine qua non da minha adhesão, a necessidade de manter a obra do pae de quem me distinguia com a lembrança do meu nome para representar a terra [ Macau] em que baqueou o corpo ensaguentado do grande patriota, morto pelos sicários das alfândegas chinezes, expulsos por elle de Macau!" ( cf. A Lucra, l?/Vl/1908). 5 • Cf. TSYK, vol. IV, p. 551. 6 • De ora em diante citado abreviadamente por TSYK. 7 • Cf. Denys Lombard, "La littérature exotique comme miroir nécessaire", in Rêver l'Asie. Exotisme et littérature coloniale aux lndes, en Indochine et en Insulinde, dir. de Denys Lombard, com a colaboração de Catherine Cbampion e Henri Chambert-Loir, Paris, EHESS, 1993, pp. 11-21. 8 • Cf. Denys Lombard, "Regard nouveau sur les pirates malais" (Iére moitié du XIXe siêcle)," in Archipel, n. 18, 1979, pp. 231-251 e, numa versão revista, "Aux origines du théme du "Pirate Malais", in Réver L'Asie, já citado, pp. 153-167. 9 • Cf. Catherine Champion, "Introduction à la littérature anglo-indienne", in op. cit. na nota anterior, pp. 21-43. 10 • Cf. Barrymore Laurence Scherer, "Toe other side of the coin: Mascagni and bis oriental fantasy", in "Introdução" ao libretto da /ris, CBS Records (primeira gravação), 1989. 11 • Pierre Enckell, "Le Japon et l'Occident: qui a compris qui?", in Madame Butterfly de Puccini, colecção L'Avant Scéne - Opéra, Paris, Fondation France-Telecom, 1990, pp. 4-7. 12 • Curiosamente, Francisco Maria Bordalo relacionara-se literariamente com António
  • XII Feliciano Marques Pereira, pai de J.F. Marques Pereira, incluindo um comentário na obra daquele, Uma Mulher do Século, romance contemporâneo, precedido de um juiw critico por Francisco Maria Bordalo, Lisboa, 1958. 13 • Cf. TSYK, vol. I, p. 12. 14 • De que são exemplos destacados as seguintes: Collecção de Noticias para a Historia e Geographia das Nações Ultramarinas que vivem nos Domínios Portuguezes, ou lhe são vizinhas, 6 vol., 1812-1856; Collecção de Monumentos Ineditos para a Historia das Conquistas dos Portuguezes em África, Ásia e América, 16 tomos em vãrios vol., 1858-1933; Cartas de Affonso de Albuquerque seguidas de documentos que as elucidam, publicadas por Raimundo António de Bulhão Pato e Henrique Lopes de Mendonça, 7 vol., 1884 -1935; Alguns Documentos da Torre do Tombo acerca das navegações e conquistas portuguezas, publicados por Ramos Coelho, 1892; Collecção de Monumentos lneditos para a Historia das Conquistas dos Portuguezes em África, Ásia e América, 16 tomos em vãrios vol., 1858-1933. 15 • Sobre esta historiografia luso-indiana veja-se Vimala Devi e Manuel de Seabra, A Literatura lndo-Port11guesa, Lisboa, 1971 , pp. 151-164. Uma análise sintética das características da produção literária indo-portuguesa de Goa e das suas envolventes socio-políticas, encontra-se em Rui Simões, "La lítterature indo-portugaise de Goa", in Rêver l'Asie, já citado, pp.69-83. Veja-se ainda José Júlio Gonçalves, Síntese Bibliográfica de Goa, 2 vol., Lisboa, 1966-1967. 16 • Cf. TSYK, vol. I, p. 13. 17 • Entre outros, A. Pereira Nunes, "Diu, duas lápides antigas" (TSYK, vol. II, pp. 381-388), "Diu, excerptos d'um livro inédito"(TSYK, vol. II, pp. 437-442, 493-497, 553-560, 631-637 e 683-692; vol. m, pp. 22-30, 76-83, 138-146; 202-209, 287-297); Sousa Viterbo, "Arte Indo-Portuguesa - Fundidores de Artilharia" (TSYK, vol. m, pp. 121-127); José Maria da Costa Álvares, "Excerptos de sociologia goanesa" (TSYK, IV, pp. 773-780). 18 • Entre outros, Gomes da Silva, "Reminiscências peninsulares nas Molucas - Canções populares de Amboina e Temate"(TSYK, vol. I, pp. 347-351 ); J.F. Marques Pereira, "Timor antigo" (TSYK, vol. ITI, pp. 7-12); Cristóvão Pinto, "A Ilha de Sunda e a Sundanésia ou Indonésia"(TSYK, vol. III, pp. 92-99, 171-180, 242-248, 308-317, 368-382; vol. IV, pp. 493-510, 621- 632 e 723-745). 19 •Merecem saliência: J .F. Marques Pereira, "Asia sinica e japonica - Macau conseguido e perseguido, - inedito do Fr. arrabido José de Jesus Maria" (TSYK, vol. I, pp. 203-212, 265-273 e 327-337; vol. II, pp. 389-401, 461 - 473 e 621- 627; vol. III, pp. 147-170; vol. IV, pp. 701- 722 e 781- 790), "Holandezes contra Macau" (TSYK, vol. I, pp. 79-103, 161-170 e 253-257), "Uma ressureição historica (paginas inéditas d 'um vizitador jesuíta (1665-1671)" (TSYK, vol.I, pp. 31-41, 113-119, I 81-188 e 305-310; vol. II, pp.693-702 e 747-763). 20 • Vide sobretudo: J.F. Marques Pereira, "Subsídios para a história dos dialectos crioulos do Extremo-Oriente (textos e notas sobre o dialecto de Macau)" (TSYK, vol. I, pp. 53-66, 121-127, 190-196, 259-263 e 323-326; vol. Il, pp. 457-460, 517-522 e 777-786), "Cancioneiro musical crioulo - cantilenas macaístas" (TSYK, vol. I, pp. 239-243; vol. II, pp. 703-707). Sobre esta questão é obrigatório ver-se Graciete Nogueira Batalha, Glossário do Dialecto Macaense. Notas linguísticas, etnográficas e folclóricas, nova edição, Macau, ICM, 1988. 21 • Por exemplo, Sebastião Rudolfo Dalgado, "Subsídios para o estudo dos dialectos crioulos do Extremo-Oriente - dialecto indo-portuguez de Damão" (TSYK, vol. III, pp. 359-367; vol. IV, pp. 515-523, 684-694 e 746-750).
  • XIII 22 • Inter alia J.F. Marques Pereira, "Chinesices .... (notas para os barbaros occidentais)" (TSYK, vol. I, pp. 293-304); Calado Crespo, "Costumes e crenças da China" (TSYK, vol. II, pp. 597-603 e 675-681); Francisco Pereira Marques, "Costumes e crenças da China" (TSYK, vol. III, pp. 392-397); Ana de Sousa Caldas, "Chins visto de perto"(TSYK, vol. III, pp. 13-21, 211-225). 23 • Sobre este período da história moderna chinesa pode ver-se J.K. Fairbank, The Great Chinese Revolution, 1800-1985, Nova Iorque, Harper & Row, 1986, e dirigida pelo mesmo The Cambridge History of China, vol. 14, pp. 125-141, Cambridge Univer-sity Press, 1987. Na mesma linha de análise, vejam-se também Jack Gray, Rebellions and Revolutions: Chinafrom the 1800s to the 1980s, Cambridge University Press, 1990, esp. as pp. 126-139 e Immanuel C.Y. Hsü, The Rise of Modem China, 5a. edição, Ox-ford University Press, 1995, esp. os caps. III e IV. 24 • George Morrison era o correspondente do Times de Londres em Pequim. Cf. George E. Morrison, An Australian in China, Londres, 1895 e Lo Hui-Men (ed.), The Corres-pondence ofG.E. Morrison, 2 vol., Cambridge, 1978. 25 • John Ottway Percy Bland era o correspondente do Times de Londres em Shanghai. Cf. J.O.P. Bland, Recént Events and Present Policies in China, Londres, 1912; Bland e Backhouse, China under the Empress Dowager, Londres, 1910. 26 • Edmund Backhouse era um jovem licenciado de Oxford, chegado à China em 1899, e cuja rápida fluência em Chinês e Manchú o tornou em tradutor, co-editor e conselheiro de Morrison. Cf. Edmund Backhouse e Bland, Annals and Memoirs of the Court of Peking, Boston, 1914. Backhouse deixou ainda manuscrita a obra Decadende Mandchoue. 27 • Cf. Colin Mackerras, Western Images of China, Hong Kong, Oxford University Press, 1989, pp. 61-65. 28 • Veja-se o tratamento dado a este tema, recorrendo sobretudo a diãrios inéditos de intervenientes europeus e chineses nestes eventos, por Sterling Seagrave, Dragon Lady. The Life and legend of the last Empress of China, Nova Iorque, Vintage Books, 1993. 29 • TSYK, vol. II, pp. 587 e seguintes. 30 • TSYK, vol. II, p. 595. 31 • TSYK, vol. II, p . 639, e nos volumes seguintes, passim. 32 • Cf. Beatriz Basto da Si{va, Cronologia da História de Macau ( século XIX), vol. III, 1995, pp. 127-128. 33 • Sobre a acção de António Feliciano Marques Pereira em Macau na década de 1860, veja-se a nossa "Introdução" ao vol. III desta colecção. 34 • No entanto, M. Pereira revelou-se crítico em relação a este Tratado em mais de uma ocasião (v.g. TSYK, vol. IV, p. 646). Sobre o Tratado de 1887 e as interpretações portuguesa e chinesa do problema fulcral da soberania portuguesa em Macau, veja-se António Vasconcelos de Saldanha, "A interpretação do Tratado de 1887 no respeitante à questão da soberania portuguesa em Macau", comunicação apresentada ao I Seminãrio de Direito Internacional sobre Macau e as Práticas Convencionais nas Relações Luso-Chinesas, Macau, Universidade de Macau, Novembro de 1995 (a publicar em actas). O texto deste tratado foi por vãrias vezes publicado: Negócios Externos. Documentos Apresentados às Cortes na Sessão legislativa de I 888 pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros. Negociações com a China, Lisboa, 1888 (2ª. edição em Macau, Imprensa Nacional, 2 vol., 1951); Lourenço Maria da Conceição, 1862-1887, Macau entre dois tratados com a China, Macau, ICM, 1988; Francisco Gonçalves Pereira, Por-tugal, A China e a "Questão de Macau", Macau, Instituto Português do Oriente, 1995. 35 • Sir Robert Hart, Inspector-Geral das Alfândegas Imperiais Chinesas entre 1865 e 1908, foi figura de primeira grandeza na China do tempo, em especial na definição da
  • XIV política internacional chinesa durante quase meio século. Um bom ponto de partida para o melhor conhecimento da sua biografia e dos serviços prestados ao Império Chinês, encontra-se no pequeno estudo que lhe dedica Jonathan Spence, "Lay and Hart. Power, Patronage, Pay", na sua obra To Change China. Western Advisers in China, 1620-1960, nova edição Nova Iorque, Penguin Books, 1980, pp. 93-129. Para um exame mais detalhado serã vantajoso ver-se Stanley Wright, Hart and the Chinese Customs, Belfast, 1950 e John King Fairbank et alii, The I.G. in Peking: Letters of Robert Hart!Chinese Maritime Customs, 1868-1907, 2 vol., Cambridge, 1975. Para uma visão diferente, crítica dos biógrafos ocidentais de Robert Hart e da imagem que dele construiu a historiografia tradicional chinesa, veja-se a introdução de Chen Xiafei ao vai. I da colecção Archives of China's Imperial Maritime Customs. Confidential Correspondence Between Robert Hart and James Duncan Campbell, 1874-1907, 4 vai., Pequim, FLP, I 99001993. 36 • TSYK, vai. IV, p. 659. 37 • João Feliciano Marques Pereira, "Memória sobre a Questão de Macau", publicação reservada do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lisboa, 1901. 38 • TSYK, vai. IV, p. 448. 39 • TSYK, passim. 40 • TSYK, passim, mas vejam-se especialmente os artigos que preenchem parte significativa do vol. I, titulados "O 50" aniversãrio da morte de João Maria Ferreira do Amaral e da vitória de Passaleão". 41 • Esta memória de Pegado constitui uma espécie de réplica às questões formuladas pelo Visconde de Santarém na sua "Memória sobre os estabelecimento dos Portugueses em Macau"(l 845) (cf. "Um inquérito do Visconde de Santarém", in TSYK, vai. I, pp. 148-160). Publicada nesta ocasião por Marques Pereira, fai recentemente reeditada em conjunto com a de Santarém, sendo ambas competentemente introduzidas e comentadas por Ant9nio Vasconcelos de Saldanha, A " Memória sobre o estabelecimento dos portugueses em Macau" do Visconde de Santarém ( 1845 ). Os Primórdios da Discussão da Legitimidade da Presença dos Portugueses em Macau, Macau, Instituto Português do Oriente, 1995. 42 • Atente-se especialmente nos artigos "O Exército Chinez" e "A Marinha de Guerra Chineza", in TSYK, vai. I~, pp. 561-586 e 721-731, respectivamente. 43 • Castelo Branco viria a reconhecer "a inanidade da memória oficial do Ministério da Marinha, exagerada e falsa em muitos pontos". José de Azevedo Castelo Branco (1852-1923) possuía originalmente formação médica, tendo entrado para a vida política aquando da sua eleição como deputado pelo Partido Regenerador em 1884. Governador-Civil de Lisboa em 1902, ano mesmo em que foi nomeado Ministro Plenipotenciãrio na China, acabou por ser Ministro dos Negócios Estrangeiros no último governo da Monarquia, sob a presidência de António Teixeira de Sousa, em 191 O. 44 • Nestes anos, as autoridades portuguesas recusaram o entendimento com o rebelde "Campaosai", que propusera a cedência de duas ou três províncias chinesas, a troco da neutralidade portuguesa na sua luta contra a dinastia Qing (cf. Vítor Luís Gaspar Rodrigues, "A acção concertada das autoridades de Macau, China e Goa na luta contra os piratas dos mares do sul da China em finais do século XVIIT, princípios dos século XIX", in As relações entre a Índia Portuguesa, a Ásia do Sueste e o Extremo Oriente. Actas do VI Seminário Internacional de História Indo-Portuguesa, ed. de Artur Teodoro de Matos e Luís Filipe Thomaz, Macau/Lisboa, 1993, pp. 275-307). 45 • Sobre este assunto e sobre a neutralidade contida de Macau nesse período veja-se Alfredo Gomes Dias, Macau e ai Guerra do Ópio, Macau, Instituto Português do Oriente, 1993,esp. as pp. 27-59 e John King Fairbank, Trade andDiplomacy in the China Coast.
  • XV The Opening of the Treaty-Ports, 1842-1854, Stanford, Stanford University Press, 1969. 46• "A Questão do Extremo-Oriente e o papel de Portugal no "Desconcerto" Europeu -II", in TSYK, vol. II, pp. 639-654. 47 • Estribando-se nos argumentos expendidos por seu pai, António Feliciano Marques Pereira, sobretudo na obra As alfândegas chinezas de Macau, Macau, 1870. 48 • Este problema foi abordado por Manuel de Almeida Ribeiro, "A Questão dos Limites de Macau", comunicação apresentada ao I Seminário de Direito Internacional sobre Macau e as Práticas Convencionais nas Relações Luso-Chinesas", Universidade de Macau, Novembro de 1995 (a publicar em actas). 49 • Estas ideias vêm desenvolvidamente expostas nos seus artigos "A Questão do Extremo-Oriente e o papel de Portugal no "Desconcerto" europeu - III" (TSYK, vol. II, pp. 709-719); "A Questão do Extremo-Oriente e a Missão Portugueza à China" (TSYK, vol. Ili, pp. 39-58). 50 • As instrucções de José de Azevedo Castelo Branco estão resumidas e pormenorizadamente comentadas por J.F. Marques Pereira, em "A Questão do Extremo-Oriente e a missão portugueza à China", in TSYK, vol. IV, pp. 542-549. 51 • Robert Hart a James Duncan Campbell, Pequim, 8/111/1902, in Archives of€hina's Imperial Maritime Customs, jã citado, vol. III, doe. 3040. 52 • Yikuang, Páncipe Qing (1836-1916) foi personagem influentíssima durante o ocaso da dinastia Qing. Ministro dos Negócios Estrangeiros entre 1884 e 1911 (nessa qualidade participou nas negociações do Tratado luso-chinês de 1887), cargo que acumulou, entre 1903 e 1911 com o de Grande Conselheiro-Chefe. Entre Maio e Novembro de 1911 atingiu o topo da carreira do oficialato imperial, sendo nomeado Ministro-Chefe (cf. Arthur W. Hummel, Eminent Chinese of the Ch'ing Period (1644-1912), Taipé, 1975, pp. 964 e 965). 53 • Robert Hart a James Duncan Campbell, Pequim, 27/VII/ 1902, in Archives of China's Imperial Maritime Customs, jã citado, vol. III , doe. n. 3074. 54 • Esta ideia de Castelo Branco era considerada pelo jornal O Século como "uma ingenuidade incompatível com o seu valor intelectual" (cf. TSYK, vol. IV, p. 546, que reproduz o comentário). As críticas mais virulentas de Marques Pereira a este projecto do caminho de ferro Macau-Cantão encontram-se no seu artigo "O Tratado e o novo acôrdo com a China", in A Lucra, 3/IV/1909. 55 • António Joaquim Basto (partidário acérrimo das alfândegas chinesas, questão sobre a qual publicou O Futuro de Macau ou as vantagens que hão-de resultar da admissão d'uma delegação da alfândega chineza em Macau, Macau, 1873) poderã ter influido também sobre Castelo Branco na questão das alfândegas chinesas, como parece indiciar a flexibilidade do ministro português nas negociações com a China. 56 • Ao tempo um dos mais destacados membros da sociedade macaense e participante activo na diplomacia luso-chinesa (havia sido intérprete na negociação do Tratado de 1887 e viria a sê-lo de novo durante as conferências de Hong Kong em l 909), Pedro Nolasco da Silva era um defensor da tese restritiva da delimitação de Macau, de resto idêntica à preconizada por José de Azevedo Castelo Branco, e veio a ser um dos principais interessados no negócio do caminho de ferro Macau-Cantão. 57 • O regime de funcionamento desta alfândega seria estabelecido pela Convenção Adicional acerca do Estabelecimento de uma Alfândega em Macau, assinada em Pequim, aos 27 de Janeiro de 1903. 58 •TSYK, vol. III , p. 410. 59 • "O Tratado com a China", in A Lucra, 15/VII/ 1908. 60 • TSYK, vol. III, p. 446.
  • XVI 61 • TSYK, vol. III, p. 439. 62 • O Patriota publicou-se entre Julho de 1902 e Abril de 1904. 63 • A listagem desses apoios estã no TSYK, vol. IV, pp. 563-570. 64 • "O Tratado com a China", in A lucra, 17/VI/1908. 65 • "O Tratado com a China", inA lucra, 31/VIII/1908. 66 • Joaquim José Machado distinguira-se nas possessões portuguesas em África, em especial em Moçambique, onde além da planificação e direcção do caminho de ferro entre Lourenço Marques e o Transvaal, em inícios da década de 1880, foi Governador-Geral entre 1890 e 1894, e de novo, jã na República, em 1914. Em 1897 foi Governador-Geral da Índia. Machado tivera experiência da negociação de limites em África, nomeadamente em 1889 (delimitação das fronteiras entre Moçambique e o Transvaal) e em 1902 (delimitação da fronteira do Baroce, em Angoli.t). 67 • "O Tratado e o novo acôrdo com a China", in A lucra, I 6/III/ 1909. 68 • "O Tratado e o novo acôrdo com a China", in A lucra, 22/111/ 1909. Este mesmo artigo.é bem ilustrativo das ironias com que Marques Pereira mimoseava Machado: "sob o lado physico, uns respeitaveis bigodes, que os tartaros tanto apreciam, completam e aformoseiam virilmente, o novo negociador nada deixa a desejar sob o ponto de vista chinez. Mas, se fosse só guiado por este ponto de vista, o sr. ministro dos estrangeiros [Venceslau de Lima] e o governo encontrariam por ahi muita gente de avantajada estatura 6 de não menores bigodes, e certamente não os escolheriam, só por isso, para altos comissários". 69 • Sobre a preparação, andamento e desenlace desta conferência veja-se António Vasconcelos de Saldanha, "As Conferências Inter-Governamentais de 1909 para a Delimitação de Macau e o seu Significado nas Relações Luso-Chinesas", in Administração, Macau, nº30, 1995. No quadro documental relativo às conferências avultam, pela sua riqueza informativa, os diários do General Joaquim José Machado, a editar brevemente sob a direcção de António Vasconcelos de Saldanha. Sobre eles ver Carmen Radulet, "Os Diários de Joaquim José Machado e as Conferências Intergovernamentais de 1909 para a Delimitação de Macau", in Miscellanea Rosae. Tanulmányok Rózsa Zoltán 65.szuletésnapjára. Estudos em homenagem de Zoltán Rózsa, Budapeste, Mundos Magyar Eyetemi Kiadó, 1995, pp. 155-164.
  • O conteúdo desta publicação é uma reprodução fiel do original TA-SSI-YANG-KUO - Arquivos e Anais do Extremo-Oriente Português 1889 - 1900
  • Editor: JoÃo Bo1
  • A' MEMORIA MEU PAE A 1VT01VJO FELICIANO iv/ARQUES PEREIRA Dedica e consagra JoÃo FEI.ICIANO MARQUES PEREIRA
  • Erratas I'ag 11 lin. 20 -Koch por Kock; » » » 23 -devtnte )) frisante 4d )) 36 - Midle » Middle . 51 )) li - Voltando )) Voltemo9 )) )) . 14 - philoloticnl )) philologit,1 55 . t,'! - ll que )) a quem ~8 " li - respondeucia )) respondetl•:ia (5(i J )) 61 )) 4!) -v-9laquim li palanquin, G·! )) 56 - ide nota 3 )) Vide not~ 2 )) 6:l )) 30 - pelos antigos » {tlns nntt~•• )) )) » 31 - Vide nota 123 ide notn1 1 0:J )) ü4 " '17 - é tomnriscú. )) ti! tu marí1 câ !l.í . 14 - lhes possa )) ~ossn 101 li I'! - Sudrcz )) unre1. )) 106. )) 38 -nm )) uma )) li t )) 5 - Kong-Kong )) Hong-Kon.l )) 114 (j - Massacar )) Mucnssar )) 116 )) 7 -Tnitõ )) 'fo.itõ )) )) 61 - dc•truirii )) destruiri'i /1 t · â margem: Ful. G) )) 116 )) 5 - Hniniio )) e na ilha
  • 810 Pag. 459 lin. 35 - e1gado poi· Dnlgodo » )) » 48 -es )) toes )) 460 )) 16 - 1nsomem ~- \ )) consome . 473 7 -rocedcnte ..:.r - precedente. )) 48:J )) 6 -e F'é )) cl,, fé )) 485 )) 26 - . Paulo )) Menino .Jesus )) 486 )) 12 -icessi_Lud~s porque )) viciasitudcs por que 487 )) 5·! -epros1tor10 " rcpositorio )) 489 )) 31 -ic:'.m )) fnçnm. )) 565 )) 7 -nch~s )) !~chns )) 566 )) 15 - .rucado )) touc.,do 579 >) ~(j -lespnratado >) dispnratudo 582 )) 2!) -15ndo pelos )) usados pelos )) >) n ..:.iello » bom )) 585 )) 20 - >etrelicados >) petrificados )) 24 -1rmus )) malbns )) )) )) 29 -métel >) mélnl ' )) )) )) 45 -annos que me » o.nnos tne )) 1) 46 -Neves )) Nunes )) 5\J3 » 32 -impunha )) impuobum )) )) )) 53 -dei,m >) rleixnm )) 6'!G )) IU - lmperndo )) Imperado>" )) " (es l. ) 1) t ~ Effi::;c )) r:mgie Ei41 (9ot:1) • 1 - Descorcii,nios Discordámos )) 644 )) 31 ., estão )) est.i )) 646 (est.) )) 2 dos p:eni~ dos uhmlrncos )) do genio dos bnmbuocs. )) 617 )) lü .. postos » portos » » )) 36 - de inde- )) da inde-)) )) 38 - occess:\rio )) necessarin. )) ü49 )) 19 - H3n -chnu )) Hi,m-cban. GG·2 » 21 - c01n o unico » e com o unico )) 6% )) 20 -M.•l de ;\'Iun " - M" de ~1o-)) 700 )) 10 ·- nas notns » nn notn 701 )) 9 ·- t ros d'esta ,. tros pontos d'esta 705 » 35 - Peseu )) Pescu. )) 70G » líi - da E1t9e- )) do fmclo da Euge-)) 707 1) l :J - portnguésa )) portuguesa i )) )) )) 2'2 - na. nota » em nota. )) 711 )) 3G - Montnnhe )) Montanlrn )) )) )) 48 - v. ex.• )) v. ex.• o preciso )) 714 )) 40 - visto >) visto ( 1) 50 - do corrente )) de outubro corrente )) 1) )) 51 -28 )) 28 de Setembro )) i l5 )) lO - nüo ~e constava )) não coostn vn )) )) 24 - cmocinnnte )) emocionante )) 717 " 22 - Korwloon )) Kow-loon (Kau-lun) " ilS 1' 15 - ao facto )1 o facto . )) 758 • 40 - E designado )) i,;' designado )) )) )) t,6 - encontre )) eucontrei 762 )) l:i - refere )) se refere )) 763 5 -1:'am. )) Pam, )) i81 >) 18 - algung-n )) algung'-a 783 )) 17 -come )) comé )) 784 )) 2[ - nn buraco )) º" buraco i85 )) 33 -A moda )) A' mod" 79G )) ~o - Monteiro )1 Mosleiru ..
  • INDICE DOS Artigos e estampas DO ARTIGOS - Razão da tentativa .. . .................................................. • • :ç - Razão do titulo. . . ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1) - O 5o." anniversario da morte de J. lvl. Ferreira do Amaral e da vicioria de Pas-saleão, 19, 105, 171, 225, 283 e................................... . ... . 353 - Uma ~esurreição historica (paginas inéditas ,.l'um visitador dos jesuítas), 31, 11:,,181e .... . .................... . ..... ......... . ..........•...... 3o5 - Denon:iinações dadas pelos chinezes ao seu paiz, ao Japão e aos principaes paizes europeus, etc. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 - Subsídios para o estudo dos dialecios crioulos do Extremo Oriente (textos e notas sobre o dialecto de Macau, 53, 121,189,259 e . .. ·.·............... 323 - Echos do Extremo-Oriente, 67 e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130 - Hollandezes contra 1\lacau, 79, r61 e. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . :! 33 - Opinião da Imprensa, 1 37 e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201 - Um inquerito do visconde de Sanearem......... .. ......... . . . . . . . . . . . . . 141 - Uma obra benemeritá (um appello aos portuguezes do Extremo Oriente)..... l\l, -Asia sinica e japonica - Macau conseguido e perseguido,-inedito do Fr. Ar-rabido José de Jesus Maria, 203, 265 e.......... . ..................... . 327 - As fortalezas de Macau, 213 e. . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3(i() - Cancioneiro musical crioulo - centilenas .macaistas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 239 - Mitras ,lusitanas no Oriente, pelo P.' Casimiro Christovão da Nazareth, 245, 275 e ... . . : ... : ... . _. ....... . .. ..... . ... :... . . . ....... ........ .. ... 33r• - Chinezices ... (notas para os barbaros occidentaes)......................... 293 - A H~spa_nha_ no Extremo-Oriente e as causas da decadencia do poderio colo-mal 1herico .. . ........................ ,. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 r - « F olk-lore» macaista - Adivinhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 !l - Remioiscencias peninsulares nas Molucas - Cancóes populares de Amboina e Teroate,. pelo dr. J. Gom·es da Silva ........ .'. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 347 - Diu - Duas lapides antigas, pelo 1.• tenente de armada A. R. Pereira Nunes. . 381
  • ESTA:\,IPAS (.\:- ~cguidas de a:.-itcri:i.~o .são t1r:1Jas ã p:irt.e) I - Rct. e a,s. de A. F. Marques Perdrn ~ -... , ... · ... ' . ,.·. : .;. :-:.:, .. . ·. • .. ' ' q li - • » » " J. M. Ferreira do Amnral •,. .' .1 .... Y~ 7'.r.~:":·.~ :'". . ~-... ', 1 ;, 111 - ,, ,, » ,, J. J. Falcão ,.. _ ............. :-i-~ . .. ~ . f ,.~ . .... ' ........... :··~--~• -~~ 20 I\' F . ·1 d' d A 1 • - '" ' ·, ' ~ . . , \ .. . - ~ ac•s1m1 e un~a ~ar.ta e n~nr! ...... / .. -'.· : ,.\ l~ .~. ~-.--:"""":~ : : ·. _:_ .,. :. . :,. 2 '. V - Rer. e as~. de\•. X üe Mesqu1rn · .. . .............. : e •.• ,"·. ~ .... 2:::i VI - F::ic-simile d'uma prodam:içáo • ...................... -:-. : ... · ... -:•: :lo VII - " da 2.• pa;.:. à\1m ms. Jo P.'" Luiz da Gama•. . . . . . . . . . . . . :;:; \"lll - Outeiro da Guia em :\lacau...... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . füi IX - Monumento Jo Campo dos Arrcp.:ndidos 1:m ;\la.:::!u . . . . . . . . . . . . . . ti; X - J\.1.1..:au no seculo X\"11..... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . OCJ XI - l~er. i: ::iss. de D. Jeronymo José c!a Matta .:,_................. . .... 1ôi1 'Xll - » " • " A . .1. de Miranda í'................... . ............. 107 XIII - Porta do Cerco em J\lac:iu............... . ...................... 111 X1\· - Macau no seculo xY11 (pono imcrior) ........... . ..... . .......... . 1ti;-XV - " XIX ( " ) . . . • . . . . • • . . • . • . • . . . . . . . . ..• XVI 1 - O comb·1tc ·'e 1>~s,·ale"o 4'. r, 1 -- e 1-~' X VII 1 ' u ·• ·' " ' 11 · • • · · · • · • • · · · • · · · · • · · • • · • · · · · · · 1" X\'lll - Forl.1 crm. e phar. da Guia cm i\lacau........... . ............... 21S XIX - " do Bom Parto em Macau ........... :: .". .......... \ .... . : . XX I · .- • ,_ . ... XXI i - Jnscrip,oes de obuzcs. . . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221 XXII - ftet. e ass. de M. J. d'Oli\·eira Lima >/) . ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23:-i XXIII - Musica J'uma cantilena macaista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . :do XXIV - Ret. e ass. de Manoel Pt!reira • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 287 XXV - A Praia Grànde de Macau ern 1~40 ·»... ..... ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 291 XXVI/ . ' · - . • XXVII.\ -Jant:ircs chmezes... .. . . . . . . . . . ... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2\P XXVIII - Musica d'uma cancão da T ernatc . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.'io XXIX - » . " Amboina......................... .. .... 351 XXX - Parte da mar;>em do porto interior de :\l:1cau (antes de 1f:47J '' ·. ... '.l67 XXXI - Forwleza do i;ionte em Macau........ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 1 XXXII - " » » (interior) . ................. . ... . . . . . . . . . . . 371 XXXIII I D 1 "d . d o· ··s·· :\. IV l - uas ap1 es anngas e 1u. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . :i J O indice remissivo e alpbnbetico irü no fim do 2.0 volume da actual serie, e bem .issim todas as errntns referentes aos dois volumes. t
  • INDICE UOS A.rtigos e estampas DO ~OL U~E ::t::t ARTIGOS - Ao !indar :1 ! .2 Série .......................................... . ... , .. , .......... Y :1 Ylll - Asia Sinicn, e Japonicn- Mncau consei:uido e perseguido, 38(), 4Gl e................ . . U'.!l - Mitras lusitan~s no Oriente, t,O:l, 4i5, 545, üU5 e . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . • . . . . . . . . . . . . CiG7 - As Fortalezas de Macau. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 411 - l)in. 4:17, 4!J3, 553, 631 e...... . ..... .. ................ . . ........................... U83 -· O 50.0 nnniversnrio dn·morte de J. M. Ferreira do Amoral e da victoria dcl'nssaleii.o, H:I e 4\J!) - ~ubsidios para o estudo dos dinlectos crioulos do Extremo-Oriente {textos e notas sobre o dialectQ de .Mncau) 45i, 517 e..... . ........ ....... . .. .... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . iii - Em prol d-e uma,i ruinns ifronlispicio do Collegio de S. Paulo de Macau).... . .......... 48':1 - Folk-lore mncaista - Adivinhas......... . ............ . . ........ ........ . . . . . . . . . . . . 515 - Rderencias e, op~niões -~" Imp_rc,n~n, 5'.!:l e .. .......... , ....... ,..... . . . . . . . . . . . . . . . • 798 - A gruta de Gamoe~, ~e .. ·•·~;: ..... . ............... ,............................. Gl':1 - Questão do F.xtremo-Oriente - O exercito chinez..................................... 561 - A questão do F.xtremo-Oriente e o papel d~ Portugal no desconcerto europeu, 587, 63!! e. 70!1 - Costumes e crenças da China - o Inferno Tnista.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5!!7 • » . » Amuletos e expressões de bom e mau agouro.......... G75 - Echos do Extremo-Oriente, 655, e ......................... . , . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 787 - Duas palavras sobre a descoberta da Australia pelos portuguczes em 1601 . . . . . . . . . . . . . . 6G! - Uma resurreição historica, G!J3 e .. . .......•... . • , ... , . ... .. . ...... . ........ , ... ,,.... i47 - Cancioneiro musical crioulo - Cantilenas macaistas. . . ...................... ... . . . . . . . . 703 = ! ~,~r~~::d~legd!rHai~~;~~~. ·.:: ·.: ·. ·. ·. ~ ·. ::: ·.: ·. ·. ·. ·. ·. : ·. ·• ·. : ::: : ::::::: ·.:: : ·. ·.::::::::: : : : : m - Publicações recebidas ...................... , . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79ü - Notns finacs (L Série e errntus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . 805 ESTAMPAS (As seguidas de asteri,co 11,0 tiradas á parte) XXXV - Fortaleza de S. Thingo da Barra . . ..................... . .... •.•••••••••••• 413 XXXVI - Bateria da Fortaleza de S. Thian-o da Barra .......... . .. . ....... ... , .... ,. 413 XXXVII - Fortaleza a.e S. Francisco e Bat~ria vasante 1.0 de dezembt·o ..... ... , . . . • . . 419 XXXVIII - Fortaleza de D. Morin II e Lnzareto ............................ , ........ 419 XXXIX - Pndrão da Fortaleza da Barra ....................... . .......... • . . . . . . . . 426 XL - Redui:'to da I lha de Co-lo-an . ........................ . ... ......... . . .... 429 XLI - Fortaleza da Taipa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42!) XLII - Monumento de D. Fernando em Diu . . . . . .. . .. . . . . . . .. . . . . .. .. . . .. . .. . . .. 43() XLlll - Monumento do Rumecão em Diu ........................... •..... , . • . . . . . MO XLIY - Monumento de Coge-Çofar em Diu.. ...... ............. . .. . ... .. ....... . . 442 XLV - Ret. e assig. dé ,João Ta,·ares de Almeida • . . . . . . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . !i54 \.
  • \. INDICE DOS A.rt igos e estampas DO ARTIGOS -Ao tinuar :11.• Série ........................................... . ....... . . . . ...... Y :1 Yll[ - Asia Sinicn, e Jnponica - ~I11cau ronse;?uido e p~rsegui
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