• COLEC媯0 DE FONTES DOCUMENTAIS PARA A HISTORIA DAS RELA的ESENTRE PORTUGAL EA CHINA 葡中關係史資料彙緝s,,;c E .s /rnciu l VOLUME I 111 幽系 ,Ylj第 一 卷
  • COLEC尊0 DE FONTES DOCUMENTAIS PARA A HISTORIA DAS RELA~OES ENTRE PORTUGAL EA CHINA 葡中闢係史資料彙編Serie Especial VOLUME I 專暉系列第一卷DOCUMENTOS RELATIVOS A NEUTRALIDADE PORTUGUESA DURANTE A I GUERRA DO OPIO 第一次鴉片戰爭期間葡萄牙中立問題文件1839-1842 Apresentas;ao e Coordenas;ao par ANTONIO VASCONCELOS DE SALDANHA Professor do lnstituto Superior de Ciencias Sociais e Politicas da Universidade Tecnica de Lisboa 里斯本技稍大學社會暨政治科學系蒨安柬主縞並作序Leitura, Organizafao da Documentafao e Introdufao de ALFREDO GOMES DIAS 文件識讀、偏輯暨引言:日諄T radufao Chines a par JIN GUOPING 漢語翻譯 :全國平FUNDA<;:AO MACAU 澳門基金會CENTRO DE ESTUDOS DAS RELA<;OES LUSO-CHINESAS 葡中瀾係研究中心UNIVERSIDADE DE MACAU 澳門大學1998
  • Titulo original• -it.' 名COLEC<;:AO DE FONTES DOCUMENTAIS PARA A HISTORIA DAS RELA<;:OES ENTRE PORTUGAL EA CHINA • 葡中關係史資料朶編Alltor • 作者ANTONIO VASCONCELOS DE SALDANHA • 薩安束Edi~ao • 出版FUNDA~AO MACAU • 澳門基金會CENTRO DE ESTUDOS DAS RELA<;:OES WSO-CHINESAS • 葡中關係研究中心UNIVERSIDADE DE MACAU • 澳門大學Leitt
  • INDICE APRESENTA媯0·· · ········• · ···· · ······················ · ·········································· · ··············· · ·· · ························· · ··21INTRODU媯0 ............ ... ....... .... ............. ...................... ............ .... ... .......... ... .......... ...... ....... .................. 29 ABREVIATURAS .. ........ .............. ...... ........ .... .. ... ................................ ....... ... ........ ... .... ................ ... ... ..... 45 - Offcio do Juiz de Direito de Macau, Jose Maria Rodrigues de Bastos, para o Ministro e Secreta「iode Estado dos Neg6cios da Marinha e Ultramar, a remeter um relat6rio circunstanciado sobre a crise aberta com a repressao imperial ao trafico do 6pio (26 de Setembro de 1839). Em anexo relat6rio sobre a crise no comercio do 6pio em consequencia das medidas assumidas pelas autoridades imperiais e sobre a conduta dos portugueses em Macau .. .... .. ... …...... …….... …...... 55 2 - Circular dirigida aos subditos britanicos com as medidas a adoptar pela comunidade britanica res1dente na China no seguimento das atitudes tomadas pelas autoridades imperiais contra o trafico do 6pio e assinada por Charles Elliot, Superintendente do Comercio Britamco na China (1839) ...... ...... ... ...... ....... ........... ... ............................................................................. ........ . 88 3 - Carta do Superintendence do Comercio Britanico na China para o Visconde Palmerston sobre a 1mportancia de Macau como ponto de apoio a proteci;:ao dos interesses britanicos, colocando a poss由山dade da sua ocupai;:ao (6 de Maio de 1839). Em anexo: carta de Charles Ell iot para o Govemador de Macau, Adriao Acacio da Silveira Pinto, oferecendo a sua cooperai;:ao para a defesa de Macau; resposta do Govemador de Macau a carta anterior, recusando o apoio do Superintendente do Comercio Britanico na China ....................................................................... 91 4 - Relato da entrevista que o Procurador de Macau manteve com o daotai Yi Zhongfu, sobre a preseni;:a dos subditos britanicos em Macau (31 de Janeiro de 1840) ........................................... 97 5 - Proclamai;:ao de Yi Zhongfu, daotai de Gaolien, aos habitantes de Macau, informando que as suas instrui;:6es apenas se referiam a expulsao de Charles Elliot e de todos os subditos britanicos (1 de Fevereiro de 1840) ... .. ........................................................................................................... 101 6 - Edita! das autoridades imperiais de Cantao declarando suspenso o comercio em Macau devido a preseni;:a dos ingleses na Cidade (Janeiro-Fevereiro de 1840) ......... .... .. ... .. .. ...... .. .... .. ...... ... ...... .. .. 103 7 - Carta de Joao Jose de Sousa que testemunha os embarai;:os colocados pelas autoridades 1mpena1s ao comercio de Macau devido a preseni;:a brit鈿ca na Cidade (2 de Fevereiro de 1840) .............. 105 8 - Edita! do daotai Yi Zhongfu declarando ter intercedido a favor da reabertura do comercto em Macau (3 de Mari;:o de 1840) .. .. .. .. .. .. . .. . .. .. .. . .. .. .. .. . .. .. . .. .. .. . .. .. . .. .. . .. . .. .. .. .. .. .. . .. .. . .. .. . .. . .. .. . .. .. . .. .. .. .. . 106 9 - Nota do Barao da Torre de Moncorvo para o Ministerio dos Neg6cios Estrangeiros dando conta do modo comoa G函Bretanha preparava a exped唁o militar na China (14 de Mari;:o de 1840) .. .. ... . 107 IND/CE. 5
  • 10 - Nata do Secretario da Legac;ao de lnglaterra em Lisboa, Howard de Walden, para o Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, Rodrigo da Fonseca Magalhaes, remetendo o processo enviado por Charles Elliot sobre a entrada do navio Hyacinth no porto de Macau (7 de Julho de 1840). Em anexo proclamac;ao das autoridades chinesas contra a presenc;a britanica em Macau datada de 30 de Janeiro de 1840; protesto do Govemador de Macau e do Leal Senado contra a presenc;a do navio britanico Hyacinth no porto de Macau, de 4 de Fevereiro de 1840; extracto de uma nota de Charles Elliot para o Visconde Palmerston a denunciar a falta de apoio que tern tido da parte da govemac;ao de Macau, datada de 19 de Fevereiro de 1840; of缸ode 1 de Janeiro de 1840, do Superintendente Britanico Charles Elliot para o Govemador Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, a pedir autorizac;ao para depositar as suas mercadorias nos armazens de Macau devido 郤 med這astomadas pelas autoridades imperiais chinesas; offcio de 16 de Janeiro de 1840 do Govemador Ad頃o Acacio da Silveira Pinto para o Charles Elliot, respondendo ao offcio anterior e recusando o pedido do Superintendente Britanico; breve sfntese de todo o processo …· ….. …...…………. 108 11 - Offcio do Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, Rodrigo da Fonseca Magalhaes, para o Ministro da Marinha e Ultramar a remeter o processo que !he foi entregue pelo Secretario da Legac;ao B這nica em Lisboa, Howard de Walden, ea pedir para ser esclarecido sobre o que se passou (18 deJulhode 1840) .. ..... .. .. ..... .. .. ........... ..... ....... ........... ......... .. ................ ........ .. .. ........ ..... .. ............ ... 117 12 - Nota do Secretario da Legac;ao Portuguesa em Londres, Barao da Torre de Moncorvo, para o Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, Rodrigo da Fonseca Magalhaes, dando conta da entrevista que teve com o Visconde Palmerston e onde se discutiu a posic;ao de Macau quanto ao conflito sino-britanico (25 de Julho de 1840) ............................. ............................................................... .. 118 13 - Offcio do Ministro da Marinha e Ultramar, Conde do Bonfim, para o Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, respondendo ao ped這o que este lhe havia formulado em 18 de Julho de 1840 (29 de Julho de 1840) .. ... .. ..... ...... ................................................................... ....................................... 120 14 - N ota do Secretario da Legac;ao Portuguesa em Londres, Barao da Torre de Moncorvo, para o Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, Rodrigo da Fonseca Magalhaes, informando-o de uma con versa que teve com Mr. Stevenson, Enviado dos Estados Unidos da America, onde se abordou a questao do conflito sino-britanico (8 de Agosto de 1840) .............................................. ... ........ . 123 15 - Acta do Conselho Geral onde se analisaram as possfveis repercussoes em Macau dos confrontos entre chineses e britanicos ocorridos no dia anterior, perto das Porras do Cereo (20 de Agosto de 1840)·············· ·················· ···· ·························· ················ ····· ····················· ························· ······ ·· ·· ····125 16 - Resposta do Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, Rodrigo da Fonseca Magalhaes, a nota do Secretario da Legac;ao Britanica em Lisboa, Howard de Walden, datada de 7 de Julho de 1840 e onde se explicam as razoes que levaram o Govemador de Macau, Silveira Pinto, a protestar contra a presenc;a do navio Hyacinth no porto de Macau (1 de Setembro de 1840) ..... ... ... .......... 132 17 - Offcio do Ministro da Marinha e Ultramar, Conde do Bonfim, para o Ministro dos Neg6cios 氐rangeiros, informando ter enviado instruc;oes ao Govemador de Macau atraves de uma portaria datada de 10 de Setembro de 1840 (11 de Setembro de 1840) ............... ...................... ........ ........ 134 6• COLEC<;:AO DE FONTES OOCUMENTAIS PARA A HISTORIA DAS RELA<;:OES ENTRE PORTUGAL EA CHINA • SERIE ESPECIAL • VOLUME I
  • 18 - Nota do Secret知o da Legai;:ao Portuguesa em Landres, Barao da Torre de Moncorvo, para o Ministro dos Neg6cios Escrangeiros, Rodrigo da"Fonseca Magalhaes, com observai;:oes sobre o papel de Macau no confli to sino-bri tanico (12 de Setembro de 1840) ................................. .... ... 135 19 - Nota do Secret知o da Legai;:ao Portuguesa em Londres, Barao da Torre de Moncorvo, para o Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, Rodrigo da Fonseca Magalhaes, dando conta da encrevista que manteve com o Visconde Palmerston onde foi abordada a polftica de neutralidade segu ida pela governai;:ao de Macau no conflito que opunha a G函Brecanha ao lmperio da China (19 de Setembro de 1840) ............................................. ........ ........... ...... ................... .. ..... ......................... 136 20 - Offcio do Ministro da Marinha e Ultramar, Conde do Bonfim, para o Ministro dos Neg6cios Estrangeiros a solicitar que !he seja comunicada as info rmai;:oes que eventua lmente cheguem da Legai;:ao Porcuguesa de Londres sobre a polfcica britanica na China (29 de Setembro de 1840) ............................................... .......... ..... ............ ... ............... ................... ..... ....................... .. . 139 21 - Offcio do Governador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pineo, para o Ministro da Marinha e Ultramar dando conta das d由culdades levantadas a polftica de neutralidade seguida pelo Escabelecimento com a nova tentativa britanica de entrar no porto da Cidade com dois navios de guerra e informando sobre os ultimos acontecimentos do conflico sino-bricanico (2 de Outubro de 1840) ........................... ... ............................................................................................................ 140 22 - Offcio do Governador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar dando informai;:oes complemencares ao offcio anterior (8 de Oucubro de 1840) ....... 143 23 - Noca do Secret知o da Legai;:ao Portuguesa em Londres, Barao da Torre de Moncorvo, para o Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, Rodrigo da Fonseca Magalhaes, mostrando-se confiante em relai;:ao ao respeito bric訕co pela neutralidade de Macau (10 de Outubro de 1840) ................... 144 24 - Noca do Secre函rio da Legai;:ao Britanica em Lisboa, Howard de Walden, para o Ministro dos Neg6cios Escrangeiros, Rodrigo da Fonseca Magalhaes, contestando a polftica de neutralidade segu ida pela govemai;:ao de Macau (19 de Outubro de 1840). Em anexo: offcio do Superintendence do Comercio Britanico na China, Charles Elliot, para o Governador de Macau, Adriao Ac缸oda Silveira Pinto, anunciando o bloqueio do rio e do porto de Cancao, com data de 23 de Junho de 1840; resposta do Governador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto ao offcio anterior, datada de 24 de Junho de 1840 ................... .. ........................... ...... .. ............ ................................... 145 25 - Nota do Secre t缸o da Legai;:ao Porcuguesa em Londres, Barao da Torre de Moncorvo, para o Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, Rodrigo da Fonseca Magat區es, dando coma da conversa que manteve com o Visconde Palmerston sobre a neutralidade de Macau durance o conflito s ino-br涸nico (24 de Outubro de 1840) .... ............. ................... ................... .... .... ....... ........ .......... 151 26 - Offcio do Miniscro dos Neg6cios Estrangeiros, Rodrigo da Fonseca Magalhaes, para o Miniscro da Marinha e Ultramar colocando-o ao corrente dos argumentos britanicos utilizados para rotula1 de parcial a posii;:ao de Macau durante o conflito sino-britanico e pedindo informai;:oes sobre o proced imento do Governador Adriao Acacio da Silveira Pinto (4 de Novembro de 1840) ........ 153 IND/CE . 7
  • 27 - Nota do Secretario da Legac;:ao Portuguesa em Londres, Barao da Torre de Moncorvo, para o Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, Rodrigo da Fonseca Magalhaes, dando conta da conversa que manteve com o Visconde Palmerston sobre a neutralidade de Macau durance o conflito sino-britanico (20 de Novembro de 1840) .. ...................... ............ .. ...... ......................................... 154 28 - Nota sobre o bloqueio do rio e do porto de Cantao (21 de Novembro de 1840) .... ...................... 155 29 - Of如o do Governador de Macau, Adriao Ac知o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, anunciando que estavam a ser dados os primeiros passos no sentido do d頃logosmo-britanico com o fim de por termo ao conflito (21 de Novembro de 1840). Em anexo memorando do comandante britanico George Elliot, de 6 de Novembro de 1840, sobre este assunto ........................................................................................................................................ .... 156 30 - Oficio do Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, Rodrigo da Fonseca Guimaraes, para o Ministro da Marinha e Ultramar onde se da conta das boas relac;:oes existences entre o Superintendence do Comercio Britanico na China, Charles Elliot e o Governador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto (7 de Dezembro de 1840) ..... ... .. ........ ... ..... ...... ............. ..... ..... ............ .. ... .. .... .... … 158 31 - Nora do Secre函rio da Legac;:ao Portuguesa em Londres, Barao da Torre de Moncorvo, para o Ministro dos Neg6cios Estrangei「os, Rodrigo da Fonseca Magalhaes, dando informac;:oes baseadas em notfcias chegadas a lnglaterra sobre o conflito sino-britanico (9 de Janeiro de 1841) ............ 159 32 - Offcio do Governador de Macau, Ad禕oAc缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, dando conta das mudanc;:as verificadas no comando das forc;:as britanicas na China e avanc;:ando algumas informac;:oes sobre o conflito sino-britanico (13 de Janeiro de 1841) ........... 160 33 - Offcio do Governador de Macau, Ad呻o Acacia da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, dando noticias sobre o conflito sino-britanico e informando da cedencia da ilha de Hong-Kong a Gra-Bretanha (18 de Janeiro de 1841) .. ............ ............... …...….......................... 162 34 - Oficio do Governador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, remetendo uma circular do Plenipotenci知o britanico Charles Elliot e reflectindo sobre a cedencia de Hong-Kong e suas repercussoes no futuro de Macau (21 de Janeiro de 1841). Em anexo: circular do plenipotenc頃rio britanico Charles Elliot, de 20 de Janeiro de 1841, onde se apresentam os pontos tratados nas negociac;:oes preliminares com as autoridades imper囹 IS ............. . ............................................... . .. . ... ........ ... ........ . ........... ....... .............. .................. 164 35 - Offcio do Governador de Macau, Adriao Ac如o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, a informar que as hostilidades entre a Gra-Bretanha e o lmperio da China se reacenderam e remetendo uma circular e uma proclamac;:ao assinadas pelo Plenipotencia 「 ioBritanico, Charles Elliot (26 de Fevereiro de 1841). Em anexo: duas proclamac;:oes impressas, datadas de 1 de Fevereiro de 1841, de Charles Elliot e do Comandante Bremer, sobre a cedencia de Hong-Kong a Gra-Bretanha; circular de 24 de Fevereiro de 1841, assinada pelo Plenipotenc頃rio Charles Elliot, a anunciar o fim das negociac;:oes com a China e o reacender das hostilidades .. ..... ................................................. .................................................. .......... .. .... ... . 168 8• COLEC,AO DE FONTES DOCUMENTAIS PARA A HISTORIA DAS RELA,6ES ENTRE PORTUGAL EA CHINA• SERIE ESPECIAL • VOLUME I
  • 36 - Of如o do Governador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, dando not如as sobre as hostilidades sino-britanicas (27 de Fevereiro de 1841). Em anexo: nota do Comandante Bremer a anunciar a queda da fortaleza da Boca Tigre; nota de Charles Ell iot sobre o numero de prisioneiros ea retiradas das tropas chinesas ......... ................ .... 173 3 7 - Offcio do Governador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, dando not如as sobre as hostilidades sino-brit鈿cas (23 de Marc;o de 1841). Em anexo: pagina do Canton Press Extra, de 22 de Marc;o de 1841, com a circular assinada pelo Plenipotenci知o Charles Ell iot onde se anuncia a reabertura do comercio de Cantao .. ..... .. ........ 175 38 - Offcio do Governador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, informando que o comercio foi restabelecido e os ingleses fixam-se em Hong-Kong (24 de Abril de 1841) ..................... .. ........... .. .................................. .. ..... .. .. .. ..... .. ........ .. ................ .. 180 39 - Offcio do Govemador de Macau, Adriao Acacio da Si lveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, dando conhecimento do fim da tregua que se vi via entre as forc;as britanicas e chinesas (26 de Maio de 1841). Em anexo: pagina impressa do Canton Register Extra, de 25 de Maio de 1841, dando a notfcia do reacender o conflito sino-britanico ..................................... …................ 181 40 - Offcio do Govemador de Macau, Adriao Ac知o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, dando not如as sobre o conflito sino-britanico (14 de Junho de 1841) ...................... 185 41 - Of鉭o do Govemador de Macau, Adriao Ac知o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, sobre a presenc;a britanica em Hong-Kong e as repercussoes no comercio de Cantao (14 de J unho de 1841). Em anexo: circular de 10 de J unho de 1841, assinada por Charles Elliot, recomendando aos subditos brit鈿cos que nao entrassem no porto de Cantao por quest5es de seguranc;a .................................. ...... ..... ............... ....... ........... ............. ... ....... ....... ...... .. ... ...... .. ..... ... .. 187 42 - Offcio do Governador de Macau, Adriao Ac知o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, informando da chegada do Coronel Henry Pottinger e do Contra-Almirante Wilham Parker e dos preparativos da exped玲ao militar britanico para o norte (23 de Agosto de 1841) Em anexo: lista dos navios de guerra britanicos; nota assinada por Henry Pottinger, de 12 de Agosto de 1841, onde manifesta o desejo de manter a paz na provfncia de Cantao e a ilha de Hong-Kong na posse britanica .................................... .............................. ....... ...... .. .. .... ....... .......... 189 43 - Offcio do Governador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, dando noticias da expedic;ao britanica para o norte (6 de Outubro de 1841). Em anexo: circular de 31 de Agosto de 1841, do Plenipotenci知o Henry Pottinger, a anunciar as conqu1stas das forc;as militares br喊nicas ..... ..... ........... ... ..... ........ ..................................... ............. 194 44 - Offcio do Governador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, dando noticias da expedic;ao britanica para o norte e informando de uma nova tentativa britanica para entrarem no porto de Macau, em 19 de J ulho de 1841 (6 de Novembro de 1841) .................................. ... ..... ............................................... .... ... ........................ ... ... ...... ...... 197 IND/CE: . 9
  • 45 - Relat6rio do Procurador do Leal Senado sabre a conferencia de L疏fang onde autoridades 叩periais chinesas e de Macau discutiram a cedencia de Hong- Kong a G虛Bretanha e que contou com a presenc;a do Mandarim de Macau, Zhang Yu, do Mandarim da Casa Branca, Xie Muzhi, do daotai de Gaolien, Yi Zhongfu, do Procurador do Senado de Macau, Bernardo Est瞬oCarneiro, dos dois interpretes oficiais, Jose Martinho Marques e Jose Rodrigues Gonc;alves e, ainda, do ex-Procurador Jose Vicente Jorge (10 de Novembro de 1841) ... ................................ 199 46 - Offcio do Govemador de Macau, Adriao Acacio da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, a informar que terminou da melhor maneira a questao que manteve com o Superintendence Charles Elliot por causa do subdito britanico Charles Henry Hart (24 de Janeiro de 1842) ... ... .... ............. ......... ...... ............. ... .............................. ....... ..... ... ..... ..... ... ... ..... ...... .. ..... ... .. 204 47 - Of缸o do Govemador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, sobre o pedido do Superintendence Britanico de serem admitidas a despacho as mercadorias inglesas (25 de Janeiro de 1842) ...................... , .. , ....................................................... 205 48 - Offcio do Govemador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, dando resposta a um pedido de esclarecimento na sequencia dos protestos apresentados em Lisboa pelo Secretario da Legac;ao Brit細ca, Howard de Walden (25 de Janeiro de 1842) .. .. .. 207 49 - Offcio do Govemador de Macau, Adriao Ac知o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, agradecendo o apoio expresso pe lo Ministro da Marinha em relac;ao a sua conduta durance o conflito sino-britanico (27 de Janeiro de 1842) ..................................... .... .................... 209 50 - Of如o do Governador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, remetendo um caderno com a c6pia das actas das sessoes do Leal Senado e da Comissao Consultiva de modo a que o governo possa melhor avaliar o trabalho da governac;ao de Macau (3 de Fevereiro de 1842) . Em anexo: actas das sessoes do Leal Senado e da Comissao Consultiva, entre 8 de Janeiro de 1840 e 31 de Ju lho de 1841 ........................................... .. ....... 210 51 - Offcio do Governador de Macau, Adriao Ac知o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, relatando a chegada de navios pertencentes a diferentes potencias ocidentais ea tentativa de uma embarcac;ao britanica entrar no porto de Macau (14 de Fevereiro de 1842) Em anexo: offcio de 19 de Julho de 1841 do Comandante Gordon Bremer para o Governador de Macau, descrevendo a sua versao sobre os acontecimento de 18 de Julho em torno do navio br喊nico Hebe; resposta do Governador Adriao Acacio da Silveira Pinto ao offcio anterior, datada 26 de Julho de 1841; nota de 5 de Janeiro, do Superintendence Britanico, denunciando a entrada de armamento na China atraves de Macau; ac ta da 1 Q reuniao da Comissao Consultiva, de 8 de Janeiro de 1842 onde foi analisada a nota do Superintendence Britanico; pa頃grafo da Sessao de 8 de Janeiro de 1842; resposta a nota do Superintendence Britanico, datada de 8 de Janeiro de 1842; offcio de 14 de Jane iro de 1842, do Superintendence Britanico, acusando a recepc;ao e manifestando o seu agrado pela resposta da governac;ao de Macau a sua nota de 5 de Janeiro ....................... .. .. .. ....... .. .............. ...... ...................................................... 345 IO • COLEC,AO DE FONTES DOCUMENTAIS PARA A HIST6RIA DAS RELA,6ES ENTRE PORTUGAL EA CHINA • SERIE ESPECIAL • VOLUME I
  • 52 - Offcio do Govemador de Macau, Adriao Ac如o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, relatando a visita de Henry Pottinger a Macau no dia 16 de Fevereiro de 1842 ea conversa que mantiveram no dia seguinte (18 de Fevereiro de 1842) ......... .................................. 357 53 - Offcio do Govemador de Macau, Adriao Acacio da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, dando notfcias sobre o conflito sino-britanico, informando da chegada de novos nav10s de outras potencias ocidentais e referindo-se ao desenvolvimento de Hong-Kong (12 de Abril de 1842). Em anexo: circular de 1 de Abril de 1842, de Henry Pottinger, anunciando que as for~as britanicas repeliram um ataque do exercito chines no dia 10 de Mar~o e com outras notfcias sobre o confronto militar entre a Gra-Bretanha ea China ....... ......... .. .. …· … ···············358 54 - Offcio do Govemador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, comentando a paragem no desenvolvimento de Hong-Kong em virtude de a Rainha de lnglaterta nao ter achado pr6prio declarar como possessao britanica a ilha de Hong-Kong e avan~ando as ultimas notfcias sobre a expedi~ao britanica contra o lmperio da China (31 de Maio de 1842). Em anexo: quadro das for~as brit訕cas na China ... ... ... ... ... ... ...... ... ......... ..... .. ..... 362 55 - Offcio do Govemador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, com notfcias sobre a expedi~ao britanica (12 de Junho de 1842). Em anexo: circular de 4 de Junho de 1842, de Henry Pottinger, informando sobre o avan~o das tropas britamcas para none .. .............................................................. ......................... .... ............... ... ................ .......... 367 56 - Offcio do Govemador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, com notfcias sobre a expedi~ao britanica e avan~ando a ideia de ser nomeado um comissario regio para negociar com o lmperador da China (26 de Julho de 1842). Em anexo circular de 24 de Junho de 1842, de Henry Pottinger, dando notfcias sobre o avan~o das for~as br這nicas na China .... ................ ....... ............... .. ............................................................. .............. 369 57 - Offcio do Governador de Macau, Adr函o Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, anunciando a chegada das for~as brit細cas a Nanjing (5 de Setembro de 1842) .. ............ .. .......... .. ... ... .... ...... .. ..... ....... ... ....... ......... .... ... .... ... ...... .. ....... ... ........... .. ... .. .... ... ... . 372 58 - Of鉭o do Govemador de Macau, Adriao Ac缸o da Silveira Pinto, para o Ministro da Marinha e Ultramar, confirmando a paz entre a Gra-Bretanha ea China e sublinhando a necessidade de Portugal nomear um comissario regio para negociar com a China (10 de Setembro de 1842). Em anexo: circular de 29 de Agosto de 1842, do Plenipotenciario Britanico a anunciar o acordo de paz celebrado com a China .. ....... ........ .... ......... ... ................. ... ..... ...... ...... .... .. ... ..... ... .... ... ... ..... ... ... 374 59 - Offcio do Ministro da Marinha e Ultramar, Joaquim Jose Falcao, para o Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, referindo o aumento da presen~a ocidental na China e pedindo que seja nomeado um comissario portugues para negociar com o lmperio da China (21 de Novembro de 1842) ............................................... ..... ................................................................. 377 fNDICE. / /
  • H 錄前言.... . .. . ........... . ............. . .. . .. . ...... . ...... . . . .... . ... . . . . .. . . .. . . . . . . .. . . . . .. . . .. . . . . . . . . . . .. . .... . . .. . . .......... . .... . . . . . . .. . . . .. . .. . . . . . . ... 25 '11 言...... . .. . . . . . .... . ... . . . . . .... . . . . .. . ... .. ............... ... ........ ................................ .. . . .. . . . ....... . . , ..... ....... .. ...... ............... 39 縮略語表......... . . . ........ .. .................. . ............. .. .... . .. . .. . . .... . ....... . . . .. . .... . ...... . .. . ..... . . . . . . . .. . ............ . . . . . . . .... . . .. . .. 47 1 -澳門法官若澤馬利亞羅德里格斯德 巴斯托斯 (Jose Maria Rodrigues de Bastos) 致海事及海外部部長及海事及海外國務秘書公函,呈送一關於中國嚴禁鴉片貿易後形成之危機的詳細報告 (一八三九年九月廿 六 日 ) 。內 附 中國禁煙措施實施後給鴉片貿易帶來之影響及澳門葡萄牙人立場之報告。 •. .......... ......... ............. .... 55 ?-告英國同胞書,內載旅華英人針對中華帝國當局實施之禁煙令而採取的措施。由英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 簽發 (一八三九年 ) 。 88 3 -英 國駐華商務監督致巴麥尊 (Palmerston) 子爵函 ,澳 門作為保護英國在華利益基地的重要性,提出佔領澳 門 的可能性(一八三九年五月六日 ) 。內 附 英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 致澳門總督吐庫」威啦邊哆 (Silveira Pinto) 函 ,提 出協助澳門防衛;總督覆函拒絕英國駐華商務監督的幫助 。 ..…....….... ….... …... 91 4 一澳 門議事亭就居懊英人 問 題與易中孚道台會晤之報告 (一八 四 零年一 月卅 -日 ) 。 ............... .. .............. .... ...... . ................................... . ................... .. .... . ............ . ........................... 97 5 -高廉道道台易中孚告澳門人民書,曉諭其指示僅針對英國駐華商務監督義律(CharlesElliot) 及所有英國子民 (一八 四零年二月-日 ) 。 .... . .... . ... . .. . . .. . . .. . .. . .. . . .. .... . . .. . . . . .. .. . . ...... . . 101 6 -中國廣東當局告示,宣佈因英人居澳,暫停澳門貿易 (一八四零年一月 二月 ) 。 103 7 -若 昂 若澤 德 索札(]函o Jose de Souza) 函 ,證明因英人居澳, 中國當局為澳門貿易造成的麻煩 (一八四零年二月二日 ) 。 .................................................................... 105 8 -易 中孚道台告示,聲明已為重開澳門貿易上書 (一八 四 零年三月三 日 ) 。 106 9 -托雷 德 蒙科爾沃 (Torre de Moncorvo)男爵致外交部照會,彙報英國正在準備遠征中國 (一八 四零年三月十四日 ) 。 ...… ························· · ···· · ··· ·· ··· ·· ··· ·· ·· ··· ··· · ·· ···· ··· ·· · · ···10710 -英 國駐里斯本領事館秘書霍華得 德 瓦爾登 (Howard de Walden) 致外交部部長羅德里格 達豐塞卡 馬加良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes) 照會 , 轉發英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 關於海阿新 (Hyacinth) 號軍艦入澳 門 的卷宗 (一八四零年七月七日 ) 。 內附 一八 四 零年-月 卅日中國當局禁止英人居澳告示,一八 四 零年二月四 日澳 門 總督及議事亭拒絕海阿新 (Hyacinth) 號軍艦停泊澳 門港的抗議,一八四零年二月十九日英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 致巴麥尊 (Palmerston) 子爵照會節略,抱怨未得到澳門政府的支持,一八四零年-月-日英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 致懊門總督吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto) 公函,要求因中國當局採取的措施允許他在澳門倉庫中存放貨物,一八四零年目琭 . I 3
  • 一月 十六 日 澳 門 總督吐 l利威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致英國駐華商務監督義律 (CharlesElliot) 公 函 , 回覆前函並拒絕英 國 駐華 商務監督的要求,本卷宗之簡述 。 108 II - 外 交部部長羅德里格 達 豐塞卡 馬 加 良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes) 致海事及海外部部長公函 , 轉發英國駐里斯本領事館秘書霍華得 德 瓦爾登(Howard de Walden) 發來的卷宗 , 請求對發生的事件加以説明 (一 八四零年七月 十 丿\日 )。 · · ···················· · · · ····· ·· ···· · ··········· · ···· · ··· · ··············· · ················ · ···· · ·········· · ······ · ·· · · · ··· · · · ····11712 - 葡萄牙駐倫敦領事館秘書托雷 德 蒙科爾沃 (Torre de Moncorvo ) 男爵致外交部部長羅德里格 達 豐塞卡 馬 加 良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes ) 照會,彙報與 巴 麥尊 (Palme rston) 子爵就澳 門 對中英沖突之立場所進行磋商 的會晤 (一丿\ 四 零年七月廿五 日 )。 ........... . ................ .. ......... .. .... .. ... .. ... .. ... .. ... . ... .. . .... . ..... . .... .. .... . ....... .. ......... 118 13 - 海事及海外部部長邦芬 (Conde de Bonfim) 伯 爵致 外 交部部長公函 , 回 覆 一 八 四零年七 月十八日所提之請求(一八 四 零年七 月廿九日) 。 •. ... .... .... ....................... 120 14 - 葡萄牙駐倫敦領事館秘書托雷 德 蒙科爾沃 (Torre de Moncorvo)男爵致外交部部長羅德里格 達豐塞卡 馬加良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes ) 照會 , 彙報就中英 沖 突問題與美國特使史第文森 (Stevenson) 所進行的交談 (一八四零年八月丿\日 )。 .............. . .... . . . ..... . ..... . ........................... . ...... . ... .. .............. . .... . ................................ . ........... . 123 15 - 議政會會議記錄 , 對前一 天在關 閘附近發生 的 中英沖突可能對澳 門 產生 的 影響進行分 析 (一八四零年八月廿日 )。 .......................... , ............................................................ 125 16 - 外交部部長羅德里格 達 豐塞 卡 馬 加 良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes ) 於一八四零年七月七日覆英國駐里斯本領事館秘書霍華得 德 瓦爾登 (Howardde Walden) 來函 , 解釋澳門總督吐 1計」 威啦邊哆 (Silve ira Pinto ) 拒絕海阿新 (Hyacinth)號軍艦入澳 門 港的理由 (一 八四零年九月 - 日 )。 …...……· …......................... .......... .. … 132 l7 -海事及海外部部長邦芬 (Conde de Bonfim)伯爵致外交部部長公函 , 通告於一八四零年九月十日已通過一部令為澳門總督下達了指令(一八 四 零年九月 十 - 日 )。 134 18 - 葡萄牙駐倫敦領事館秘書托 雷 德 蒙科爾沃 (Torre de Moncorvo) 男爵致外 交部部長羅德里格 達 豐塞卡 馬 加 良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes ) 照會,評論澳 門 在中英沖突中 的作用 (一八 四 零年九月十二 日 )。 •................... ....• … 135 19 - 葡萄牙駐倫敦領事館秘書托雷 德 蒙科爾沃 (Torre de Moncorvo) 男爵致外交部長羅德里格 達 豐 塞 卡 馬 加 良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes ) 照會 , 彙報就中英沖突期間澳門所奉行的中立政策與巴麥尊 (Palmerston) 子爵所進行的交談(一八四 零年九月十九日 )。 · ···· ·· ·· ··· · ··· · ·· · ····· · ···· ·· ··· ·· ··· ·· · · · ·· ··· ·· ·· · · ··· ·· ·· ···· ···· · ··· ·· ····· · ··· ··· ···· · · ·······13620 -海事及海外部部長邦芬 (Conde de Bonfim) 伯爵致外交部部長公函 , 若葡萄牙駐倫敦公使館發來有關英國在華政策的彙報請轉告 (一八四零年九月 廿九 日 )。 139 21 - 澳門總督 吐睬I 威啦邊哆 (Silve ira Pinto) 致海事及澳外部部長公函,彙報因英國再次企圖以兩艘軍艦入澳而給澳 門 奉行的 中 立 政策帶來 的 困難並報中英 沖 突近期情況 (一丿\四 零年 十 月 二 日 )。 · ····· · ······················· · ······ · · · · · ············ · ···· · ···· · · · ···· · ········· · · · ·· · ···· · ··· · ·14014. 葡中關係史對料朶編 . ~i 題系列 · 第一卷
  • 22 -澳門總督吐眛I 威啦邊哆 (Silve ira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 對前函進行補充 (一 丿\四零年 十月 丿\日 ) 。 · · ····· · ··· · · ·· · ·· · · ·· · ·········· · ··· · ·· · ·· · · · ·· · ·· · ·· · ·········································· · · ·· · 14323 -葡萄牙駐倫敦領事館秘書托雷 德 蒙科爾沃 (Torre de Moncorvo) 男爵致外交部部長羅德里格 達 豐塞卡 馬加良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes ) 照會 ,對英國尊重澳門中立懐有信心 (一八四零年十月十日 ) 。 ···· · · · · ··· ······ · ······················· ·· ·········14424 -英國駐里斯本領事館秘書霍華德 德 瓦爾登 (Howard de Walden) 致外交部部長羅德里格 達 豐塞卡 馬加良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes) 照會,對澳門政府奉行的中 立政策提出質疑 (一八四 零年十月十九日 ) 。 內附 英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 於 一八四零年六月廿三 日致澳門總督吐晰威啦邊哆 (SilveiraPinto) 公函 ,宣佈封鎖省河及廣州港,澳門總督吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto ) 於一 八四零年六月廿四日之覆函 。 .. . .... . . . . .. . . . . .. . . . . . .. . . . ..... . . . . .. . . . .. . . . .. . . .. . . . ............ . .... . .. . . . . .... . . 145 25 -葡萄牙駐倫敦領事館秘書托雷 德 蒙 科爾沃 (Torre de Moncorvo) 男爵致外交部部長羅德里格 達 豐塞卡 馬加良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes ) 照 會 ,彙報就中英衝突期間澳門所奉行的中 立政策與巴麥尊 (Palmerston) 子爵所進行的交談 (一八四零年十月廿四日 ) 。 . ... .... ........................................................................ ... .... ... .. .. 151 26 -外交部部長羅德里格 達 豐塞卡 馬加良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes ) 致海事及海外部部長公函 , 通告英國指責澳門在中英沖突期間有所偏袒的論據 ,請求對澳門總督的做法提供情況 (一八四零年十一月四日 ) 。 153 27 -葡萄牙駐倫敦領事館秘書托 雷 德 蒙科爾沃 (Torre de Moncorvo) 男爵致外交部部長羅德里格 達 豐塞卡 馬加良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes ) 照會 ,彙報就中英沖突期間襖門所奉行的中立政策與巴麥尊 (Palmerston) 子 爵所進行的交談 (一八四零年十-月廿日 ) 。 •· ··· ········· ···· ·· ··· ·· ··· ·· ···· ···• …......... ….……....... 154 28 -關於封鎖省河及廑州港的照會 (一八四零年十 一 月廿一日 ) 。 155 29 -澳門總督吐 l沮I 威啦邊哆 (Silveira Pinto)致海事及海外部部長公函 , 彙報中英準備進行談判,尋求停止沖突 (一八四零年十-月廿一 日 ) 。 內附 一八匹零年十一 月 六日 英國司令官壹恣律 (George Elliot) 關於此問題的備忘錄 。 .. ....…. .. ... .... . ........... 156 30 -外交部部長羅德里格 達 豐塞卡 馬加良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes) 致海事及海外部部長公函 , 通告英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 及澳 門 總督吐暗」威啦邊哆 (Silveira Pinto) 之間蠱洽的關係 (一八四零年十二月七日 ) 。 158 31 -葡萄牙駐倫敦領事館秘書托雷 德 蒙科爾沃 (Torre de Moncorvo ) 男爵致外交部部長羅德里格 達 豐塞卡 馬加良斯 (Rodrigo da Fonseca Magalhaes) 照會 ,彙報以傳到英國的信息為基礎的關於中英衝突的情況(一八四 一年一月九日 ) 。 159 32 -澳門總督吐卧lj 威啦邊哆 (Silveira Pinto)致海事及海外部部長公函,彙報駐華英軍指揮人員的更換並提供中英沖突的消息 (一八四 一 年一 月 十 三 日 ) 。 161 33 - 澳門總督吐 11~1 威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 彙報中英 沖 突的消息並告香港島出讓英國 一事 (一 八四 一 年 - 月十八日 ) 。 162 目跺 . I 5
  • 34 -澳門總督吐庫l 威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 轉呈英國全權代表、英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 通告 , 對香港的出讓及其對澳門的影響提出看法 (一八四一年一月廿一日 ) 。 內附 一八四一年一 月 廿日 英國全權代表 、 英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 通告 , 告知與中華帝國初期談判已達成協議各點 。 · · ····· · · · ·· · ·· ·· · ····· · ·· · · · ·· · · · · · ·· · · · · ·· · · · · · ·· ·· ········"'' ' ''''''''"'''''''''"''''''''''''''"'''"'''''''''''' · "'''16435 一澳門總督吐晰威啦邊哆 (Silve ira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 彙報中英黌事再起 , 轉呈由英國全權代表、英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 簽署的 一通告及一聲明 (一八四一年二月廿六日 ) 。 內附 英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 及伯麥 (James John Gordon Bremer) 司令官於一八四 一 年二 月 - 日發表的關於將香港出讓給英國的兩份印制聲明,英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 二 月廿四日發表的通告 , 宣佈與華談判 中止 , 釁事再起 。 """' …, , , , , ""…… """'168 36 - 澳 門總督吐睬」威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 彙報中英沖突(一八四一年二月廿七日 ) 。 內附 伯麥 (James John Gordon Bremer) 司令官照會 ,宣佈疣門炮台失陷,英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot)照會報知俘虜人數及中軍撤退 。 ····· · ··· · ········ · ·· · ·· · ················ · ····· · ·· · · ·· · ·· ···· · ·· ·· · · ···· · · ·· ······ ·· · · ···· · ···· · ·· · ····· · ·························· · 17337 - 澳門總督吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 彙報中英沖突(一八四一年三月廿三 日 ) 。 內附 一八四一年三月廿二 日 《廣州週報 (Canton Press )') 號外 , 上刊登全權代表、英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 宣 佈廣州貿易重開的通告 。 .... . ....................... . ..... . ... ...... . ................. . ..................................................................... 175 38 一 襖門總督吐 I詛I 威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函,彙報貿易重開 ,英人定居香港 (一 八四 一 年四月 廿四 日 ) 。 . … ··· ················ ······· ·· ··· ··· ···· ···· ······ ····· ··· ··· ··· · 180 39 - 澳門總督吐 l皐I 威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 彙報中英沖突休戰中止 (一八四 一年五月廿六 日 ) 。 內附 一八四 一年五月廿五日 《廣州記事報(Canton Regis ter) ) 號外 , 報道中英釁事再起 。 ......... . . . .......... . ........…, ......................... 181 40 - 澳門總督吐睬I 威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 彙報中英沖突情況 (一八四一年六月十四日 ) 。 ...................... ... . . . .. . . . ... . ... ... .... . . . . ... .. . . . .... . .................. . ........ 185 41 - 澳門總督吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 彙報英人居香港情況並報對廣州貿易的影嚮 (一 八四 一年六月 十四日 ) 。 內附 一八四 一年 六 月十日英國駐華商務監督義律 (Charles Elliot) 致英國子民告示 , 因安全原因勿入嚴州港 。 ·········· ·· ··· ·· ········· · · ····· · ·· · ···· · ······························ · · · ···· · · · ·· · · ···· ·· · · · · · · · ·· · · · · · · ·· · · · · ··············· ···· ········18742 - 澳門總督吐睬l 威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函,彙報璞鼎 査(Henry Pottinger) 陸軍上校及巴加 (Sir William Parker) 海軍少將抵達並報英軍北伐的準備工作 (一 八四 一年八月廿 三 日 ) 。 內附 英國軍艦清單 , 一八四 一 年八月十 二 日璞鼎 査 (Henry Pottinger) 照會,表示維護僙東省及英佔香港和平的願望 。 ······ · ···············"······"············· · ········· · ············· · ·· · ·· ····· · ····················· · · · ·· · ·· ··· · ························ · 189] 又 譯 作 ( 澳 門 新 阯 錄 )。16. 葡中關係史 'Ii 料燊編 • l/口題系列 · 第 一 尪
  • 43 一 澳門總督吐琍威啦邊哆 (Silveira pinto) 致海事及海外部部長公函 , 彙報英軍北伐情況 (一八四 一年十月六日 )。 內附 一八四一年八月卅一 日全權代表璞鼎査 (HenryPottinger) 通告,宣佈英軍捷報 。 . .…......... ................................. .... ....... 194 44 - 澳門總督吐 Ufl] 威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函,彙報英軍北伐情況並報英人於一八四一年七月 十九 日再次企圖入澳 (一八四 一年十一月六日 )。 197 45 -議事亭理事官關於中葡當局討論向英國出讓香港蓮峰廟會議之報告 。 出席者為高廉道道台易中孚、前 山同 知謝牧之、澳門佐堂張裕、澳門議事亭理事官貝爾納爾多 埃斯特萬 卡內羅 (Bernardo Estevao Carneiro), 兩位正式譯員 , 馬吉士 (JoseMartinho Marques ) 和公陸霜 (Jose Rodrigues Gon<;:alves), 及前任理事官佐治 (Jose Vicente Jorge ) (一 丿\四 一 年十 - 月十日 )。 ............. . ......................................... .. .............. . ................ .. 199 46 - 澳門總督吐 II~! 威啦邊哆 (Silve ira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 彙報英國子民查爾斯 亨利 赫德 (Charles Henry Hart) 的問題已同英國駐華商務監督義律 (CharlesElliot) 獲得妥善解決 (一 八四 二 年 一 月廿四日 )。 ·······················································204 47 -澳門總督吐胭I 威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 彙報英國駐華商務監督要求英國貨物可在澳 門過 關 (一 八四 二年一月廿五日 )。 205 48 - 澳門總督吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 回覆因英幗駐里斯本領事館秘書霍華得 德 瓦爾登 (Howard de Walden) 提出抗議一事所進行的質詢 (一 八四 二 年 一 月廿五日 )。 .................................... . ................................................ 207 49 - 澳門總督吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 感謝海事及海外部在中英沖突期間對其執政的明確支持(一 八四 二年一月廿七日 )。 209 50 - 澳門總督吐 II利威啦邊哆 (Silve ira Pinto ) 致海事及海外部部長公函,轉發一冊議事亭及諮詢會會議記錄,以便政府更好地評價澳門政府的施政 (一八四 二年二月 三日 )。 內附 議事亭及諮詢會一八四零年-月八日至一八四一年七月卅-日會議記錄 。 ···· ···· · ····· · ··············· · ············· ·· ·········· · ······· · · ··· · ·· ··· · · ·· · ··· ···· ···· · · ·········· ·· ·· ·· · · ········ ·· · ·· · · ······ · ··· · ·· · ·· ····21051 -澳門總督吐 1利威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函,彙報西方列強軍艦抵澳及英艦再次入澳門港企圖 (一八四 二年二月十四日 )。 內附 伯麥 (JamesJohn Gordon Bremer) 司令官於一八四一年七月 十九 日致澳門總督公函,提出 他對七月十八日英艦青春女神 (Hebe ) 號事件的看法 , 澳門總督吐晰威啦邊哆 (Silve iraPinto) 於 一 八四 一 年七月廿六日對前函的答覆 , 英國駐華商務監督一月五日照會 , 揭露從澳門對中國所進行的武器輸入, 一八四 二年 一 月八日第 一次諮詢會會議記錄 , 會間對英國駐華商務監督的照會進行了分析, 一月八日會議決議,-月八日對監督照會的答覆,監督一月十四日公函,來函收悉並對澳門政府一日五日的答覆表示滿意 。 ................... . .......... . . . . . .. . . . .. .. .. .. ... . ....... .... . .. ..... .. ......... . . .................. . 345 52 -懊門總督吐 l訊I 威啦邊哆 (Silve ira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 彙報璞鼎査 (HenryPottinger) 於-八四 二年二月十六日對澳門的訪閼及第二天與他的會晤 (一八四 二年二 月十丿\日 )。 . .... . . . . . . .. . . . . . . ... . . ... . . . .. . .. . .......... .. ... . .... . .................... . .............. ... .......................... 357 日錄 . I 7
  • 53 - 澳門總督吐啉」威啦邊哆 (Silve ira Pinto ) 致海事及海外部部長公函 , 彙報中英沖突丶西方列強新派軍艦抵澳並報香港的發展 (一八四 二年四月十 二 日 ) 。 內附 璞鼎査 (Henry Pottinger) 一 八四 二年四月 - 日通告 , 宣佈英軍於三月十日擊退一華軍進攻並告中英軍事沖突的消息 。 . .. .. .. . .... .. .. .. .... . ... .. . .. ... . .... . . . . . . . ..... .. . .. ... .. ... .. . .... . ... . .. . . .... . . . .. ... . 358 54 - 澳門總督吐晰威啦邊哆 (S ilveira Pinto ) 致海事及海外部部長公函 , 對因英國女王認為不宜將香港宣佈為英國領地而給香港發展帶來的停滯發表意見並報英軍遠征中國的消息 (一 八四 二年五月卅一 日 ) 。 內附 在華英軍形勢圖 。 362 55 - 澳門總督吐 II~」威啦邊哆 (Silve ira Pinto ) 致海事及海外部部長公函 , 彙報英軍遠征消息 (一 八四 二 年 六 月十 二 日 ) 。 內附 璞鼎查 (Henry Pottinger) 一 八四 二 年六月四日通告 ,宣佈英軍北上消息 。 · ··· ··· ······ ····· ·· ·· ·· ···· ····· ····· ··· ····· ········ ···· ·· ····· ···· ·· ··· ···· ··· ····· · 367 56 - 澳門總督吐 1計」威啦邊哆 (Silveira Pinto) 致海事及海外部部長公函 , 報告英軍遠征消息並提出葡萄牙任命一欽差大臣與中國皇帝會談的想法 (一八四 二年七月廿六日 ) 。 內附 璞鼎査 (Henry Pottinger) 一八四 二年六月 廿 四日通告,宣 佈英國在華挺進的消息 。 . ....... .. . ...... . .... .. ....... .. . ... . . . . . ........ .. ...... . ................... .... ... ... .. . . .... . ... . .... ............. . .. . ......... ... .. 369 57 - 澳門總督吐晰威啦邊哆 (Silve ira Pinto ) 致海事及海外部部長公函 , 彙報英軍抵達南京 (一 八四 二年九月五日 ) 。 ·· · ···· · · · · ·· ··· ·· · · ···· · ·· · · · ···· · · · ······· · ······· ·· · · ···· · · · · ·· · · · ·· · · · · · ·· · · ·· · ·· · ········ · ·· 3 7258 - 澳門總督吐店」威啦邊哆 (Silve ira Pinto ) 致海事及海外部部長公函,證實英中停火並強調葡萄牙任命-欽差大臣對華談判的必要性 (一八四 二年九月十日 ) 。 內附英國全權代表一八四二年八月廿九日通告 , 宣佈與華簽訂的和約 。 374 59 - 海事及海外部部長若阿金 若澤 法爾康 (Joaquim Jose Falcao ) 致外交部部長公函 , 提及西方在華勢力的增長並要求任命-葡萄牙欽差大臣對華談判 (一八四 二年十一月 廿一 日 ) 。 · · ···· · ·· · ·· · ····· · ··· ·· ··· ···· ·· ··· ·· ··· ··· ·· ···· · ···· · ······ · ······· ··· ··· ·· ······ ·· · · · ···· ·· ··· ··· ··· ··· · ···· ·· ··· ·· ·· · ······· 3 7718. 葡中關係史汝料朶編 · 専題系列 · 第 一 卷
  • APRESENTAQAO par Antonio Vasconcelos de Saldanha Professor do lnstituto Superior de Ciencias Sociais e Polft1cas da Universidade Tecnica de Lisboa
  • APRESENTA尊OI nsere-se este volume numa serie aut6noma que o Centro de Estudos das Rela~6es Luso-Chinesas da Funda~ao Macau dee心u criar a par da ColecfdO de Fontes Documentais para a Hist6ria das Relafoes entre Portugal e a China Serie essa que se destinara a recolher alguns corpos documentais que, pela sua unidade ou natureza, nao tenham a poss枷lidade de inser~ao directa naquela co lec悼o, sem que por isso deixem de constituir referencias fundamentais para a compreensao de determinadas quest6es das rela~6es luso-chinesas. Abre, assim, a mesma serie com este volume dedicado aos Documentos relativos a neutralidade portuguesa durante a I Guerra do 邙o. Materia que antecede directamente as quest6es abordadas na documenta哼o publicada no 1 Q tomo da ColecfdO de Fontes, e que nao poderia ser ilustrada de melhor forma do que por via dos documentos ora trazidos a luz pela primeira vez. De facto, estamos perante o que poderfamos considerar o "Processo portugues da I Guerra do 煽o", 頂 que grande parte do material aqui publicado e constitufdo pela documenta亞o remetida ao Governo de Lisboa pelo real condutor da neutralidade portuguesa na China nessa epoca, o Govemador de Macau, Adriao Ac知o da Silveira Pinto. Precisamente devido a concep~ao e implementa~ao dessa polftica, Silveira Pinto foi alvo de duras crfticas por parte das autoridades inglesas na China, crfticas essas transmitidas pelo Foreign 0隹ce ao Governo Portugues, e, a solicita~ao deste, rebatidas por Silveira Pinto. E esta a documenta~ao que, no ambito de uma pesquisa mais vasta sobre a polf tica extema portuguesa na China, pudemos localizar no Fundo Minist如o dos Estrangeiros do Arquivo Nacional da Torre do Tombo1, e que e aqui devidamente 1 0 "Processo da Guerra do 鉫o" foi por n6s registado e referenciado in "Um Estabelecimento a Refund1r e Criar de Novo. Macau ea Polftica Extema Portuguesa na China (1842-1853)", in Estudos sabre as Relafcies Luso-Cliinesas, Lisboa, lnstituto Superior de Ciencias Sociais e Polfticas - Instituto Cultural de Macau, 1996, pp. 49-404, publicado autonomamente em chines com o tftulo Putaoya Zaihua Waijiaozhengce, Centro de Escudos das Rela~oes Luso-Chinesas, Funda~ao Macau, 1997 APRESENTA(:AO • 21
  • acompanhada e enquadrada pela documenta\'.ao pertinente emanada do Senado de Macau, da Lega\'.ao de Portugal em Landres, da Lega\'.ao da lnglaterra em Lisboa e dos Ministerios dos Neg6cios Estrangeiros e da Marinha e Ultramar. A oportunidade desta ed玲ao e tambem real\'.ada pelo facto de serem muito escassos os estudos sobre este perfodo crftico das rela\'.6es luso-chinesas2, razao pela qual temos gosto em que o Sr. Dr. Alfredo Gomes 趴as, autor de alguns dos estudos mais profundos sobre a questao, se tenha associado a esta iniciativa, nao apenas com a tarefa da leitura e da organiza\'.ao documental, mas tambem com a autoria da introdu\'.ao hist6rica que antecede os documentos. Lisboa, Novembro de 1997 Antonio Vasconcelos de Saldanha 2 Para 瑀o falar das espantosas omissoes da historiografia classica (v.g. as de J.K.FAIRBANK), ea pane as notas pioneiras de MONT ALTO DE JESUS, em Historic Macao, fonte consabida de outros autores, e as oportunas referencias de do P. MANUEL TEIXEIRA (Os Militares em Macau, Macau, 1975), cemos a regiscar as paginas —decepcionances e muito pobres no que a Macau e Portugal respe ita nesta epoca - de AUSTIN COATES, (Macao and the British 1632-1842. Prelude to Hong Kong, Londres, 1966), as breves referencias de ANGELA GUIMARAES, (Uma Relafao Especial. Macau e as RelafBes Luso-Chinesas 1780-1844, Lisboa, 1996) e o recente mas desfocado, superficial e pouco original escudo de ANTONIO VENTURA ("Macau ea Guerra do Opio" in Revista Macau, z• Serie, 63, Julho 97, pp.40-51); neste panorama de algum modo irregular, as analises mais complecas da quescao continuam, em nosso entender, a ser as de ALFREDO GOMES DIAS, in Macau ea I Guerra do Opio, Macau, lnstituto Porcugues do Oriente, 1992, e Sob o Signo da Transifao. Macau no Seculo XIX, Macau, lnstituto Portugues do Oriente, 1998 (no prelo) 22• COLEC(:AO DE FONTES DOCUMENTAIS PARA A HIST6R!A DAS RELA(:OES ENTRE PORTUGAL EA CHINA• StRIE ESPECIAL• VOLUME I
  • 前 言苴安柬里斯本技術大學社會暨政治科學系國橢制度研究中心主任
  • 前言洞門基金會葡中關係硏究中心在出版 《葡中關係史資料彙編》的同時,大決定再闢一專題系列。本卷為其中一種。專題系列將集錄因其整體性或性質無法直接彙入《葡中關係史資料彙編》 的某些文獻,但這些文獻為了解葡中關係中某些特定問題關鍵的文件。專題系列以本冊為其首卷。題為《第一次鴉片戰爭期間葡萄牙中立問題文件》。此問題為《葡中關係史資料彙編》第一卷所涉及諸問題之先聲。本卷中首次披露的文獻為《葡中關係史資料彙編》第一卷做了最佳的注釋 。的確,這便是我們可以稱之為「第一次鴉片戰爭期間葡萄牙問題」 I的專檔,因為本卷中披露 的大部份文獻為當時葡萄牙在華中立政策的 實際主導—澳門總督吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto) 發往里斯本政府的文件 。正是由於這一政策的制定與實施,吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto) 成為了在華英國當局的眾矢之的,種種責難由英國外交部轉至葡萄牙政府。對此,葡萄牙政府應吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto) 之 請予以了駁斥。在我們所進行的-更加深嚴的關於葡萄牙在華外交政策的研究中,此組文獻為國家檔案館外交部檔案中之一部,並伴之以來自澳門議事亭、葡萄牙駐倫敦公使館、英國駐里斯本公使館、外交部及海事及海外部文檔。本卷付梓的另一重要原因為,關於葡中關係這一關鍵時刻的論著稀少2 。'第 一 次鴉門戰爭期間葡萄牙間題,我們在 {一塊巫新改述的居留地 。 澳門及葡萄牙在華外交政策 (一八四二一-八五二)載(葡中關係硏究)第四九一四零四頁中所敘述。 此文後以漢語單獨出版 題為 (葡萄牙在華外交政策) 澳門基金會葡中關係研究中心,里斯本 ,一九九七年 。2 姑且不論經典史學對此間韙驚人的忽略(例如戥正清對此無任何敘述)及眾所周知的特瑞修在 (澳門歷史) 屮的注釋,僅以下列論文為例 奧斯卓 攷斯特 (Austin Coaste) 在 (澳門與英國人, 一六三二一一 一八四二 。 香港的先聲)中關於這一時期葡中關係的論述既令人失望又稀少,安熱拉 基瑪良士(Angela Guimaraes) {-種特殊關係 。 襖 l'i 與葡屮欄係 一七八零一-八四四 ) (Uma Rela,;ao Especial. Macau e as Rela,;6es Luso-Chinesas) ( 1780-18丑) 謝斯出版社 一九九六年,中有隻言片語的涉及 。 近期冇安束尼奧 文杜拉(Antonio Ventura) 載 (澳門 ) 雜誌第二系列 , 第六十三期,一九九七年七月 第四十至五 1一一頁上(澳門與鴉片戰爭)一文 。 此文文不對題.府淺、亳輒新意 。 在此間題研究中,依我們之見, H 諒的論文仍鶴立雞群.分析全面,韶參見 (澳門與第 ,次鴉片戰爭} 澳門 痰門東方葡萄牙學院 一九九二年及(過渡的命符下 。 十九世紀的澳門), 澳門,澳門束方葡萄牙學院, 一九九八年, {付印中)。前 言 -25
  • 因此我們非常高興地看到對此問題已發表數篇見解獨到論文的日諒先生的本書在專題系 列中與讀者見面 。 他不僅承擔了文獻的識讀、編輯 , 還撰寫了 一篇有關歷史背景的引言 。26. 葡中關係史皮料彙編 · 專題系列 · 第一卷蒨安柬丁丑年霜月識於葡京養心齋
  • INTRODUÇÃO por Alfredo Gomes Dias
  • o ,., INTRODUÇAO MACAU E AI GUERRA DO ÓPIO trabalho que agora se apresenta reúne os documentos que consideramos mais significativos para se compreender o modo como Macau viveu o quotidiano do primeiro conflito sino-britânico. Tem como núcleo central os fundos documentais do Ministério dos Negócios Estrangeiros - que se encontram depositados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo- aos quais juntámos outros documentos dispersos que nos parecem fundamentais para termos uma visão de conjunto sobre os acontecimentos que ocorreram entre 1839 e 1842. É para nós por demais evidente a importância desta colecção de documentos, uma vez que consideramos que, com a I Guerra do Ópio, se inicia o período de transição para contemporaneidade de Macau, período que se prolonga até 1862, ano da assinatura do tratado não ratificado de Tianjin. A posição de Macau perante a I Guerra do Ópio pode ser resumida numa simples palavra: neutralidade. Esta é sem dúvida a grande opção assumida pelo Estabelecimento e é, por isso, a questão que importa analisar com mais cuidado. Os contornos desta neutralidade encerram dentro de si o percurso das relações luso-chinesas até 1839/42 e vão transformar-se numa constante no futuro que então se iniciou. * Podemos considerar que o primeiro conflito sino-britânico começou quando o Celeste Império optou pela repressão como forma de resolver o problema do tráfico do ópio, nomeando Lin Zexu comissário imperial com a missão de terminar definitivamente com aquele comércio. A expulsão da comunidade britânica de Cantão vai envolver definitivamente o Estabelecimento de Macau num turbilhão de acontecimentos que irão culminar com o início dos confrontos entre forças chinesas e britânicas no final do ano de 1839. Macau viu-se assim confrontado com a necessidade de definir uma política face ao conflito que garantisse, em primeiro lugar, a continuidade da presença portuguesa naquele ponto do Mundo e, em segundo lugar, o relançamento da sua actividade comercial e portuária que se encontrava numa profunda crise. O primeiro objectivo de carácter político INTRODUÇÃO • 2 9
  • il implicava desenvolver uma diplomacia equilibrada entre os dois países em confronto. O segundo, de cariz económico, funcionou mais como um desejo e uma utopia de regresso ao passado, quando Macau beneficiava do facto de ser a ponte exclusiva entre o Império e o Ocidente. Dois objectivos que não deixam de estar interligados no modo como Macau foi erguendo a sua política de neutralidade. * A análise da opção política do Estabelecimento durante o conflito deve iniciar-se pela sua contextualização histórico-regional. Macau estava integrado numa zona onde Cantão assumia um papel comercial cada vez mais importante, não obstante as limitações que as autoridades imperiais impunham ao seu funcionamento enquanto praça internacional. O tráfico do ópio era a actividade económica que permitia a Macau auferir de rendimentos que viabilizavam, do ponto de vista económico, a continuidade da presença portuguesa na China. Tráfico que, por seu lado, deve ser também enquadrado num contexto regional mais vasto onde os interesses comerciais e financeiros radicados na Índia Britânica assumem particular relevo. Se bem que em escala mais reduzida, o tráfico do ópio praticado em Macau era suficientemente elevado para permitir os rendimentos necessários à Cidade e para manter vivos os laços existentes entre a sua elite e as autoridades imperiais. Assim, importa caracterizar as relações que Macau mantinha com o Celeste Império até 1839 e que vão condicionar o tipo de neutralidade seguida pela governação do Estabelecimento. Em primeiro lugar, encontramos as relações que se foram cimentando ao longo de três séculos, particularmente a nível regional. Em segundo lugar os laços estreitos que existiam entre as autoridades imperiais e os comerciantes chineses (anistas) e a elite socio-política da Cidade. Em terceiro lugar, a dependência política e económica em que Macau se encontrava, facto sobejamente testemunhado nos documentos que chegaram até nós. Durante todo o ano de 1839 e nos anos de guerra que se seguiram, podemos encontrar muitos exemplos que nos permitem comprovar esta conivência regional. Lembremo-nos do modo como as autoridades chinesas, ao longo daquele ano, foram alertando a Cidade para o que se estava a passar em Cantão, permitindo deste modo que o Estabelecimento se preparasse para a visita do comissário imperial. As conversações mantidas a nível oficial, 30 • COLECÇÃO DE FONTES DOCUMENTAIS PARA A HISTÓRIA DAS RELAÇÕES ENTRE PORTUGAL E A CHINA • SÉRIE ESPECIAL • VOLUME/
  • ou a título particular, como foi o caso de Francisco António Pereira da Silveira. Em plena guerra, assumem particular significado as conversações de Lingfong, onde é visível a preocupação face à cedência de Hong-Kong, preocupação que Macau tentou partilhar com o próprio Império, ao tentar convencer as autoridades chinesas presentes da irreversibilidade daquela cessão territorial e dos perigos que ela acarretava, quer do ponto de vista comercial, quer político. Um precedente que outras potências haveriam de querer explorar. As limitações que as autoridades imperiais chinesas impunham à presença ocidental, particularmente a proibição do porto de Macau ser utilizado por outros países que não os portugueses ( em número restrito) e os espanhóis de Manila e, por outro lado, a incapacidade política de Portugal definir ou apoiar uma estratégia para o Estabelecimento de Macau, deixando-o entregue à corrente dos acontecimentos, determinaram o modo como o Estabelecimento se posicionou face ao Celeste Império. Entendia-se que, em última análise, a presença portuguesa em Macau dependia da sua capacidade de conservar aberto o diálogo com as autoridades chinesas, mantendo simultaneamente uma distância razoável da política seguida pela Grã-Bretanha, de modo a não comprometer as relações com a comunidade deste país. O personagem que melhor vai definir esta linha de pensamento é o juiz de direito, José Maria Rodrigues de Bastos, através da sua tese de "um Estado dentro de outro Estado" e defendendo clara e categoricamente, que "a boa razão pede que a principal aliança seja com o dono do Solo", isto é, a China. São palavras que não deixam dúvidas sobre qual era o sentir da elite sacio-política da Cidade, corroborada por factos que os documentos, oficiais e da imprensa, nos testemunham. Por seu lado, o Celeste Império, ao mesmo tempo que tudo fazia para hostilizar e expulsar a comunidade britânica, não deixou de dar sinais, mais ou menos claros, no sentido de desejar manter-se próximo de Macau como forma de isolar a Grã-Bretanha ou, no mesmo sentido, impedir que o Estabelecimento se aproximasse daquela potência ocidental e servisse de ponta de lança às intenções britânicas na China: vejam-se as garantias que iam sendo dadas à continuidade da presença portuguesa e que, não obstante as ameaças, não era intenção das autoridades imperiais invadir militarmente a Cidade. Finalmente, a passagem de Lin Zexu por Macau, sem deixar notícia de confrontos, antes considerada INTRODUÇÃO • 31
  • pelo Leal Senado de muito amistosa, confirma a ideia de que Macau se preparou para essa visita, preparação essa só possível graças à conivência entre as autoridades imperiais chinesas e a elite sacio-política da Cidade. * No reverso desta ligação ao Celeste Império, as autoridades de Macau tiveram de gerir a relação com a Grã-Bretanha, desejosa de fazer estender a secular aliança luso-britânica ao extremo-oriente. Contudo, é uma constante o clima de desconfiança que pairava sobre Macau quanto às verdadeiras intenções da Grã-Bretanha em relação ao Estabelecimento. Desconfiança que, por vezes, se transforma num forte sentimento anti-britânico, o que se pode justificar por dois motivos fundamentais. Por um lado, a rivalidade comercial que a presença britânica impôs, relegando Macau para segundo plano. A crescente presença ocidental era apontada como uma das causas da decadência do Estabelecimento o que conduziu ao desejo de dificultar a fixação de entidades oficiais de outros países ocidentais em Macau. Por outro lado, as tentativas de invasão britânica no princípio do século e a inveja de Portugal ser o único país a possuir o domínio útil de um pedaço de terra da China, eram motivo de sobra para se manter a desconfiança sobre os objectivos britânicos em relação a Macau. É sobre este pano de fundo que as autoridades do Estabelecimento, com especial destaque para o governador Adrião Acácio da Silveira Pinto, vão nortear a sua conduta no sentido da neutralidade durante o conflito sino-britânico, conseguindo simultaneamente manter distante o perigo das forças britânicas se instalarem em Macau e dar uma imagem de afastamento em relação à Grã-Bretanha junto do Celeste Império. Sabemos hoje que a possibilidade de ocupação de Macau pelas forças britânicas não esteve completamente fora de questão. As diferentes tentativas de estacionar navios e desembarcar tropas, cujo exemplo mais evidente foi o do navio Hyacinth, testemunhadas ao longo da documentação oficial, são indiciadoras de um desejo de ocupar a Cidade. A correspondência de Charles Elliot para o Visconde Palmerston não deixa muita margem para dúvidas. A reforçar esta ideia encontramos uma outra constante no discurso oficial do governo britânico, a dúvida quanto ao facto de Macau ser português ou chinês, dúvida que permitia construir argumentos para contestar a política seguida por Silveira Pinto em Macau e para 32 • COLECÇÃO DE FONTES DOCUMENTAIS PARA A HISTÓRIA DAS RELAÇÕES ENTRE PORTUGAL E A CHINA • SÉRIE ESPECIAL • VOLUME I
  • subalternizar a posição de Portugal no novo quadro regional que se desenhava com a afirmação de várias potências ocidentais. Dúvida que, em 1844, acaba por levar Pottinger e o Conselho Legislativo de Hong-Kong a considerar Macau como parte integrante dos domínios do Celeste Império, para efeito da jurisdição extraterritorial dos tribunais ingleses sobre os súbditos britânicos na China. Neste capítulo, as conversas que o Barão da Torre de Moncorvo entreteve com o Visconde Palmerston são bastante elucidativas. Coube ao governador Adrião Acácio da Silveira Pinto protagonizar esta linha política de neutralidade face ao conflito e de distância em relação às forças britânicas. O pedido para a saída da comunidade britânica de Macau, a recusa do auxílio colocado à disposição do governador por Charles Elliot, o protesto contra a presença do navio Hyacinth, foram oportunidades que Silveira Pinto aproveitou para vincar, aos olhos do Celeste Império, o seu afastamento em relação à política agressiva britânica, defendendo simultaneamente o Estabelecimento de uma eventual presença militar britânica dentro das muralhas da Cidade. * Para Adrião Acácio da Silveira Pinto, o que acabou por arrastar o Estabelecimento para a crise que viveu durante a I Guerra do Ópio foi a presença britânica na Cidade e os confrontos militares que surgiram à sua volta. Deste modo, a neutralidade assumida pela governação de Macau baseava-se nos seguintes pontos: (a) oposição à presença de forças britânicas dentro da Cidade, fosse a que pretexto fosse; (b) respeito pelas regras estabelecidas pela China, impedindo a presença de navios de outras nações ocidentais que não os portugueses ou espanhóis de Manila; ( c) aliança preferencial com o Celeste Império de quem o Estabelecimento dependia. A protecção a pessoas e bens britânicos, ainda que pontual, acabou por servir de escudo às eventuais hostilidades da "velha aliada". No nosso entender, Macau, ao longo de 1839, e face ao agudizar do conflito sino-britânico, optou pela "aliança possível" com o Império da China. Esta aliança foi substantivada na definição de uma política oficial de neutralidade mas cujos contornos nos levam a considerar que se tratava de uma neutralidade não equidistante pois preconizava a manutenção dos laços e das relações políticas e económicas há muito estabelecidas com a elite dirigente regional chinesa. Assim, a rigorosa neutralidade de Macau não passa de um equívoco provocado pelo jogo de sombras chinesas em que INTRODUÇÃO • 33
  • Macau se viu envolvido e que alguns têm hoje dificuldade em entender. O episódio que se levanta em torno da introdução de armas na China através de Macau e os constantes protestos de Charles Elliot junto do seu governo contra as atitudes das autoridades de Macau, consideradas pelo Superintendente britânico de atentatórias dos interesses da Grã-Bretanha, são mais dois exemplos que ilustram a pouca equidade em que governador e Leal Senado mantiveram a neutralidade de Macau. Na documentação oficial que é possível consultar nesta colectânea, podemos ainda verificar o modo como Silveira Pinto justificava as suas opções políticas, de modo a dar argumentos passíveis de serem esgrimidos pelo governo de Lisboa quando este fosse interpelado pelo governo britânico. Não era possível a Macau pôr em causa a sua continuidade enquanto espaço português na China, sabendo que a sua sobrevivência dependia, antes do mais, da manutenção das boas relações políticas e diplomáticas com o Celeste Império. Sabendo o quanto as relações luso-chinesas eram delicadas, Adrião Acácio da Silveira Pinto teve como tarefa procurar o equilíbrio possível que não abalasse esta relação, o alicerce em que assentava o Estabelecimento de Macau. Sem se poder colocar abertamente ao lado da China, pois não podia provocar o poder marítimo britânico, nem ao lado da Grã-Bretanha, pelos perigos que tal opção acarretava, Macau constrói uma neutralidade de duas faces: numa, registava-se a já referida aproximação preferencial com a China e, na outra, afirmava-se a distância face à Grã-Bretanha. * A neutralidade seguida por Macau durante a I Guerra do Ópio vai acabar por se transformar numa constante das relações luso-chinesas durante o período de transição de 1839-1862. Durante a revolta Taiping e na II e III Guerras do Ópio, Macau vai assumir sempre a mesma opção de neutralidade, continuando a entender que a grande aposta continuava a ser junto do Celeste Império. Mas se, durante o período do primeiro confronto sino-britânico, a neutralidade foi uma opção política que se esgotou no próprio conflito, durante o governo de Isidoro Francisco Guimarães (1851-1863) a neutralidade passou a ser também uma estratégia para facilitar a afirmação (pela diferença) de Portugal junto do Celeste Império. Adrião Acácio da Silveira Pinto, observando as transformações que iam ocorrendo 34 • COLECÇÃO DE FONTES DOCUMENTAIS PARA A HISTÓRIA DAS RELAÇÕES ENTRE PORTUGAL E A CHINA • SÉRIE ESPECIAL • VOLUMEI
  • à sua volta, acaba por perceber que Macau não poderia continuar a depender de um diálogo circunscrito às conivências locais. A partir do tratado de Nanjing (1842) passou a reclamar a nomeação de um comissário régio para negociar a presença portuguesa na China em novos moldes. Reclamação que o ministro Joaquim José Falcão acaba por aceitar, transformando-a numa proposta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros. A escolha acabou por cair no próprio Silveira Pinto. Abriu-se então a era dos tratados. Depois da I Guerra do Ópio nada voltou a ser como dantes e o futuro de Macau passou a decidir-se, em grande parte, fora das muralhas da Cidade. Alfredo Gomes Dias INTRODUÇÃO • 3 5
  • 引 言日諒懊 門 與第 一 次鴉 門 戰爭
  • 引言澳門與第一次鴉門戰爭本文中蒐集 的文件 , 依我們所見 ,為 了解澳門如何渡過第 一 次中 英 沖突 日日夜夜 最重要的文獻 。 其 主體以外交部皮藏的文獻 為 主_現存國家檔案館 —, 此外我們又搜集了 一 些 零 散的 , 但我們認為對全 面了解一八三九年及 一八四 二年間發生的事件不可或缺的文件 。第一次鴉片戰爭乃襖門向現代過渡階段之始 。 這一階段延續至已會簽 ,但未換文的 一八六二年天津條約為止 。 由此可見 , 所徽集文獻的重要性不言而喻 。澳門對第一次鴉片戰爭的態度可以一言簡之 中 立。 無疑 , 這是澳門這一居留地所作出的最重大的抉擇 , 因此需對其詳加敘述 。 這一 中立的本身便包括了 -八三九年 一八九四年間葡中關係歷程並成為從其時起始的未來階段的主題 。我們可以説,第一次中英沖突始於中華天朝決定以鎮壓方式解決鴉片貿易問題 。 林則徐受命欽差 , 革除鴉片貿易 。逐英人離粵導致澳門卷入一場風風雨雨旋渦中 。 其結果更是一八三九年底爆發的中英武裝沖突 。澳門必需選擇一首先可確保葡萄牙在世界這一地區繼續居留下去 , 其次可以振興其已 一蹶不振的貿易、港口的政策 。 具有政治性質的第一個目標是在這兩個沖突國家中間奉行-平衡的外交 。 第二個目標具有經濟性質 。它不過為-願望丶 一力圖恢復往昔澳門為聯繫中華帝國及西方的惟一橋樑而安享之盛世的烏托邦 。 此二 目標相輔相成 , 它促進了澳門中立政策的形成 。對澳門在沖突中採取這一政治抉擇的刨析 , 應始於對其歷史 - 區域環境的分析 。 在澳門所處的地區 , 儘管帝國當局對其國際商業重鎮的運作加以限制 , 但廣州的商業重要性日益增大 。 從經濟角度而言 , 鴉片貿易是葡萄牙獲利得以在華存留的經濟活動 。 另 一方面 , 應將這一 貿易置於-更廣闊的區域環境中加以探討 。 英屬印度的貿易、金融利益具有舉足輕重的地位 。即便在一更加狹小的範圍內 , 襖門的鴉片貿易的利潤足以使澳門得以維持並使其精英及帝國當局之間的紐帶得到維繫 。引言 .39
  • 因此,必需對-八三九年前澳門與中華天朝的關係及其對澳門政府奉行中立政策的影響進行探討 。 首先,我們看到的是, 三世紀以來 , 尤其在區域層面上的關係,其次, 中華帝國當局與華商 (行商 ) 立間干絲萬縷的聯繫,最後,澳門當時所處的政治及經濟獨立局面。 此點在保存至今的文獻中躍然紙上。在 一 八三九年全年及而後的年代中 , 這種區域間互利的例子比比皆是,令我們記億猶新的是,在這一年中,中國當局頻頻將廣州的情況通報澳門,襖門得以準備迎接欽差大臣的駕到 。 公私溝通渠道暢通,僅以弗蘭西斯科安東尼奧佩雷拉達席爾維拉 (Franciasco Antonio Pereira da Silveira) 為例 。 在戰火彌漫的時刻 , 蓮崎廟會談別具深意 。 對出讓香港的擔憂言溢於表 , 懊門企圖與中華帝國分擔憂慮 , 讓其看到此地出讓的勢在必行及從貿易、政治的角度而言將帶來的危險。 此例一開,其餘大國無不亦步亦趨。中華帝國當局對西方在華加以限制 , 尤其不准其餘國家使用澳門港 ,僅限於葡萄人 (數目有限 )及馬尼拉西班牙人 。 另外,葡萄牙政治上的軟弱無法為澳門制定或執行-策略,令澳門在事態的發展中飄泊 。 這 一切決定了澳門對 中華天朝的立場。歸根結蒂,葡萄牙在澳 門的生存取決於它對中國當局溝通渠道保持暢通的能力 , 在不與英國社團關係沖突的前提下,與英國奉行的政策保持一定距離。若澤馬利亞羅德里格斯德巴斯托斯 (Jose Maria Rodrigues de Bastos) 法官以其「國中之國」的論點,將道一主導思想發揮得淋灕盡致 。 他既明確又堅地主張 理智要求我們與土地的主人-中國結為主要盟友 。 無疑, 此語道出了懊門社會、政治精英的心聲。我們所見的 官方文件及報刊文章為此提供了佐證 。從中華天朝方面而言,為驅逐英人不惜採用 一切敵對手段 , 但對澳門則或多或少地表達了親近的願望,以此孤立英國 , 或換言之 , 防止澳門偏 靠 這-西方大國,成為它在中國的急先鋒 試看對葡萄牙人禮績居華不斷作出保證。儘管有過威脅,但中華帝國當局從無武裝入侵澳門的初衷 。 最後 , 林則徐訪澳不僅未造成任何沖突,議事亭反而認為此乃友好舉動 。 它證明了澳門為接待來訪做了準備 。 若中國帝國當局與澳門社會、政治精英間無利害關係,絕無準備可言。40. 葡中勦係史籽料棻編 . l}f. 題系列 · 第 一 茌
  • 在與中華天朝保持聯繫的背後,澳門當局必需與英幗保持關係。英國時時欲將保持數世紀之久的英葡聯盟擴及遠東 。 然而,澳 門對英國對澳門懷有的真正企圖時刻存有戒心 。 此種防備有時演變成-強烈的反英情緒 。 它有兩種基本解釋原因 首先,英國東來強加的貿易競爭使澳門退居二位,其次西方其它各國接踵而至澳門被認為是澳門衰敗的原因之一。由此產生了百般刁難其它西方國家在澳門設立官方機構的願望 。 另 一 方面,該世紀初英人侵澳的企圖及英人對葡萄牙惟一在中國版圖上擁有-具有使用權的一隅之地的嫉妒使得葡萄牙人對英國對懊的企圖保持戒備 。正是在 此背景下,澳 門 當局,尤其是吐 I利威啦邊哆 (Silveira Pinto)總督在中英沖突期間力求中立,既遠遠排除了英人入澳的危險,又在中華帝國面前保持了與英國疏遠的形象 。如今我們知道 ,英國曾有武裝據澳的念頭 。 它曾多次企圖派遣軍艦並下令土兵登陸 。 僅以海阿新 (Hyacinth) 號軍艦為例。此類例子在我們現刊佈的文獻中屢見不鮮 ,無一不為欲侵佔澳門之實例 。 義律 (Charles Elliot) 與巴麥尊 (Palmerston) 子爵間來往信函係明證。為進一步闡述我們的觀點,在英國政府的官方口吻中 , 我們時時可以聽 到 對懊 門 究竟屬葡還是屬華的疑問。 此種責難可用來對吐 晰 威啦邊哆(Silveira Pinto ) 在澳 門 奉行的政策加以質疑,用來貶低葡萄牙在西方列強鼎立的新 的區域格局中的 地位。正是此種質疑使璞鼎査 (Henry Pottinger) 及香港立法會於一八四四年在考慮英國法院對在華子民領事裁判權時 ,認為澳門為中國領土的一部份 。 在此 問題上,托雷 德 蒙科爾沃 (Torrede Moncorvo) 男爵與巴麥尊 (Palmerston) 子爵的談判可謂一語道出天機 。在沖突面前保持 中立政策及對英國軍隊敬而遠之的重任由吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto) 總督力 挑 。要求英人離懊,拒絕義律 (Charles Elliot) 的 援助及抗議海阿新 (Hyacinth) 號軍艦泊襖為吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto ) 總督提供了讓中華帝國目睹他與英國的侵略政策保持距離的機會,與此 同時,保證了英軍無法侵入澳門城內。吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto) 認為,致使澳門卷入第 一 次鴉片戰爭危機的原因正是英國居澳或圍繞他們而產生的軍事沖突。因 此 ,澳 門政府採取的中立基於下列各點 一 、反對英軍以任何籍口入侵澳城, 二 、尊重 中國舊制 , 拒絕非葡萄牙或馬尼拉西班牙的西方其它國家船隻進入襖引言 . 41
  • 門, 三 、優先與澳門的地主中華天朝結盟 。 在特殊情況下對英國子民及其財產的保護完全為防止這位 「 老盟友 」 籍 此 開釁 。我們以為 , 在 一 八三九年全年之中 , 澳門面對日益加劇的英中沖突採取了 一與中國結成 「 可能的聯盟 」 的策略 。 此種結盟的精髓在於採取一正式的中立政策 , 但略觀其輪廓,我們可以説這並不是一等距離的中立政策 , 因為 一 開始它便側重於保持它同中國 地 區領導精英長期以來所建立的政治及經濟關係的紐帶 。 因此 , 澳門嚴格的中立無非係一 由澳門參與的皮影戲造成的錯覺,不過不易為人察覺罷了 。圍繞經澳門向中國輸入武器而發生的事件及英國駐華商務監督義律(Charles Elliot) 將懊門當局的態度視為對英國利益的破壞而在英國政府處不斷提出抗議是澳門總督及議事亭所奉行的中立政策並不中立的實例 。在本集收入的官方文件中,我們可以看到吐晰威啦邊哆 (Silveira Pinto) 如何為他的政治抉擇辯護,以便里斯本政府在受到英國政府的質問時可以用來抵擋一 陣 。澳門決不允許它作為葡萄牙在華領土的繼續性受到影響 。 它深知其生存完全取決於它同中華帝國政治與外交閼係保持的程度 。 它深知葡中關係的微妙性 。 吐咐威啦邊哆 (Silveira Pinto) 的任務是尋求-不破壞這一澳門籟以生存的關係之可能的平衡 。 它無法公開站在中國 一側,以為不可挑戰英國的海上實力,考慮到有可能帶來危險 , 亦不得偏袒英國 。 襖門為 一兩面的中立 一方面 , 優先靠近中國,另 一方面 , 對英國敬而遠之 。懊門在第一次鴉片戰爭中保持的中立政策成為了一八三九年 一八六二年這一過渡時期葡中關係的主調 。 在太平天國 , 第 二次及第 三 次鴉片戰爭期間,澳門恪守這一 中立 , 將賭注押在中華天朝身上 。 如果説 ,在第 一次中英沖突期間 , 中立為一在沖突中已蕩然無存的政治抉擇的話,在基瑪良士 (Is idoro Francisco Guimaraes) 執政期間 (一八五一 —一 一八六三 ) ,這 一 中立則成為了便於葡萄牙 (以與眾不同態度 ) 在中華天朝面前鞏固其地位的策略 。吐晰威啦邊哆 (Silveira P into) 目睹他周圍的變化 , 終於認識到澳門不可再匪於與當地利益集團的對話 。 從 《南京條約 》 (一 八四 二 ) 起開始要求派遣以欽差大臣 , 以新的格局談判葡萄牙居華問題 。 這-請求得到了若42. 葡中關係史寶料桑缢 · 專題系列 · 第 一 卷
  • 阿金 若澤 法爾康 (Joaquim Jose Fa區o) 部長的認可 , 將其作 為一 建議 向外交部提出 。 人選落到了吐晰威啦邊哆 (Silve ira Pinto) 身上 , 條約時代拉開幃幕 。第一次鴉片戰爭後 ,一切今非昔 比 , 澳 門的未來通常在澳城之外定奪 。日諒 (Alfredo Gomes Dias) 丁丑 仲冬識於葡京引 言 .43
  • ABREVIATURAS AHU — Arquivo Hist6rico Ultramarino, Lisboa. ANTT-MNE —Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, Fundo Ministerio dos Negocios Estrangeiros ANTT-MNE-LONDRES —Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, Fundo Minis(erio dos Negocios Estrangeiros, Correspondencia Recebida da Lega~ao de Portugal em Londres. ANTT-MNE-MMU - Arquivo N acional da Torre do T ombo, Lisboa, Fundo Ministeno dos Negocios Estrangeiros, Correspondencia Recebida do Ministerio da Marinha e Ultramar- Caixa 385 - 1844 (anexos ao offcio de 23 de Agosto de 1844 do Ministro da Marinha e Ultramar, Joaquim Jose Falcao, para o Ministro dos Neg6cios Estrangeiros, Jose Joaquim Gomes de Castro, a remeter os documentos solicitados por este Ministro em 26 de J ulho de 1844 sobre a posi~ao de Macau durante a guerra sino-britanica) ABERVIA TU RAS • 4 5
  • 縮略語表AHU —海外歷史檔案館 ,里斯本ANTT-MNE- 國家檔案館 ,里 斯本 , 外交部檔案ANTT-MNE-LONDRES —國家檔案館 , 里斯本,外交部檔案,葡萄牙駐倫敦公使館來文檔ANTT-MNE-MMU -國 家檔案館,里斯本,外交部檔案,海事及海外部來文檔, 一八四四年,第三八五函盒 (附於海事及海外部部長若阿金 若澤 法爾康 (JOAQUIM JOSE FALCAO) 於 一八四四年八月廿三日致外交部部長若澤若阿金戈麥斯德卡斯特羅 (JOS釘OAQUIM GOMES DE CASTRO) 函中 , 轉發一八四四年七月廿六日函調有閼襖門在第一次鴉片戰爭期間立場的文件 。縮略語表 . 47
  • Adriao Acacio da Silveira Pinto Governador de Macau 澳門總督吐 I利威啦邊哆Lin Zexu Comissa rio Imperial 欽差大臣林則徐Capitao Charles Elliot 義律
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